Formação de professores na pauta do MEC

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse na terça-feira, dia 9, em Brasília, aos membros do Conselho Nacional de Educação (CNE), que a tarefa mais importante do MEC neste momento é a construção do Sistema Nacional de Formação dos Profissionais da Educação Básica. A previsão é que o sistema seja lançado no mês de outubro.    Hoje, explicou, “temos o plano de vôo”, mas o desafio é como esse plano vai se desenvolver. Será preciso definir metas de formação, compromissos com a qualidade, parcerias com amplos setores, entre eles, as universidades públicas, as secretarias estaduais e municipais de educação, os empresários, as entidades sindicais. Na avaliação de Haddad, para que o sistema funcione, uma das condições essenciais é que o secretário de educação de cada estado e do Distrito Federal assuma a coordenação, “seja o ministro” na sua localidade.    Para dinamizar o sistema nas 27 unidades da Federação, o MEC estuda a criação de um fórum permanente por estado, sob a chefia do secretário estadual de educação. A expectativa é que o sistema promova a formação inicial e continuada de 100 mil profissionais por ano. Para que isso aconteça, será preciso contar com a adesão e a parceria das

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Brasil fica em último em tabela sobre investimento por aluno

O Brasil ficou em último lugar em uma tabela sobre investimentos por aluno em 33 países, elaborada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.    Com um investimento de pouco mais de 1.000 euros (R$ 2.439) anuais por aluno, o Brasil ficou atrás de países como Estônia, Polônia, Eslováquia, Chile, México e Rússia, que gastam anualmente entre 2.700 e 1.400 euros (entre R$ 6.586 e R$ 3.415) com cada estudante.    Portugal investe em média cerca de 4.200 euros (R$ 10.246) por estudante, o que coloca o país na 22ª posição.    Com dados referentes a 2005, os Estados Unidos lideram o grupo com cerca de 9.000 euros (R$ 21.956), seguidos da Suíça, Noruega, Áustria, Dinamarca e Suécia, com valores que variam entre 8.500 e 6.450 euros (entre R$ 20.736 e R$ 15.735).    No quesito tempo em sala de aula por cada aluno entre sete e 14 anos, o Chile lidera com quase 9.000 horas (o equivalente a permanecer 366 dias ininterruptos na sala), enquanto a Estônia estabelece o menor tempo letivo, com apenas 233 dias.    Depois dos chilenos, os alunos que mais tempo passam nas aulas são os italianos, holandeses, australianos, neozelandeses, franceses e mexicanos, com

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Corrupção mundial custa 26% mais que aplicações na educação fundamental

As aplicações mundiais no ensino fundamental representam 74% do custo anual da corrupção, estimada em mais de US$ 1 trilhão pelo Banco Mundial (Bird). Isto é, o gasto com o ensino entre a 1ª e 9ª séries, em torno de US$ 741 bilhões, é R$ 259 bilhões menor que a cotação das práticas ilegais. A educação fundamental equivale a 1,3% do PIB mundial em PPC (Paridade do Poder de Compra), um modo de calcular o Produto Interno Bruto que tenta eliminar a diferença do custo de vida entre os países. Já as perdas com a corrupção representam cerca de 2% do PIB global, 0,7 ponto percentual a mais que o gasto com a educação para crianças e adolescentes.    Anualmente, somente os países em desenvolvimento perdem entre US$ 20 e US$ 40 bilhões em ações de corrupção, o que pode chegar a 40% dos gastos oficiais com assistência social. Negociações como sonegação e corrupção podem custar até US$ 1,6 trilhão a cada ano em todo o mundo. Apenas a África, segundo a União Africana, perde US$ 148 bilhões por ano – equivalentes a 25% do Produto Interno Bruto do continente – por culpa de desvios ilegais de recursos.    O

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64% dos que chegam à 4ª série não sabem ler textos longos

Um estudo aponta que 64% dos jovens e adultos brasileiros que chegaram até a quarta série não conseguem ler e entender textos longos. Outros 12% continuam completamente analfabetos, mesmo após os quatro anos de estudo. Os números se baseiam em pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (Ibope).     Esta segunda-feira (8) marca o Dia Internacional da Alfabetização, instituído pela Organização das Nações Unidas para a educação, a ciência e a cultura (Unesco). E no país há muito trabalho antes da comemoração. Entre os motivos para tamanha defasagem de aprendizado, estão salas de aula lotadas, professores não especializados em alfabetização e falta de material que estimule e facilite o aprendizado.     “As frases típicas de cartilha, tais como o boi bebe e babá o dedo é de didi. São frases construídas artificialmente pra criança aprender a ler e escrever. Elas são chatas e não estão a serviço da comunicação“, afirma a educadora Silvia Colello.     Na sala de aula, uma pergunta estranha tem resposta perturbadora. “Por que você acha que na escola é mais difícil aprender?” “Porque eles não ensinam”, responde Rodrigo, de 8 anos.     Hora de aprender     Crianças de até

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Seminário discute ensino médio integrado

Medidas para ampliar o acesso ao ensino médio com qualidade a todos os jovens estão em discussão nesta terça-feira, 9, no Ministério da Educação. Técnicos das secretarias de Educação Básica e de Educação Profissional e Tecnológica trabalham em conjunto para discutir e aperfeiçoar a versão preliminar do documento Ensino Médio Integrado: uma Perspectiva Abrangente na Política Pública Educacional, preparado pelas duas secretarias.    A concepção das políticas educacionais, segundo a secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, é marcada pela visão sistêmica da educação. Nos anos 90, segundo a secretária, os investimentos da pasta davam prioridade a um nível educacional em detrimento do outro e colocavam em conflito educação básica e superior, por exemplo. “A visão sistêmica significa investir em educação infantil, na qualidade do ensino fundamental, na ampliação do acesso ao ensino médio e à educação superior”, reforça Pilar.    Para o ensino médio, que representa, de acordo com o texto do documento preliminar, uma das etapas mais difíceis da política educacional, Pilar defende um modelo de ensino que permita ao jovem experimentar o conhecimento e viver todas as áreas para que possa escolher, com mais clareza, o que vai fazer na vida adulta. “Precisamos oferecer um conhecimento

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MEC quer alfabetizar 1,3 milhão de pessoas em 2009

A meta do Plano de Desenvolvimento da Educação de alfabetizar ao ano 1,3 milhão de pessoas deve ser atingida em 2009. A previsão é do diretor de Políticas da Educação de Jovens e Adultos do MEC (Ministério da Educação), Jorge Teles. Segundo ele, o programa Brasil Alfabetizado tem formado por ano de 1 milhão.    “Em cinco anos de programa, as pessoas mais sensíveis à alfabetização já aderiram. Agora você precisar atrair as pessoas analfabetas que têm menos disposição a estudar, é mais difícil captar esse público para o processo educativo“, analisa o diretor.    Para 2009, além da ampliação do número de atendidos pelo Brasil Alfabetizado, outras novidades são a distribuição de livros didáticos específicos para esse público e o desenvolvimento de projetos de leitura para consolidar as ferramentas de uso da língua escrita e falada.    “A gente considera importante a possibilidade de continuidade formal [ensino fundamental e médio], mas agora estamos lançando uma política de fomento à leitura para que o alfabetizado use no dia-a-dia o que ele aprendeu no curso. Você só se apropria do conteúdo se você usar na vida“, defende.    Para a professora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e especialista em

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Dinheiro arrecadado com pré-sal será destinado à educação, repete presidente Lula

Ao comentar o anúncio, feito na última quarta-feira (3), da oferta de mais 44 mil vagas por universidades federais em 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou hoje (8) que uma parte do dinheiro arrecadado com a exploração da camada pré-sal será destinada à educação, para que a energia brasileira se torne “definitiva“.    “Quando eu digo energia definitiva, é transformar o petróleo em sabedoria, em conhecimento. E aí, ela será inesgotável“, disse em seu programa semanal de rádio Café com o Presidente.    Para Lula, o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) – apontado pelo governo federal como responsável pelo aumento da oferta – é “motivo de orgulho“, já que em 2003 havia 113 mil vagas disponíveis, contra 227 mil em 2009.    “Nós, praticamente, dobramos o número de jovens que vão entrar na universidade. Os editais já estão prontos no Ministério da Educação, já foram publicados no Diário Oficial da União. Agora vai ter o vestibular e, se Deus quiser, vamos atingir essa marca.“    O presidente acredita que, em 2010, o número de vagas ofertadas será ainda maior porque as novas universidades já estarão em funcionamento. De acordo

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Analfabetismo se concentra entre pobres, negros e nordestinos, aponta Unesco

O analfabeto brasileiro continua sendo em sua maioria nordestino, negro, de baixa renda e com idade entre 40 e 45 anos. A análise é do especialista em educação de jovens e adultos da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura) no Brasil, Timothy Ireland. Na data de hoje, 8 de setembro, a organização comemora o Dia Internacional da Alfabetização.    “A questão do analfabetismo sempre foi minimizada como um direito, mas ela é fundamental para que o cidadão participe de forma democrática. Hoje vivemos na sociedade da informação e do conhecimento, a pessoa que não tem acesso à escrita e à leitura acaba excluída de informações que são necessárias para garantir todos os outros direitos, a saúde, a participação política na sociedade“, avalia Ireland.    Dados de 2006 da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domícilios), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apontam que 10,38% da população se declara analfabeta absoluta, ou seja, não sabe ler ou escrever um bilhete simples. O percentual representa 14,3 milhões de brasileiros.     O relatório de monitoramento do programa Educação Para Todos, da Unesco, mostra ainda que o índice mais do que dobra na área

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Educação prepara conferência nacional

O Ministério da Educação realizará, em abril de 2010, em Brasília, a Conferência Nacional de Educação (Conae), que abordará temas da educação infantil à pós-graduação. Conferências municipais, no primeiro semestre de 2009, e estaduais, no segundo, vão preparar as bases do evento para que ele seja representativo, amplo e plural, segundo o secretário-executivo adjunto do MEC, Francisco das Chagas, que vai coordenar as atividades da Conae.    A Portaria nº 10/2008, publicada no Diário Oficial da União na quinta-feira, dia 4, constituiu comissão de 34 membros a quem atribuiu as tarefas de coordenar, promover e monitorar o desenvolvimento da Conae em todas as etapas. A comissão organizadora é integrada por entidades de todas as áreas da educação, da comunidade científica, movimentos sociais, centrais sindicais e empresários. Os órgãos dos governos e as entidades têm prazo até o dia 30 para indicar seus representantes.    De acordo com o secretário, o Brasil tem um sistema nacional de educação com bases assentadas na Constituição Federal de 1988, na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e no Plano Nacional de Educação (PNE). Esse sistema articulado divide as responsabilidades pelos vários níveis de ensino entre municípios, estados e governo federal, que atuam

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