Secretaria deve devolver duas obras do programa de leitura de SP

A Secretaria de Estado da Educação deve devolver ou sugerir trocas às editoras de duas das seis obras excluídas do programa Ler e Escrever por considerá-las “completamente inadequadas“ para uso escolar. Ontem, o secretário Paulo Renato Souza admitiu que nem todas as obras foram lidas na íntegra antes de serem enviadas às escolas. O programa é voltado para o reforço da alfabetização de crianças de 6 a 10 anos.    Considerada a “mãe“ do Ler e Escrever, a professora Iara Prado disse que os erros na seleção ocorreram porque o governo teve “pressa“ para colocar os livros nas escolas. A rede estadual tem mais de 5 mil colégios e cerca de 5 milhões de alunos. As duas obras devolvidas são Um Campeonato de Piadas, que teve o conteúdo considerado pela pasta como “preconceituoso“, e Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol, tiras dirigidas a adultos, com palavrões, conotação sexual e alusão ao crime organizado.    Os outros quatro títulos serão encaminhados para salas de leitura de escolas de ensino médio e de Educação de Jovens e Adultos (antigo supletivo). Foram gastos R$ 149 mil com as seis obras retiradas, dos quais R$ 53 mil com as devolvidas. 

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Matemática também é feminina

Uma questão polêmica defendida em diversos círculos acadêmicos envolve a noção de que as mulheres teriam naturalmente menos facilidade do que os homens para a compreensão da matemática, especialmente em seus níveis mais complexos. A controvérsia aumentou ainda mais em 2005, quando o então presidente da Universidade Harvard, Lawrence Summers – hoje assessor econômico do governo de Barack Obama –, comentou que a diferença entre os gêneros seria um dos motivos principais para explicar a escassez de professoras de matemática nas principais universidades dos Estados Unidos. Agora, um novo estudo, que será publicado esta semana no site e em breve na edição impressa da revista Proceedings of the National Academy of Sciences, afirma que o motivo maior para a disparidade em relação à compreensão matemática entre os públicos masculino e feminino se deve não a fatores biológicos, mas culturais. “Não se trata de uma diferença inerente entre homens e mulheres. Há países em que a disparidade entre os gêneros, com relação à performance em matemática, simplesmente não existe, tanto no nível médio como nos mais altos. Esses países tendem a ser os mesmos em que se verificam as maiores igualdades entre os gêneros”, disse Janet Mertz, professora da Universidade de

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CNE estende prazo para envio de sugestões ao ensino médio inovador

O parecer do Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre o projeto Ensino Médio Inovador, da Secretaria de Educação Básica, será apresentado no dia 2 de julho. “Alteramos a data final de aprovação para receber e analisar sugestões”, disse o relator do processo, Francisco Aparecido Cordão, durante audiência pública sobre o projeto nesta segunda-feira, 1º, no CNE. Sugestões podem ser encaminhadas ao Conselho até 15 de junho.     A proposta do Ministério da Educação pretende melhorar a qualidade do ensino médio, de maneira a garantir acesso, permanência e educação que faça sentido ao jovem no mundo de hoje. Para a secretária de educação básica, Maria do Pilar Lacerda, a discussão sobre o novo Enem como forma de acesso à educação superior favorece uma nova concepção de ensino médio.    “Temos de levar a discussão do acesso ao ensino superior muito a fundo para mexer a fundo no currículo do ensino médio.” Na visão dela, hoje o currículo voltado para a memorização de conteúdos, especialmente em função dos processos de vestibular, e a organização rígida, em 12 disciplinas, dificulta a reestruturação deste nível de ensino.    Pela proposta do ministério, haveria a ruptura da atual estrutura curricular – organizada em disciplinas

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Autores europeus se reúnem contra o Google

‘É como uma luta de Davi contra Golias, mas não vamos deixar que o Google ganhe bilhões de dólares às custas dos autores”, diz o escritor Roland Reuss. Ele é o responsável pelo “Apelo de Heidelberg”. Assinado por 2.470 escritores e editores da Alemanha, Áustria, Suíça e Noruega, o documento, que foi enviado há poucas semanas ao governo alemão, exige um fim da violação dos direitos autorais praticados pelo Google Book Search. Entre os signatários, há escritores famosos como o prêmio Nobel Günter Grass, o seu editor, Gerhard Steidl, o filósofo Hans Magnus Enzensberger, bem como escritores menos conhecidos da Áustria, Suíça e Noruega. Reuss, professor de literatura da Universidade de Heildelberg, recebeu também o apoio do Japão e da França, onde autores e editores aguardam com expectativa o desfecho da disputa na Alemanha para procurar caminhos semelhantes. Empresa tem lucro com livros ’órfãos’ Os alemães querem botar o Google contra a parede e não estão dispostos a aceitar um acordo como o proposto em outubro do ano passado pela empresa gigante aos autores e editores dos Estados Unidos. Segundo Oliver Klug, do Google Alemanha, esse acordo daria uma quantia fixa de US$ 60 por cada livro escaneado, bem como

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Grande festa literária

Em sua segunda edição, o Festival da Mantiqueira – Diálogos com a literatura se consolida como uma grande festa dos livros no cenário nacional dos festivais literários. Nos últimos três dias de maio, 29 a 31, o evento aconteceu na charmosa São Francisco Xavier, ao pé da Mantiqueira, em São Paulo, reunindo grandes nomes da literatura brasileira. O evento também contou com a primeira participação internacional: o português Miguel Souza Tavares, que perguntado disse ser contra o Acordo Ortográfico, pois “quer acabar com as diferenças que são marcas de cada cultura; e as culturas são belas e devem ser preservadas como são.” No sábado, os encontros com os dez finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura 2008 – os cinco melhores e os cinco melhores estreantes – foram cativantes. Interessante a preocupação dos estreantes – mais novos – com a falta de “silêncio” e a necessidade de reflexão no dia a dia; revelaram-se bons pensadores, além de já reconhecidos grandes escritores. Luis Fernando Veríssimo, depois de uma mesa brilhante com Luiz Alfredo Garcia-Roza e Flávio Carneiro discutindo Edgar Alan Poe, foi “obrigado” a fazer duas apresentações com o seu grupo Jazz 6, já que a casa não comportava o grande

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SC recolhe livro com conteúdo erótico de escritor premiado

A Secretaria da Educação de Santa Catarina decidiu recolher os exemplares de um livro do premiado escritor Cristóvão Tezza que possui um trecho considerado erótico. “Aventuras Provisórias“, publicado pela primeira vez em 1989, foi distribuído para uso em salas do ensino médio da rede estadual. De acordo com nota oficial da pasta, o recolhimento foi determinado após dois professores lerem o livro antes da utilização em sala e comunicarem aos superiores. Foram recolhidos nas escolas 130 mil exemplares da obra. O livro já conquistou o Prêmio Petrobras de Literatura (2º lugar na categoria novela). Em 2008, Tezza ganhou com outro livro (“O Filho Eterno“) os prêmios Jabuti de melhor romance, Bravo! de melhor obra e Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa. Um trecho da obra recolhida diz: “A tua grande fraqueza -me disse Mara na cama, a primeira vez, quando eu broxei vergonhosamente mesmo depois de baixar a calcinha dela com os dentes e chupá-la como um pêssego maduro, na boca um gostinho de sal molhado- é que teu orgulho te castra“. De acordo com a secretaria, o livro também possui palavras e expressões como “porra“, “me fodendo a troco de bosta“ e “caralho“. Catarinense radicado em Curitiba, Tezza

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Após polêmica, secretaria exclui 5 livros do programa de leitura de SP

A Secretaria de Estado da Educação anunciou ontem a exclusão de cinco livros do Programa Ler e Escrever por problemas de “inadequação para a faixa etária“ e “conteúdo preconceituoso“. Um sexto título – Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol – havia sido recolhido duas semanas atrás. Na lista, há um livro do poeta Manoel de Barros, além de títulos cuja exclusão tinha sido anunciada nos últimos dias. Criado em 2007 como uma das marcas da gestão do governador José Serra (PSDB) na educação, o Ler e Escrever é um programa voltado para o reforço da alfabetização de crianças de 6 a 10 anos matriculadas em turmas da 1ª a 4ª série do ensino fundamental. Das 818 obras compradas para o programa, restaram 812, que serão expostas ao público em uma mostra que começa na quarta, na sede da Secretaria da Educação. A secretaria não informou o que vai ocorrer com as obras excluídas. O secretário Paulo Renato Souza havia cogitado devolver às editoras para que fossem substituídas ou remanejar alguns para outras etapas educacionais, como o ensino médio ou a Educação de Jovens e Adultos (antigo supletivo). Os livros paradidáticos, tanto do Ler e Escrever como

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Ministério da Justiça lança plano de combate à pirataria

O Ministério da Justiça (MJ) lança, nesta quinta-feira (28), o Plano Nacional de Combate à Pirataria. Segundo Luiz Paulo Barreto, secretário-executivo do MJ e presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, o plano engloba 23 projetos e ações, que serão desenvolvidos de 2009 a 2012, em parceria com estados, municípios e representantes da indústria e do comércio. “A estratégia é dar mais impulso à repressão e incentivar a conscientização sobre os malefícios dessa prática criminosa”, destaca o secretário. A prática da pirataria geralmente envolve outros crimes, como tráfico de drogas e de armas. Nos últimos dois anos, a pirataria levou mais de 50 mil pessoas à prisão, segundo números das polícias Federal e Rodoviária Federal. Dados do ministério revelam que, somente em 2008, o valor de mercadorias apreendidas ultrapassou R$ 1 bilhão. Desde 2004, quando foi criado o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), formado por representantes do governo e da sociedade civil, o combate a esse tipo de crime foi intensificado no País. O CNCP articula ações repressivas e educativas, além de medidas econômicas para reduzir o preço dos produtos originais. De acordo com dados divulgados pela Associação Brasileira da Propriedade Intelectual, o valor dos produtos piratas

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Secretário de Educação de SP admite falhas em processo de escolha de livros

O secretário estadual da Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza, afirmou que vai mudar o processo de compra de livros para as escolas. Ele pretende criar uma comissão de especialistas que fará um parecer sobre cada obra. Nas últimas semanas, reportagens da Folha mostraram que, dos 818 títulos distribuídos para alunos da rede estadual de ensino na faixa dos nove anos, dois tinham linguagem inadequada: um livro em quadrinhos trazia palavrões e outro, um poema com ironias do tipo “nunca ame ninguém. Estupre“. FOLHA – Como os livros são escolhidos?  PAULO RENATO SOUZA – Cada processo na secretaria teve uma sistemática. No Ler e Escrever [projeto implementado pelo governador José Serra (PSDB) quando era prefeito de SP], mais da metade dos 818 títulos já era usada na secretaria municipal. O Estado usou as mesmas obras e, como alguns títulos estavam fora de catálogo, pedimos que elas [as editoras] mandassem novos livros para essas faixas etárias. Quem fez a seleção foi a mesma comissão que trabalhava no município, constituída de professores da rede municipal vinculados à coordenação do programa, mais alguns professores contratados especialmente para isso. Havia normas claras para seleção, que, obviamente, ao menos nos dois casos, não foram

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