Câmara derruba projeto de desconto para professor

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara Federal mandou arquivar projeto de lei de autoria do deputado federal Frank Aguiar (PTB-SP) que pretendia tornar obrigatório que livrarias dessem desconto mínimo de 30% a professores na compra de livros e material didático.    Embora considerasse o pleito justo, a comissão entendeu que quem deve arcar com isso, caso queira fazer uma política nesses termos, é o Estado. E não os livreiros.   

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Grandes cidades debatem estratégias de incentivo à leitura

Apenas 19,4% das escolas públicas do ensino fundamental têm uma biblioteca. As que possuem, em sua maioria, reservaram uma sala pequena e sem atrativos para construir ali o espaço que deveria servir de incentivo à leitura. Os profissionais que cuidam do acervo costumam ser os que não gostam ou não se identificam com as salas de aula. Os dados são da Avaliação Diagnóstica do Programa Nacional Biblioteca da Escola, pesquisa desenvolvida, em 2005, pela Associação Latino-Americana de Pesquisa e Ação Cultural em 196 escolas de ensino fundamental localizadas em 19 municípios de oito estados brasileiros.     A pesquisa motivou a Política de Formação de Leitores do Ministério da Educação. “Para além da distribuição de livros didáticos e literários, o foco das ações do ministério é a criação de leitores e o incentivo à leitura entre os estudantes.“ Quem garante é a coordenadora-geral de Estudos e Avaliação do MEC, Jane Cristina da Silva. A especialista esteve reunida, nesta quinta-feira, 8, com 150 gestores educacionais dos municípios com mais de 163 mil habitantes. O fórum Política de livro e leitura: acervo de obras pedagógicas complementares fez parte da programação do 6º Grupo de Trabalho das Capitais e Grandes Cidades que está

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Envio de materiais para guia de tecnologias tem prazo final nesta quarta-feira

Termina nesta quarta-feira, 7, o prazo para as empresas, universidades, organizações e pessoas físicas que inscreveram propostas para o Guia de Tecnologias da Educação Básica enviarem os materiais — ferramentas, manuais, aparatos, utensílios — para avaliação. A Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) inicia o processo de apreciação no próximo dia 12 e o encerrará em setembro.    A proposta do Guia de Tecnologias é oferecer aos secretários estaduais e municipais de Educação e aos conselhos indicações de tecnologias, avaliadas por especialistas, capazes de contribuir para melhorar a qualidade da educação pública. “A finalidade do guia é orientar, é um instrumento para o gestor”, explica a coordenadora de materiais didáticos da SEB, Jane Cristina da Silva.    A primeira seleção de materiais para o Guia de Tecnologias teve início em 2007. Participaram 233 propostas, das quais foram pré-selecionadas 19. Exemplares do guia serão distribuídos aos gestores da educação pública de estados e municípios ainda no primeiro semestre deste ano. Eles terão formato impresso, com tiragem de dez mil exemplares, e uma versão para consulta no portal do Ministério da Educação na internet. Como o guia é um sistema de fichário, as próximas tecnologias pré-selecionadas devem ser anexadas a esse material.   

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Participação da sociedade é a chave para atingir objetivos

Mobilizar a sociedade e conscientizar as famílias é o objetivo da união de forças entre o Ministério da Educação e as igrejas cristãs brasileiras, representadas por suas entidades. Em reunião com bispos da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), nesta terça-feira, 6, em Brasília, o ministro Fernando Haddad enfatizou que a participação de toda a população a favor da melhoria da educação brasileira é a chave para o sucesso.    Haddad citou o aumento de recursos, uma boa formação de professores, uma boa capacidade de gestão, avaliações periódicas do ensino, a publicidade dos indicadores educacionais e a responsabilização dos agentes públicos como fatores de êxito para uma revolução educacional. “Tudo isso é muito importante, mas se não tivermos a mobilização da sociedade e das famílias, não cumpriremos os prazos estabelecidos para atingir nossos objetivos”, disse, referindo-se à meta de elevar o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) brasileiro à nota 6 até 2022, nas primeiras séries do ensino fundamental. Hoje, a média é 3,8.    O ministro se valeu dos exemplos de alguns países que também transformaram a educação em política de estado, e não de governo, como a Coréia do Sul e a Irlanda. “Muitos imaginam que

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Escola Ativa capacitará formadores

A maioria dos municípios brasileiros tem escolas em áreas rurais. Em muitas dessas escolas, o mesmo professor ensina a vários alunos de idades e séries diferentes, dentro da mesma sala de aula, nas chamadas classes multisseriadas. A fim de fortalecer o atendimento aos alunos do campo que aprendem a partir dessa metodologia, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC) promove, de 5 a 9 de maio, no Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília, a capacitação dos formadores do projeto Escola Ativa.     Trata-se de um método específico de apoio às escolas rurais com classes multisseriadas, que atendem a alunos do 1º ao 5º ano do ensino fundamental da rede pública. Por iniciativa do Ministério da Educação, o Escola Ativa é desenvolvido em parceria com estados e municípios das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e busca melhorar o ensino nas escolas do campo. Os 70 formadores transmitirão aos professores do projeto Escola Ativa a qualificação que receberem.    “Mais de 80% dos municípios brasileiros têm escolas do campo”, afirma o diretor de educação para a diversidade da Secad, Armênio Bello Schimidt. Ele explica que, além de capacitar os formadores, o encontro também pretende reformular o Escola Ativa,

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Libertem a língua

SENDO A ortografia uma pequena dimensão da vida da língua, seria legítimo esperar que não fosse necessário o acordo ortográfico ou que, sendo-o, pudesse ser celebrado sem dificuldade nem drama. No caso da língua portuguesa, assim não é, e há que refletir por quê.     A razão fundamental reside no fantasma do colonialismo inverso que desde há séculos assombra as relações entre Portugal e Brasil. Por séculos, a única colônia com propósitos de ocupação efetiva no império português, o Brasil, foi sempre e simultaneamente um tesouro e uma ameaça grandes demais para Portugal.     Após um curto apogeu no século 16, Portugal foi durante toda a modernidade ocidental capitalista um país semiperiférico, isto é, um país de desenvolvimento intermédio, desprovido dos recursos políticos, financeiros e militares que lhe permitissem controlar eficazmente o seu império e usá-lo para seu exclusivo benefício. Teve, pois, de o partilhar desde cedo com as outras potências imperiais européias, e foi por conveniência destas que ele se manteve até tão tarde.     A partir do século 18, Portugal foi simultaneamente o centro de um império e uma colônia informal da Inglaterra. À semiperifericidade de Portugal correspondeu a semicolonialidade do Brasil, tão bem analisada

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Projeto pedagógico deve dar aos jovens visão mais ampla do mundo

Fazer com que o jovem na faixa dos 15 aos 17 anos se interesse pela escola e que a escola permita ao jovem descobrir suas potencialidades. Estes são desafios discutidos por um grupo de trabalho formado por especialistas da Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) e do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República. As discussões buscam delinear um projeto pedagógico para que o ensino médio se torne mais atrativo ao estudante e leva em conta, entre outros aspectos, a organização curricular, formação docente e o ingresso no ensino superior.    O ensino médio tem sido definido pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, como o elo frágil da educação básica. O diretor de concepções e orientações curriculares da SEB, Marcelo Pereira da Silva, concorda com o ministro e acredita que, atualmente, o ensino médio deixa de cumprir sua função principal – formar a juventude para um mundo em descoberta – na medida em que é orientado especialmente para o ingresso ao ensino superior.     A intenção do grupo de trabalho é que esta etapa de ensino ofereça ao estudante diversas perspectivas de futuro. “Isso significa pensar o ensino médio que garanta ao aluno sólida formação, e possibilite a ele

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País está empenhado em melhorar o acesso e a qualidade da educação, reafirma Haddad

Ao receber na quarta-feira, 30 de abril, o relatório de monitoramento da Educação para Todos 2008, da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que os dados já eram conhecidos pela sociedade brasileira e reafirmou que o país está empenhado em melhorar o acesso e a qualidade da educação em todos os níveis. O documento foi entregue pelo representante da Unesco no Brasil, Vicent Defourny.     Segundo Haddad, o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, a Prova Brasil e as atualizações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) fazem uma radiografia anual da educação nacional e apontam caminhos na construção de políticas e programas. A solução da maioria dos problemas da educação brasileira, explicou, está em diminuir as desigualdades de oportunidades, ação que depende de um movimento dos governos, dos empresários e da sociedade. “Nosso desafio é construir uma política de Estado” que permita investir, agora e em longo prazo, na formação de professores, trazer e manter a criança e o jovem na escola e melhorar a qualidade da educação. 

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29 mil fazem reforço no Estado por não saberem ler ou escrever corretamente

Na Grande São Paulo, 29 mil dos 325 mil alunos de 3ª e 4ª série de escolas estaduais estudam atualmente nas 1.221 novas salas de recuperação criadas pela Secretaria Estadual de Educação porque não sabem ler ou escrever. Eles representam 9% do total. A medida faz parte de um pacotão para a recuperação da aprendizagem criado neste ano pela pasta. Um dos objetivos é remediar as conseqüências da má implantação, feita em 1998, da progressão continuada – sistema que só permite a reprovação no ano final dos chamados ciclos de aprendizagem (4ª e 8ª séries).     Programa de Recuperação do Ciclo (PIC) é o nome dado às novas classes com número reduzido de alunos, criadas para evitar que terminem a 4ª série sem saber ler e escrever. O projeto foi implantado na rede municipal de ensino da capital em 2006 e levado neste ano pelo governador José Serra para a rede estadual. De acordo com levantamento da Secretaria Municipal de Educação, dos 23 mil alunos de 4ª série que estudaram em salas de PIC entre 2006 e 2007, 90% foram alfabetizados em um ano.    Nas 3ª séries do PIC estudam os alunos que terminaram a 2ª série no

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