O aplicativo 12 minutos se apresenta como “uma empresa de educação e desenvolvimento pessoal”, que promete “tornar acessíveis os conceitos complexos que antes precisavam de 200 páginas para serem explicados”. Eles oferecem, por meio de uma assinatura, acesso a “microbooks”, definidos por eles como “uma resenha critica curta, direto ao ponto com os conceitos chave de um livro”. Já na home, por exemplo, eles destacam os livros O ponto da virada (Sextante), de Malcolm Gladwell, e O poder do hábito (Objetiva), de Charles Duhigg, segundo a própria plataforma, o campeão de acessos. A Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) entraram na Justiça questionando o uso comercial dos microbooks. No entendimento das entidades, trata-se de uma adaptação de uma obra originária e como tal, está protegido pelos direitos autorais. Em março deste ano, ao ser questionado pelo PublishNews, sobre o recolhimento de direitos autorais, a plataforma informou, via assessoria de imprensa, que “os microbooks que o 12 minutos trabalha são autorais e opinativos, configuradas na lei brasileira como paráfrase ou resenha crítica”. Não é o que pensam as entidades. Na avaliação dos grêmios, a plataforma viola