Ministério monta labirinto na Bienal do Rio

O visitante da XI Bienal do Livro, que começa na quinta-feira, dia 15, e vai até o dia 25, no Riocentro, no Rio de Janeiro, pode dar um passeio no labirinto, representação de um percurso que todo o brasileiro que não sabe ler nem escrever é obrigado fazer. Na prática, percorrerá um circuito com a representação de situações vivenciadas no dia-a-dia por quem não é alfabetizado. Essa é a forma escolhida pelo Ministério da Educação para provocar o debate sobre um dos maiores problemas sociais brasileiros.    Montado no Pavilhão 3 do Riocentro, numa área de 120 metros quadrados, o labirinto é um reflexo do drama vivido por 20 milhões de analfabetos. Dentro dele, um “facilitador” acompanhará os visitantes por um roteiro de painéis fotográficos, acompanhado pela narração de histórias.    A idéia partiu do próprio ministro Cristovam Buarque, que tomou como base relatos de pessoas que conseguiram deixar a condição de analfabetas. Para o ministro, o maior objetivo do MEC, na Bienal, é mobilizar a sociedade contra o analfabetismo.    Para a diretora de Marketing e Publicidade do MEC, Jaqueline Frajmund, o labirinto pretende sensibilizar a população para o drama de milhões de pessoas que ainda não foram alfabetizadas.

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Livro na era da informática

Presidente de associação de editores vê tecnologia como aliada da escrita      O computador não está acabando com o hábito da leitura. Esta é a opinião do presidente da Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros), Wander Soares. Segundo ele, a disseminação das novas tecnologias vem, inclusive, ajudando nas práticas da leitura e da escrita.    Soares lembra que quando nos anos 60, Marshall McLuhan previu o fim do pensamento linear introduzido pela escrita e aperfeiçoado na invenção da imprensa, parecia profetizar que o livro se aproximaria do seu fim. “O fenômeno não se confirmaria e, na verdade, o velho e bom livro vem a cada dia se apropriando sabiamente dos avanços da tecnologia. Vale lembrar que o cinema não impediu o avanço do teatro, nem a televisão substituiu o rádio“, afirma.    Segundo Soares, a tecnologia tem colaborado para a prática da leitura e da escrita, já que é cada vez mais comum encontrar-se anexados ao livro de papel CD-Rom ou mesmo DVDs que ilustram e ampliam o universo abordado no livro.    Na opinião do presidente da Abrelivros, o hábito da leitura deve ser iniciado pela família na idade pré-escolar. “Quando a criança cresce acostumada a ver

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FNDE marcará presença na XI Bienal do Livro do Rio

Os milhares de freqüentadores que, do dia 15 a 25, percorrerão os estandes da XI Bienal Internacional do Livro, no Riocentro, Rio de Janeiro, terão a oportunidade, mais uma vez, de conhecer o Programa Nacional do Livro Didático e o Programa Biblioteca da Escola, ambos patrocinados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.    Presente em todas as Bienais do Livro, tanto nas do Rio quanto nas de São Paulo, o Ministério da Educação e o FNDE – gestor dos principais programas destinados ao Ensino Fundamental – mostram ao público a grandeza do Programa do Livro Didático que, este ano, já distribuiu livros para 170 mil escolas públicas, beneficiando 32 milhões de alunos de 1ª a 8ª séries. E já disponibilizou, na Internet, os títulos a serem escolhidos pelos professores para o próximo ano.    Já o Programa Biblioteca da Escola, que se destina a estimular o hábito da leitura entre professores e estudantes, mediante a distribuição de livros de literatura e obras de referência, só este ano já investiu R$ 18 milhões na compra de acervos básicos e coleções, contemplando 3,8 milhões de alunos de 4ª e 8ª séries, além dos alunos da última etapa da Educação de Jovens

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Ministério começa ciclo de debates mensais

O Ministério da Educação dá início nesta segunda-feira, 12, às 17h, no auditório do ministério, ao ciclo MEC Debate. Com esta iniciativa, o ministro Cristovam Buarque e sua equipe inauguram um espaço público e gratuito para a reflexão sobre questões essenciais à formação e aos caminhos do cidadão, de modo a fomentar a diversidade de informações e, sobretudo, valorizar a pluralidade de olhares sobre a realidade brasileira. O primeiro painel do MEC Debate discutirá o tema O que devemos fazer pelos jovens.       O programa será aberto e mediado pelo ministro, com a participação dos seguintes debatedores: socióloga Helena Abramo, professor João Batista dos Mares Guias, jornalista Gilberto Dimenstein e presidente da União Nacional dos Estudantes (Une), Felipe Maia.      O MEC Debate será realizado uma vez ao mês, no auditório do ministério. O da próxima segunda-feira poderá ser visto, também, pelo canal NBR (TV a cabo da Radiobras), às 22h35.       Para o ministro, “a sociedade está perdendo os jovens como guerreiros da construção da cultura e da modernidade, mas ainda é tempo de recuperá-los, o que dependerá de vontade e criatividade”. Daí ele ter escolhido os jovens como tema inaugural do debate. Segundo

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Pesquisa expõe absurdos do politicamente correto

Educadora aponta casos bizarros de censura a livros e textos escolares     Mickey Mouse é um roedor assustador. Harry Potter é contra a família. O Natal deve ser evitado. Os dinossauros estão proibidos.     Na educação americana, o policiamento sobre a linguagem fugiu do controle.     Após 25 anos de censura aos livros escolares, o “politicamente correto“ veio à luz numa pesquisa alarmante sobre a intromissão oficial na educação.     Em um livro aclamado como o primeiro que leva à tona esse escândalo nacional, Diane Ravitch, uma ex-alta funcionária do governo americano, argumenta que a tentativa de livrar as escolas do preconceito racial e da discriminação sexual foi levada a extremos ridículos. “Parte da censura é trivial, parte é absurda e parte é de tirar o fôlego“, diz Diane, uma historiadora da educação que trabalhou tanto com governos republicanos como democratas.     Seu estarrecedor glossário de palavras e tópicos que foram proibidos por órgãos estatais ou voluntariamente suprimidas por editoras que publicam livros pedagógicos desencadearam uma grita nacional.     Em A Política da Linguagem: Como Grupos de Pressão Restringem a Aprendizagem dos Alunos, Diane revela que uma história intitulada O Golfinho Amigo foi rejeitada

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Empréstimos junto ao BIRD e BID

Os 27 secretários estaduais de Educação têm um dever de casa a ser apresentado ao MEC nas próximas semanas: fazer um levantamento completo sobre ampliação e reforma das escolas públicas. Os dados serão apresentados pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC), em carta-consulta da Comissão de Financiamentos Externos do Ministério do Planejamento (Cofiex), para a busca de empréstimo junto ao Banco Mundial (Bird) e ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (Bid).    Com os recursos do Bid e do Bird, no valor de R$ 6,93 bilhões, o MEC pretende promover um grande mutirão de recuperação física de 145 mil escolas de Educação básica (pré-escola, Ensino fundamental e Ensino médio). Pela proposta, serão ampliados os recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), que destina verbas diretamente às escolas de Ensino fundamental estaduais, municipais e do Distrito Federal que tenham mais de 20 alunos matriculados. Serão contempladas, também, escolas de Educação especial mantidas por organizações não-governamentais (ONGs), desde que registradas no Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS).    Com o financiamento externo, o PDDE, que hoje investe R$ 350 milhões por ano, passaria a dispor de R$ 1,08 bilhão. O valor médio por escola passaria dos atuais R$ 2,7 mil para

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Concurso de redação será lançado na Bienal do Livro

“Copiar livros não é legal” é o título do concurso de redação a ser lançado na Bienal Internacional do Livro, no Riocentro (Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio Janeiro), de 15 a 25 de maio. Aberto a alunos do Ensino Fundamental (sete a 14 anos) das redes pública e privada do Rio, o concurso é uma promoção da Associação Brasileira de Proteção de Direitos Editoriais e Autorais (Abpdea).    O prêmio para o autor da melhor redação e para a professora responsável pela turma do aluno será um microcomputador para cada um. À escola do vencedor serão doados 150 livros didáticos.    Aos professores, em apoio à organização do concurso, compete cadastrar a escola e explicar aos alunos o que é pirataria, direito autoral e apropriação. Ficará a critério deles, ainda, a seleção e o envio, à Abpdea, das três melhores redações de cada turma.    Além da Abpdea, o concurso tem o patrocínio do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). O objetivo é estimular a discussão sobre os prejuízos causados pela cópia do livro, ampliar a conscientização de que a prática da pirataria é nociva à Educação e ao mercado editorial. “Queremos mostrar que o livro tem

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Morre o Secretário Nacional do Livro e da Leitura

Morreu nesta segunda-feira, às 7h, na Clínica São Vicente, Rio de Janeiro, o poeta e secretário nacional do Livro e da Leitura Waly Salomão, de 59 anos. Waly, que estava internado desde o dia 23 de abril, morreu em decorrência de um tumor no intestino, com metástase para o fígado.     O velório, que aconteceria na capela 8 do Cemitério São João Batista, foi transferido para a Biblioteca Nacional, a partir das 16h. O corpo será cremado nesta terça-feira, às 9h, no Cemitério do Caju. 

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Editora Larousse investe US$ 2 mi em filial brasileira

Os primeiros trinta títulos da francesa Larousse chegaram às livrarias brasileiras neste final de semana. A empresa, que inaugurou sua filial no país em março, está investindo 2 milhões de dólares para retomar sua atuação no Brasil, onde esteve presente de 1960 a 1980 por meio de parcerias com outras editoras que publicaram sua enciclopédia, a clássica Delta Larousse, e seus dicionários.     A expectativa é que até o final do ano a editora tenha lançado 100 títulos no país. Para a Bienal do Livro do Rio de Janeiro, que ocorre de 15 a 25 de maio, 60 livros já devem estar prontos. Os destaques serão os livros voltados para o público infanto-juvenil.     No próximo ano, a editora pretende atuar no mercado de livros paradidáticos. Também devem ser lançados títulos clássicos. Estão ainda nos planos da editora publicar livros de autores brasileiros.  

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