Projetos da Câmara para inclusão de disciplina deixariam alunos 16 horas na escola

Da Câmara dos Deputados vieram os projetos que obrigaram a inclusão das disciplinas de filosofia, sociologia e música na educação básica. Se fossem aprovadas todas as 50 propostas de novas matérias que tramitam na casa, os alunos do ensino fundamental e médio passariam 16,3 horas na escola por dia.    O período é o triplo do tempo que os estudantes já ficam no colégio diariamente, que é de cinco horas em média. Mais que isso, o tempo que precisariam é ainda quase o dobro da escola integral proposta pelo MEC (Ministério da Educação), que tem jornada de oito horas diária. E isso se essas matérias fossem ministradas somente uma vez por semana.    A pergunta é: a Câmara tem competência para escolher o que os estudantes devem ou não estudar? “Nós vemos com muita reserva essa inclusão através do poder central porque a autonomia das redes municipais e estaduais tem que ser respeitada“, diz Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do MEC.    Tramitam na Câmara mais de 50 projetos de inclusão de disciplinas na educação básica. Rio Amazonas, reciclagem, poluição, acidentes ecológicos e os temas atuais que envolvem a natureza refletem não só nos noticiários, mas também

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Nova política para cultura prioriza a inclusão social no País

Nomeado para a Cultura em agosto, Juca Ferreira falou nesta quinta-feira (4) ao programa Bom Dia Ministro, produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República. Na entrevista, transmitida via satélite a rádios de todo País, o ministro contou as novidades da área, como o Vale Cultura, que funciona como um vale-refeição, democratizando o acesso a bens culturais, hoje restritos a uma parcela pequena da população.    Mais Cultura – O Programa Mais Cultura não precisa ser solicitado pela prefeitura. O pedido também pode ser feito por organizações não-governamentais. A questão é que o Programa tem algumas prioridades, como atender áreas onde o nível de violência é alto e o índice de escolaridade é baixo. O Mais Cultura vai ampliar o acesso à cultura. Nós priorizamos as populações de menor poder aquisitivo, que estão submetidas a situações degradantes. Temos um mapa, que está sendo elaborado em conjunto com outros ministérios, como o da Jus tiça, Educação e Desenvolvimento Agrário, entre outros. A solicitação pode ser feita por qualquer instituição, mas tem que atender a certas condições, porque é um programa de construção de igualdade e acessibilidade à cultura.    Orçamento – O Mais Cultura é o maior programa em termos

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Ministério da Cultura estuda melhor saída

Assessores do ministro da Cultura, Juca Ferreira, estão debruçados sobre pelo menos três alternativas para restabelecer a institucionalidade perdida com o fechamento da Secretaria Nacional do Livro e Leitura depois da morte do poeta Waly Salomão, o último a ocupá-la. Além da Secretaria Nacional do Livro e Leitura, como pedem as lideranças do mundo do livro, eles estudam outras duas alternativas jurídicas: uma com o formato de fundação e outra na forma de um instituto.    A boa notícia: o ministro, que há anos dizia ser favorável a buscar alguma forma de reparar o erro cometido, está mais do que convencido de que é preciso, agora, botar a mão na massa e fazer acontecer.   

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Ensino médio: fim do encontro na Argentina

Entre os 34 milhões de jovens, de 15 a 24 anos, dez milhões estão em idade correspondente à esperada para se cursar o ensino médio – 15 a 17 anos. Mas nem todos estão matriculados nesta etapa de ensino, que atende 8,9 milhões de pessoas. A idade dos alunos, muitas vezes, ultrapassa os 17 anos esperados para os concluintes. Apenas 44% dos matriculados no ensino médio têm idade adequada à sua série.     O panorama da oferta do ensino médio, os desafios que esta etapa de ensino precisa superar e propostas para melhorar a qualidade do ensino foram apresentados pelo coordenador-geral do ensino médio da Secretaria de Educação Básica, Carlos Artexes Simões, nesta quinta-feira, 4, durante o último dia de debates do Seminário Internacional Ensino Médio – Direito, Inclusão e Desenvolvimento, em Buenos Aires.    Artexes mostrou que outra grande parte dos jovens está fora da escola, por ter de procurar trabalho ou já estar trabalhando. Dos 34 milhões de jovens, 18 milhões trabalham. A maioria não tem carteira assinada e ganha menos de um salário mínimo por mês.    “Precisamos universalizar o atendimento e garantir a permanência dos jovens entre 15 e 17 anos”, disse Artexes. O Brasil,

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Brasil ocupa 3ª posição de países latinos com mais jovens no ensino médio

O Brasil tem, hoje, 76% dos jovens no ensino médio e ocupa a terceira posição dos países da América Latina em número de matrículas nesta etapa. Os dados foram divulgados no primeiro dia do Seminário Internacional Ensino Médio – Direito, Inclusão e Desenvolvimento, que começou terça-feira (2) em Buenos Aires, na Argentina.     O tema central dos debates foi o acesso de qualidade ao ensino médio na região. Na Argentina, os percentuais de matrícula ultrapassam os indicadores de Brasil e Chile. O país tem 84% dos jovens matriculados, enquanto Chile apresenta 82%. De acordo com o diretor do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) para a América Latina e Caribe, Nils Kastberg, 29% dos jovens da América Latina estão fora da escola e não têm trabalho. Para ele, não basta oferecer acesso, mas uma educação de qualidade.     Katsberg acredita que, frente às demandas do mundo atual, em que jovens deixam a escola para procurar trabalho ou não recebem formação adequada para responder às demandas por emprego, é preciso atrelar educação ao mundo do trabalho. Mas, diz ele, o ensino geralmente não prepara o aluno para uma realidade de constantes mudanças, sobretudo tecnológicas. Segundo o diretor

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Programas educacionais facilitam acesso ao ensino médio no Brasil

No Chile e na Argentina o ensino médio é obrigatório, além do fundamental, o que representa 12 anos de escolaridade pública. No Brasil, até 2010, com a ampliação do ensino fundamental, serão nove anos de ensino obrigatório. Mesmo sem a exigência do ensino médio, o governo brasileiro ampliou para os alunos dessa etapa os benefícios antes destinados apenas aos alunos do ensino fundamental.    “Criamos condições para que mais alunos tenham acesso ao ensino médio, com medidas como o Fundeb [Fundo de Manutenção da Educação Básica], o livro didático, a merenda escolar e a bolsa-família para alunos do ensino médio”, disse a secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, nesta quarta-feira, 3, durante o Seminário Internacional Ensino Médio – Direito, Inclusão e Desenvolvimento. O Fundeb foi reformulado, lembrou. Antes, o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef) destinava recursos apenas à educação fundamental.    Além de oferecer condições ao acesso e contribuir para a permanência de mais alunos no ensino médio, a secretária destacou que é preciso repensar o ensino no país. “É preciso pensar um ensino médio que não seja imediatista, utilitarista e pragmático”, afirmou. Na visão de Pilar, é na

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Ministério contrata consultores para EJA

Profissionais de qualquer área do conhecimento com pós-graduação em educação têm prazo até a próxima sexta-feira, 5, para concorrer a seis vagas de consultoria nas áreas de educação de jovens e adultos (EJA) indígena, do campo e de nível médio. O contrato tem duração máxima de oito meses, a remuneração é de R$ 50 mil pelas atividades do período e o trabalho será desenvolvido em todo o território nacional.    Cada uma das áreas — educação indígena, do campo e de nível médio — vai selecionar dois consultores. A primeira etapa da seleção será curricular, que é eliminatória e classificatória, com valor máximo de 50 pontos; a segunda fase é uma entrevista que conta 25 pontos; e a terceira é a produção de um texto também com valor de 25 pontos.    Em cada uma das três áreas, os consultores terão que fazer visitas de campo às escolas para, entre outras atividades, efetuar levantamentos de como funciona a educação de jovens e adultos, participar de reuniões com as comunidades e com especialistas em EJA, de seminários e de oficinas técnicas com as comunidades, registrar os dados e consolidar cinco documentos que serão entregues ao Ministério da Educação.    Os candidatos

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Universidade deve formar o professor

O ministro da Educação, Fernando Haddad, destacou nesta terça-feira, 2, o papel da universidade pública na formação do magistério. No painel sobre educação do seminário O Brasil que Queremos Ser, comemorativo dos 40 anos da revista Veja, Haddad lembrou que as universidades federais assumiram a tarefa da formação de professores. “Infelizmente, algumas instituições sem tradição executavam uma tarefa que deveria ser nossa”, disse o ministro, em São Paulo.    Entre outras iniciativas do Ministério da Educação para a valorização do magistério estão a fixação do piso nacional do professor em R$ 950 e a implementação de diretrizes de carreira. “Os próprios professores são os primeiros a identificar problemas em sua formação. Para eles, a prioridade não é o salário, mas a formação”, afirmou Haddad.     A valorização do professor, de acordo com o ministro, é um dos aspectos capazes de possibilitar a organização do sistema educacional brasileiro. Segundo Haddad, o conjunto de variáveis inclui a transparência na gestão da educação, o financiamento adequado e a avaliação sistemática. “Temos de fazer com que a sociedade incorpore a educação como valor, assim como incorporou a democracia. Educação de qualidade só se consolida como mudança cultural.”    Investir em educação mais do

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Governo prepara lei de responsabilidade educacional para gestores da rede pública

Até o final deste ano, o governo deve ter pronta uma proposta para criar no país uma lei de responsabilidade educacional que, a exemplo da Lei de Responsabilidade Fiscal, estabelecerá metas de conduta para os gestores de escolas públicas. A informação foi dada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, ao participar do debate nacional O Brasil que Queremos Ser, promovido pela Revista Veja , em São Paulo, para comemorar 40 anos de circulação.     Haddad destacou o forte investimento do governo na valorização do magistério e defendeu a importância de uma mudança de postura. “Educação de qualidade só se consolida com mudança cultural da sociedade“, afirmou. ara Haddad, é necessário que o país valorize mais a educação o que, de certa forma já está acontecendo. Segundo ele, embora ainda haja muita desigualdade nos investimentos, todas as unidades educacionais no país já aderiram ao sistema de metas e diretrizes do Plano de Desenvolvimento da Educação, que propõe ações até 2022.      

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