Campanha para melhorar condições de bibliotecas escolares

O Conselho Federal de Biblioteconomia (CFB) lançou a campanha nacional Biblioteca Escolar: Construção de uma Rede de Informações para o Ensino Público. O objetivo é fortalecer esses espaços nas escolas públicas, com acervos e recursos humanos adequados. Segundo a presidente do CFB, Nemora Rodrigues, muitas bibliotecas ainda são meros “depósitos de livros”.    “As bibliotecas escolares da rede pública sofrem com o sucateamento, com extremas dificuldades. Justamente aquele espaço que deveria receber atenção especial dos governantes para que os alunos tivessem acesso ao conhecimento acaba desprestigiado.”    O projeto já foi apresentado aos Ministérios da Educação e da Cultura, segunda ela, os principais focos da campanha. Agora a iniciativa busca apoio do setor privado e será lançada também em eventos regionais. Segundo o CFB, muitas vezes os acervos chegam até a escola, mas acabam inutilizados pela falta de um profissional especializado para cuidar da biblioteca.     “Na prática, esses ministérios já enviam recursos financeiros e material para as escolas, mas não há preocupação com recursos humanos. A escola recebe, por exemplo, uma coleção de dicionários, e guarda de dentro de um armário para que não estrague. O acesso não é facilitado ao aluno, portanto há um desvirtuamento”, explica.  

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Qualificando a literatura infanto-juvenil

Há 39 anos a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) deu início ao reconhecimento dos melhores livros infantis e juvenis publicados em língua portuguesa no Brasil através do Prêmio FNLIJ – O melhor para Criança. A edição deste ano da premiação receberá as inscrições até o dia 31 de dezembro.     A iniciativa tem o objetivo de, além de identificar e dar publicidade aos melhores títulos editados para este público, estimular o trabalho de profissionais do mercado editorial e incrementar a produção de livros de qualidade no Brasil. Para participar, basta enviar cinco exemplares de cada título publicado de 1º de janeiro até 31 de dezembro de 2008 para o endereço da FNLIJ (Rua da Imprensa, 16. Salas: 1212 a 1215. Rio de Janeiro/RJ. Cep: 20030-120).     Na premiação, serão contempladas as categorias Criança, Jovem, Imagem, Poesia, Informativo, Tradução Criança, Tradução Jovem, Tradução Informativo, Tradução Reconto, Projeto Editorial, Revelação Escritor, Revelação Ilustrador, Melhor Ilustração, Teatro, Livro Brinquedo, Teórico, Reconto e Literatura de Língua Portuguesa. Confira mais informações sobre o processo de seleção, julgamento das obras e resultado da premiação no site da Fundação (www.fnlij.org.br). Tire dúvidas pelo e-mail premio@fnlij.org.br ou através do telefone 21 2262 9130.

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Divulgados selecionados do Prêmio Vivaleitura

Quase dois mil trabalhos, de todos os estados brasileiros, foram inscritos no Prêmio Vivaleitura, iniciativa que contempla projetos destinados a incentivar o hábito da leitura. Nesta quarta-feira, dia 17, foi divulgada a lista com os nomes dos 41 trabalhos selecionados na edição 2008. Entre eles, serão escolhidos os 15 finalistas, a serem anunciados no dia 1o de outubro, cinco em cada categoria – Escolas Públicas ou Privadas, Pessoas Físicas, Universidades e Instituições, e Bibliotecas Públicas ou Privadas. Já os vencedores serão conhecidos em novembro, e cada um dos três projetos premiados receberá R$ 30 mil.     A iniciativa tem entre seus objetivos melhorar o acesso dos cidadãos à leitura, valorizar o livro como instrumento de cultura e apoio à criação e produção de obras literárias no País. O Prêmio Vivaleitura é uma iniciativa dos ministérios da Cultura (MinC) e da Educação (MEC) e da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), com a execução e patrocínio da Fundação Santillana e apoio do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e da União dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Ele faz parte do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL).  

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Rio mapeia ensino para avaliar carência de professores

Para identificar o tamanho real da carência de professores estaduais com nível superior, principalmente em Matemática, Química e Física e planejar soluções, o governo do Rio começou ontem a mapear sua rede de ensino. Cada um dos 77 mil professores estaduais está sendo incentivado a preencher na Internet o formulário ’Perfil de Formação do Professor’, com dados pessoais, profissionais e possíveis interesses em cursos de aperfeiçoamento ou especialização. A ficha ficará on-line durante 15 dias.     Entre os planos, está a reserva de vagas em universidades especialmente para os mestres já em atividade. A intenção é adequar os professores à legislação, garantindo o diploma aos que não têm e adaptando o corpo docente às demandas de sala de aula.     “Muitos professores na nossa rede não têm curso superior. E tem professor de Matemática dando aula de Física, engenheiro dando aula de Matemática“, admite a secretária estadual de Educação, Tereza Porto. O estudo está sendo feito por uma comissão criada por decreto do governador Sérgio Cabral, formada pelas secretarias municipais e estadual de Educação e pelo Ministério da Educação. Além das universidades federais, estaduais e Cefets, Tereza Porto crê que o Centro de Educação Superior à Distância do

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MPF entra com ação contra prefeito de Taubaté

O Ministério Público Federal ingressou nesta quinta-feira (11) com uma ação civil pública contra o prefeito de Taubaté, Roberto Pereira Peixoto (PMDB), candidato à reeleição, um funcionário da prefeitura e uma empresa. A ação pede que sejam devolvidos R$ 33,4 milhões aos cofres públicos gastos com a compra de apostilas de ensino.     Segundo a ação, as apostilas foram compradas em substituição a livros didáticos que haviam sido dados à prefeitura pela União por meio do Programa Nacional do Livro Didático.     Segundo o MPF, em janeiro de 2006, a prefeitura firmou um contrato com a empresa citada na ação para a compra de material didático e devolveu à Secretaria Estadual de Educação os livros que havia recebido gratuitamente da União.     A ação afirma que, como a Secretaria Estadual de Educação não foi avisada a tempo para não comprar os livros, gastou R$ 170 mil com o material entregue à Prefeitura de Taubaté, que depois foi devolvido.     A ação pede ainda a anulação do contrato firmado entre a prefeitura e a empresa. O MPF diz que há indícios de que as apostilas, usadas de 2006 a 2008, tenham sido superfaturadas.    Outro lado  

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Dicionários buscam significado para elevar lucros com a web

Se a língua é dinâmica, o mercado de dicionários precisa ser versátil e buscar alternativas de negócios para a sobrevivência num ambiente competitivo e em permanente transformação. Entre as novidades na área estão a adoção de modelo inspirado na Wikipédia, a biblioteca virtual abastecida pelos usuários da rede. No caso dos dicionários, isso siginifica que os leitores virtuais podem enviar sugestões de verbetes. Outra estratégia é obter receita por meio de patrocínios e venda de publicidade nas versões digitais.     O Caldas Aulete é um bom exemplo. Um dos mais antigos e tradicionais dicionários do Brasil, hoje atua na internet e conta com a colaboração de usuários, que enviam cerca de 100 sugestões de verbetes por mês pela web – 10% são aproveitadas. “A língua é viva. Por isso, nada melhor que contar com a ajuda do usúario para as atualizações“, afirma Carlos Augusto Lacerda, diretor e editor da Lexikon, empresa responsável pelo Aulete Digital, versão digital do Caldas Aulete. Essas dicas são analisadas por um corpor editorial. Para gerar receita, o caminho são os patrocínios e venda de publicidade. “Em cerca de 12 meses de operação, captamos R$ 1,3 milhão por meio da Lei Rouanet. O objetivo agora

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Professores terão curso de ciência e matemática

Mais de 2,2 mil professores da primeira à quarta série do ensino fundamental, em cinco estados, farão este ano um curso de formação continuada em ciências e matemática. O curso foi solicitado ao Ministério da Educação por diversas prefeituras nos planos de ações articuladas (PAR). A formação será ministrada pela Universidade do Estado de São Paulo (Unesp), instituição que integra a Rede Nacional de Formação Continuada de Professores da Educação Básica, composta por 19 universidades.    A particularidade do curso da Unesp é que 80 das 120 horas serão presenciais e oferecidas durante dez sábados seguidos. As outras 40 horas vão ser destinadas a estudos complementares, leitura, desenvolvimento de projetos na sala de aula, troca de experiências com colegas e a tirar dúvidas com os tutores. De acordo com a coordenadora de formação da Unesp, Maria Isabel Freitas, é importante que o professor traga a experiência de sala de aula, que se envolva com a temática do curso e que se aproprie dos novos conhecimentos e habilidades e os incorporem na sua prática.    Na formação, os professores vão estudar os conteúdos em pares de cadernos temáticos — um de ciências e outro de matemática. Maria Isabel explica que o

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Projeto busca qualidade do ensino

“Resgatar a figura do professor pode vencer a guerra contra a baixa qualidade da educação em todos os seus segmentos”. Foi o que afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, no lançamento do projeto Educar para Crescer, da Fundação Roberto Civita, nesta segunda-feira, 15, em São Paulo. “Temos de garantir não só uma remuneração digna, mas atender à reinvindicação da classe pela dignidade da atuação em sala de aula, garantindo a todos o direito de aprender”, enfatizou.    Para Haddad, não é possível oferecer educação de qualidade sem que todos no país entendam a educação como um valor. “Só conseguiremos isso com muita militância, para fazer o valor da educação chegar à família mais humilde. Eu me ofereço como soldado nessa militância”, disse.    O Educar para Crescer é uma iniciativa sem fins lucrativos que pretende mobilizar 15 milhões de pessoas a trabalhar pela melhoria da qualidade da educação por meio de revistas, internet, cartilhas e eventos. 

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Brasil está atrasado no ensino médio, diz diretor do Unicef

O Brasil está “atrasado“ no atendimento ao ensino médio (antigo colegial), afirma o diretor do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) na América Latina, Nils Kastberg. Ele se refere principalmente à obrigatoriedade da matrícula dos jovens na etapa. No Brasil, há obrigação apenas aos estudantes com idade para cursar o ensino fundamental (antigos primário e ginásio). Com a obrigatoriedade, o Poder Público e os pais podem ser responsabilizados civil e criminalmente caso o jovem esteja fora da escola. A Argentina aprovou uma lei há dois anos que prevê a ampliação. O Chile, que já a possuía, pretende implementar neste ano a obrigatoriedade também na educação infantil. “Lógico que o Brasil está atrasado ao não ter educação média obrigatória“, disse Kastberg, em entrevista durante o seminário organizado pela Unicef, em Buenos Aires, que debateu o ensino médio. “O Brasil é a décima potência econômica mundial, precisa ter como objetivo ser também a décima potência quanto a seus recursos humanos. Hoje, está muito distante disso.“     Atendimento    Segundo dados do Ministério da Educação, 81% dos jovens brasileiros entre 15 a 17 anos estão na escola, mas apenas 44% no ensino médio (os demais repetiram e seguem na educação

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