Ministério luta pela valorização do professor

O ministro da Educação, Cristovam Buarque, e a secretária de Educação Fundamental, Maria José Feres, participaram nesta sexta, 11, da videoconferência Semana da Educação para Todos, na sede da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em Brasília.    Cristovam destacou que os estudantes precisam de livros, merenda e uniforme, mas é fundamental também terem bons professores. “Quem faz o gol é o professor e precisamos mudar a sua realidade. Eles precisam estar bem com a cabeça, o coração e o bolso”, afirmou, acrescentando que isto significa, respectivamente, boa formação, dedicação e remuneração.    O ministro defende um piso salarial anual para os professores e está discutindo a idéia com prefeitos, secretários de Educação e setores ligados à Educação. Ele explicou que o MEC está no caminho certo que o Brasil espera há 115 anos. “Antes, não tivemos a firmeza de completar a abolição e a República. O caminho é o da Educação que dá igualdade de oportunidades”, disse.    Para o ministro, a grande tragédia no País é que não há essa eqüidade na Educação. “Não podemos viver neste País tão rico sem erradicar o analfabetismo, com pessoas que reconhecem as cores, mas

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Waly extingue Secretaria do Livro

A Secretaria do Livro e Leitura, órgão vinculado ao Ministério da Cultura, vai desaparecer. Mesmo destino terá o Departamento Nacional do Livro, ligado à Biblioteca Nacional. No lugar de ambos, vem aí o Instituto Nacional do Livro e Leitura, que será presidido por Waly e deverá ter a historiadora Rosa Maria Barboza de Araújo na direção. Entre as primeiras medidas que Waly pretende tocar no INLL, estão a reestruturação do programa “Uma Biblioteca em Cada Município“ e a luta pela redução do preço do livro.   Leia a matéria completa

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Altos e baixos ditam o mercado editorial

Por que se lê pouco no Brasil? Responde-se: em parte, pela ineficiência de políticas públicas que sejam capazes de quebrar a estrutura secular de distanciamento do brasileiro pelo livro. Pesquisa realizada pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) em conjunto com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), mostra que, nos últimos 10 anos, o mercado editorial vem patinando, convivendo com altos e baixos tanto com relação à vendas quanto produção, sem crescimento sólido. A pesquisa abrange o período de 1990 a 2001. Os resultados de 2002 saem em março. Para se ter uma idéia, o mercado produziu, há 13 anos, 22.479 novos títulos e teve tiragem total de 239 milhões de exemplares. Desse estoque vendeu 212 milhões e faturou R$ 901 milhões. Já em 2001, foram 40,9 mil títulos produzidos, para 331 milhões de exemplares, que faturaram R$ 2,2 bilhões. Os números impressionam pela diferença. Mas o distanciamento não ilustra a realidade. Por exemplo, em 1998, o País vendeu 410,3 milhões de livros, faturando mais de R$ 2 bilhões. Já no ano seguinte, as vendas caíram para 289,6 milhões de exemplares. A queda brusca de vendas não foi tão pessimista no faturamento: R$ 1,9 bilhões. Tomando outro dado, em

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Brasileiro prefere a locadora de vídeos à biblioteca

“Se houvesse demanda maior, as tiragens também seriam maiores e o preço unitário, logicamente, cairia.“  Wander Soares    Na entrevista exclusiva que concedeu à Integração Econômica, o presidente da Abrelivros – Associação Brasileira dos Editores de Livros, Wander Soares, revelou critérios para fixação do preço do livro e explicou a falta do hábito de ler do povo brasileiro. Revelou também os nomes dos três maiores autores brasileiros (mais lidos) de todos os tempos.    Soares disse que o brasileiro lê pouco pela dificuldade de acesso ao livro, referindo-se ao cidadão de nível médio. Acrescentou que o brasileiro também tem pouco acesso à alimentação adequada, ao teatro, ao cinema e às atividades de lazer em geral. Se ele quisesse realmente ler, iria a uma biblioteca, onde há livro para ler gratuitamente. Mas, existe uma alegação muito forte: as bibliotecas são poucas e distantes. “O brasileiro não tem o hábito de pertencer a uma biblioteca: de ser fichado, ter seu cartãozinho para retirar e depois devolver. Ele prefere ser fichado numa locadora de vídeo“ , disse.    Em seguida, apresentou o segundo motivo: o brasileiro é um povo de forte tradição oral. Prefere conversar e ouvir assuntos, em vez de pegar um

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Pesquisa CNTE – formação e atualização dos professores estão abaixo do esperado

O Retrato da Escola 3, pesquisa da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), realizada no ano passado e divulgada ontem, mostra que a maioria dos trabalhadores em educação básica – 53,1% – está na faixa etária entre 40 e 59 anos, e tem de 12 a 18 anos de tempo de serviço. Isso significa que a maior parte está na metade da carreira, podendo se candidatar nos próximos anos à aposentadoria.     Na opinião da professora Juçara Vieira, presidente da CNTE, se a remuneração e as condições de trabalho não melhorarem, a falta de professores se tornará um problema crônico no Brasil. A ausência deles, aliás, já é sentida em várias escolas de ensino médio e fundamental. Principalmente nas áreas de Matemática, Física e Química.     Além disso, a formação e atualização da categoria estão abaixo do esperado. Numa época em que o mercado de trabalho exige cada vez mais qualificação profissional, inclusive com conhecimentos de informática, praticamente metade dos profissionais de educação básica no Brasil (48%) não tem acesso a computadores ou à internet.     Quando se fala em leitura, os índices melhoram: 41% lêem um ou mais livros por mês. Porém o dado não

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Mapa da Exclusão Digital

O acesso a computadores reflete as desigualdades econômicas e sociais do Brasil, de acordo com o “Mapa da Exclusão Digital“, divulgado ontem pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e o Comitê para a Democratização da Informática (CDI). Apenas 12,46% dos brasileiros têm computador em casa. O percentual dos que estão conectados à internet é ainda menor: 8,31%. O estudo, baseado em dados de 2001, revela ainda uma situação de “apartheid digital“: para cada negro/pardo com acesso à informatização existem 3,5 brancos na mesma situação.   Conheça a íntegra do documento

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Qualidade educacional é tema de superaula

A Maior Aula do Mundo será ministrada nesta quarta, dia 9, em Brasília e várias outras cidades brasileiras, como parte das atividades da Semana de Ação Global, que acontece em mais de 50 países. No Brasil, a superaula terá como tema as desigualdades na Educação. Em Brasília, a aula tem início às 10h30, no auditório do Espaço Cultural Zumbi dos Palmares, na Câmara dos Deputados.    Aberta ao público, a aula abordará, além da qualidade educacional, a revisão do custo por aluno no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef); a derrubada dos vetos ao Plano Nacional de Educação (PNE) e o financiamento da Educação infantil e de jovens e adultos. O Programa Cidadania, da TV Senado, transmite alguns dos debates, às 15h.    A Maior Aula do Mundo faz parte da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, lançada em 1999, em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados para efetivar os direitos educacionais garantidos por lei. A campanha é comandada por um comitê nacional, que representa segmentos do campo educacional, como sindicatos, associações, União Nacional dos Dirigentes Municipais de Ensino (Undime), União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (Uncme), Movimento

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Ministro da Educação quer que o espanhol seja a segunda língua no Brasil

O ministro da Educação brasileiro, Cristovam Buarque, quer transformar o espanhol na segunda língua do Brasil. “Queremos dar um grande incentivo para tornar o espanhol a segunda língua dos estudantes (brasileiros)“, disse o ministro numa entrevista à AFP, às vésperas de sua viagem para a Galícia e Madri, onde se reunirá com o presidente da Xunta, Manuel Fraga, e a ministra da Educação, Pilar del Castillo.    Buarque assegurou que espera desenterrar o projeto de lei sobre o ensino do espanhol, que ficou arquivado no Congresso na legislatura anterior, e que preconizava a obrigatoriedade do ensino da língua de Cervantes nas escolas do ensino médio no Brasil como uma matéria a mais do currículo escolar, embora optativa para os alunos. “Queremos que o ensino do espanhol seja implantado em 2006“, assegurou o ministro, que  no entanto vê um problema neste projeto: a grande quantidade de professores necessários para levá-lo adiante com os escassos recursos do ministério. O ministro assegurou que ia aproveitar a reunião com sua colega espanhola para “comentar“ o projeto, embora não “vá pedir dinheiro“ para concretizá-lo. “Temos que fazê-lo com nossos recursos“, afirmou. 

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Combatendo a fotocópia

Ancelmo Góis informa que as editoras de livros didáticos vão fazer lobby contra as fotocópias com estudantes na Bienal. Um concurso de redação para alunos de 1º grau terá como tema a frase “Copiar não é legal“. O autor do melhor texto e sua professora ganham um computador, e a escola leva um reforço de 150 livros para sua biblioteca. Ainda segundo o colunista, as editoras didáticas calculam em R$ 350 milhões seu prejuízo anual com fotocópias  Leia mais

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