Consolidação feminina
A diferença entre os sexos continua crescendo, pelos menos na graduação das universidades brasileiras. E a vantagem feminina está cada vez maior. Resultados apresentados no dia 7 de março, em Brasília, frutos do estudo Trajetória da Mulher na Educação Brasileira, mostram que as mulheres aumentaram ainda mais sua participação, que era já majoritária. O mesmo fenômeno ocorre nos cursos de pós-graduação. A pesquisa, que faz parte do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres, mostra que, em 2003, houve uma diferença no número de matrículas universitárias, a favor das mulheres, de 12,8%. Em 1996, essa taxa era de 8,7%. O trabalho é assinado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) e pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM). As preferências dos sexos continuam pouco alteradas. Segundo os dados do Censo da Educação Superior de 2003, os cursos com maior porcentual de mulheres foram serviço social e orientação (93,8%), fonoaudiologia (92,9%), nutrição (92,8%) e secretariado (92,6%). Entre os homens, estão as carreiras de engenharia mecânica (92,1%), construção e manutenção de veículos a motor (91,8%), transportes e serviços (88,1%) e eletrônica (88,1%). Depois da colação de grau, a presença feminina nos cursos