Esqueceram-se dos livros

Estudo do MEC mostra que apenas 26% das instituições de ensino fundamental no país mantêm acervo com obras literárias à disposição dos alunos. Na maioria das escolas, biblioteca é artigo de luxo       As estantes que abrigam os livros foram compradas com dinheiro do bolso de uma professora. As seis mesas com 36 cadeiras que os estudantes usam para ler foram adquiridas graças à venda de pipoca e sorvete. Quase todos os livros que compõem o acervo foram doação. Foi nessas condições que o Centro de Ensino Médio 1, em Sobradinho, conseguiu montar uma biblioteca ampla para atender 3,3 mil alunos do ensino médio. A escola do Distrito Federal é exceção na realidade brasileira. Na maioria dos estabelecimentos de ensino do país, biblioteca é artigo de luxo. O mais recente levantamento do Ministério da Educação (MEC) mostra que apenas 26% das escolas de ensino fundamental de todo o Brasil têm espaço físico com acervo de livros de literatura à disposição dos alunos. O universo de escolas sem biblioteca chega a 134 mil em todo o país. A carência se dá exatamente numa etapa em que estão nada menos do que 35,3 milhões de alunos matriculados.     Há

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Ministro tem encontro com editores e livreiros

O ministro da Educação, Cristovam Buarque, se reúne com editores e livreiros de todo o País, quarta-feira, 21, às 15h, na Sala de Cristal, no 8º andar do Ministério da Educação. Eles foram convidados pelo próprio ministro para uma conversa sobre o processo editorial durante a XI Bienal Internacional do Livro, que acontece no Rio de Janeiro até 25 de maio.      O Ministério da Educação é considerado o maior comprador de livros didáticos e de literatura da América Latina. Por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), o MEC tem adquirido cerca de 120 milhões de livros didáticos e dicionários, anualmente. Na conversa com os editores, o ministro vai discutir, entre outros assuntos, o sistema de compras de livros pelo Ministério.      Representantes de entidades como a Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), Associação Brasileira dos Editores de Livros Didáticos (Abrelivros), Associação Nacional de Livrarias (ANL), Associação Brasileira de Leitura (ABL), Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), Associação Brasileira de Autores de Livros Educativos (Abrale) e Liga Brasileira de Editores (Libre) estarão presentes ao encontro.      O FNDE patrocina dois programas específicos ligados ao livro: o

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MEC e Unesco: mais de US$ 200 mil para alfabetização

O ministro da Educação, Cristovam Buarque, e o representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Jorge Werthein, assinam ontem (19) um acordo de cooperação que prevê mais de US$ 200 mil para investimentos em projetos de alfabetização.     A assinatura do acordo faz parte da solenidade de lançamento da Década das Nações Unidas para a Alfabetização, realizada pela Unesco no Brasil. Além do MEC, a parceria com o organismo internacional envolve a Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Câmara dos Deputados, a Comissão de Educação, Cultura, Ciência e Tecnologia, Comunicação e Esporte do Senado Federal e o Grupo de Parlamentares Amigos da Unesco.     A Unesco faz, também, o lançamento do livro Alfabetização como Liberdade, que contém os principais documentos sobre a Década para a Alfabetização, que inclui textos de Koichiro Matssura; do secretário-geral da ONU, Kofi Annan; do presidente da Mongólia, Natsagiyn Bagabandi; do educador brasileiro Paulo Freire.  

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Panorama Setorial – Distribuidores de Livros

O Panorama Setorial, serviço especializado da Gazeta Mercantil, está lançando a análise “Distribuidores de Livros“, que trata, com detalhes, do canal responsável pela intermediação da venda do livro entre o editor e o varejista. O trabalho aborda os diversos tipos de distribuidores. Entre eles, destacam-se os atacadistas tradicionais, os representantes e os importadores. Apresenta também um cadastro de aproximadamente 200 distribuidores. Com 149 páginas, a análise “Distribuidores de Livros“ integra um amplo estudo do Panorama Setorial sobre o mercado do livro. Preço: R$ 840,00. (Mais informações: 11-3457-7976).   Leia a matéria completa

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Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro 2002

A Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional dos Editores de Livros divulgaram no último dia 17, na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, os resultados da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro 2002.     Segundo o estudo, o mercado editorial brasileiro em 2002 caracterizou-se pela cautela e pela instabilidade de alguns indicadores – tendência verificada tanto nos negócios como no consumo -, sobretudo devido à desaceleração da economia, às incertezas políticas de um ano eleitoral e à forte desvalorização do Real.     O número de títulos editados (39.800) apresentou uma ligeira queda, de 3%, na comparação com o ano de 2001 (40.900). Entretanto, houve um aumento de 7% na quantidade de exemplares vendidos, totalizando 320,6 milhões de livros comercializados em 2002 contra 299,4 milhões exemplares vendidos em 2001.     A retração dos níveis de renda no Brasil não chegou a impedir o crescimento do consumo em certas áreas, mas impôs limites à expansão do mercado. Houve uma queda de 4% no faturamento do setor editorial (R$ 2,18 bilhões em 2002 contra R$ 2,27 bilhões em 2001), levando-se em conta os preços correntes e as compras pelos programas governamentais (PNLD, PNBE e

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Ministro propõe metas para o programa de Leituração (Bienal)

Um grande programa de Leituração é a proposta do Ministério da Educação para incentivar e estimular o hábito de ler dentro e fora da sala de aula. No estande do MEC , na XI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, o ministro da Educação, Cristovam Buarque, anunciou as quatro metas do programa: agentes de leitura (com apoio dos agentes de saúde e carteiros); a lei que institui um livro na cesta básica; a ampliação dos programas de distribuição de livros didáticos e paradidáticos e a mala do livro (bibliotecas comunitárias).      Segundo Cristovam Buarque, cem mil bibliotecas domésticas serão montadas até o final do governo. “No Distrito Federal, nós fizemos 550 bibliotecas destas. No Brasil, a gente imagina que pode ter cem mil”, declarou o ministro.       O MEC já estuda o projeto-piloto, que deverá ser implantado em três mil residências de duzentos municípios brasileiros, no segundo semestre. Nos primeiros estudos, a idéia é implantar as bibliotecas na casa de alunos beneficiados pelo Bolsa-Escola, com duzentos a trezentos títulos literários (infanto-juvenil até literatura universal). O projeto custará R$ 300 mil.      Outra novidade nos programas de leitura do MEC é a ampliação do Programa

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Gil e Buarque na abertura da Bienal do Livro

O ministro da Cultura, Gilberto Gil, participou hoje, no Riocentro, da abertura da 11ª Bienal do Livro do Rio, ao lado do ministro da Educação, Cristóvam Buarque, e da governadora do Rio, Rosinha Matheus.     Gil disse que uma feira como esta, além de incentivar o surgimento de novos leitores, aumenta os investimentos de produtores e editores de livros. Ele prometeu estudar, junto ao Governo Federal, uma forma de baratear o preço do livro.    Já o ministro da Educação, Cristovam Buarque, pediu aos editores que transformem a 11ª Bienal em uma fábrica de leitores. Ele fez o pedido durante a abertura da Bienal, que neste ano tem a expectativa de receber 500 mil pessoas, entre elas 200 mil crianças. O ministro defendeu também a participação das editoras de livro do programa de Erradicação do Analfabetismo no país.     Buarque também anunciou a criação, em 2004, de um programa de bibliotecas domésticas ou comunitárias. O projeto consiste em transformar casas particulares em bibliotecas. Os livros seriam fornecidos pelo governo federal. O ministro disse que o projeto ainda está em estudo, mas a meta é criar 100 mil bibliotecas comunitárias. O projeto é semelhante ao que foi criado em

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Livro infantil representa 35% do mercado

“Se quisermos transformar o Brasil em um País de letrados, temos que começar pela infância.“ A frase é do cientista-político Ottaviano De Fiore, mas já é consenso entre as editoras nacionais, que vêem nesse nicho a real possibilidade de aquecer o mercado da literatura infantil, hoje, e adulto, amanhã.     Incentivar o hábito da leitura na infância torna-se, desta forma, um negócio concreto e crescente. Cada vez mais editoras de todos os portes investem em lançamentos na linha infanto-juvenis, que já representam 35% do mercado global, e este ano deve movimentar R$ 2,4 bilhões, com crescimento previsto de 20%, sobre o verificado em 2002.    O segmento chega a representar até 100% da receita de algumas companhias. De acordo com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) , o produto deve ser encarado como elemento de cultura e ensino, mas é também importante fator de negócios. “O livro é um motivador social importante“, afirmou Paulo Rocco, presidente do Sindicato.     Atenta aos leitores mirins, a Cia. e Editora Melhoramentos fechou uma parceria com o escritor Ziraldo e pretende lançar 25 títulos do segmento este ano. Para Breno Lerner, diretor-geral da editora, a expectativa é de “apresentar um

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Lula faz crítica a aprovação automática

Para presidente, sistema pode parecer moderno, mas não mede se crianças estão aprendendo     O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem o sistema de progressão continuada adotado em várias escolas públicas do País, inclusive em cidades administradas pelo PT. Na opinião do presidente, “ter um sistema educacional em que as crianças não precisam de provas para saber se vão passar ou não de ano pode parecer moderno e muito bonito“. Mas advertiu: “Sem um sistema de aferição, a gente não sabe a qualidade de ensino que essas crianças estão recebendo.“     A progressão continuada, que existe no Estado de São Paulo desde 1997, elimina as séries e as agrupa em ciclos de aprendizagem, de quatro anos.  Na capital, o sistema foi adotado na gestão Luiza Erundina. Durante o ciclo, as crianças não podem ser reprovadas para que a repetência não as desmotive. A aprendizagem é entendida como algo contínuo e a reprovação só pode ocorrer ao fim de cada ciclo. O presidente chamou o sistema de “aprovação automática.“     As principais críticas de educadores se referem não ao sistema como conceito e sim à forma como foi adotado no Estado, sem preparação da rede.  

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