Estudantes animam-se com possível flexibilização do currículo do ensino médio
Brasília – A possibilidade de o aluno do ensino médio escolher parte das disciplinas que quer estudar, flexibilizando o currículo desta etapa, parece animar os estudantes secundaristas. A proposta foi apresentada na semana passada pelo Ministério da Educação (MEC). O projeto chamado de “ensino médio inovador ” está em discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE), colegiado responsável por elaborar diretrizes curriculares. A opinião da estudante Esther Arraes Drigati, que cura o 3° ano em um colégio particular de Brasília, resume o que pensam vários alunos do ensino médio. “A gente estuda muita coisa que não vai precisar”, diz. Pesquisas mostram que o atual modelo é desinteressante para os jovens, o que aumenta a evasão e diminui o tempo do brasileiro nos bancos escolares. Além da possibilidade de o aluno escolher as disciplinas que complementam as básicas, está previsto que o atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, seja dividido em eixos mais amplos como linguagens e ciências humanas. Outra mudança é o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e a inclusão de atividades práticas para complementar o aprendizado. Para Rosa Lúcia Nascimento, professora de História de uma escola pública de Brasília,