Noite de gala da literatura

A Sala São Paulo recebeu convidados e premiados na noite de sexta-feira, 31/10, para a festa do Prêmio Jabuti 2008, que comemorava 50 anos de realização. A cerimônia foi simples mas completa. Primeiro os três vencedores de cada categoria foram chamados ao palco para receber seus troféus. A intervalos regulares, fazia-se uma pausa nas entregas e o ator e poeta Antonio Calloni lia trechos de obras vencedoras como melhor livro em edições anteriores.     Depois dos discursos de Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasieleira do Livro (CBL), que celebrou o meio século do Prêmio, e de José Luiz Goldfarb, curador do prêmio, chegou a hora da revelação dos melhores do ano. O melhor de Não-ficção foi Laurentino Gomes por 1808. “Dizem que brasileiro só lê auto-ajuda. Mas um leitor que só lia auto-ajuda agora está lendo história do Brasil!”, comemorou Laurentino.     E a grande surpresa da noite foi o melhor livro de ficção. O vencedor foi Ignácio de Loyola Brandão com O menino que vendia palavras – o próprio Ignácio declarou em seu discurso: “Eu levei um susto. Tinha certeza de que o prêmio era do Cristóvão Tezza“. Brandão dedicou o prêmio a suas professoras de primário,

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Investimento público em educação

Estudo realizado de maneira inédita pelo Inep revela a quantidade de recursos públicos investidos nos diferentes níveis da educação brasileira, incluindo as etapas da educação básica (educação infantil e ensinos fundamental e médio) e educação superior. A pesquisa utiliza dados de 2000 a 2006. Nela, a aplicação dos investimentos é apresentada por esfera administrativa: União, estados, Distrito Federal e municípios.    Finalizada em setembro de 2008, a primeira pesquisa brasileira sobre os indicadores do investimento público na educação é resultado de uma parceria entre Inep, Ministério da Educação (MEC), Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) e Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).     Para sua realização foi criado um grupo de trabalho, sob a coordenação do Inep, que compatibilizou os dados de investimento educacional com base na metodologia utilizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Desta forma, adotou-se a mesma metodologia usada por organismos internacionais em estudos similares. Assim, será possível a comparação dos dados com aqueles produzidos por outros países. O Inep dará continuidade a esse estudo, divulgando anualmente uma nova edição com dados de anos subseqüentes.    Investimento direto em educação    O estudo revela que, em 2006, houve o maior investimento público

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Alfabetização de adultos terá livros

Pela primeira vez, jovens e adultos em processo de alfabetização serão beneficiados com a distribuição gratuita de livros didáticos voltados para esse público. Em volume único, contendo as disciplinas língua portuguesa e matemática, os títulos são dirigidos exclusivamente para esse segmento, que carecia de material didático específico.    As entidades parceiras do programa Brasil Alfabetizado devem receber os exemplares até o início de dezembro. O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vai investir R$ 11,8 milhões na aquisição de 1,7 milhão de livros. O preço médio do exemplar ficou em R$ 6,88.    Os livros são negociados com base no valor do caderno tipográfico (miolo do livro que contém 16 páginas), que teve preço médio de R$ 0,3732. As editoras que fecharam acordo com o FNDE foram: FTD, Ática, Positivo, Scipione, Escala, Base, Multimeios, Global, Imeph, Aymará, Suplegraf, Módulo, DCL e Educarte. Conheça os valores negociados e maiores detalhes da negociação no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático para a Alfabetização de Jovens e Adultos (PNLA 2008).     MEC vai investir R$ 11,8 milhões em livros para educação de jovens e adultos Portal UOL Educação O FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação) vai investir R$ 11,8

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Participantes sugerem medidas de incentivo à leitura

Participantes do I Seminário de Incentivo à Leitura no Brasil reconheceram que não é só a falta de recursos que impede o crescimento do número de leitores no País. A quase ausência do hábito de ler livros no Brasil é um dado histórico e remonta aos tempos do Brasil Colônia. Segundo o jornalista Laurentino Gomes, autor do livro 1808, foi só com a vinda da Corte portuguesa para o Brasil, há 200 anos, que o País passou a ter livros e imprensa, ainda assim com censura. Se a maior parte da população naquela época era analfabeta, hoje a situação não é muito diferente. O País ainda tem 16 milhões de analfabetos absolutos e 30 milhões de analfabetos funcionais (pessoas que não compreendem o que lêem). Para incentivar a leitura, Laurentino Gomes, assim como o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), sugeriram a edição de livros em vários formatos, em várias linguagens, para atender os diferentes interesses de crianças, jovens e adultos. No mesmo sentido, o professor da Universidade Federal Fluminense Aníbal Bragança sugeriu que se ouçam os leitores, para que se possa atender melhor às suas necessidades. Outras sugestões dizem respeito a incentivos a livrarias. Já o deputado Chico Alencar (Psol-RJ), cobrou

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Quatorze anos de ensino obrigatório

O ministro da Educação, Fernando Haddad, encaminhou ao Palácio do Planalto na terça-feira, 28, uma proposta de mudança no tempo mínimo de ensino obrigatório, dos atuais nove anos para 14 anos. De acordo com a proposta, enviada por meio de uma nota técnica, as crianças teriam de ser matriculadas na escola aos quatro anos de idade e permanecer até os 17, pelo menos. Esse período abrange a pré-escola (quatro e cinco anos), ensino fundamental (seis a 14) e ensino médio (15 a 17). Hoje, a obrigatoriedade é apenas para o ensino fundamental.    “Estamos discutindo as regras de transição com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), para que isso se efetive em torno de cinco ou seis anos”, afirmou Haddad. A mudança deve ser feita por proposta de emenda à Constituição.     O ministro conta que esse movimento começou na América Latina. A intenção era que o ensino médio passasse a ser obrigatório no continente. O Brasil apresentou emenda a essa tese, afirmando que a medida seria ineficaz se não houvesse o complemento da pré-escola. Um estudo do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira

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Alunos matriculados somam 52,8 milhões

O Brasil contabiliza, hoje, 52.815.464 alunos matriculados em todos os níveis e modalidades de ensino, nas redes pública e privada. Os dados, preliminares, são do Educacenso 2008, o Censo da Educação Básica, e foram publicados nesta quarta-feira, 29, no Diário Oficial da União. Esse número ainda pode mudar, já que algumas redes não enviaram a totalidade de suas informações. Também poderá haver correção de outras.    Embora os dados de 2007 mostrassem um número maior de matrículas – 53,2 milhões –, a taxa de atendimento não caiu, de acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Uma coisa é a taxa de atendimento, outra são os valores absolutos de matrícula. A taxa vem crescendo e vai crescer ainda mais, principalmente porque tivemos um incremento no atendimento à pré-escola e aos alunos com deficiência”, explica. Haddad ainda enfatiza que o ensino fundamental tem aumentado pouco porque já está em um patamar elevado: cerca de 98% de atendimento.    O número absoluto de matrículas, segundo o ministro, sofre a interferência do chamado bônus demográfico, que se refere à quantidade de crianças e adolescentes que entram ou saem da faixa etária entre 0 e 17 anos. Dependendo do ano, a queda do número

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Brasil investe mais em educação

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) de 2006, os mais recentes disponíveis, revelam que neste ano houve o maior investimento público direto em educação, proporcionalmente ao Produto Interno Bruto (PIB). Foram investidos 4,4% do PIB, um salto significativo em relação a 2005, quando o índice foi de 3,9%. A maior parte do investimento se concentra na educação básica: 3,7%. Na superior, o porcentual ficou em 0,7%.    “Um incremento anual de 0,5% é muito significativo. Estamos avançando rumo ao ideal de investimento mínimo de 6% do PIB em educação”, afirmou o ministro Fernando Haddad nesta quarta-feira, 29. Os dados referentes a 2007 deverão ser divulgados nos próximos meses. “Creio que serão ainda melhores”, acredita Haddad.    Relevantes, também, são os índices de investimento por aluno. Os dados relativos à educação básica e à superior pública estão mais equilibrados. Em 2002, a proporção do que se investia por aluno na superior era dez vezes maior que na básica. Quatro anos depois, diminuiu para 6,7.     O patamar ideal, segundo Haddad, é que o investimento por aluno na educação superior seja entre três e quatro vezes maior, em relação à básica. “Não é possível igualar

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Caem matrículas no fundamental, diz preliminar do Censo Escolar 2008; ensino médio é ´desafio´

Há três tendências que parecem se manter na educação brasileira: a queda no número de matrículas do ensino fundamental, a preponderância do Nordeste como região com menor índice dessas matrículas e aumento do atendimento da educação infantil (de 0 a 5 anos). As conclusões foram feitas pela diretora de estatísticas educacionais, Maria Inês Pestana, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão responsável pela Censo Escolar 2008, a partir dos dados preliminares do pesquisa, que foram divulgados no Diário Oficial da União nesta quarta (29). Junto dessas conclusões, outra estatística segue o mesmo padrão dos anos anteriores: poucos alunos alcançam o ensino médio, que não tem obrigatoriedade legal como os níveis mais básicos. Para ter uma idéia da desproporção, dos quase 27 milhões de alunos inscritos no fundamental, apenas cerca de 8 milhões chegam até o antigo colegial. “Uma grande questão paira sobre o ensino médio“, opina a pesquisadora do Inep. “Sabemos que os alunos mais jovens estão caminhando [no sentido de completar essa etapa], o desafio está [entre] quem está defasado, aquele aluno que tem de voltar para a escola.“ Ainda assim, Pestana ressalta que os índices brasileiros de escolaridade tendem a aumentar. “Hoje temos cerca de

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Ensino de má qualidade e sem conexão com mercado desafia ibero-americanos

A baixa qualidade da educação e a desconexão entre o ensino e o mercado de trabalho são alguns dos principais desafios enfrentados pelos jovens da América Latina e do Caribe. Para eles, o desemprego é majoritariamente precário e informal. O quadro foi traçado em seminário preparatório à 18ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo, que começa quarta-feira (29) em El Salvador.    O relatório final do seminário frisa que a juventude, em média, tem mais anos de escolaridade que os adultos. No entanto, tem menos acesso ao emprego. A taxa de desemprego é de 19.9% da população ativa de 15 a 24 anos, quase três vezes mais que a registrada entre adultos. Outro dado impressiona: 18% dos jovens entre 15 e 19 anos não trabalham e não estudam. “Em uma situação de exclusão e falta de sentido de pertencer, [os jovens] têm um maior risco de participar em condutas de risco e violência”, conclui o relatório    O seminário, que reuniu especialistas e representantes da sociedade civil e de governo dos 22 países latino-americanos e europeus de língua portuguesa e espanhola, também identificou a debilidade ou inexistência de espaços para participação que permitam aos jovens influir em

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