Estados e municípios apóiam proposta de SUS de Cristovam

Estados e municípios estão dispostos a compor com o governo federal o sistema integrado de educação proposto pelo ministro Cristovam Buarque. Todos sabem, porém, que será uma costura trabalhosa, sobretudo quando o assunto for quem paga o quê. “Estados e municípios estão dispostos a fazer este regime integrado de educação“, garantiu o secretário de Educação de São Paulo, Gabriel Chalita, presidente do Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed). “A questão é quem paga.“   Cristovam lançou na segunda-feira a idéia do sistema integrado e, ontem, em evento em Brasília sobre educação e desenvolvimento, apresentou quatro propostas com vistas à melhoria da qualidade da formação dos brasileiros: 1) instituir um piso salarial para o professor e implantar a avaliação permanente do seu trabalho; 2) garantia de vaga a todas as crianças a partir de 4 anos; 3) ensino médio obrigatório; 4) quatro anos de ensino médio, sendo um deles profissionalizante.     Segundo o ministro, essas propostas são parte de um grande projeto que pressupõe o que chamou de sistema solidário de educação. No Brasil, explicou ele, a educação depende sobretudo de governadores e prefeitos, porque o sistema foi descentralizado. “O piso salarial, por exemplo, você pode decretar, mas

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Unesco cobra investimento em ensino

Uma cobrança abriu ontem, em Brasília, o primeiro dia do seminário internacional Educação, Ciência e Tecnologia como Estratégia de Desenvolvimento. O representante no Brasil da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Jorge Werthein, criticou o governo brasileiro por não investir o suficiente em Educação. ‘‘Agora que o governo promoveu o ajuste fiscal, controlou a inflação e administrou o risco-brasil, está na hora de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva priorizar a Educação Ciência e Tecnologia, como está no seu programa de governo divulgado na época da eleição’’, cobrou Werthein. Presente no seminário, o ministro da educação, Cristovam Buarque, a princípio, afirmou que declaração de embaixador não se comenta. Em seguida, mudou de idéia e disse que educação é prioridade para o governo. ‘‘O problema é que não se investe porque há uma crise financeira e não há recursos suficientes. (…) Mas todos os recursos disponíveis estão sendo canalizados para a Educação’’, rebateu. Há um mês, o ministro reclamou publicamente que sua pasta precisa de mais dinheiro. O seminário reuniu especialistas da Coréia do Sul, Irlanda, Espanha, Malásia e Finlândia. A intenção do governo brasileiro é conhecer experiências que deram certo nesses países e avaliar a

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Cresce disputa de editoras no mercado de didáticos

A espanhola Santillana é forte candidata à compra da Ática    A editora Santillana, divisão do grupo de mídia espanhol Prisa, avança a passos largos no Brasil e é considerada hoje uma das mais fortes candidatas à aquisição da Ática/Scipione, controlada pelos grupos Vivendi e Abril, a maior editora de livros didáticos do país. A editora brasileira Moderna, comprada pela Santillana em 2001, triplicou sua participação nas compras de livros didáticos pelo governo federal, abocanhando quase 10% do fornecimento para o ano letivo de 2004.     Este é o melhor filão do mercado editorial. O orçamento para o Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD) é de R$ 580 milhões e contempla a aquisição de 102 milhões de exemplares de livros da 1ª a 4ª série do ensino fundamental, que serão distribuídos gratuitamente para a escolas públicas até o início do ano que vem. Os livros já foram selecionados pelos professores.     Mas as editoras e o governo só fecharam na última quarta-feira as negociações sobre preços, com um mês de atraso. Alegando uma forte alta nos custos do papel, cujas cotações subiram 30%, a editoras queriam um reajuste de 22%, bem acima da proposta do governo, de 6%.

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ABL pede volta de literatura nos currículos

A Academia Brasileira de Letras (ABL) está insatisfeita com o ensino de português nos níveis médio e fundamental e entregou ontem ao ministro da Educação, Cristovam Buarque, um documento com 11 sugestões para melhorar a qualidade das aulas. Segundo o presidente da ABL, Alberto Costa e Silva, é preciso voltar a ensinar nas escolas a norma culta e a literatura. A disciplina foi retirada dos currículos na gestão Paulo Renato Souza.     Cristovam foi à ABL pedir apoio ao seu projeto de acabar com o analfabetismo e receber a medalha Machado de Assis.     Os acadêmicos explicaram que a queda na qualidade de ensino vem sendo aferida em contatos com estudantes e profissionais recém-saídos da universidade. “Só conhecendo a literatura de um país é possível entendê-lo“, disse Costa e Silva. “É preciso também reforçar a norma culta do ensino fundamental e médio, porque é ela quem une as diversas formas de falar.     Hoje, ensina-se a fala popular nas escolas, que é importante, mas não deve ser aprendida em sala de aula.“     Cristovam concordou com a necessidade de aulas de literatura e lembrou que o ministério distribui livros aos estudantes. Ele pediu aos imortais que

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Primavera dos Livros reúne 71 editoras em São Paulo

A PRIMAVERA DOS LIVROS em São Paulo ocorrerá no Centro Cultural São Paulo de 18 a 21 de setembro. Serão 71 editoras divididas em 66 estandes e reunidas num encontro em que o personagem principal é o livro.    A Primavera dos Livros é uma ampla feira anual de livros, organizada pela LIBRE – Liga Brasileira de Editoras – que reúne pequenas e médias editoras. A abertura será dia 18, com um fórum de discussões somente para profissionais do mercado editorial que acontecerá no auditório do Sebrae, em frente ao Centro Cultural São Paulo. Para o público, a PRIMAVERA DOS LIVROS começa sexta-feira, 19, dia também dedicado ao educador a quem se destinam palestras e mesas redondas, concebidas com o apoio da Secretaria Municipal de Educação.     Sábado e Domingo, dias 20 e 21, haverá dois tipos de programação disponíveis para o público. A primeira, dentro do espaço infantil – uma área preparada para receber crianças –, com contadores de histórias, oficinas de desenho e poesia e outras atividades, todas com o auxílio de monitores. A segunda contempla o público adulto com encontros e debates entre escritores, editores, críticos, professores e roteiristas. São quatro mesas-redondas por dia com a

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Para assessor do MEC, redução não é corte

Levando-se em conta o orçamento global do Ministério da Educação, que entre outros gastos inclui pessoal e encargos, juros e precatórios, os recursos para o ano que vem são mais generosos do que o previsto para este ano e representam um aumento próximo a 3,5%. Os recursos vão aumentar de R$ 18,14 bilhões previstos para este ano para R$ 18,81 em 2004.   – Teve aumento em relação a este ano, mas não é o desejável – disse um assessor do ministério.   Segundo ele, a redução dos recursos destinados a investimentos, de 22%, não pode ser encarada como corte na educação. Ele explicou que cada instituição vinculada ao MEC, principalmente as universidades federais, informa em que precisa investir e os recursos são repassados mediante este critério. Segundo o assessor, o aumento de recursos para a educação este ano, devido aos remanejamentos, pode chegar a R$ 2 bilhões. Um especialista em orçamento do Ministério da Educação estima que, devido ao remanejamento de verbas, o aumento dos recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento do Ensino Fundamental (Fundef) será de R$ 427 milhões. Mas ele reconhece que grande parte do aumento das verbas para a educação leva em conta os gastos que

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Ensino Fundamental é avaliado pela Câmara

O Brasil ocupa as últimas posições no que se refere ao desempenho dos alunos do ensino fundamental, dentro de uma avaliação de 32 países, superando apenas a Macedônia, Indonésia, Peru e Albânia. Os dados foram divulgados pelo presidente da Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados, Gastão Vieira (PMDB-MA), e constam do relatório do grupo de trabalho que discute a “Alfabetização Infantil: os novos caminhos“.     O documento aponta ainda que 64% das crianças que estão no primeiro ano do ensino fundamental não sabem ler nem escrever. Das 34 milhões de pessoas que estão matriculadas 10 milhões não têm idades entre 7 e 14 anos. “A gente perde cerca de R$ 2 milhões por ano com esses alunos“, declarou o deputado, sugerindo que é preciso criar programas específicos de educação para os alunos com idade superior a 14 anos e cursam o ensino fundamental.    

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Taxa de alfabetização de adultos aumenta

O Brasil está entre os países mais populosos do mundo que registraram melhora, na última década, nas taxas de alfabetização de adultos, ao lado de países como China, Egito e Paquistão. A informação faz parte dos novos dados divulgados pelo Instituto de Estatísticas da UNESCO, o USIS, por ocasião do Dia Internacional da Alfabetização, 8 de setembro. Segundo o Instituto, o  Brasil registrou um aumento de seis pontos percentuais em sua taxa de alfabetização de adultos, saltando dos 80% em 1991 para 86% em 2000.

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Estudantes brasileiros não entendem o que lêem

Os alunos do País conseguem ler, mas são incapazes de entender o conteúdo dos textos. Segundo dados da Organização para Cooperação e o Desenvolvimento  Econômico (OCDE), 50% dos 2 mil estudantes, na faixa etária dos 15 anos que foram entrevistados, têm dificuldades de leitura. De acordo com especialistas, a baixa escolaridade no País, a deficiência do ensino público, o despreparo dos professores e o preço elevado dos livros são algumas das causas do analfabetismo funcional. A Unesco analisou pesquisa, realizada em 2000 pela OCDE em parceria com ministérios da Educação de 41 países, que revelou que o desempenho escolar dos estudantes brasileiros é um dos piores do mundo (37º lugar).

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