Provão do professor dará bolsa de R$ 100,00

Exame, destinado a docentes de 1.ª à 4.ª séries, será realizado no início de 2004       Em meio a discussões sobre acabar ou não com o Provão, o Ministério da Educação (MEC) criou o que já está sendo chamado de provão dos professores. A partir de 2004 os formandos de cursos de licenciatura precisarão passar por um exame específico, obrigatório para a obtenção do diploma. Os professores formados terão participação voluntária no teste. Para incentivá-los, o MEC oferecerá bolsa mensal – com valor aproximado de R$ 100,00 – para os aprovados. O primeiro Exame Nacional de Certificação de Professores da Educação Básica será realizado entre janeiro e fevereiro, apenas para docentes de 1.ª a 4.ª séries do ensino fundamental. Será uma espécie de teste para a aplicação posterior em formandos de licenciatura. Segundo a chefe de gabinete da Secretaria do Ensino Fundamental do MEC, Renata Braga Santos, a estimativa é de que 500 mil professores façam a primeira prova.     “Os aprovados terão uma carteirinha do Estado brasileiro mostrando sua qualidade diferenciada“, disse Renata. O formato, o conteúdo e a metodologia do exame ainda estão sendo estudados. Haverá apenas uma prova para todo o País. O MEC

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Portaria cria certificação dos professores

A Portaria MEC nº 1.403, publicada na terça-feira, dia 10, no Diário Oficial da União, institui a política nacional de valorização e formação de professores. Ela cria o Sistema Nacional de Certificação e Formação Continuada de Professores da Educação Básica, que compreende o Exame Nacional de Certificação da categoria, além de programas de incentivo e apoio à formação continuada e a Rede Nacional de Centros de Pesquisa e Desenvolvimento da Educação.    O Exame Nacional de Certificação de Professores destina-se a todos os professores, mas a participação dos profissionais em exercício e dos concluintes do curso normal é voluntária. Farão a prova os alunos que estiverem concluindo cursos superiores de Licenciatura e Pedagogia. “O exame é um acréscimo ao diploma, um ponto a mais na valorização, no recrutamento de professores“, afirma a secretária da Educação Fundamental do MEC, Maria José Feres. “No caso dos concluintes, vai avaliar as instituições também. Para os professores que já estão em sala de aula, será uma formação continuada em serviço.“    A certificação será feita nas áreas de Educação infantil; Educação fundamental (anos iniciais); língua portuguesa; matemática; ciências humanas e sociais; ciências da natureza; línguas estrangeiras; educação física; artes e gestão.    Em 2003,

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Alunos carentes terão quatro novas bolsas

Auxílios com transferência de renda serão desenvolvidos até 2004 por futura Secretaria de Inclusão Educacional       Alunos de famílias carentes prejudicados pela falta de creches ou por deficiências no ensino fundamental e no ensino médio da rede pública devem ser atendidos, até o próximo ano, por pelo menos quatro novos tipos de “bolsa“ com transferência de renda. São elas: Poupança-Escola, Bolsa-Escola para o Ensino Médio, Primeira Infância e Pré-Escola. A medida será desenvolvida pela futura Secretaria de Inclusão Educacional, do Ministério da Educação. O novo órgão também implantará, a partir de setembro, programas de combate ao trabalho infantil e à exploração sexual de crianças e jovens -projetos ligados aos ministérios de Assistência e Promoção Social e da Justiça. A nova estrutura substituirá a Secretaria Nacional do Bolsa-Escola e gerenciará o programa. Neste ano, o novo órgão deve usar R$ 80 milhões referentes a benefícios não-sacados do Bolsa-Escola para atender pelo menos 800 mil crianças e jovens. Em março, o ministro Cristovam Buarque (Educação) chegou a sugerir que a verba não-sacada do Bolsa-Escola fosse usada para aumentar o valor do programa de R$ 15 por criança (limite de R$ 45 por família) para R$ 50 por família, o mesmo

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Brasil e Argentina firmam convênio educacional

Programas de intercâmbio de professores, produção de materiais didáticos e criação de um fórum de reitores são algumas ações que fazem parte do Memorando de Entendimento assinado sexta-feira, 6, em Buenos Aires, Argentina, pelos ministros da Educação do Brasil, Cristovam Buarque, e da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina, Daniel Filmus, pelo diretor do Instituto Internacional de Planejamento da Educação da Unesco, Juan Carlos Tedesco, e pelo representante da Unesco no Brasil, Jorge Werthein.    A ação conjunta dos dois ministérios visa desenvolver uma educação de qualidade, criar condições de acesso e permanência dos alunos na escola, consolidar a integração e aprofundar a cooperação entre os sistemas educacionais do Brasil e da Argentina. Para alcançar esses objetivos, os países se comprometem a desenvolver políticas e uma série de ações divididas em áreas que vão do ensino básico à pós-graduação.    Formação de professores – O acordo prevê a execução de um programa de intercâmbio de diretores de escolas argentinas e brasileiras para trabalhar temas comuns, além de desenvolver programas e trocar informações sobre formação de docentes.      Materiais didáticos – Os dois ministérios devem trabalhar na elaboração de recursos didáticos e audiovisuais, que serão usados no ensino de Espanhol

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Ministros do Mercosul assinam acordo por integração educacional

Os ministros de Educação dos países do Mercosul, do Chile e da Bolívia assinaram no dia 06/06 a Declaração para o Desenvolvimento da Integração Cultural e Educacional na região. O documento foi assinado ao final da XXIV Reunião de Ministros do Mercosul, em Assunção, capital paraguaia. Na ocasião, o ministro brasileiro, Cristovam Buarque, conclamou os ministros de Educação presentes a pedir a seus presidentes para pôr a educação na agenda de estado dos países do Mercosul de maneira mais forte, “para que um dia a gente possa dizer que no nosso continente a educação está em primeiro lugar”.    União – Falando após a apresentação do coral da Itaipu Binacional, o ministro Cristovam Buarque usou a construção da hidrelétrica como um exemplo do que pode ser feito quando há união entre os países. “Agora, precisamos nos unir por outra obra grandiosa, que é a erradicação do analfabetismo na região e a melhoria da qualidade da educação”, disse o ministro. A ministra de Educação do Paraguai e presidente da Reunião de Ministros de Educação do Mercosul, Blanca Duarte, ressaltou que a integração efetiva dos países da região só se dará pela educação. “As negociações e conversas sobre intercâmbio econômico para o

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Senado endossa guerra contra pirataria

Projeto de lei que atualiza e torna mais rígidas as penas contra a violação de direitos autorais depende agora da sanção do presidente       O Senado aprovou na quinta-feira, 29 de maio, o projeto de lei nº 11 (nº 2681/96 na Câmara) que atualiza e torna mais rígida a legislação de combate à pirataria. Se sancionado pelo presidente da república, a pena para violação de direitos autorais e conexos poderá variar de dois a quatro anos (atualmente varia de um a quatro). Além disso, o projeto atualiza as especificações técnicas do Código Penal –prevendo tecnologia de cabo, fibra ótica etc- e suprime a menção nominal das multas, remetendo o cálculo para a sistemática geral do Código Penal.     Benefícios  Segundo o coordenador de direito autoral do Ministério da Cultura, Otávio Afonso, “a menção nominal das multas tal como hoje está é um incentivo aos piratas porque a multa faz menção valores em cruzados novos”. Além disso, o projeto beneficia também as entidades privadas “porque o governo, à época, atendeu à quase totalidade da petição dos setores que combatem a pirataria, como o caso da ABPD. Apdif, Abes, e outras”.    O PL nº 2681 de 1996 é

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Governo federal acelera escola de nove anos

Ministério da Educação quer acelerar a ampliação do ensino fundamental de oito para nove anos no Brasil -incorporando, assim, a pré-escola e antecipando a entrada do estudante no sistema dos sete anos de idade para os seis anos. Em troca, Estados e municípios vão receber mais verbas do Fundef, o Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental.    A proposta, segundo o MEC, tem como objetivo melhorar a qualidade da educação e reduzir a diferença de oportunidades entre ricos e pobres, já que boa parte dos alunos de classe média tem acesso à pré-escola.  A iniciativa, elogiada por especialistas da área, já constava da Lei de Diretrizes e Bases da Educação aprovada em 1996, mas, para implantá-la, o governo Lula vai precisar superar obstáculos, como a falta de recursos e de professores -este último uma realidade conhecida principalmente no segundo ciclo do ensino fundamental e em todo o ensino médio.  Leia mais

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Programa Toda Criança Aprendendo

“O Toda Criança Aprendendo é um gesto de amor não só às crianças, mas de amor ao País”, disse o ministro da Educação, Cristovam Buarque, ao apresentar hoje, 5, este programa aos diretores da União Nacional dos Dirigentes Municipais (Undime), parlamentares, educadores, sindicalistas, dirigentes do MEC e secretários de Educação, no auditório do MEC. Na oportunidade, todos receberam a cartilha Toda Criança Aprendendo, editada pela Secretaria de Educação Fundamental (SEF/MEC).    A cartilha, com tiragem de 15 mil exemplares, será levada a encontros que a SEF pretende realizar nos estados e municípios para implantar o programa e fazer um pacto pela educação. O ministro lembrou que nada acontece se não houver coalisão para a educação e que o Toda Criança Aprendendo não é só um gesto de compromisso com estas crianças, hoje, mas, sobretudo, com o futuro do Brasil. “Vamos dar exemplo. É um salto inicial, mas não pequeno, a construção da coalisão nacional pela educação”. A seu ver, não há projeto eficiente se for limitado a quatro anos, não só educacional. “Os grandes projetos nacionais são os que duram”, disse.    Citou quatro países de porte médio que pensaram a educação, nos últimos 30 anos, como projeto de longo

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Cristovam abre seminário sobre novo Ensino Médio

O momento para efetuar mudanças no Ensino Médio nunca foi tão favorável. Foi o que disse o ministro da Educação, Cristovam Buarque, durante a abertura do seminário Ensino Médio: Construção Política, que começou ontem (4) e termina amanhã, sexta-feira, no Hotel Nacional, em Brasília. Citando exemplos de outros países, especialmente europeus, que conseguiram melhorar os índices educacionais em razão da coalizão nacional que se formou para implementação das mudanças, o ministro lamentou apenas a ausência de representantes da juventude no Seminário. “Eles precisam nos dizer como é a escola que eles querem, porque o que expulsa o jovem da escola, em parte, é a pobreza, mas também a falta de sintonia da escola com o aluno”, afirmou Cristovam.    Para o ministro, além de oferecer atendimento educacional e de saúde, também é preciso proporcionar alimentação digna, renda, emprego e, principalmente, “uma mística pela qual eles lutem, especialmente os mais pobres”. Segundo ele,“precisamos construir uma “mística” para o Brasil, que deve passar pela conclusão da abolição da escravatura”.    Mudanças – O seminário Ensino Médio: Construção Política reúne 600 representantes de redes estaduais, de redes federais, de instituições particulares, além de técnicos da área de Educação, com o objetivo de traçar

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