Governo gasta em juros mais de 8 vezes o que aplica em educação

Os gastos do governo com pagamento de juros do endividamento público, entre 2000 e 2007, somaram R$ 1,268 trilhão, o que representa 8,5 vezes o dinheiro investido em educação no mesmo período, que foi de R$ 149,9 bilhões.    A informação consta de estudo divulgado nesta quarta-feira pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).    O gasto com juros também supera de longe o que foi empregado em saúde: R$ 310,9 bilhões.    Segundo nota distribuída pelo Ipea, além de o gasto com juros ser “improdutivo, pois não gera emprego e tampouco contribui para ampliar o rendimento dos trabalhadores“, também colabora para a concentração de renda.    Para o mesmo período, segundo o Ipea, a somatória dos gastos da União com saúde, educação e investimento correspondeu a somente 43,8% do total das despesas com juros.   

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Multimídia educacional acessível a todos

Na escola moderna que nasce com o século 21, o livro didático não é mais suficiente para um ensino de qualidade. Os recursos multimídia são importantes no dia-a-dia da sala de aula, o que faz da aprendizagem um processo mais em sintonia com a realidade dos alunos desta nova sociedade da informação. Há menos de seis meses, o Ministério da Educação colocou no ar o Banco Internacional de Objetos Educacionais, que permite baixar (fazer download), gratuitamente, recursos educacionais digitais em diferentes formatos — áudio, vídeo, animação, software educacional, além de imagens, mapas, experimentos e hipertextos.    “Temos 200 alunos e professores publicando diariamente materiais multimídia de domínio público ou cedidos pelos autores ao Ministério da Educação”, explica Carmem Lúcia Prata, coordenadora do banco. Atualmente, há 1.799 recursos publicados e mais de sete mil aguardam avaliação dos comitês editoriais. O primeiro é formado por professores e alunos de graduação de seis universidades públicas. Eles cuidam da localização e da catologação do conteúdo. O segundo valida a importância pedagógica e ratifica a inclusão no acervo.    Além de aferir a qualidade, o primeiro comitê também classifica os recursos digitais por nível de ensino, da educação infantil à superior, passando pelo profissionalizante. O

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Crise não afetará educação, diz ministro

A crise financeira mundial não diminuirá os investimentos em educação, garante o ministro Fernando Haddad. “Temos uma dívida educacional com o povo brasileiro e vamos investir nesse setor em qualquer época”, afirmou Haddad nesta sexta-feira, 7, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da Secretaria de Imprensa da Presidência da República e da Radiobrás.    Os investimentos em educação bateram índices históricos nos últimos quatro anos. Hoje, investe-se 4,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro na área educacional. “O orçamento aprovado para o setor em 2009 é de R$ 48 bilhões, maior investimento já feito em educação na história do país”, reiterou Haddad.     Outro avanço foi o acordo celebrado na quarta-feira, 5, com as entidades que compõem o Sistema S. O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, assinou decretos que alteram os regimentos dos serviços nacionais da indústria e do comércio (Senai e Senac) e dos serviços sociais (Sesi e Sesc). Pelas novas regras, as entidades devem ampliar a gratuidade e o número de vagas em cursos técnicos de formação inicial e continuada destinados a alunos e trabalhadores de baixa renda, empregados ou desempregados.    Grande parte dos cursos oferecidos por essas entidades não estava acessível

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A lista suja: 362 cidades sem bibliotecas

Levantamento do Sistema Nacional de Bibliotecas mostra que ainda restam 362 municípios que não possuem nenhuma biblioteca pública no Brasil (eram 1.300 em 2003). As regiões onde a situação é mais crítica são o Nordeste e o Norte, onde, não por coincidência, os índices de leitura, segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, também são os mais baixos do País. O estado em pior situação é o Piauí, onde nada menos do que 79 cidades não possuem esse serviço público essencial. Em seguida, aparecem a Bahia, com 67; a Paraíba, com 48; e o Rio Grande do Norte, com 28 cidades.        Onde ainda faltam bibliotecas  por Galeno Amorim    O Amazonas é o estado na região Norte que lidera a lista da falta de bibliotecas: ainda precisa abrir unidades em 24 cidades. Em seguida, aparece, no Centro-Oeste, Goiás, com 25 municípios sem elas. No Sul, o Rio Grande do Sul, estado conhecido por sua tradição leitora, amarga um triste quadro: é o único estado da região que ainda não tem bibliotecas em todas as suas cidades (elas inexistem em 13 localidades). No Sudeste, o papel feio fica com São Paulo, onde, segundo a Fundação Biblioteca Nacional,

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Avanço nos níveis de leitura

Os alunos do 3° ano do ensino fundamental da rede estadual situada em áreas de alto risco social apresentaram maior incremento médio no desempenho escolar do que os demais estudantes das escolas estaduais. Entre 2006 e 2008, a série longitudinal do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), desenvolvido pelo governo do estado, indica que as 503 instituições mais carentes de Minas, inseridas no projeto Escola Viva, apresentaram quase o dobro do crescimento de alunos com o nível recomendável de leitura em relação às outras 1.947 escolas com alfabetização.   Enquanto a proficiência média – a capacidade de leitura – dos alunos do Escola Viva cresceu em média 12,91% nos dois últimos anos, os demais estudantes da rede estadual apresentaram crescimento médio de 11,4% na alfabetização. Segundo a secretária de estado da Educação, Vanessa Guimarães, o percentual de alunos com nível recomendável de leitura do projeto Escola Viva cresceu em 87,91% no período do estudo, diante de um crescimento de 48,87% nas demais unidades do ensino público.   Segundo o Proalfa, que procura identificar os níveis de aprendizagem em relação à leitura e à escrita, 68,4% das crianças de 8 anos das escolas integrantes do projeto já lêem no nível recomendado.

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MEC lança mapa da educação brasileira

Agora, qualquer cidadão brasileiro pode saber como anda a educação em seu município. Qual o valor dos repasses para a merenda escolar de sua cidade? Qual é a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb)? Há creches públicas? Quantos alunos estão matriculados nas escolas? As respostas para estas ou qualquer outra pergunta podem ser encontradas no Novo Mapa da Educação Brasileira.     Prefeitos, secretários, professores, pais, alunos… Quem se interessa pelo assunto pode conferir a situação atual, avanços e necessidades de seu estado e município. Todos os dados sobre a educação no Brasil foram reunidos em um só lugar. Assim, ficou mais fácil e rápido acompanhar os progressos do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE).     Com informações claras e acessíveis, o novo mapa é mais uma ferramenta a ser utilizada para que o país alcance sua principal meta: índices educacionais compatíveis com os países desenvolvidos. O prazo para isso é 2022, ano do bicentenário da Independência. A mensagem é clara: não existe independência sem educação de qualidade para todos.     Selecione seu Estado e município e confira: http://mapas.mec.gov.br/    

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Minc quer livro sobre espécies da fauna ameaçadas de extinção nas escolas

O Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, lançado nesta terça-feira (4) pelo MMA, deverá chegar a todas as escolas brasileiras, anunciou o ministro Carlos Minc. Na cerimônia, realizada na sede da Secretaria de Biodiversidade e Florestas – 505 Norte -, ele disse que “a nossa garotada conhece a girafa e o elefante, que, aliás, são bichos bonitos, mas não conhece os nossos animais“. A obra traz detalhes sobre as 627 espécies que correm o risco de desaparecer.     O assunto deverá fazer parte da pauta de uma reunião, ainda esta semana, entre Minc e o ministro da Educação, Fernando Haddad. “Nas bibliotecas e na mão dos professores, o livro pode ser decisivo para a salvação dessas espécies“, avalia Minc. Com 1.500 páginas, que mostram onde se encontra, como vive e como é popularmente conhecido cada um dos animais, peixes, aves e insetos em perigo, a obra vai chegar primeiro às unidades de conservação nacionais sob a responsabilidade do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade.     O ministro ressaltou a importância da publicação, lembrando que sua edição é a continuidade de um trabalho do MMA, que em parceria com a Fundação Biodiversitas, a Conservação Internacional Brasil

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Pesquisa evidencia contrastes no hábito da leitura

Aos 11 anos, Ivana Domingues é uma leitora voraz. Até mesmo para preencher a hora do recreio e o tempo livre que tem na escola onde estuda, em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, a 90 quilômetros de São Paulo, ela escolhe a companhia dos livros. Foi influenciada principalmente por seus avós maternos. Eles que lhe deram boa parte das obras em sua biblioteca, inclusive as de Monteiro Lobato, pelas quais Ivana se apaixonou desde muito cedo. Os livros preferidos dessa garota são os volumes com a saga do bruxinho Harry Potter e os romances da série O Diário da Princesa. Mas ela também lê Machado de Assis, Eça de Queiroz e outros. Apesar de conseguir emprestados alguns volumes na biblioteca da escola, a maior parte dos livros que lê são comprados.     Para o pai de Ivana, o engenheiro Wagner Bernardes Domingues, o hábito de leitura, além de incentivar a ampliação do vocabulário da menina, contribui para torná-la cada vez mais questionadora e fundamentada. “Ela acaba se destacando entre as crianças da sua idade. Tem atitudes de liderança, de desenvoltura”, explica Wagner. De acordo com a pesquisa Retratos na Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro

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Preço do livro deve subir entre 6% e 12%

Depois de reduzir o preço dos livros entre 2006 e 2007, as editoras devem promover aumentos entre 6% e 12% em seus títulos no próximo ano. “É o maior aumento desde 2004, quando o setor ficou isento de PIS e Cofins“, diz Sonia Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e vice-presidente da editora Record. Segundo as editoras ouvidas pelo Valor, o reajuste é consequência, basicamente, de três fatores: aumento no preço do papel (por causa da alta do dólar) e os dissídios dos trabalhadores da indústria gráfica e das editoras que devem ficar acima de anos anteriores. No custo de produção de um livro, o papel representa 60% e os serviços gráficos respondem por 40%. “No começo desse mês recebemos novas tabelas da indústria de papel. O offset (papel usado para impressão de livros) aumentou 8% e o couché chegou com alta de 15%“, diz Jorge Yunes, presidente da Abrelivros, entidade que reúne as editoras de livros didáticos, e diretor superintendente das editoras Ibep e Nacional, cujos preços devem aumentar, em média, 8%. Na editora curitibana Positivo, uma das maiores no segmento de didáticos, o reajuste será entre 5% e 8% “Recebemos uma nova tabela de

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