Escolas públicas melhoram resultado no Ideb

O MEC (Ministério da Educação) divulga nos próximos dias os resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) de 2007. As escolas públicas, que tiveram nota média de 3,8 em 2005 –numa escala que vai de zero a 10–, pularam para mais de 4 no ano passado –os resultados parciais já mostram que o índice deve ficar entre 4,2 e 4,3. A informação é da coluna Mônica Bergamo na Folha de São Paulo.     O patamar de países desenvolvidos é 6 pontos.     O Ideb alia resultados de aprendizagem a taxas de evasão e repetência, a partir do cruzamento de notas da Prova Brasil (aplicada em alunos da 4ª série) e do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica, para alunos da 8ª série).     O Nordeste é responsável pela alta. A região, que concentrava 81% das mil piores escolas em 2005, teve resultado melhor no ano passado.  

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Carreira de professor atrai menos preparados

Ao contrário dos países com sucesso educacional, o Brasil atrai para o magistério os profissionais que possuem mais dificuldades acadêmicas e sociais, aponta um estudo inédito a ser apresentado hoje, que utilizou bancos de dados oficiais.    Uma das constatações do levantamento, encomendado pela Fundação Lemann e pelo Instituto Futuro Brasil, é que apenas 5% dos melhores alunos que se formam no ensino médio desejam trabalhar como docentes da educação básica, que abrange os antigos primário, ginásio e colegial.    Os pesquisadores delimitaram o patamar de estudantes “top“ naqueles que ficaram entre os 20% mais bem colocados no Enem 2005 (Exame Nacional do Ensino Médio, do governo federal).    Dentro do grupo dos melhores, 31% querem a área da saúde e 18%, engenharia.    Com base nos questionários do Enade (o antigo provão), o estudo identificou que os alunos de pedagogia (curso que forma professores para os primeiros anos do ensino fundamental) vêm de famílias de baixa renda e têm mães com pouca escolarização -condições que apontam maiores chances de dificuldades acadêmicas.    “Para melhorar a qualidade de ensino, o Brasil precisa criar uma nova estrutura para atrair um outro perfil de pessoas para a educação“, afirma a coordenadora do

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Um Atletiba lingüístico

Parece até final de campeonato de futebol. O acordo da língua Portuguesa divide pessoas quase da mesma maneira como o fanatismo pelo futebol separa torcedores de times rivais. A diferença é que, no caso do idioma, a discussão passa por agumentos racionais, algo que – em geral – não costuma permear os bate-bocas entre adeptos incondicionais de agremiações esportivas. Entre especialistas, há, naturalmente, gente a favor e tem a turma do contra. O que não há é entendimento. Os militantes pró-reforma ortográfica são unidos – e o mesmo se dá entre a torcida da oposição.    Há apenas uma vez meio-termo, em entre aos especialistas consultados pela Gazeta do Povo: o professor de Lingüística da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Pedro Garcez. Ele salienta que não adiante ser contra nem a favor. “É fato. O acordo vai acontecer e, diante disso, a postura mais racional é refletir a respeito dos efeitos e impactos dessa unificação ortográfica”, argumenta. Garcez enfatiza que essa padronização teve origem na tese de que a unificação da ortografia teria como efeito uma aproximação entre os países que falam e escrevem o idioma de Camões – argumento exaustivamente citado pelo time pró-acordo.    Contra 

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Monitoramento dos programas do livro

A Bahia sediará, de 9 a 13 de junho, a última etapa do monitoramento dos programas do livro na escola em 2008. Realizada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), a iniciativa envolverá audiências dos técnicos do fundo com autoridades das secretarias de educação do estado e do município de Salvador, além de encontros com representantes do Ministério Público Federal e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, parceira nacional do FNDE na distribuição dos livros didáticos aos alunos. Haverá ainda visitas a escolas estaduais e municipais, palestras e capacitações.    O monitoramento objetiva o controle da gestão dos livros pelas escolas, a troca de informações e a difusão de boas práticas quanto às ações de escolha, conservação, devolução e remanejamento das obras didáticas.     Segundo a coordenadora de produção e distribuição dos programas do livro do FNDE, Rosalia Sousa, os critérios para que um estado receba a visita do FNDE são denúncias de irregularidades e interesse da própria secretaria de educação. “O estado tem de cumprir requisitos mínimos, como fornecer à nossa equipe apoio de equipamentos e pessoal, e oferecer uma agenda de reuniões técnicas e encontros com autoridades”, explica.    Este ano o estado da Bahia

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Uma mão para as bibliotecas

Aviso aos navegantes: o Ministério da Cultura vai abrir inscrições para ajudar a revitalizar as bibliotecas públicas municipais que, como se sabe, vivem em situação de absoluta penúria (a pesquisa Retratos da Leitura mostrou que só 10% da população vai com frequência a bibliotecas).    É bom correr: em 2008, só 416 delas serão contempladas.  O recado do Brasil que não lê  por Galeno Amorim    Um olhar mais atento nas entrelinhas de Retratos da Leitura no Brasil, maior estudo sobre o assunto feito até aqui, pode ajudar a decifrar os diversos recados que o país de 77 milhões de não-leitores está mandando para todos aqueles que militam pela causa do livro e da leitura e, até por força das circunstâncias, àqueles que são responsáveis diretos por essas políticas públicas.     Há muitas, mas resumiria a duas as mensagens centrais — uma para o MEC e a outra para o Ministério da Cultura:    1) A escola está falhando ao não conseguir formar leitores que gostem de ler e continuem a fazer isso pela vida afora, depois de estar fora dela;    2) Não dá mais para procrastinar: o país carece de um amplo e vigoroso programa nacional de

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Mudança de Hábito

A escola sempre se refere ao livro como algo positivo na educação de seus alunos. Não poderia ser diferente, afinal as instituições de ensino se sustentam em textos impressos para educá-los. Seus professores foram formados nessa cultura e nada mais natural do que passar essa maneira de aprender para as novas gerações.    Entretanto, uma ampla pesquisa da NEA (National Endowment for the Arts), uma agência do governo norte-americano para o acompanhamento do desenvolvimento das artes no país, apontou tendências nada reconfortantes para os defensores do livro como principal instrumento de formação escolar. Entre 1984 e 2004, o número de adolescentes de 13 anos que nunca leram um livro aumentou de 8% para 13%, enquanto o dos que lêem diariamente baixou de 35% para 30%. Pode não parecer catastrófico, mas o problema aumenta consideravelmente conforme a faixa etária: entre os jovens de 19 anos, ou seja, entre aqueles que estão deixando a escola, esses números passaram de 9% para 19% entre os que nunca leram e de 31% para 22% entre os que se dedicam todos os dias aos livros.    Os dados são mais reveladores quando notamos que nesses 20 anos o número de crianças que lêem diariamente por

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Ensino médio terá sociologia e filosofia

O presidente da República, em exercício, José Alencar, sanciona nesta segunda-feira, 2, às 16h, no Palácio do Planalto, a lei que torna obrigatório o ensino das disciplinas de sociologia e filosofia nas escolas de ensino médio, públicas e privadas. A lei foi aprovada primeiro na Câmara dos Deputados, onde o projeto começou a tramitar em 2003, e no dia 8 de maio deste ano, no Senado.    Para tornar obrigatório o ensino de sociologia e filosofia no currículo do ensino médio, o Congresso Nacional alterou o artigo 36 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. A obrigatoriedade, segundo a lei, entra em vigor a partir da sua publicação no Diário Oficial da União.    Resolução – A inclusão de sociologia e filosofia no currículo do ensino médio não é novidade para os sistemas estaduais. Em 21 de agosto de 2007, a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou uma resolução orientando as redes estaduais de educação, que são responsáveis pelo ensino médio, sobre a oferta das duas disciplinas. A Resolução nº 4/2006, da Câmara de Educação Básica/CNE, ofereceu aos sistemas duas alternativas de inclusão: nas

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Brasileiro lê mais livros por ano

Tão saborosas quanto as iguarias que Jaime serve como garçom são as viagens que ele faz quando vira leitor. “Entro no livro, gosto dessa parte de historia, é muito legal e você esquece do mundo, não quer parar de ler”, conta Jaime.     O rapaz é um batalhador, mora na periferia e tira tudo o que pode dos livros. “Aprendi básico em inglês, espanhol, pego livro em inglês e fico treinando”, diz. No restaurante, ele vai multiplicando o gosto pela leitura.     Já Nicole é uma devoradora de livros: em cinco meses, leu 80 obras. Foi assim, ganhou uma competição na escola e tomou gosto. “Você viaja para outro lugar, com outras pessoas, parece até que eles existem”.     O prazer pela leitura quase sempre começa na infância e hoje cativa 50 milhões de brasileiros, segundo a pesquisa “Retratos da leitura”, feita pelo Ibope.     A pesquisa ouviu pessoas a partir dos cinco anos de idade e mostra que, além desses apaixonados, o número de leitores vem crescendo devagar: 55% da população entrevistada afirmou ter lido ao menos um livro nos últimos três meses.     Jovem lê mais    “As faixas mais jovens lêem mais

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Haddad vai à Câmara para defender sistema de cotas

A Câmara deverá votar em duas semanas o projeto de lei que cria o sistema de cotas nas instituições públicas federais de ensino superior, técnico e tecnológico. Pela proposta, metade das vagas oferecidas nas instituições será reservada para alunos de escolas públicas.    Depois de uma hora e meia de reunião com líderes partidários na Câmara, o ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu o projeto e disse ter diminuído resistências de partidos como o PSDB, que tinha dúvidas sobre as subcotas.     Dentro desse universo, as vagas serão divididas proporcionalmente entre brancos, negros e índios. Cada Estado terá sua própria divisão, definida pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre raça da população. Segundo Haddad, o projeto não favorecerá as autodeclarações fraudulentas de raça.     “Não há vantagem na autodeclaração não fidedigna. No Rio Grande do Sul, não vale a pena se autodeclarar negro, porque menos negros disputarão menos vagas e muitos brancos disputarão muitas vagas. Na Bahia, os negros são maioria e acontece o contrário“, afirmou o ministro.    Segundo Haddad, não haverá uma corrida para fazer matrículas nas universidades porque há uma expansão geral das vagas, que eram 124 mil em 2002 e

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