Lula quer usar dinheiro de petróleo para investir na educação

O governo federal estuda criar um fundo para educação com o dinheiro que será arrecadado com os novos campos de petróleos descobertos recentemente pela Petrobras. A proposta foi apresentada na última segunda-feira (16) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 35 intelectuais, durante reunião realizada em São Paulo.    A idéia apresentada é utilizar parte dos royalties (parte do lucro a qual o governo terá direito) para aumentar de 290 mil para 500 mil o número de estudantes que ingressam em escolas públicas a cada ano.     Estudo financiado pelo Unicef apontou que o investimento por aluno no Brasil é inferior ao mínimo necessário para bancar insumos básicos de educação.    Em outro ranking, organizado pela OCDE – que reúne países industrializados como México, Japão, Grécia e Rússia -, o Brasil foi apontado como o país que menos gasta em educação.    Eestiveram na reunião, entre outros intelectuais, Dalmo Dallari, Fernando Morais, Luis Fernando Veríssimo, Leonardo Boff, Moacir Scliar, Maria Victoria Benevides, Emir Sader e Juarez Guimarães.     A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, o ministro da Educação, Fernando Haddad, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, e o ministro da Secretaria Especial

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Biblioteca Nacional na reta final de seu projeto de acessibilidade

A Biblioteca Nacional deve concluir até o fim de junho a primeira parte do projeto “Biblioteca Acessível”, que permitirá que portadores de deficiência física e idosos possam ter acesso ao acervo da instituição. Para isso, estão sendo instalados no local equipamentos de alta tecnologia, como ampliadores de textos eletrônicos, leitores de livros autônomos, linhas Braille, folheadores de livros automáticos, teclados e mouses especiais, impressoras Braille e programas para leitura de textos que fazem reconhecimento de voz.     O projeto foi desenvolvido em janeiro de 2008 pela ONG Acessibilidade Brasil e deve servir de modelo para as demais bibliotecas que integram o sistema brasileiro de bibliotecas, coordenado pela Biblioteca Nacional.   

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Ideb: comemoração com cautela

O Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou na manhã desta segunda-feira, 16, que a qualidade do ensino oferecido pela rede pública está melhorando, mas ainda há que se trabalhar muito para chegar à média dos países desenvolvidos. A afirmação foi feita no programa de rádio Café com o Presidente, da Radiobrás.    O Presidente referiu-se aos resultados do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) divulgados na semana passada. Os indicadores cresceram em todas as etapas de ensino, entre 2005 e 2007. A média do país ficou em 4,2 nas primeiras séries do ensino fundamental; 3,8 nas séries finais da mesma etapa e 3,5 no ensino médio. As três notas ultrapassaram as projeções para 2007. Entre as regiões, ressaltou Lula, destaca-se o Nordeste, com um dos maiores saltos de qualidade.    “Dá para comemorar com muita cautela, sabendo que temos de trabalhar muito”, afirmou o presidente. Para ele, mesmo ultrapassadas as metas estabelecidas pelo Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) para este ano, o caminho para chegar ao patamar dos países desenvolvidos ainda é muito longo. “Os 30 países mais desenvolvidos têm uma média de seis. Significa que temos de trabalhar muito, mas muito mesmo para a

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Ministro português quer política comum para língua

O principal mote da gestão do advogado José António Pinto Ribeiro, 61, ministro da Cultura de Portugal desde 30 de janeiro, é a língua portuguesa.    Pinto Ribeiro esteve em São Paulo no início desta semana, quando visitou o Museu da Língua Portuguesa, que pretende replicar em Lisboa, em parceria com a instituição brasileira.    Em entrevista à Folha, o ministro comentou a importância do acordo ortográfico, aprovado por seu país em 16/5 (“sem uma alteração, não temos uma política internacional comum para a língua“), e citou outras ações conjuntas com o Brasil, como um estudo do valor econômico do português e a criação de um portal na internet, com acesso gratuito a textos de ficção e não-ficção, em português. Leia trechos da conversa.      FOLHA – A sua antecessora, a ministra Isabel Pires de Lima, não era favorável à aprovação do acordo ortográfico por parte de Portugal. Como o sr. avalia a decisão final?   JOSÉ ANTÓNIO PINTO RIBEIRO – A proposta que ela vinha defendendo era a de ratificar o acordo ortográfico dizendo, no entanto, que ele só entraria em vigor daqui a dez anos [com a aprovação, o acordo será implantado em seis anos]. Isso me

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Ensino básico no Brasil piorou se comparado a 1995

Apesar da melhora de 2005 para 2007, os alunos brasileiros ainda estão num patamar inferior ao verificado em 1995 quando se analisa o desempenho deles nas provas de português e matemática.    Anteontem, ao divulgar os resultados do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), o MEC comemorou a melhora do desempenho dos alunos, especialmente no ensino fundamental.    O indicador leva em conta tanto o aprendizado dos alunos -medido em testes de português e matemática- quanto o percentual de aprovação. A comparação desde 1995, no entanto, só pode ser feita por meio das médias dos estudantes em avaliações bianuais.    Essa comparação mostra que em só uma prova -a de matemática na 4ª série- a média dos estudantes em 2007 superou a de 12 anos antes, apresentando o melhor resultado da série histórica. Nas demais, a melhoria nos últimos dois anos ainda foi insuficiente para recuperar o patamar de meados da década passada.    As maiores quedas em relação a 1995 foram nas provas de língua portuguesa na 8ª série do ensino fundamental e na 3ª do ensino médio. Numa escala de 0 a 500, a média dos alunos passou de 232 pontos para 235 em português na 8ª

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O livro, a leitura e a construção da cidadania

Este é o mote do 7º Congresso Ibero-Americano de Editores, que acontece em agosto, em São Paulo, junto à programação da 20ª Bienal Internacional do Livro. Os editores dos países de língua portuguesa e espanhola vão se reunir para abordar pelo menos duas questões da maior importância para a América Latina.     Uma delas é o papel do livro no desenvolvimento social e econômico dos países da região. A outra é a questão da leitura como estratégia para promover melhor percepção e exercício da cidadania.    As inscrições já estão abertas.

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MEC amplia rede de proteção à criança

Criar um sistema de notificação das violações dos direitos das crianças dentro da rede pública de ensino é uma das decisões do Seminário Educação e Trabalho Infantil, que reuniu, em Brasília, representantes de órgãos dos governos federal, estaduais e municipais e de organismos internacionais para discutir formas de reconhecimento e combate ao trabalho infantil. O seminário terminou nesta quinta-feira, 12.    De acordo com o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, André Lázaro, a decisão do seminário é que o MEC, junto com as redes de ensino, estabeleça um sistema de identificação e notificação das violências a que crianças são submetidas. O desafio, explica, é estabelecer um fluxo para que cada violência percebida no ambiente escolar seja notificada e encaminhada para solução. Segundo o secretário, essa responsabilidade não é só do professor, mas da comunidade escolar inteira e, principalmente, dos governos.    Dados da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) mostram que desinteresse súbito nas aulas, falta de atenção, notas baixas, criança que não faz o dever de casa constituem indicativos de que alguma violência pode estar acontecendo. Mas para identificar isso e saber como agir, explica o secretário, a escola precisa estar preparada.    Além do

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Ensino fundamental atinge meta de 2009

O aumento das médias dos alunos, especialmente em matemática, e a diminuição da reprovação fizeram com que, de 2005 para 2007, o país melhorasse os indicadores de qualidade da educação. O avanço foi mais visível no ensino fundamental. No ensino médio, praticamente não houve melhoria.    Os novos dados a respeito da qualidade da educação brasileira foram apresentados ontem pelo MEC (Ministério da Educação) em Brasília na divulgação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira). Trata-se de um indicador que leva em conta tanto o aprendizado dos alunos, medido em testes de matemática e português, quanto os percentuais de aprovação.    Numa escala de zero a dez, o ensino fundamental em seus anos iniciais (da primeira à quarta série) teve nota 4,2 em 2007. Em 2005, a nota fora 3,8. Nos anos finais (quinta a oitava), a alta foi de 3,5 para 3,8. No ensino médio, de 3,4 para 3,5.    Embora tenha comemorado o aumento da nota, ela ainda foi considerada “pior do que regular“ pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.    É por meio do Ideb que o MEC monitora as metas de melhoria da qualidade estipuladas até 2022. O objetivo é chegar às médias dos países

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Nova ortografia atrapalha negócios das editoras

Aprovado em março, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa provoca uma corrida contra o tempo nas editoras de livros didáticos. Apesar de o uso das novas regras ser obrigatório nas escolas apenas em 2010, as editoras precisam apresentar os livros com as alterações já no próximo dia 4 ao Ministério da Educação para participar dos programas governamentais, que somente no ano passado registraram compras no valor de R$ 882 milhões.    “O problema é que estamos trabalhando em duas frentes ao mesmo tempo: as novas regras ortográficas que acabaram de ser aprovadas e o ensino fundamental de nove anos, cujo formato dos livros foi definido em janeiro“, explica Antonio Nicolau Youssef, diretor editorial das editoras IBEP e Companhia Nacional. Youssef prevê um gasto de cerca de R$ 3,5 milhões para readequar a ortografia das publicações da IBEP, que trabalha exclusivamente com livros escolares e conta com 380 diferentes títulos, e da Nacional, que possui 628 catálogos.     Nesse montante, está incluso o investimento que a IBEP fará nos livros didáticos a serem distribuídos no próximo ano. “Como 2009 será um ano transitório e o conteúdo das publicações para as escolas não pode ser modificado, estamos criando encartes com um

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