Livro eleva a qualidade do ensino

Evento internacional realizado em São Paulo discutiu o papel da leitura na aprendizagem escolar       A importância da leitura na qualificação do Ensino foi a pauta dos painéis e dos debates de ontem no encerramento dos dois dias de trabalhos do I Congresso Internacional de Educação, em São Paulo (SP).     O impacto da infra-estrutura com a qualidade da educação, a relação entre projeto educacional e escola e aspectos específicos ligados à leitura – como formação de professores, projeto escolar para seu fomento e políticas públicas para o setor – foram tratados por cerca de 5 mil docentes e gestores de Educação.     Para Cecília Braslavsky, diretora do Escritório Internacional da Unesco, só há qualidade social se esta for total.     A coordenadora dos Setores Sociais do Banco Mundial no Brasil, Madalena Santos, ressaltou o importante papel do professor na qualidade, independentemente de outros relacionados à infra-estrutura. Ela mostrou que os estudos têm divergências e não são conclusivos na direta influência de insucesso escolar e aspectos como tamanho de turma ou escola, uso de equipamento, dotação física ou material. Em todas as pesquisas apresentadas, o livro está relacionado à melhoria da qualidade. Madalena admite a

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Polícia do Rio apreende livros falsificados

Operação policial em campus da UFRJ encontrou 363 cópias de obras de química, física, arquitetura e engenharia       A Polícia Civil do Rio apreendeu na manhã de ontem 363 livros falsificados na Faculdade de Engenharia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), na ilha do Fundão (zona norte).     Os livros, entre eles publicações estrangeiras, foram encontrados em lojas de fotocópia. As publicações eram copiadas e vendidas por até 20% do valor original. Os 363 livros apreendidos representavam cópias de 150 obras.     A operação da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial foi resultado de um informe passado anteontem pela Associação Brasileira para Proteção dos Direitos Editoriais e Artísticos, que reúne as 30 maiores editoras do país.     Em nota, a UFRJ informou ter sido comunicada apenas informalmente sobre a ação policial no campus. O procurador da universidade, Ronaldo Medeiros de Albuquerque, diz a nota, entrará em contato com a polícia para se certificar dos fatos e tomar as providências necessárias.     Foi a terceira apreensão de livros falsificados em universidades do Rio, segundo a associação, e a 87ª no país em dois anos.     Com a falsificação, as

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Mobilização nacional em 15 de outubro por mais recursos para a educação

Com o slogan, “Ciranda pela Educação: é hora de colocar a Educação Pública no Centro da Roda“, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação está organizando para 15 de outubro, dia do professor e da professora, uma ampla mobilização para colocar a educação pública de qualidade na pauta de prioridades, no centro da roda do debate nacional e das praças do país. A mobilização será feita por meio das chamadas cirandas pela educação, danças de roda em lugares públicos de destaque, unindo diferentes setores da sociedade em prol da educação pública. O objetivo principal da mobilização é influenciar o Congresso Nacional para que aumente os recursos da educação no  Orçamento 2004 e aprimore os mecanismos de participação da sociedade civil nas políticas públicas da área. A ciranda da educação é um ato simbólico,  temperado a partir da criatividade de cada comitê estadual com apresentações culturais regionais. As rodas serão animadas pelo jingle “Ciranda pela  Educação“, elaborado especialmente para a mobilização pelo grupo de cirandeiras pernambucanas Cumade Fulôzinha. A partir do jingle, estão sendo feitos spots para rádios e um videoclipe, elaborado por meio da união de esforços das organizações que compõem a Campanha. Pela primeira vez, um conjunto de organizações e redes

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Primavera dos Livros chega ao Rio

Depois de São Paulo, é a vez do Rio de Janeiro receber a Primavera dos Livros, que acontecerá entre 16 e 19 deste mês no Armazém do Rio (antigo Armazém nº 5). A abertura terá um fórum de discussões para profissionais do mercado editorial que acontecerá no Teatro Maria Clara Machado, no Planetário do Rio de Janeiro. Para o público, a feira começará sexta-feira, 17, dia também dedicado ao educador, a quem se destinam palestras e mesas redondas. Ao todo serão 70 editoras em 65 estandes. Mais informações no site www.primaveradoslivros.com.br ou pelo telefone (21) 2240-3997.     

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Educação recebe fatia menor da receita

Apesar de investir em educação o percentual exigido em lei, o governo federal vem destinando cada vez menos recursos para a área em relação ao total arrecadado pela União desde 1995.     Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, a explicação está, principalmente, em dois pontos:     1) Grande parte do crescimento da receita da União se deve a contribuições. Pela legislação, elas não entram no cálculo do percentual que, obrigatoriamente, deve ser repassado ao ensino;     2) O governo tem destinado o que vem arrecadando a mais ao ajuste fiscal. Ou seja, para cumprir as metas de superávit primário (economia para pagamento de juros da dívida), que, neste ano, deve ser equivalente a 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto).     Estudo feito pela Consultoria de Orçamento e Fiscalização da Câmara dos Deputados mostra que o orçamento do Ministério da Educação, em 1995, era equivalente a 8,6% do total da receita tributária e de contribuição. Esse percentual caiu para 5,5% no ano passado.     Isso não significa, porém, uma queda em números absolutos. De 1995 a 2002, na administração Fernando Henrique Cardoso, o orçamento do MEC cresceu 83,7%, enquanto o total de receitas da

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Analfabetismo cai, NE é problema

Apesar de avanços registrados nos últimos dez anos, dados da Pnad de 2002 do IBGE mostram que a torneira do analfabetismo continua aberta no Nordeste e no Norte. Isso indica que mesmo que o analfabetismo adulto seja erradicado no Brasil em quatro anos, como propõe o governo Lula, será preciso um esforço nas duas regiões para garantir que novos analfabetos não sejam fabricados.     Segundo a Pnad, 3,8% das crianças brasileiras com idade entre 10 e 14 anos não sabiam ler ou escrever um bilhete simples. A comparação entre as regiões mostra, no entanto, que o problema é praticamente residual no Sul (1% das crianças analfabetas nessa faixa etária), Sudeste (1,2%) e Centro-Oeste (1,5%). A maior taxa é encontrada no Nordeste (8,6%). Na área urbana do Norte (a Pnad não pesquisa a área rural dessa região), a taxa é de 4,7%.     No caso nordestino, o cruzamento de dados de escolarização na faixa etária de 10 a 14 anos com os de analfabetismo para essa mesma faixa mostra que há crianças que, mesmo matriculadas em escolas, ainda não aprenderam a ler e escrever. Essa constatação pode ser feita porque apenas 4,3% das crianças nordestinas de 10 a 14

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Prefeitos entregam propostas para a educação

Representantes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) se reuniram nesta quarta-feira, 8, com o ministro da Educação, Cristovam Buarque, para discutir propostas para a educação nos municípios brasileiros. Dentre as principais reivindicações apresentadas está a manutenção da vinculação constitucional de 25% da arrecadação para a educação e a criação de um fundo de financiamento que inclua, além da educação fundamental, infantil, média e de jovens e adultos, o Fundeb.    “O Fundeb seria formado com as mesmas fontes de recursos do Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), com a ampliação do percentual de vinculação”, explicou o coordenador-geral da FNP, Marcelo Déda, prefeito de Aracaju (SE).    Ele acrescentou que os prefeitos vão lutar para a retirada do veto presidencial, aposto pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que proíbe a utilização dos recursos do Fundef para a educação de jovens e adultos. Além disso, defendem a manutenção do caráter contábil do fundo.    Ainda de acordo com Marcelo Déda, os prefeitos receberão em breve a proposta elaborada pelo próprio MEC a respeito do assunto, para que possam acrescentar sugestões.     Quanto à desvinculação dos recursos para a educação, Déda afirmou: “Já existe a Desvinculação de Recursos da

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MEC lança Conferência Nacional de Educação

Firmar um pacto e aprimorar a educação brasileira na busca de se discutir parâmetros de um sistema nacional. Esses são os objetivos da Conferência Nacional de Educação, anunciada ontem, 8, pelo ministro da Educação, Cristovam Buarque. A conferência está prevista para acontecer entre os dias 27 e 29 de novembro na capital federal.    “Estamos iniciando o processo de uma verdadeira proclamação da República no Brasil”, disse o ministro. Ele acrescentou que é preciso haver uma revolução da educação e do saber no País. “A conferência não pode ter limites e deve contar com a participação de todos os setores da sociedade”, defendeu. “Ou ela é ampla, geral e irrestrita ou não vai funcionar”, completou.    O evento é uma parceria do Ministério da Educação (MEC), Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Os temas centrais a serem discutidos na conferência serão a construção do sistema educacional e o financiamento da educação.    Hoje a educação, de acordo com Cristovam Buarque, é baseada em um tripé formado por escola, casa e mídia. “Não adianta ficar na escola se a mãe não vai lá visitar e cobrar

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Cresce desigualdade entre latinos, diz Bird

A América Latina aprofundou sua condição de região mais desigual do mundo durante os anos 90, comprometendo qualquer esforço para a retomada de um crescimento sustentável.    O Brasil, apesar de uma pequena melhora nos últimos anos, segue apresentando um dos maiores abismos entre pobres e ricos no mundo.  As conclusões são do estudo “Desigualdades na América Latina: Rompendo com a História?“, de 498 páginas, apresentando ontem pelo Bird (Banco Mundial).    O órgão afirma que a América Latina sofre hoje de “excesso de desigualdade“ e defende, especialmente para o Brasil, políticas urgentes de cotas para minorias como forma de “romper o ciclo histórico“ que perpetua as diferenças na região.    O trabalho enfatiza que a desigualdade não será eliminada -“como demonstram os últimos 50 anos“- apenas com medidas econômicas.    “A desigualdade na região tem raízes históricas, no processo de colonização, e tem sido reproduzida e mantida ao longo do tempo“, diz o economista brasileiro Francisco Ferreira, um dos autores do estudo.    Políticas de inclusão de minorias, acesso a crédito e a propriedades, a serviços básicos (especialmente a educação) e até uma presença maior do Estado -com um consequente fortalecimento das instituições democráticas- são apresentados como “fundamentais“ para

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