Deficientes visuais acusam governo federal de “descaso” com os estudantes cegos. Produção de livros em braille estaria atrasada
Apesar de a Constituição garantir o direito dos deficientes visuais de acesso ao ensino em condições de igualdade com o restante da comunidade, um grupo de alunos cegos, pais, professores e integrantes de organizações não governamentais peregrinou ontem pelos gabinetes de senadores para denunciar o descaso do governo em relação às políticas públicas de educação para os estudantes portadores de alguma limitação visual. Carta entregue aos parlamentares pelos integrantes do movimento afirma que o Programa Nacional do Livro Didático, instituído pelo Ministério da Educação (MEC), foi suspenso para o ensino especial. De acordo com o texto, a distribuição de livro e materiais didáticos adaptados para o braille aos alunos da 1ª a 8ª série do ensino fundamental não existe mais. O problema ocorre desde 2007, segundo Glória Batista, secretária-executiva da Organização Nacional de Cegos do Brasil. “Há dois anos, o MEC parou de produzir livros em braille. E, mesmo naquele ano, a produção era limitada a oito mil estudantes, quando a demanda deveria abranger, no mínimo, três vezes mais”, reclama. Segundoela, o MEC estuda substituir os livros por notebooks. Diretora da Política de Educação Especial do MEC, Martinha Dutra diz que não houve nenhuma interrupção no