83% dos alunos têm professor insatisfeito, afirma a Unesco

Os professores brasileiros, com exceção apenas de seus colegas uruguaios, são os mais insatisfeitos com seus salários, segundo um relatório divulgado ontem pela Unesco, no comparativo entre 11 países em desenvolvimento. No estudo, 83% dos alunos do ensino primário (equivalente, no caso brasileiro, aos quatro primeiros anos do ensino fundamental) estão em classes cujos docentes se declararam insatisfeitos com os salários.     O relatório também mostra, como já evidenciado em outros estudos da Unesco, que as taxas de repetência no ensino primário no Brasil destoam, e muito, das de outros países.     No Brasil, a repetência chega a 19% dos alunos no ensino primário, mais que o dobro da verificada no segundo país com maior percentual, o Peru, com 8,8%.     O estudo da Unesco, intitulado “Um Olhar para o Interior das Escolas Primárias“, faz parte do programa WEI (sigla, em inglês, de Indicadores Mundiais de Educação), que monitora a educação em países em desenvolvimento.     Duplo emprego     Sobre o alto grau de insatisfação dos professores brasileiros com seus salários, o representante da Unesco no Brasil, Vincent Defourny, destaca outro dado do relatório, que mostra que o percentual de alunos cujos professores trabalham em

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Classe média, achatada, compra livro didático em sebo e banca de jornal

Tradicionais pontos de venda de livros didáticos, as livrarias e as escolas perderam participação de mercado nos últimos anos. Em 2000, 54% dos livros utilizados em salas de aula eram vendidos em livrarias e 24% pelas escolas. No ano passado, esses percentuais caíram para 44% e 18%, respectivamente. “Houve um achatamento da classe média, que passou a procurar outros canais de venda. Um exemplo são os sebos, que aumentaram a participação de 1% para 7%“, disse Galeno Amorim, coordenador da segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, organizada pelo Instituto Pró-Livro.     Realizado com mais de 5 mil entrevistados de todo o país, o levantamento mostra um crescimento expressivo das vendas desse tipo de livro em bancas de jornal devido à maior comercialização de livros de bolso e publicações encartadas em jornais e revistas.     As vendas de livros didáticos no mercado, sem contar a participação do governo, somaram R$ 872 milhões em 2006, o que representa uma queda de 7,76% em relação a 2005, de acordo com a Câmara Brasileira do Livro (CBL).     A pesquisa do Instituo Pró-Livro, que será apresentada hoje em Brasília, traz à tona os problemas da carência de leitores

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Aluno lê 1,7 livro ao ano por vontade própria

Os estudantes brasileiros lêem 7,2 livros por ano, mas 5,5 deles são didáticos ou indicados pela escola. Apenas 1,7 livro é lido por vontade e escolha própria. Esses são alguns dos resultados da pesquisa Retratos da Leitura que o Instituto Pró-Livro divulga hoje em Brasília, obtidos com exclusividade pelo Estado. Foi a primeira vez que os hábitos de leitura dos alunos de todas as idades foram analisados no País.     O resultado condiz com o mau desempenho dos alunos brasileiros em leitura em avaliações internacionais, como o Pisa. No último exame, feito em 2006, mais de 50% ficaram nos mais baixos níveis de compreensão e interpretação de textos.    A quantidade de livros aumenta conforme a classe social, a escolaridade e a região onde vivem. Entre os que ganham mais de 10 salários mínimos, por exemplo, são 5,3 livros por ano, sem contar os didáticos. O índice é próximo dos registrados em outros países, como Espanha (5 livros por ano) ou Argentina (5,8). Na França, são mais de 7. Já na Região Norte do Brasil, praticamente só se lê o que a escola pede.    Especialistas são unânimes em salientar a importância do livro didático para incentivar a leitura

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Mulher lê mais que homem, aponta pesquisa nacional

As mulheres lêem mais que os homens, diz a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que será divulgada hoje, em Brasília.     O estudo, elaborado pelo Instituto Pró-Livro, mostra que população está acostumada a dedicar muito pouco –ou quase nenhum– tempo aos livros. Do total dos leitores, 55% são do sexo feminino, público maior em quase todos os gêneros da literatura -os homens lêem mais apenas sobre história, política e ciências sociais.     Segundo a pesquisa, a Bíblia é o livro mais lido pela população brasileira –43 milhões de pessoas já a leram, dos quais 45% afirmaram fazê-lo com freqüência.     O segundo colocado é o livro “O Sítio do Picapau Amarelo“, de Monteiro Lobato, apontado como o escritor mais lido no Brasil. A lista dos escritores brasileiros mais lidos inclui ainda, pela ordem, além de Lobato, Paulo Coelho, Jorge Amado e Machado de Assis.  

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Livros resgatam a importância dos negros no Brasil

As escolas públicas do Brasil não podem fazer ecoar o preconceito racial entre os jovens. O que ocorre, em grande parte das escolas, é uma omissão sobre a importância da cultura negra na composição da sociedade. “O preconceito racial não é um problema dos negros, é um problema do Brasil. É um problema que deve ser combatido por todos os brasileiros.” A afirmação é do secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, André Lázaro, feita nesta segunda-feira, 26, durante o lançamento de quatro novos produtos anti-racistas do Ministério da Educação.     A partir deste mês, todas as secretarias municipais e estaduais de educação receberão livros e um jogo pedagógico acompanhado de manual para o professor e para o aluno. A intenção é que os produtos possam esclarecer a contribuição dos negros para a cultura brasileira e garantir que as escolas públicas brasileiras sejam espaços de combate ao preconceito racial. “O Brasil não se reconhece como um país racista e isso é um grande obstáculo na luta pela igualdade”, explicou Lázaro. De acordo com o secretário, o primeiro passo para enfrentar o preconceito racial no Brasil é reconhecer a dimensão do problema.     No Brasil, é comum se admitir

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Reforma ortográfica

A evidência maior de que o acordo ortográfico da língua portuguesa carece de prioridade está nos 18 anos decorridos entre a sua assinatura e a aprovação pelo país de origem do idioma, Portugal. Com a ratificação pelo Parlamento luso, cai a última grande barreira para sua adoção. A nova ortografia torna-se assim uma realidade, por menos que agrade.    Há, com efeito, várias razões para crítica. A maior parte das modificações parece cosmética, para não dizer ociosa. Que importância pode ter omitir ou não a consoante muda em “óptimo“, como se usa em Portugal, ou sacar o acento agudo de “idéia“, empregado no Brasil? A ausência de padronização em documentos oficiais e livros decerto não impede sua compreensão.    Diante da pequenez da mudança e de sua irrelevância, é descomunal a energia a despender na assimilação das novas regras pela população dos quatro países -Brasil, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e, agora, Portugal- da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que já adotaram o acordo de modo oficial; faltam ainda Angola, Timor Leste, Guiné-Bissau e Moçambique.    Isso sem contar, por certo, a necessidade de refazer matrizes de inúmeros dicionários e livros didáticos. Ou mesmo de inutilizar os

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Retratos da Leitura vai mostrar o Brasil que lê (e o que não lê)

Como o brasileiro lê? Lê por prazer, gosto ou para ampliar seus conhecimentos? E a pergunta que não quer calar e que vem sendo repetida à exaustão, nos últimos tempos, por onze entre cada dez pessoas que atuam no mundo do livro no país: quantos livros, afinal, o brasileiro anda lendo por ano?    Essas são algumas das muitas respostas contidas na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro, com apoio das entidades do livro (CBL, Snel e Abrelivros). Maior estudo feito até hoje no país sobre o comportamento do leitor brasileiro, seus resultados serão apresentados na próxima quarta-feira (28/5), em Brasília, durante o Seminário Nacional Retratos da Leitura no Brasil.    Estarão lá os ministros da Educação (Fernando Haddad) e da Cultura (Juca Ferreira, que é o interino), além de vários especialistas no tema e, naturalmente, todo o povo do livro. Ainda dá tempo de se inscrever e participar. É grátis.        Estudo traça perfil do leitor brasileiro    Quem são os leitores, onde eles vivem, o que gostam de fazer nas horas de folga e se preferem ler sozinho em casa, ouvindo música ou assistindo tevê. Qual é o período da vida em

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Educação de jovens e adultos em debate

O Brasil vai abrigar um dos maiores eventos na área da educação de jovens e adultos, a 6ª Conferência Internacional de Educação de Adultos (Confintea), em maio de 2009. Será a primeira edição na América do Sul, com cerca de 190 delegações de todos os continentes. Amazonas, Bahia, Ceará, Pará e Pernambuco são os pretendentes a sede do encontro.    A proposta brasileira a ser apresentada na 6ª Confintea será fechada no encontro nacional, marcado para período de 28 a 30 próximo, em Brasília. De acordo com Maria Aparecida Zanetti, diretora de Políticas de Educação de Jovens e Adultos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), o documento, elaborado a partir do diálogo com a sociedade, servirá de orientação geral para a política de educação de jovens e adultos no país. O material será publicado em inglês e em espanhol e distribuído na conferência internacional e na Unesco. A última etapa antes do evento internacional será a Conferência Regional Latino-Americana Preparatória da 6ª Confintea, marcada para setembro, no México.     Coordenada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), a Confintea é um evento intergovernamental realizado a cada período de 11 ou 12 anos,

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Começa o Salão FNLIJ

O Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro recebe entre 21 de maio e 1º de junho o 10º Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens. O evento reúne 66 editoras com os mais recentes lançamentos para o público infantil e juvenil, além de autores e ilustradores de todo o país. O salão, que se firmou ao longo da última década como o mais importante evento do ramo no Brasil, conta ainda com o Espaço FNLIJ de Leitura e a Biblioteca FNLIJ-Petrobras, que dispõe de aproximadamente dois mil títulos para a diversão do público mirim e adolescente. O patrocinador oficial do evento é a Petrobras.    Para comemorar a data, autores consagrados participam do evento, entre eles Luís Fernando Veríssimo, Ziraldo, Ana Maria Machado, Lygia Bojunga, Marina Colasanti, Adriana Falcão, Eva Furnari, Ricardo Azevedo, Bartolomeu Campos de Queirós (indicado brasileiro ao Prêmio Hans Christian Andersen deste ano) e Bia Bedran; nomes que ajudaram a inscrever a literatura infantil e juvenil brasileira entre as melhores do mundo. No Espaço FNLIJ de Leitura são realizados encontros com os escritores para debater suas obras. No mesmo espaço acontecem performances de alguns dos mais reconhecidos ilustradores brasileiros, como Rui de Oliveira

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