Estudantes animam-se com possível flexibilização do currículo do ensino médio

Brasília – A possibilidade de o aluno do ensino médio escolher parte das disciplinas que quer estudar, flexibilizando o currículo desta etapa, parece animar os estudantes secundaristas. A proposta foi apresentada na semana passada pelo Ministério da Educação (MEC). O projeto chamado de “ensino médio inovador ” está em discussão no Conselho Nacional de Educação (CNE), colegiado responsável por elaborar diretrizes curriculares. A opinião da estudante Esther Arraes Drigati, que cura o 3° ano em um colégio particular de Brasília, resume o que pensam vários alunos do ensino médio. “A gente estuda muita coisa que não vai precisar”, diz. Pesquisas mostram que o atual modelo é desinteressante para os jovens, o que aumenta a evasão e diminui o tempo do brasileiro nos bancos escolares. Além da possibilidade de o aluno escolher as disciplinas que complementam as básicas, está previsto que o atual modelo da grade curricular, dividido em 12 disciplinas tradicionais, seja dividido em eixos mais amplos como linguagens e ciências humanas. Outra mudança é o aumento da carga horária de 2,4 mil para 3 mil horas/ano e a inclusão de atividades práticas para complementar o aprendizado. Para Rosa Lúcia Nascimento, professora de História de uma escola pública de Brasília,

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Gestão ajuda melhorar qualidade do ensino, avalia estudo

SÃO PAULO – Municípios que adotaram programas de gestão e acompanhamento escolar tiveram crescimento muito acima da média nacional na taxa de aprovação e na melhoria do número de alunos que estão na série em que deveriam estar, chamada distorção idade-série. Essas redes apresentaram também uma queda bem maior do que o resto do País nos índices de reprovação e evasão escolar, segundo pesquisa do economista Ricardo Paes de Barros, realizada pela equipe do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade (Iets). Em seis anos, 947 cidades aplicaram o programa desenvolvido pelo Instituto Ayrton Senna em suas escolas – quase 20% dos municípios do País. Foram avaliados alunos de 1ª a 4ª série das redes públicas que adotaram os programas no período de 1999 a 2005, com base em informações do Censo Escolar e da Prova Brasil, aplicada pelo Ministério da Educação. Os dados foram comparados com os apresentados pelo País no mesmo período e por municípios de características observáveis similares. As 947 redes que aplicaram os programas tiveram avanços maiores em todos os itens analisados. Há um programa específico para corrigir a distorção idade-série, chamado Acelera Brasil,em que os alunos devem ler 40 livros. Outro projeto, o Se Liga,

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MEC aumenta prazo para adesão de federais ao Enem

O prazo de adesão das universidades ao novo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi estendido de ontem para o dia 20 de maio. A nova data se deve ao fato de que, na quarta-feira, haverá novo encontro entre reitores e o Ministério da Educação para definir a matriz do exame, ou seja, o conteúdo a ser exigido. Depois disso, as instituições que ainda não definiram se irão utilizar o exame como vestibular terão uma semana para comunicar sua posição ao MEC. Em levantamento publicado pela Folha no final de abril, 22 federais das 55 manifestaram a tendência de adotar só o exame como processo seletivo. Há outras ainda que vão usar o Enem como primeira fase ou como parte da nota; isso, porém, praticamente invalida o objetivo do ministério de unificar os processos seletivos, já que os candidatos teriam que se deslocar para fazer prova. Persistem também diversos questionamentos por parte das instituições. Em reunião nesta semana com o ministro Fernando Haddad, os reitores entregaram um documento com diversas ponderações sobre o novo modelo, que vão desde aspectos operacionais até a pontos que questionam a própria pertinência do exame. Exemplo: “O novo Enem conseguirá minimizar as debilidades do ensino

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Seminários regionais reunirão gestores para orientar escolha

Professores dos anos iniciais do ensino fundamental terão de escolher, este ano, os livros didáticos a serem usados nas escolas públicas em 2010, por meio do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD). Para orientar a escolha, técnicos do Ministério da Educação realizarão seminários regionais, reunindo secretarias estaduais e municipais de educação, até o início de junho.    A primeira reunião será em Recife, para gestores da região Nordeste, a partir da próxima segunda-feira, 11, até quarta, 13. Na semana seguinte, de 18 a 20, o seminário ocorrerá em Porto Alegre, para os gestores do Sul. De 25 a 27, é a vez do Sudeste receber a visita dos técnicos, em Belo Horizonte. O último encontro será de 1º a 3 de junho, em Brasília, para as regiões Norte e Centro-Oeste.    A Secretaria de Educação Básica (SEB) espera um público de cerca de mil gestores, no total. Entre os assuntos abordados nas reuniões estarão o livro didático no contexto do ensino fundamental de nove anos, os acervos complementares do PNLD e os aspectos operacionais para a escolha do livro didático. Os participantes também se reunirão em oficinas e grupos de trabalho.    De acordo com Marcelo Soares, diretor de políticas

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Edital de Concorrência 043/2009 SESI-SP

Conheça o Edital de Concorrência 043/2009 – Contratação de empresa ou instituição para desenvolvimento de serviços de natureza intelectual referentes à produção de material didático para alunos do ensino fundamental e ensino médio da rede escolar do SESI-SP.    Edital Concorrência 043/2009 SESI-SP(Necessita do programa Adobe Acrobat Reader)

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Portugueses já negociam com editoras divisão do bolo do livro

A editora Nova Fronteira, recentemente comprada pelo grupo Ediouro, pode ser o braço brasileiro que faltava ao grupo editorial português Leya, que no ano passado fez ofertas a grandes editoras do Brasil – Companhia das Letras e Rocco -, rejeitadas por seus proprietários. O Leya é o maior grupo editorial de Portugal, formado por editoras como Dom Quixote, Casa das Letras, Oficina do Livro e outras. A Nova Fronteira foi fundada pelo político Carlos Lacerda (1914-1977).     O Grupo Leya, dirigido por Miguel Pais do Amaral, teria interesse em adquirir pelo menos 50% da editora Nova Fronteira não só por seu catálogo e autores, mas pelo que representa a entrada de uma editora portuguesa no mercado brasileiro, disputado pelas milionárias compras do governo. Outro dado que explica o interesse no Brasil é a assinatura do novo acordo ortográfico, que facilita a distribuição de livros brasileiros nas ex-colônias portuguesas em território africano, mercado ainda pouco explorado.    A compra da Nova Fronteira coincide com a saída de Rubem Fonseca da editora Companhia das Letras, que não explicou o motivo do rompimento. Sabe-se que editores da Ediouro se reuniram com o escritor para apresentar uma proposta ao autor de A Grande

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Coleta de dados sobre a educação básica começa no dia 27 de maio

O Censo Escolar da Educação Básica de 2009, o Educacenso, tem início no próximo dia 27. Diretores ou responsáveis pelo sistema educacional informatizado de escolas de todo o país, públicas e particulares, devem enviar, até 31 de agosto, dados sobre alunos, professores e escolas. Este é o terceiro ano em que as informações são preenchidas via internet. O cronograma do Educacenso pode ser conferido na edição desta quinta-feira, dia 7, no Diário Oficial da União.    O censo escolar é realizado no Brasil desde 1932. O questionário, preenchido em papel, não trazia informações individualizadas dos alunos. “Hoje, o Educacenso traz o endereço do estudante, quem são seus pais e o rendimento escolar, além de uma radiografia dos professores”, explica Maria Inês Pestana, diretora de estatísticas educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).     Todas as unidades de educação básica são obrigadas a enviar on-line os dados de creches e escolas do ensino médio. “O Educacenso é fundamental para o diagnóstico da educação brasileira e para a formação de políticas educacionais. É a base de todos os programas do Ministério da Educação e do cálculo do Ideb”, ressalta Maria Inês. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica

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Formação de professores será entrave para implantação do novo modelo de ensino médio

A principal dificuldade que os estados vão enfrentar na reforma curricular do ensino médio, proposta pelo Ministério da Educação, será a falta de professores preparados para atender o novo modelo, avalia a presidente do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra.     “A proposta é interessante em algumas medidas. O ensino médio passa por uma crise de identidade, hoje, com um amontoado de disciplinas”, afirma.    A presidente do Consed, alerta para o fato de que, muitas vezes. o professor não está ainda preparado nem para atender ao atual modelo. Ela acredita que será necessário um grande esforço das universidades para atender a formação dos profissionais de ensino em grandes áreas do conhecimento.    “O professor formado em biologia às vezes não domina nem todo aquele conteúdo, como poderá dar aulas de outras áreas? Precisamos de um esforço conjunto porque as universidades ainda resistem muito a esse modelo mais amplo de formação”, disse.     O Consed vai montar um grupo de trabalho para debater o projeto apresentado pelo MEC. Um dos pontos que precisa de maior discussão, segundo Auxiliadora, é o repasse de verbas do ministérios para apoiar os projetos em cada estado. A princípio,

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Brasil perde R$ 400 milhões por ano com cópias de livros

A cópia de livros universitários causa um prejuízo de R$ 400 milhões por ano ao setor editorial brasileiro. Ao mesmo tempo, dados da Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) mostram que, em 1995, existiam 894 universidades e em 2003 o número subiu para 1.859, e a produção de exemplares de livros teve uma queda de 44% no período. A estimativa da entidade é de que o mercado ilegal de livros seja cinco vezes maior do que a venda de originais. Ainda segundo a ABDR, por ano, são copiados cerca de 2 bilhões de páginas.     E, pela primeira vez, o relatório anual de pirataria da Associação Internacional de Propriedade Intelectual (IIPA, em sua sigla em inglês), divulgado em fevereiro, destacou esta prática ilegal no Brasil.  

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