América Latina lança plano para combater a desigualdade educacional que impede seu desenvolvimento

Quarenta por cento dos jovens e adultos da América Latina, cerca de 110 milhões de pessoas, não terminaram os estudos primários. Só 1% do setor mais pobre da população consegue alcançar o ensino superior. O setor de maior renda recebe uma educação média de 11,4 anos, enquanto o setor mais pobre não chega a 3,1. A importância das extraordinárias desigualdades educacionais que ocorrem na América Latina e a urgência de corrigi-las é o centro do estudo “As Metas Educacionais 2021: Um projeto iberoamericano para transformar a educação“, que foi apresentado na última semana em Buenos Aires. O estudo, elaborado por Álvaro Marchesi, secretário-geral da Organização de Estados Iberoamericanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), pretende não só analisar os desafios da situação educacional na América Latina como define metas que serão aprovadas e desenvolvidas pelos governos desses países e que contarão em parte com financiamento espanhol e da União Europeia. O ministro da Educação da Argentina, Juan Carlos Tedesco, ressaltou exatamente que o projeto Metas 2020-2021 não é como outros planos anteriores, fracassados, porque nesta ocasião inclui mecanismos cooperativos que garantem sua aplicação. O plano, ele lembrou, vai coincidir com a comemoração do bicentenário da independência dos

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Consed e MEC discutem universalização do Enem

Os representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) no comitê de governança do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aprovaram o princípio da universalização da prova a ser adotada. O exame pode servir também para o estudante que fez o ensino médio na modalidade educação de jovens e adultos obter o certificado de conclusão. A proposta foi apresentada na quinta-feira, dia 14, pela presidente do Consed, Maria Auxiliadora Seabra, ao ministro da Educação, Fernando Haddad.    O Ministério da Educação vai fazer um estudo de logística para garantir o acesso de todos os estudantes aos locais de prova em todo o território nacional. Segundo o ministro, ao contrário da Prova Brasil, que é aplicada em sala de aula nas turmas regulares — também será realizada este ano —, o novo Enem terá datas e locais específicos. “Mais do que a aferição do conhecimento do aluno, a prova pode representar o acesso dele à universidade, o que exige cuidados maiores com a segurança”, explicou.    O Consed entende que o novo formato da prova permitirá a reestruturação do ensino médio e que, com isso, o currículo dessa etapa do ensino passará a orientar os processos seletivos de acesso

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Governo quer livro didático com temática homossexual

O governo quer que sejam incluídos nos livros didáticos a temática de famílias compostas por lésbicas, gays, travestis e transexuais. Ainda na área da educação, recomenda cursos de capacitação para evitar a homofobia nas escolas e pesquisas sobre comportamento de professores e alunos em relação ao tema. Essas são algumas das medidas que integram o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), documento firmado entre representantes de 18 ministérios.     O texto traz 50 propostas, que deverão se transformar em política de governo até 2011. São medidas em diversas áreas. Na saúde, o grupo prevê acesso universal a técnicas de reprodução assistida a LGBTs em idade fértil, recomenda o fim da restrição imposta a essa população para doação de sangue e garante que companheiros do mesmo sexo sejam incluídos como dependentes em planos de saúde. Na área da Justiça, pede que travestis e transexuais condenados à prisão sejam encaminhados para presídios femininos, em vez dos masculinos, como ocorre.     “É um marco na busca da garantia dos direitos e cidadania”, afirmou ontem o secretário de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi, durante o lançamento do plano. O documento foi desenvolvido

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Ministério da Cultura volta a debater políticas do livro

Dirigentes de entidades e outras lideranças do livro e da leitura no Brasil se reuniram na terça (12/5) em Brasília na primeira agenda do Colegiado da área no Conselho Nacional de Cultura, que retomou, assim, a prática de debater com a sociedade civil as propostas, os temas controversos e as políticas públicas setoriais.     Foram mantidos os membros da Câmara Setorial, que já não se reunia havia praticamente um ano. As partes ainda estão discutindo o regimento e outros detalhes para assegurar o bom funcionamento desse espaço institucional, que tem papel fundamental e cuja ausência vinha sendo sentida pelo mundo do livro e da leitura.    Foi boa e acertada a iniciativa do MinC, após um longo e inexplicável período de suspensão da saudável prática do debate e da construção política coletiva.     

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Vendas no varejo ficam abaixo do esperado; setor de livros cresce

As vendas no varejo brasileiro cresceram 0,3% em março em relação a fevereiro e 1,8% na comparação com igual mês do ano passado, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (14/5).     Economistas ouvidos pela Reuters previam, segundo a mediana, alta mensal de 0,5% e crescimento anual de 2,1%. Na comparação mensal, oito dos dez setores pesquisados tiveram crescimento das vendas, com destaque para Veículos e motos, partes e peças (3,9%), no mês em que acabou o primeiro período de redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros, o que antecipou as compras de muitos consumidores.    Outros segmentos com dados positivos foram Material de construção (3%), Tecidos, vestuário e calçados (1,9%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (1,9%).   Já as vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo ficaram estáveis e as de Móveis e eletrodomésticos caíram 2,2%.     Sobre março de 2008, seis dos oito setores tiveram alta das vendas, destacando-se Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (15,2%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (5%).     O IBGE acrescentou que no primeiro trimestre as vendas acumularam expansão de 3,8%.     A receita nominal

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Conselho de secretários estaduais propõe exame universal já em 2010

O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será universalizado no ano que vem. Ou seja, todos os estudantes da rede pública serão obrigados a fazer a nova prova. O exame pode servir também para o estudante que fez o ensino médio na modalidade educação de jovens e adultos obter o certificado de conclusão. A proposta foi apresentada na manhã desta quinta-feira, dia 14, pela presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra, ao ministro da Educação, Fernando Haddad. Ao acatar a proposta, Haddad pediu um estudo de logística para garantir o acesso de todos os estudantes aos locais de prova em todo o território nacional. Segundo o ministro, ao contrário da Prova Brasil, que é aplicada em sala de aula nas turmas regulares — também será realizada este ano —, o novo Enem terá datas e locais específicos. “Mais do que a aferição do conhecimento do aluno, a prova pode representar o acesso dele à universidade, o que exige cuidados maiores com a segurança”, explicou. O Consed entende que o novo formato da prova permitirá a reestruturação do ensino médio e que, com isso, o currículo dessa etapa do ensino passará a orientar os processos

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Enem será obrigatório para estudantes da rede pública a partir de 2010

O Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) passará a ser obrigatório a todos os alunos do ensino médio público a partir de 2010. A decisão foi tomada na manhã desta quinta-feira (14), em reunião do MEC (Ministério da Educação), em reunião com o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação). De acordo com o MEC, a prova poderá servir para certificar os cursos. A proposta de estender o exame a todos os estudantes foi debatida e será levada aos secretários de Educação dos Estados. Para implementar a universalização do novo Enem será necessário um estudo de logística para garantir o acesso dos alunos aos locais de prova em todo o território nacional. Segundo o ministro, ao contrário da Prova Brasil – que também será realizada este ano -, o novo Enem não pode ser aplicado em sala de aula. “Mais do que a aferição do conhecimento do aluno, a prova pode representar o acesso dele à universidade, o que exige cuidados maiores com a segurança“, explicou. O Consed entende que o novo formato da prova vai permitir a reestruturação do ensino médio e que, com isso, o currículo dessa etapa do ensino passará a orientar os processos seletivos de acesso

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Roteiro ajuda escolas a avaliar qualidade da educação

As creches e as pré-escolas públicas terão este ano a oportunidade de realizar uma autoavaliação para conhecer como anda a qualidade da educação que oferecem a crianças de até 6 anos de idade. Para facilitar essa tarefa, o Ministério da Educação elaborou o caderno Indicadores da Qualidade na Educação Infantil, documento que estará disponível no portal do MEC a partir desta sexta-feira, 15. O ministério também vai imprimir 300 mil exemplares do caderno e enviar um para cada turma da educação infantil.    Os objetivos da publicação, explica a coordenadora-geral de educação infantil da Secretaria de Educação Básica, Rita Coelho, são incentivar as redes públicas de ensino e as escolas a construir uma cultura e ter compromisso com a qualidade usando o processo de autoavaliação. “Não é para fiscalizar, não é para medir, não é para comparar”, explica Rita Coelho. Os indicadores, diz, são instrumentos orientadores do debate, que deve contar com diretores, professores, servidores da escola, pais com e sem filhos na educação infantil, a comunidade.    Em creches e pré-escolas públicas, segundo dados do Censo Escolar de 2008, estudam mais de 4,9 milhões de crianças com até 6 anos de idade. Destas, 3,8 milhões estão na pré-escola e

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Por que vamos mal no Enem

Cidade mais rica do país, São Paulo acostumou-se a figurar no topo de qualquer lista, seja de museus, restaurantes, salas de espetáculo, comércio ou hospitais. Causa espanto, portanto, o fraco desempenho dos colégios paulistanos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), do Ministério da Educação. Apenas uma escola aparece entre as dez melhores do país: o Vértice, do Campo Belo, em nono lugar. Lá, os pouco mais de 200 alunos são conhecidos pelo nome e pela carreira que pretendem seguir – já que essa é levada em conta na elaboração de um plano de estudos com metas individuais. Duas posições para baixo está o colégio Bandeirantes, do Paraíso, que conseguiu uma nota excepcional considerando-se a totalidade de 545 formandos da turma de 2008. “Seríamos os primeiros se apenas a nota dos 300 melhores contasse na média“, calcula o diretor Mauro Aguiar. As salas de aula do Bandeirantes são divididas de acordo com o desempenho dos alunos. Nas mais fracas, há um monitor ajudando o professor. “Os alunos sem base recebem auxílio extra para vencer.“ À parte esses dois casos, inscritos no grupo das vinte melhores, onde é que foram parar as demais escolas da cidade, sobretudo as que têm maior

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