Recursos do pré-sal irão para educação

O presidente Lula reafirmou neste sábado, 13, a intenção de investir parte dos recursos do pré-sal em educação. A declaração foi dada durante a inauguração da unidade de Petrópolis do Centro Federal de Educação Profissional e Tecnológica (CEFET) do Rio de Janeiro. Lula destacou que com a descoberta das reservas de petróleo e gás encontradas na Bacia de Santos (SP), o Brasil tem a oportunidade histórica de figurar entre as maiores nações do mundo. “Entretanto, isso só ocorrerá se investirmos parte desses recursos em educação e no combate à pobreza”, defendeu.    O presidente destacou que a chegada do Cefet em Petrópolis, ducentésima unidade federal de educação tecnológica do país, é um marco do desenvolvimento sustentável brasileiro. “Foram 22 anos sem crescimento e agora estamos investindo em mão-de-obra qualificada porque o país está necessitando desses jovens”, ressaltou Lula referindo-se ao crescimento histórico do país, que atingiu a taxa de 6% nesse trimestre.    O Ministro Fernando Haddad, que também participou do evento juntamente com o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, trouxe números sobre os avanços da educação nos últimos cinco anos. “De 1909 a 2003 o Brasil teve 140 escolas técnicas de educação profissional e até 2010 teremos

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Royalties do petróleo não melhoram educação no Rio

Se o país realmente quiser utilizar recursos da exploração de petróleo na camada pré-sal para investir em educação, como tem defendido o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, seria prudente, antes, analisar com lupa os resultados das cidades que mais recebem royalties de petróleo em todo o Brasil.    Um estudo da Universidade Candido Mendes mostra que no Rio de Janeiro -Estado que mais recebe royalties no país- os indicadores de qualidade e de infra-estrutura nas escolas dos nove municípios mais agraciados com recursos do petróleo em nada se destacam em relação a escolas do Sudeste.    A pesquisa, de Gustavo Givisiez e Elzira Oliveira, será apresentada no 16º Encontro Nacional de Estudos Populacionais, que começa no final do mês. O estudo aponta que, na média, os royalties não fizeram diferença até 2006, quando se analisa o conjunto de escolas de Quissamã, Rio das Ostras, Carapebus, Macaé, Casimiro de Abreu, Búzios, Campos dos Goytacazes, São João da Barra e Cabo Frio -cidades do Rio.    No trabalho, Givisiez e Oliveira compararam dados de infra-estrutura (computadores e bibliotecas, por exemplo), professores com nível superior e desempenho das escolas no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).  Foi verificado que, mesmo com

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MEC prepara texto sobre visão abrangente do ensino médio

A concepção das políticas educacionais, segundo a secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, é marcada pela visão sistêmica da educação. Nos anos 90, segundo a secretária, os investimentos da pasta davam prioridade a um nível educacional em detrimento do outro e colocavam em conflito educação básica e superior, por exemplo, de acordo com informações do Ministério da Educação. “A visão sistêmica significa investir em educação infantil, na qualidade do ensino fundamental, na ampliação do acesso ao ensino médio e à educação superior“, reforça Pilar.   Para o ensino médio, que representa, de acordo com o texto do documento preliminar, uma das etapas mais difíceis da política educacional, Pilar defende um modelo de ensino que permita ao jovem experimentar o conhecimento e viver todas as áreas para que possa escolher, com mais clareza, o que vai fazer na vida adulta.   “Precisamos oferecer um conhecimento sólido para que as escolhas dos jovens sejam transformadoras“, destaca.   Pelo texto em discussão, o papel do ensino médio não deve se ater à transmissão de conhecimentos ou somente à formação de técnicos. Busca-se uma escola que não se limite ao interesse imediato, pragmático e utilitário. O documento sugere uma formação com base

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Projeto Leitura para Todos

Ainda este ano, cidades do interior de sete estados brasileiros – Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, São Paulo, Goiás e Pernambuco – e do Distrito Federal serão beneficiadas pelo Leitura para Todos. Serão implantadas 122 salas de leitura, sendo que 39 novos espaços já estarão em funcionamento em setembro e outubro.    O projeto do Instituto Oldemburg de Desenvolvimento conta com o apoio do Ministério da Cultura, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A iniciativa permite que associações de bairro, hospitais, escolas públicas, presídios e outras entidades tenham seus próprios acervos de livros nacionais e estrangeiros, beneficiando comunidades que até então tinham pouco acesso à informação.    Desde sua criação, em 2003, foram colocadas em operação 450 salas de leitura em todo o país. Atualmente, mais de 4.600 instituições estão cadastradas para participar. A implantação do projeto conta com o envolvimento da comunidade, desde a preparação do espaço, passando pela montagem e catalogação, até a inauguração.    Em parceria com o Grupo Editorial Record, são fornecidos mil exemplares de publicações para cada unidade instalada. Aproximadamente cinco milhões de leitores já foram beneficiados e muitos deles tiveram acesso aos livros pela primeira vez.    As

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Educação de jovens e adultos em debate

O Brasil tem 14 milhões de analfabetos e mais 15 milhões de pessoas que freqüentaram a escola por menos de quatro anos. Os problemas, desafios e avanços da educação de jovens e adultos na América Latina e no Caribe estão em discussão na reunião preparatória para a 6ª Conferência Internacional de Educação de Adultos (Confintea). O encontro preparatório foi aberto nesta quarta-feira, 10, e será encerrado no sábado, 13, no México. Cinco reuniões regionais – entre elas a do México – antecedem o encontro internacional sobre educação de jovens e adultos que ocorrerá no Brasil, em Belém, em 2009.    “O debate (no México) não é estritamente educacional, no sentido pedagógico, mas um debate sobre a educação de jovens e adultos como instrumento da promoção da cidadania e desenvolvimento sustentável das nações”, explicou o secretário de educação continuada, alfabetização e diversidade, André Lázaro, que participa do evento.     De acordo com o secretário, essa modalidade de ensino deve se preocupar com a qualificação profissional dos jovens e adultos e a geração de emprego e renda de tal maneira que a educação sirva de impulso para melhorar a vida do indivíduo. No Brasil, diz o secretário, um dos maiores desafios

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Entidades do livro preocupadas com os direitos do autor

Cresce no mercado editorial a apreensão de editores diante da movimentação de setores do Ministério da Cultura para tentar modificar a atual legislação sobre direitos autorais. Algumas entidades, com o Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) e a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) à frente, começam a se movimentar em sentido contrário. Argumentam que mexer nesses direitos deve desestimular tanto a criação dos autores como os investimentos das editoras em marketing, distribuição e desenvolvimento de novos produtos.      Deputados debaterão direitos do autor por Galeno Amorim    A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados está programando uma audiência pública para debater as propostas existentes para modificar a atual legislação que rege os direitos do autor no País. Serão convidados os defensores da adoção de leis mais flexíveis e os representantes das editoras, que são contrários. O encontro foi provocado pela gerência da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, que encampou e defende a mudança. 

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Escolas expõem modelo de qualidade

Os colégios de aplicação, instituições ligadas a universidades federais e consideradas como referência de qualidade na educação básica, foram convidados pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, a colaborar com o Portal do Professor. “Os colégios de aplicação são as melhores escolas públicas do país. O que eles podem fazer para atender os professores das redes estaduais e municipais”?, indagou Haddad aos diretores, reunidos nesta terça-feira, 8, em Brasília.    O desafio foi aceito pelos diretores, que já marcaram reunião para o próximo dia 17 com o secretário de Educação a Distância, Carlos Bielschowsky, quando detalharão as atividades. A proposta de Haddad é que os professores dessas instituições de ensino contribuam com suas práticas em sala de aula, que ele chama de “chão da escola”. Por exemplo, como planejam e organizam as aulas, como se comunicam com os alunos, que dificuldades encontram e que saídas usam, qual a quantidade de deveres de casa passam para os estudantes.    Lançado na internet em 18 de junho deste ano, o Portal do Professor é um espaço de pesquisa, troca de práticas pedagógicas e de experiências entre os docentes, com acesso a objetos de aprendizagem construídos por universidades de diversos países. Enfim, “é um

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Brasil só crescerá mais quando melhorar a educação, diz estudo

No paradigma atual, onde conhecimento – e não recursos naturais ou mão-de-obra barata – é o elemento central para um país ter vantagens competitivas, o Brasil está ficando para trás e só conseguirá avançar quando educar melhor sua população.     A conclusão é de um estudo inédito do Banco Mundial, que será divulgado nesta quinta-feira, 10, em seminário promovido pela Fundação Lemann, que apontou os fatores da deficiência brasileira na área: ensino básico precário, que resulta em profissionais pouco qualificados, universidades distantes do setor produtivo e voltadas mais para conhecimento teórico do que prático e tradição em importar e adaptar tecnologias, em vez de criá-las.    Segundo Alberto Rodriguez, um dos principais autores do estudo, nesta semana no País para lançar o material, enquanto outros países em desenvolvimento, como China, Índia e Coréia, estão se transformando em países produtores de conhecimento graças a investimentos na formação de pesquisadores em áreas tecnológicas – e, com isso, alavancando sua economia -, o Brasil segue dependente de seus bens naturais, crescendo num ritmo menor. “Apenas 19% dos estudantes de ensino superior no Brasil estão nas áreas de ciências e engenharias. No Chile são 33% e na China, 53%“, afirma o relatório.   

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Educação especial terá investimento

O Ministério da Educação promoverá pregão eletrônico no dia 19 próximo para aquisição de equipamentos destinados à montagem de 4,3 mil salas de recursos multifuncionais. As instalações serão utilizadas para a inclusão de alunos com deficiência no ensino regular. Entre os aparelhos necessários para o atendimento especializado estão 4,3 mil microcomputadores completos e 5,6 mil portáteis (notebooks). A intenção é garantir que as escolas tenham condições de atender à nova política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva, oficializada em julho.    Um dos pilares da nova política é a idéia de que o atendimento especializado não substitui o ensino regular. Ou seja, os alunos com necessidades especiais devem receber atenção específica para minimizar suas dificuldades e, ao mesmo tempo, cursar o ensino regular. As salas serão montadas justamente para viabilizar o atendimento especializado, que deve ser proporcionado, de acordo com especialistas, no turno oposto ao das aulas regulares.    O edital que estabelece as normas do pregão eletrônico está disponível no Portal de Compras do governo federal e na página eletrônica do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).    “Todas as crianças têm direito à educação e, no caso dos deficientes, a garantia desse direito é

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