Educação básica: divulgados dados de 2007

Foi divulgada na sexta-feira, 28 de novembro, a Sinopse Estatística da Educação Básica de 2007, que apresenta dados referentes a estabelecimentos, matrículas, movimento e rendimento escolar das diferentes etapas e modalidades da educação infantil (creche e pré-escola), ensino fundamental, ensino médio, educação especial, educação de jovens e adultos e educação profissional e tecnológica. Os dados estão distribuídos de acordo com as regiões brasileiras e unidades da Federação.    As novidades são as informações sobre nacionalidade dos estudantes por nível de ensino e dados referentes à matrícula e aos estabelecimentos localizados em áreas indígenas e de descendência de quilombolas. Ficaram de fora os resultados sobre funções dos professores, que farão parte de um estudo específico.    O documento contém ainda o levantamento do Censo Escolar de 2007, que pela primeira vez utilizou o Educacenso (sistema informatizado de levantamento de dados) para a coleta de informações. Com a implantação do sistema e a mudança na data de referência da coleta, verificou-se um aprimoramento na qualidade dos dados apurados. Os resultados finais contabilizaram 53.028.928 matrículas e 198.397 estabelecimentos educacionais.    A Sinopse é publicada anualmente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). Ela é utilizada por especialistas e pelo público em

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Construindo competências

Desenvolver competências nos alunos é a palavra de ordem da educação moderna. Para formar pessoas preparadas para a nova realidade social e do trabalho, o professor brasileiro enfrenta o desafio de mudar sua postura frente à classe, ceder tempo de aula para atividades que integrem diversas disciplinas e estar disposto a aprender com a turma. De nada adianta, porém, exigir mudança do docente se a escola não diminuir o peso dos conteúdos disciplinares e a sociedade não se empenhar em definir quais competências quer que seus estudantes desenvolvam. É isso que defende o sociólogo suíço Philippe Perrenoud, doutor em Sociologia e Antropologia, professor da Universidade de Genebra e especialista em práticas pedagógicas e instituições de ensino. Autor do livro Dez Novas Competências para Ensinar, ele concedeu por e-mail a seguinte entrevista exclusiva.   NOVA ESCOLA – De onde vem a idéia de competência na educação?   Philippe Perrenoud – A abordagem por competências é uma maneira de levar a sério um problema antigo, o de transferir conhecimentos. Em geral, a escola se preocupa mais com ingredientes de certas competências e menos em colocá-las em sinergia nas situações complexas. Durante a escolaridade básica, aprende-se a ler, escrever, contar, mas também a

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Lula apóia o fim da DRU para a educação

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou seu apoio ao fim da Desvinculação dos Recursos da União (DRU) para a educação, previsto na proposta de emenda constitucional (PEC 96/03), na manhã desta quinta-feira, 27, durante reunião no Palácio do Planalto com representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e ministros da área social, entre eles o da Educação, Fernando Haddad.    Durante a passagem da Caravana da UNE pela Universidade de Brasília (UnB), Haddad comemorou a declaração de apoio do presidente a uma antiga reivindicação do ministério. “Temos de acabar com essa excrescência”, enfatizou Haddad aos estudantes da UnB.    Segundo o ministro, é preciso recuperar o patamar mínimo de investimentos na área educacional previstos na Constituição Federal de 1988. ”E esse patamar ainda é insuficiente porque é de vinte anos atrás”, destacou.     A PEC 96/03, que extingue a DRU, assegura a destinação integral de 18% do total de recursos arrecadados com impostos federais à educação, como prevê a Carta constitucional.     O mecanismo da DRU, aprovado em 1994, permite que o governo desvincule e aplique em outras áreas 20% do total de impostos arrecadados pela União, independentemente das vinculações previstas na Constituição. Com a DRU,

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Um milhão de livros para o Maranhão

O Governo do Estado do Maranhão lançou dia 25, pela manhã durante abertura do I Fórum Estadual do Livro e Leitura, no Convento das Mercês, a campanha “Um milhão de livros”, com objetivo de inverter uma equação perversa de distanciamento das populações carentes ao conhecimento, resultado de uma política intencional praticada até recentemente no Estado.    A campanha, lançada aos participantes do Fórum, visa ampliar o acervo das bibliotecas públicas escolares, comunitárias, rurais, especializadas e universitárias, através de aquisição e doação com objetivo de corrigir distorções históricas no universo editorial. A idéia é distribuir pelo menos 2 mil títulos para cada uma das bibliotecas municipais no Maranhão. Os livros serão adquiridos principalmente junto a editoras nordestinas.    Na abertura do Fórum, o governador Jackson Lago disse que a questão da educação e cultura tem merecido tratamento prioritário. “Atravessamos o Estreito dos Mosquitos. A discussão para o estabelecimento de uma política de cultura hoje é uma realidade estadual”, destacou o governador do Estado.    Déficit Zero – Desde o ano passado até o mês de novembro foram inauguradas 58 bibliotecas municipais, resultado da parceria entre o Governo do Estado e o Ministério da Cultura (MinC). A previsão é de que até

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Seminário em Fortaleza discute lei do direito autoral

Depois de um ano debatendo alternativas para a modernização da Lei 9.610, de 1998, que regula os direitos autorais no País, o Ministério da Cultura recebe hoje em Fortaleza especialistas de todo mundo neste tipo de legislação. O Seminário Internacional de Direito Autoral é realizado até sexta-feira, em Fortaleza, em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), e terá na abertura uma apresentação do ministro Juca Ferreira.    Segundo o secretário interino de Política Cultural e coordenador de Direitos Autorais, Marcos Alves de Souza, o seminário encerra um ciclo de encontros com a sociedade para que se verifique a necessidade de aprimoramento do mecanismo já existente. “O objetivo do fórum é descobrir se os maiores interessados, os autores, acreditam que a mudança na legislação é mesmo necessária que, se a mudança na legislação se mostrar mesmo necessária”, explica ele.     No próximo ano, adianta o secretário, serão realizados mais dois seminários e oficinas de trabalho sobre o tema, para aprofundar as propostas. Depois de consolidado esse material, o MinC deve batalhar pela mudança da lei no Congresso, por meio de um projeto de lei.     Ao falar sobre o que tem ouvido nos encontros

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País reduz repetência, mas continua entre os piores, diz Unesco

O Brasil conseguiu reduzir a reprovação no ensino fundamental entre 1999 e 2005, mas a melhoria não tirou o país de uma situação incômoda: entre 150 nações comparadas num estudo que será divulgado pela Unesco hoje, apenas Nepal, Suriname e 12 países africanos têm repetência maior.     Segundo o relatório anual da entidade que monitora o grau de cumprimento das metas traçadas em 2000 na Conferência Mundial de Educação, o Brasil conseguiu reduzir sua repetência de 24% para 19%.     O patamar é elevado quando confrontado com a média mundial (3%) ou mesmo com a África subsaariana (13%), região mais pobre do mundo.     Taxas altas de repetência não resultaram, no caso do Brasil, em melhoria do aprendizado.  O relatório lembra que mais de 60% dos alunos brasileiros não conseguiram passar do nível básico de aprendizado na escala da prova de ciências do Pisa (exame que compara os estudantes em 57 países).     “Nossa taxa de repetência ainda é alta“, diz a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar.     A representante do governo Lula afirma que a situação melhorará devido ao Ideb (índice criado pelo governo para monitorar o desempenho

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Encontro nacional debate ensino médio

Começa nesta segunda-feira, 24, em Goiânia, o Seminário Nacional de Políticas Públicas para o Ensino Médio. O encontro reúne 27 coordenadores de ensino médio de cada estado brasileiro e do Distrito Federal. Também participam representantes dos colégios de aplicação das universidades federais, do Colégio Pedro II, da Universidade Federal de Goiás (UFG) e dos conselhos estaduais e municipais de educação, entre outros.    Até esta terça- feira, 25, os participantes discutem formas de contribuir para ações e políticas públicas voltadas para o ensino médio. “O debate é importante porque ajuda a levantar subsídios para uma pesquisa que a UFG vai fazer em 2009”, informou o diretor de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica (SEB/MEC), Carlos Artexes Simões, que participa do encontro.    De acordo com Artexes, a UFG está mapeando experiências de sucesso nessa etapa de ensino e a expectativa é que os pesquisadores da universidade desenvolvam uma pesquisa sobre indicadores de qualidade no ensino médio em 2009.    A partir dos dados levantados pela pesquisa e com as contribuições dos estados e municípios, será possível traçar ações consistentes para melhorar a qualidade do ensino médio. Para Artexes, o trabalho conjunto fortalece o regime de colaboração. “Um dos objetivos

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Editoras brasileiras tentam antecipar o livro do futuro

Criado por um americano de 19 anos na época, o site de compartilhamento de arquivos Napster tornou-se sinônimo de ruptura. Num piscar de olhos, a indústria fonográfica perdeu totalmente o controle sobre sua principal fonte de receita: a música. Faixas e mais faixas, dos mais diversos gêneros e estilos, foram parar na web, oferecendo acesso gratuito a um conteúdo que, até então, era pago, para qualquer pessoa com um computador em mãos e acesso à internet. O download feito por essas pessoas era e é ilegal, pois prescinde do pagamento de direitos autorais aos seus donos. O Napster foi processado judicialmente e, hoje, está dentro das leis. Isso não significa, no entanto, que a atividade virtual acabou.    Tanto é que a indústria fonográfica continua encolhendo. Não seria exagero afirmar que o setor nunca mais foi o mesmo desde que Shawn Fanning colocou no ar, em 1999, a primeira versão do portal. O espanto e a resistência das companhias em entender o significado do Napster foram tão grandes que o setor ainda não se recuperou. Em 2000, a indústria fonográfica movimentou US$ 36,9 bilhões em vendas ao consumidor final em todo o planeta, segundo a instituição que representa o setor

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Estudantes poderão levar livros de escritores clássicos para casa

Os 3,3 milhões de estudantes de 5ª a 8ª e de Ensino Médio da rede estadual de ensino começam a receber, a partir desta segunda-feira, três livros de escritores clássicos. Os livros serão dos alunos, que poderão levá-los para casa.     Com investimento de cerca de R$ 34 milhões, o projeto, chamado de Apoio ao Saber, atenderá toda a rede estadual até 10 de dezembro. Os títulos são considerados clássicos da literatura infanto-juvenil nacional.    Todos os livros serão entregues nas escolas, que devem repassá-los aos estudantes. Serão embalados em uma caixa especial para preservação durante o transporte. As escolas das Diretorias de Ensino mais distantes da Capital serão as primeiras a receber os livros.      Confira os títulos:    5ª série do Ensino Fundamental    Juca Pirama e os Timbiras – Gonçalves Dias  Comédias para ler na Escola – Luis Fernando Veríssimo  Reinações de Narizinho (vol 1 e 2) – Monteiro Lobato      6ª série do Ensino Fundamental    Papéis avulsos – Machado de Assis  Memórias inventadas – Manoel de Barros  O Coruja – Aluísio Azevedo      7ª série do Ensino Fundamental    Poemas de Álvaro de Campos – Fernando Pessoa  A mulher do vizinho

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