Educação do país saiu da inércia

“O que temos que comemorar é a guinada. É termos saído da inércia”, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, ao anunciar nesta quarta-feira, 10, que o Brasil superou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) previsto para ser alcançado em 2007. A média nacional é de 4,2 pontos na 4ª série do ensino fundamental. A nota projetada para 2007 foi 3,9.    Mesmo com a boa notícia, o ministro explicou que existe um longo caminho a percorrer para o país atingir padrão de qualidade comprável aos países desenvolvidos “e à altura do potencial do povo brasileiro”. A explicação para o bom desempenho das redes públicas estaduais e municipais nos exames da Prova Brasil e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que constituem a base do Ideb, segundo Haddad, está na decisão que o MEC tomou em 2005.    Naquele ano, o ministério orientou as escolas a estabelecer foco na aprendizagem, determinou que todas as escolas passariam por avaliações e fixou metas a serem alcançadas. “A reorientação dos sistemas de ensino, na minha opinião, explica os resultados positivos que divulgamos hoje”, disse. Em 2006, com a Caravana da Educação percorrendo os 26 estados da Federação e o

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Educação auxilia Combate ao Trabalho Infantil

No Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, 12 de junho, o Ministério do Trabalho e Emprego promove eventos em todo o País para defender o “acesso à educação como resposta ao trabalho infantil”, tema proposto neste ano pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Além disso, a fiscalização do trabalho realizará operações nas regiões e em atividades econômicas onde há maior incidência do trabalho infantil.     O Ministério participa também do Seminário de Educação e Trabalho Infantil, por meio da Comissão Nacional de Enfrentamento do Trabalho Infantil (Conaeti), entidade criada e coordenada pelo MTE. Estão previstos para hoje mais debates, oficinas e um ato de assinatura, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do decreto sobre as piores formas de Trabalho Infantil. A solenidade ocorrerá às 11h30, no Palácio do Planalto, e contará com a presença do Secretário-Executivo, André Figueiredo, no exercício da função de ministro do Trabalho e Emprego. A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Distrito Federal (SRTE-DF) também está presente no evento com uma exposição fotográfica de crianças flagradas em situação de trabalho.    Movimento – Pelas estimativas da OIT, 165 milhões de pessoas, entre 5 e 14 anos, são vítimas do trabalho infantil no

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Notas do Ideb crescem em todo o país

O índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) cresceu em todas as etapas do ensino entre 2005 e 2007. Os dados, divulgados nesta quarta-feira, 11, apontam que o país foi mais longe na primeira edição do Ideb após o lançamento do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). A meta de 2009 já foi alcançada.     Na quarta série do ensino fundamental, a nota foi 4,2, prevista para ser alcançada somente em 2009 — a meta de 2007 era chegar a 3,9. Já na oitava série, a nota foi 3,8, que superou a previsão para 2009, de 3,7. No ensino médio, o Ideb alcançou 3,5, meta também prevista para o próximo ano.     Entre as regiões, destaca-se o Nordeste, que ultrapassou as expectativas para 2009 nos três níveis da educação básica, com destaque para as séries iniciais. A nota passou de 2,9 em 2005 para 3,5 em 2007, bem acima da meta, de 3,0. As demais regiões também apresentaram crescimento variável em cada etapa do ensino. No Sudeste, o Espírito Santo ultrapassou as metas de 2007 nas séries iniciais do ensino fundamental, com o índice de 4,6 (meta de 2009), e nas séries finais, com 4, também prevista para

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Haddad pede que conselheiros ajudem a melhorar a educação

Ao dar posse nesta terça-feira, 10, a 11 membros do Conselho Nacional de Educação (CNE), o ministro Fernando Haddad apresentou um panorama da educação básica, profissional e superior e disse que o ministério espera que o CNE não seja apenas parceiro, mas que ajude a corrigir e alertar para aquilo que precisa ser melhorado. Para o ministro, o compromisso dos que estão no governo não é apenas fazer uma boa gestão, mas preparar o caminho para os sucessores, “o que não é um desafio qualquer”.    Ao falar sobre o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que traçou a linha central do programa da educação básica, Haddad disse que ele não é um ponto no tempo, mas um processo que vai se complementando à medida que as metas são alcançadas ou passando por correções quando necessárias. Um dos desafios da educação básica é a formação de professores.     Segundo Haddad, a partir do Educacenso 2008, que é um censo escolar detalhado, o MEC vai fazer um mapa da formação dos professores das redes públicas. O censo traz um espaço para o professor responder se tem graduação e a instituição onde fez o curso. O que não tem formação superior

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Prova do Enem permitirá comparações

O Inep estuda alterar o Enem a partir de 2009 para permitir a comparação, de um ano para o outro, das notas dos alunos e do desempenho das escolas.    Como não há preocupação em manter o mesmo nível de dificuldade do exame, as médias variam a cada avaliação, sem que isso indique piora ou melhora no ensino.    A vantagem para o estudante é que a nota poderá ser usada para ingresso em universidades não apenas no ano em que ele fez a prova, mas, também, nos anos seguintes.    O presidente do instituto, Reynaldo Fernandes, diz que o MEC não cogita deixar de divulgar a nota das escolas.  Ele argumenta que o Enem tem se mostrado sólido na avaliação das escolas porque, de um ano para o outro, poucas variações ocorreram na lista de estabelecimentos com melhores resultados.     

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Alunos dão nota 7,1 para ensino médio

Apesar das várias avaliações que mostram que o ensino médio está muito aquém do desejado, os alunos, ao analisarem a formação que receberam, têm outro diagnóstico. No questionário socioeconômico que responderam no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) do ano passado, eles deram para seus colégios nota média 7,1.    Essa boa avaliação varia pouco conforme o desempenho do aluno. Entre os que foram mal no exame, a média é de 7,2; entre aqueles que foram bem, ela fica em 7,1. A análise das condições de oferta do ensino e do corpo docente também são positivas na maioria dos quesitos.    Mercado de trabalho    Um dos poucos itens em que ela é mais crítica é a preparação para o mercado de trabalho.  Para 52% dos estudantes que já trabalhavam, os conhecimentos que eles adquiriram no ensino médio não eram adequados ao que o mercado solicitava. Um percentual ainda maior (73%) afirmou que o que aprendeu não tem relação com a profissão exercida.    A boa avaliação que os estudantes fazem de sua formação destoa do diagnóstico em levantamentos oficiais. No Saeb (exame do MEC que avalia a qualidade), por exemplo, as médias dos alunos do terceiro ano do ensino

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Ensino básico supera meta no Ideb

A educação básica pública brasileira superou em 2007 as metas de qualidade determinadas pelo governo federal para 2009. É o que revelam os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que será divulgado hoje pelo Ministério da Educação (MEC).    O Ideb foi criado no ano passado pelo governo e leva em conta as taxas de aprovação, abandono escolar e o desempenho em duas avaliações nacionais feitas em 2007, o Saeb e a Prova Brasil.    Segundo dados aos quais o Estado teve acesso, a nova média brasileira de 1ª a 4ª série é 4,2. O Ideb vai de 0 a 10. No ano passado foram divulgados os índices com relação às avaliações de 2005 e a média era de 3,8 (crescimento de 10,5%). No entanto, a meta que tinha sido traçada para que o País alcançasse em 2007 era de 3,9. Chegou, inclusive, ao objetivo para 2009, que era 4,2.    Segundo informações do MEC, o Nordeste foi a região que mais contribuiu para o aumento da nota do País. As médias dos nordestinos superaram as metas de 2007 e de 2009. Minas Gerais foi o único Estado que não atingiu a meta de 2007 entre 1ª

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Olimpíada de português: adesão de 98%

Dos 5.564 municípios brasileiros, 5.445 têm pelo menos uma escola inscrita na Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro. Parceria entre o Ministério da Educação e a Fundação Itaú Social, a olimpíada é uma forma de estimular a leitura e aprimorar o ensino da escrita em escolas públicas.    Todos os estados e o Distrito Federal assinaram o termo de adesão. Este ano, são 55.570 escolas, 6.068.400 alunos (estimativa de 30 alunos por classe) e 202.280 professores participantes. Os números mostram que foi atingida a meta proposta pela Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC).    A partir de agora, as escolas inscritas começam a aplicar em sala de aula as diretrizes dos cadernos de orientação pedagógica, por meio de oficinas de texto. A intenção é desenvolver a prática dos estudantes nos gêneros poesia, memória e artigo de opinião. O professor também pode se cadastrar na comunidade virtual do programa para obter ajuda na preparação das oficinas, participar de fóruns de discussão e de cursos a distância.    Nos textos a serem trabalhados nas oficinas, os estudantes serão estimulados a discutir a realidade na qual estão inseridos, partindo do tema central O Lugar onde Vivo. “Com esse tema, aproximamos o aluno da

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5 mil escolas públicas estão conectadas via banda larga

Duas mil e quinhentas escolas públicas já receberam internet banda larga. O balanço foi feito durante o 52º Painel da Associação Brasileira das Telecomunicações (Telebrasil), na Costa do Sauípe. O secretário de Educação Distância do Ministério da Educação (MEC), Carlos Eduardo Bielschowsky, representantes das empresas de telefonia, da Casa Civil, do Ministério das Comunicações, do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da Telebrasil fizeram uma reunião para avaliar os trabalhos.     O programa foi lançado em abril pelo MEC e a meta para o primeiro bimestre, instalar a conexão em 2 mil escolas, já foi cumprida. Um dos problemas detectados nesses primeiros meses pelas teles é a falta de estrutura em algumas escolas para receber o cabeamento. Em alguns lugares, o laboratório de informática não existia mais ou a diretoria negou-se a receber os técnicos das empresas porque não havia sido comunicada sobre a instalação.     “Percebemos que há a necessidade de comunicar a todas as secretarias de educação quais escolas serão beneficiadas e quando. Isso foi agora ajustado em um termo de compromisso, o MEC vai repassar isso para a gente responder sobre a validação da escola“, explicou o vice-presidente do Consed, Adeum Sauer. As

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