Primavera dos Livros começa no próximo dia 25

A troca de experiência entre pequenos editores, o encontro com leitores, o incentivo à leitura e o intercâmbio com outras feiras, entidades e instituições é o clima que deve nortear a Primavera dos Livros São Paulo 2008. Promovido pela LIBRE, entidade representativa da edição independente no Brasil, o evento oferecerá simultaneamente atividades culturais e comerciais.     Entre os dias 25 e 28 de setembro, das 10h às 22h, no Centro Cultural São Paulo, a festa poderá ser visitada gratuitamente. Com o tema “A cidade de todos os povos – São Paulo, viagens e migrações”, a Primavera deve receber cerca de 30 mil visitantes. A idéia é aquecer este mercado que normalmente tem dificuldades para atingir seus nichos no varejo tradicional.     Entre os destaques desta edição estão a programação cultural sobre diversidade étnico-racial e cultural, histórias de povos imigrantes, programação infantil com mais de 30 oficinas e atividades para as crianças, lançamentos de livros, saraus de poesia, oficinas de leitura e palestras, além de cabine experimental para a gravação de poemas. Mais informações no site.   

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Confusão ortográfica

É o fim dos tremas… e, para muitos, o fim dos tempos. Esses pontinhos simpáticos que habitam o topo da letra u em palavras como “conseqüência” vão sumir de nossa escrita. Em breve, o sinal gráfico só poderá enfeitar as palavras estrangeiras. “Nem sequer se emprega na poesia”, diz o implacável Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, que entra em vigor a partir de janeiro de 2009.     O acordo tem por princípio unificar a forma de escrever nos oito países em que o português é língua oficial. Ele foi aprovado em 1990, mas passou por vários trâmites até 2006, quando se reuniram as ratificações de três países, o mínimo para pô-lo em prática: Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Em 2008, foi a vez de a matriz da língua, Portugal, capitular. Mas não sem choro. Segundo os especialistas que criaram o acordo, 1,6% do vocabulário português seria afetado, em comparação a 0,5% do brasileiro. Entre as mudanças está a eliminação das divertidas consoantes lusas, que não são pronunciadas, mas continuavam grafadas em palavras como “acto”. Escritores e acadêmicos debatem o texto com emoção. Corre pela internet um manifesto contrário com mais de 90 mil assinaturas.    

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Presidente Lula dá posse a Juca Ferreira no cargo de Ministro da Cultura

O novo ministro da Cultura, Juca Ferreira, foi empossado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na tarde desta quinta-feira, 28 de agosto, no Palácio do Planalto, em Brasília. A solenidade contou com as presenças do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, de ministros de Estado, outras autoridades, artistas e representantes de diversos setores da sociedade. Sociólogo de formação, Juca ocupava a Secretaria Executiva do Ministério da Cultura, desde o início do primeiro mandato do presidente Lula e do início da gestão de Gilberto Gil à frente do MinC, em 2003. O presidente Lula da Silva destacou os principais projetos realizados pelo MinC nos últimos cinco anos e meio. “Eu penso que hoje, ao deixar o ministério, o Gil conseguiu uma proeza que até então não havia sido conseguida no Ministério da Cultura. Ele deu consistência à área da Cultura construindo pela primeira vez uma política cultural de Estado, coisa que não tínhamos neste país. O caráter republicano realizou uma política cultural rompendo privilégios e democratizando o acesso aos bens culturais”. Lula lembrou do Programa Mais Cultura e disse que de 2003 a 2007 foram triplicados os recursos do ministério e quadruplicados os investimentos por meio da Lei Rouanet.

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Em busca de centralidade

“Eu afirmo que a biblioteca é interminável“, diz o narrador do conto Biblioteca de Babel, escrito ainda nos anos 40 pelo argentino Jorge Luis Borges. Na obra, o escritor discorre sobre as extensões do espaço físico consagrado ao livro, conectando-as a dimensões mais profundas da experiência humana. “Desde que ao menos a porta de entrada esteja aberta“, poderia rebater quem quer que tenha acesso ao relato “Programa Nacional de Bibliotecas Escolares (PNBE): leitura e biblioteca nas escolas públicas brasileiras“, resultado da avaliação diagnóstica feita pela Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC), em parceria com a Associação Latino-americana de Pesquisa e Ação Cultural e com o Laboratório de Políticas Públicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).     A conclusão hipotética não é fortuita. Segundo Jane Paiva, professora da Faculdade de Educação Uerj e coordenadora da pesquisa, “a chave é o grande símbolo da biblioteca na escola“. Isso decorre de um processo de sacralização tão grande do livro que acaba por criar uma relação por demais cerimoniosa entre ele e os potenciais leitores, tornando-o muitas vezes mais objeto de guarda do que de usufruto. Por isso, deter a chave da biblioteca escolar, quando ela existe,

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Universidades estaduais e municipais podem ajudar na formação de professores

A contribuição das universidades estaduais e municipais na formação de professores foi destaque durante encontro, na quarta-feira, 27, em Brasília, de mais de 150 reitores e pró-reitores de universidades estaduais e municipais.    Presente à reunião, o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, lembrou que o número de professores que atuam sem formação inicial, ou até mesmo fora de sua área de estudo, é significativo. Segundo ele, a participação das universidades estaduais e municipais na formação de professores já é expressiva, mas pode ser ainda maior. “Educação básica, educação superior, educação tecnológica e alfabetização, todas estão ligadas. É a partir das conexões entre elas que pretendemos potencializar as políticas de educação básica”, disse.    Durante o evento foram discutidas estratégias e parcerias para a melhoria da qualidade da educação básica. Dentre as ações apresentadas, destacou-se a construção do Sistema Nacional de Formação de Professores, que integra o Plano de Ações Articuladas (PAR).     A Bahia foi o primeiro estado brasileiro a entregar ao Ministério da Educação o planejamento estratégico de formação inicial de professores, que já está em processo de elaboração em várias unidades da Federação. A entrega foi feita na última sexta-feira, 22, em

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Lula vai empossar Juca Ferreira na Cultura

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai empossar nesta quinta-feira, como seu novo Ministro da Cultura, o sociólogo baiano Juca Ferreira, atual ministro interino. Secretário-executivo do MinC desde a posse de Gilberto Gil, em 2003, Ferreira será empossado às 15 horas em dois atos: primeiro, será nomeado pelo presidente, e a seguir haverá a cerimônia de transmissão do cargo.     Baiano de Salvador, João Luiz da Silva Ferreira, o Juca Ferreira, foi militante estudantil e ficou 9 anos exilado durante o regime militar, vivendo no Chile, Suécia e França, onde formou-se em Sociologia. Voltou ao País com a anistisa e passou a trabalhar com política e cultura na Bahia. Ali, desenvolveu o projeto de arte-educação Axé, para adolescentes em situação de risco.    Membro do Partido Verde, o mesmo de Gil, Juca Ferreira foi secretário de Meio Ambiente da prefeitura de Salvador e também assessor especial da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Foi duas vezes eleito vereador de Salvador (1992 e 2000). Defende reformas na Lei Rouanet e a adoção de um fundo de incentivo direto para a cultura.    “A política pública de cultura deve ser financiada pelo Orçamento da União“, defendeu Juca, em entrevista ao

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Délcio Teobaldo ganha prêmio Barco a Vapor

A obra Pivetim – Um romance proibidão, do escritor e jornalista mineiro Délcio Teobaldo, conquistou o maior prêmio brasileiro destinado a originais de literatura Infantil e Juvenil, que está em sua quarta edição – o Barco a Vapor. A cerimônia de entrega aconteceu na terça, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, quando também se anunciou a abertura das inscrições para o 5º Prêmio Barco a Vapor de Literatura Infantil e Juvenil, que tem seu regulamento disponível na página de Edições SM na Internet.     Os livros inscritos, sempre inéditos, devem se encaixar em uma das quatro séries da coleção Barco a Vapor: leitor iniciante (6 e 7 anos), em processo (8 e 9 anos), fluente (10 e 11 anos) e crítico (12 e 13 anos). Selecionado entre mais de 500 inscritos, Pivetim – Um romance proibidão será publicado na série vermelha (leitores críticos) da coleção. O livro mistura passado e presente, realidade e delírio, para contar o cotidiano vivido por meninos de rua.     

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Ensino fundamental e médio tem três anos para acrescentar a disciplina música no currículo

Todas as escolas públicas e particulares do Brasil terão de acrescentar, no prazo de três anos, mais uma disciplina na grade curricular obrigatória. A Lei nº 11.769, publicada no Diário Oficial da União no dia 19, altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) — nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996 — e torna obrigatório o ensino de música no ensino fundamental e médio. A música é conteúdo optativo na rede de ensino, a cargo do planejamento pedagógico das secretarias estaduais e municipais de educação. No ensino geral de artes, a escola pode oferecer artes visuais, música, teatro e dança.     Com a alteração da LDB, a música passa a ser o único conteúdo obrigatório, mas não exclusivo. Ou seja, o planejamento pedagógico deve contemplar as demais áreas artísticas. Até 2011, uma nova política definirá em quais séries da educação básica a música será incluída e em que freqüência.    “A lei não torna obrigatório o ensino em todos os anos, e é isso que será articulado com os sistemas de ensino estaduais e municipais”, explica Helena de Freitas, coordenadora-geral de Programas de Apoio à Formação e Capacitação Docente de Educação Básica no Ministério da

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Pulo do gato ou tiro no escuro?

Protagonistas de uma história de fracassos heróicos, os audiolivros brasileiros vivem agora seu momento de tira-teima. Mesmo que o suspense – digno de uma final decidida nos pênaltis – embace a vista, há quem diga que andam levando vantagem. Na mais recente prova de fogo – a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que termina amanhã – foram bem: em meio a corredores vazios, os estandes dedicados às versões em CDs e arquivo sonoro para os livros de papel pareciam ilhas superpovoadas.    – Estamos vendendo cerca de 120 títulos por dia – conta Vanessa Ban, diretora da Audiolivro, empresa que estreou na Bienal de 2006. – Parece pouco, mas é muito mais do que imaginávamos, se levarmos em conta que é um produto ainda novo no mercado.    Passado heróico    Novo, na verdade, não é. O produtor e jornalista Irineu Garcia já lançava audiolivros de vinil em 1956. Não deu certo. Depois que ele capitulou, a Philips adquiriu seu catálogo. Pouco durou a tentativa. Mais tarde, editoras como a Francisco Alves investiram novamente no formato – mais fitas cassete que vinis, claro. Também não pegou.    Então por que agora assistimos à multiplicação das editoras de

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