Plano prevê formação de 330 mil professores nos próximos cinco anos

Professores que atuam sem a qualificação necessária terão a chance de obter formação em instituições de todo o País. O primeiro Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica, lançado na última quinta-feira (28) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, prevê a formação de 330 mil professores nos próximos cinco anos. As medidas para a valorização do professor incluem, ainda, o pagamento de financiamento de estudos com trabalho na rede pública, ajuda extra aos estados que não conseguirem pagar o piso de R$ 950 para os professores e uma prova nacional para o magistério. Depois de assinar as medidas que favorecem os professores, o presidente Lula afirmou que o governo tem se esforçado e feito pactos com governadores e prefeitos para melhorar a qualidade da educação no País. “Poderemos ter a escola brasileira recuperada, digna e comparada a qualquer escola de bom nível no mundo”, afirmou. O aumento nos recursos destinados à educação no Brasil, que chegaram a R$ 41 bilhões em 2009, foi lembrado pelo ministro. As medidas, segundo Haddad, não beneficiam apenas os professores. “Toda a formação do professor rebate diretamente no dia-a-dia da escola pública”, disse o ministro.

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Eficiência na escolha das obras para ano letivo de 2010 será premiada

Secretarias estaduais e municipais de educação e escolas públicas vão participar do concurso “Escolha Premiada”, destinado a promover o período de indicação do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) de 2010, de 8 a 28 de junho. Serão premiadas as quatro secretarias estaduais e as 12 municipais com maior participação na escolha dos livros que serão usados pelos estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Também levarão prêmios as três escolas de cada município vencedor que mais rapidamente registrarem a opção. Os vencedores receberão certificados e 52 acervos completos do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), com 559 obras cada um — cerca de 30 mil livros. O concurso é dividido em quatro categorias, que ordenam os 26 estados e o Distrito Federal com base na quantidade de escolas e em sua distribuição em áreas rurais e urbanas. O principal objetivo do prêmio é evitar o congestionamento do sistema para registro das opções na última semana do prazo.Este ano, todo o processo de indicação das obras se dará exclusivamente na página eletrônica do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Participarão do prêmio apenas as escolas que fizerem a indicação dos livros nas duas primeiras semanas da escolha

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Ruth Rocha de casa nova e exclusiva

A Editora Salamandra acaba de lançar os primeiros títulos do projeto “Biblioteca Ruth Rocha”. A iniciativa é resultado da contratação exclusiva da escritora pela editora. Esses primeiros lançamentos pertencem à série Vou te contar! – destinada a crianças pequenas e em fase de alfabetização. Nela estão as primeiras histórias que Ruth escreveu, lançadas a partir de 1969, na revista Recreio. O projeto vem comemorar o contrato de exclusividade e os 40 anos de literatura de Ruth e nele toda a obra de Ruth será reeditada, ganhando novo projeto editorial e gráfico, e novas ilustrações, formando a “Biblioteca Ruth Rocha”, que contará com mais de 130 livros. Ruth acredita que a iniciativa vai facilitar o trabalho das escolas, que poderão encontrar num mesmo lugar toda a sua obra.   

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Livro para adolescentes é entregue a crianças em SP

O governo de São Paulo enviou a alunos de terceira série (faixa etária de nove anos) um livro feito para adolescentes, que possui frases como “nunca ame ninguém. Estupre“. A coletânea de poesias faz parte do mesmo programa de melhoria da alfabetização que teve um livro recolhido por conter palavrões e expressões de conotação sexual: Dez na área, um na banheira e ninguém no gol, também distribuída para a terceira série. A nova obra, Poesia do dia -poetas de hoje para leitores de agora, foi enviada às escolas há cerca de duas semanas para ser usada como material de apoio. Foram distribuídos 1.333 exemplares. “Não é para crianças de nove anos. São várias ironias, que elas não entendem“, afirmou o escritor Joca Reiners Terron, autor do poema mais criticado por professores da rede,chamado “Manual de autoajuda para supervilões“.Alguns dos versos são “Tome drogas, pois é sempre aconselhável ver o panorama do alto“; e “Odeie. Assim, por esporte“. “Espero que o Serra [governador José Serra] não ache o texto um horror, como ele disse do outro livro. Horror é quem escolhe essas obras para crianças“, disse Terron. Secretaria diz que programa requer ajustes A Secretaria da Educação admitiu que o programa

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Dono das editoras Moderna, Objetiva e Salamandra, não descarta novas aquisições

Há oito anos no Brasil, o grupo espanhol Santillana inicia uma nova fase de investimentos. Dono da Moderna, maior editora de livros didáticos do país, a companhia tem planos de investir aproximadamente R$ 100 milhões nos próximos cinco anos. Os recursos serão destinados para consolidar a sua atuação no mercado de livros didáticos por meio da Moderna, reforçar a presença dos selos de idiomas Richmond e Santillana Espanha e atingir a segunda posição no segmento de sistemas de ensino.     “Nosso foco é crescer de forma orgânica nessas três plataformas, mas não descartamos também aquisições. Estamos conversando com algumas empresas, mas não há nada concreto agora“, disse Andrés Cardó, diretor-executivo geral da Santillana Brasil, em sua primeira entrevista à imprensa nacional desde que chegou ao país em 2000.     Nos últimos oito anos, a Santillana investiu cerca de R$ 170 milhões para aquisição das editoras Moderna, Salamandra e Objetiva – o que a coloca como um dos grupos editoriais mais agressivos do mercado. Além disso, nesse mesmo período, criou o selo voltado para o aprendizado de idiomas Richmond, o Sistema Uno de Ensino (apostilas e serviços pedagógicos para escolas) e a empresa de avaliação educacional Avalia.    

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Brasil quer acordo por maior acesso de cegos a livros em braile

O Brasil vai propor na terça-feira, 26, um acordo internacional para permitir um maior acesso de cegos a livros em braile ou em qualquer nova tecnologia. A proposta, que será apresentada à Organização Mundial de Propriedade Intelectual em Genebra, está sendo comemorada pela União Mundial de Cegos, mas promete levar anos para se transformar em realidade. A ideia do governo brasileiro é de que os direitos autorais sobre obras não sejam cobrados para que se possa editar livros para os deficientes visuais sem custos. “Essa será uma proposta revolucionária que mudará a realidade de milhões de pessoas no mundo“, afirmou Richard Friend, um dos líderes da associação de cegos. Segundo ele, 305 milhões de pessoas no mundo sofrem de cegueira ou tem graves problemas para poder ler. “O problema é que menos de 5% dos livros lançados no mundo acabam ganhando uma versão em braile ou em fitas para que se possa escutar“, afirmou. Um dos obstáculos é que, mesmo que haja um livro em braile, sua comercialização fica restrita ao país onde ele foi publicado. “Um exemplo é a situação dos livres para cegos que falam espanhol. Na Nicarágua, existem apenas 120 livros em braile, mas a população local

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Encontro discute novo Enem e mudanças no currículo

O Fórum dos Coordenadores Estaduais do Ensino Médio e a Secretaria da Educação Básica do Ministério da Educação discutem, na próxima semana, o novo Enem e mudanças no currículo do ensino médio. A reunião será em Brasília, nos dias 26 e 27.    No encontro com os integrantes do fórum, explica Maria Eveline Villar Queiroz, coordenadora-geral do ensino médio, o MEC vai apresentar o Ensino Médio Inovador, que é um programa de apoio técnico e financeiro oferecido às redes estaduais que desejam melhorar a qualidade do ensino. Para receber o apoio, diz a coordenadora, o estado precisa aderir e apresentar um projeto.    Entre as inovações que o Ministério da Educação sugere estão a ampliação da carga horária dos três anos do ensino médio para três mil horas (hoje são 2.400 horas); a leitura como elemento central e básico em todas as disciplinas; estudo da teoria aplicada à prática; fomento às atividades culturais; professor com dedicação exclusiva.    Colocar a leitura no centro do currículo, segundo Maria Eveline, tem o objetivo de preparar o cidadão para ter êxito tanto nos estudos como na vida. Às vezes, a dificuldade do estudante não está no conteúdo da disciplina, mas na forma de

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CFB homenageia instituição amiga

Foi visivelmente emocionado que o ex-presidente do Instituto Nacional Pró-livro, Jorge Yunes, recebeu a condecoração, feita pelo Conselho Federal de Biblioteconomia ao instituto, na sua pessoa, reconhecendo-o como “amigo da Biblioteconomia”.    A condecoração ocorreu no último dia 12 de maio, em Brasília, por ocasião da reunião nacional do Colegiado Setorial de Livro e Leitura, órgão do Ministério da Cultura criado para discultir as políticas nacionais de incentivo ao livro e à leitura. Na ocasião, o Pró-livro recebeu, pelo CFB, o título de instituição “amiga da biblioteconomia” no país.    Segundo a presidente do CFB, Nêmora Arlindo, “a primeira edição do prêmio homenageou o Pró-livro porque esta foi a primeira instituição nacional que se colocou ao lado do Conselho no apoio ao Programa Mobilizador Biblioteca Escolar: construção de uma rede de informação para o ensino público. Com o apoio do instituto, nosso projeto ganhou mais visibilidade e solidez. E agora avança”, ela diz.    Ao receber a placa e a condecoração no evento, Jorge Yunes entendeu o reconhecimento: “para mim, mais do que a homenagem da Biblioteconomia brasileira pelo trabalho intenso do Pró-livro, este é também um incentivo pessoal, pois toda a minha trajetória tem sido de dedicação a este

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MEC descarta entregar laptops educacionais neste semestre; máquinas podem ”caducar

Mais de cinco meses depois da realização de pregão eletrônico para a compra de 150 mil laptops para distribuição em escolas públicas, como parte de um programa do MEC (Ministério de Educação), os alunos continuam sem seus computadores –e não vão recebê-los ao menos até julho. Além disso, as estudantes correm o risco de receberem máquinas muito ultrapassadas.     Em dezembro do ano passado, a empresa indiana Encore venceu, por meio de sua representante Comsat, o pregão para fornecer as máquinas do programa Um Computador por Aluno (UCA), ao aceitar o valor de R$ 82,55 milhões para fabricação dos laptops –R$ 553 por máquina, do modelo Mobilis. Devido a trâmites da licitação, os PCs ainda não foram produzidos ou entregues aos alunos.     Divulgação     Encore venceu processo para fornecer laptops educacionais; máquinas foram enviadas ao Inmetro para mais análises   Um dos problemas dessa demora é que as configurações exigidas ficam defasadas. Segundo as regras do edital, o modelo deve ter memória RAM de no mínimo 512 Mbytes, tela de LCD de ao menos 7 polegadas e Wi-Fi. Hoje, a maior parte dos modelos de netbook tem 1 Gbyte de memória e vem com telas maiores,

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