Bibliotecas virtuais são acessadas em larga escala
Nunca se publicou tanto e nunca se leu tão pouco. O oxímoro ao lado não se aplica, no entanto, ao recente sucesso do portal de literatura e afins do Ministério da Educação, o Domínio Público. Em um mês de vida, o sitio que colocou na internet mais de mil obras de domínio público de grandes autores nacionais e internacionais foi acessado 62 milhões de vezes. Se você procura um texto de Joaquim Manuel de Macedo ou mesmo do outro Joaquim, o Maria Machado Assis, vai encontrar no DP. E melhor: de fontes de alta confiabilidade, coisa cada vez mais rara no vasto mundo da internet. O projeto – de autoria de Fernando Haddad, secretário executivo do MEC – não gastou um tostão dos cofres públicos. Segundo o ministério, foi realizado por quatro funcionários, num período de seis meses – os três primeiros consumidos em estudos de viabilidade, pesquisas, planejamento e formação de parcerias, e os outros três em trabalho de desenvolvimento dos programas e de infra-estrutura tecnológica. Acervo feito em parceria – O acervo foi composto sobretudo a partir das parcerias formadas pelo portal. “Oitenta por cento deste acervo é composto por obras da