O ministro Cristovam Buarque propôs, ontem, 12, em pronunciamento na Cidade do México, a criação de uma aliança continental pela educação. O discurso feito na abertura da III Reunião de Ministros da Educação da Organização dos Estados Americanos (OEA) teve ampla repercussão na imprensa, com matérias nas páginas eletrônicas do La Reforma, El Universal, Exelcior, La Jornada, El Heraldo, El Economista e El Financiero. O Programa Bolsa-Escola centralizou o debate no primeiro dia do encontro. “É preciso lançar um movimento latino-americano pela educação de todos, excluídos e analfabetos”, disse Buarque. “Só uma coalizão entre governos nacionais, sociedade civil, universidades, empresários, formadores de opinião e organismos internacionais trará o início das transformações que a América Latina precisa para construir seu futuro”, acrescentou. Durante o encontro da OEA, Cristovam defendeu, também, um pacto entre os países latino-americanos na busca de soluções para problemas similares, como o combate ao analfabetismo, a falta de recursos para a democratização de tecnologia, entre outros. Ao lado dos ministros da Argentina, Venezuela e Bolívia, o ministro brasileiro manifestou-se favorável à proposta de se destinar uma porcentagem da dívida externa dos países latino-americanos para gastos educacionais. “Com apenas 3% do que se