Acordo para ensino de espanhol é criticado

Professores de universidades públicas do País fizeram um manifesto conjunto em que criticam um acordo assinado entre o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Cervantes para o ensino de espanhol na rede pública, idioma obrigatório no ensino médio e facultativo no fundamental a partir do ano que vem. O argumento deles é de que o Cervantes não é uma instituição de ensino regular no Brasil e o curso a ser implantado teria currículo precário, preparado sem levar em conta as pesquisas desenvolvidas pelas maiores instituições de ensino.    O acordo, assinado no início do mês, prevê a aplicação piloto dos programas Hola Amigos e AVE, disponibilizados pelo instituto. Serão capacitados 30 professores, de todos os Estados, para trabalhar como tutores a distância na formação de 600 alunos – 400 do ensino fundamental e 200 do médio. O objetivo é fazer um teste de metodologia e tecnologia de ensino para, caso sejam bem sucedidas, poder ampliá-las.    “Não entendemos por que usar metodologia baseada nos princípios de ensino de idiomas da União Europeia, que não tem nada a ver com a realidade do Brasil. Temos muitas pesquisas sobre ensino de espanhol em nossas universidades“, afirma Adrián Pablo Fanjul, professor de

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Estados reforçam preparação de alunos da rede pública para o novo Enem

Em menos de dois meses, 4,5 milhões de estudantes participarão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que a partir deste ano vai substituir o vestibular em parte das universidades federais. Para reforçar a preparação para a prova, algumas secretarias estaduais estão oferecendo cursinhos preparatórios ou aulas de reforço aos alunos.    No Rio de Janeiro, a estratégia adotada foi o ensino a distância. Em 500 escolas, no turno contrário às aulas regulares, os alunos poderão assistir a aulas preparatórias ministradas por professores em um estúdio. A transmissão dos conteúdos será ao vivo, via satélite. Os candidatos poderão enviar perguntas por email para os professores, além de contarem com o apoio de um tutor nas salas e apostilas específicas. Os vídeos das aulas e o material também estarão disponíveis no site da secretaria. A previsão é atingir 50 mil alunos.    “Nós temos um contingente enorme de alunos nas escolas e essa foi a solução encontrada para levar aulas de qualidade a todos. Mais do que nunca os alunos precisam ampliar suas possibilidades de preparação. Os estudantes da rede privada tinham mais oportunidade antes porque eles ficam praticamente em tempo integral na escola”, afirma o subsecretário de educação do estado,

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MEC rejeita texto que obriga a pôr deficiente em escola comum

O ministro da Educação, Fernando Haddad, devolveu ao CNE (Conselho Nacional de Educação), para revisão, o parecer que recomenda a obrigatoriedade da matrícula de alunos com deficiência em escolas comuns. O MEC (Ministério da Educação) defende um prazo maior para implementar a medida e discute o destino das escolas especiais que atendem esse público atualmente.     O CNE havia enviado para homologação o documento que estabelecia a “obrigatoriedade da matrícula dos alunos, público-alvo da Educação Especial, na escola comum do ensino regular“ e deixava como “função complementar ou suplementar“ o atendimento educacional especializado.     O projeto de resolução do CNE, que endossa a posição da Secretaria de Educação Especial, foi devolvido pelo MEC, que pediu a revisão do texto.     De acordo com a assessoria do ministério, Haddad considerou que a obrigatoriedade contraria a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), que estabelece que a educação especial deve ser oferecida “preferencialmente na rede regular de ensino“.     A polêmica gira ainda em torno dos limites da inclusão, do despreparo de escolas e professores em receber os 320 mil alunos das escolas especiais e da distribuição dos recursos do Fundeb. A Comissão de Educação da Câmara

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Escolas públicas receberão 114,8 milhões de livros didáticos

Da próxima quarta-feira, 19, até o dia 25 deste mês, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) terá encontros com representantes de 17 grupos editoriais para negociar a compra de 114,8 milhões de livros didáticos destinados a 36,6 milhões de alunos. Mais de cem mil escolas públicas de ensino fundamental escolheram as obras com que irão trabalhar de 2010 a 2012. “Encaminhamos as propostas de preço e a quantidade de aquisição para cada editora”, afirma o diretor de ações educacionais do FNDE, Rafael Torino. Segundo ele, nos encontros, o FNDE ouvirá as contrapropostas das editoras. Caso haja impasse nas negociações, será chamará a empresa detentora dos direitos autorais da obra escolhida como segunda opção pelas escolas. Ao final das discussões, será divulgado um quadro com os valores e o número de livros negociados com cada editora. Para 2010, serão comprados novos livros de letramento e alfabetização linguística e alfabetização matemática (1º e 2º ano); geografia, história e ciências (2º ao 5º ano); língua portuguesa e matemática (3º ao 5º ano); e história regional e geografia regional (4º ou 5º ano). Também receberão títulos de complementação e reposição os estudantes das séries finais do ensino fundamental e do ensino médio.

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Lula não leu

Lula anda mal informado, segundo a coluna Direto da Fonte. Pesquisa da Fipe mostra que houve, sim, queda do preço médio do livro – entre 2004 a 2008 – de 20%. A desoneração do PIS-Confins e a concorrência entre editoras estão funcionando.   

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Editoras da Europa atacam projeto do Google

O Google está sofrendo crescente oposição na Europa a seu histórico acordo legal firmado com editoras e autores de livros nos EUA, renovando um antagonismo que poderá contribuir para determinar a futura estrutura de comercialização de livros em formato digital. Embora envolva apenas direitos sobre livros nos EUA, o acordo proposto, ainda pendente de aprovação judicial, provocou consternação entre editoras europeias, que temem perder alguns dos seus direitos sobre milhões de obras europeias existentes em bibliotecas de universidades nos EUA, sujeitos à ambiciosa iniciativa de escaneamento de livros pelo Google. Nos termos do acordo legal firmado nos EUA, a menos que os detentores de direitos optem por ser excluídos do acordo, grandes trechos das obras serão exibidas pelo Google a usuários americanos de internet, ao passo que os leitores na Europa e outros países terão tal acesso bloqueado.      

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Governo vai mudar compra de livros

Passa quase despercebida uma alteração importante preparada pelo governo nos programas de compra de livros para bibliotecas. De acordo com comunicado expedido em junho pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, da Fundação Biblioteca Nacional, o programa de revitalização de bibliotecas do Ministério da Cultura vai mudar. O documento – que circula, festivamente, de mão em mão em algumas regiões do País, fazendo a alegria de editores e escritores locais – informa que só metade dos livros será escolhida pelo governo. O restante, diz a coordenadora Ilce Cavalcanti, caberá a uma comissão formada pelos estados contemplados.    A notícia é pra lá de boa. Só falta o governo contar pra todo mundo.   

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MinC propõe novo fundo do livro

  Estudo anual mostra evolução positiva em todos os segmentos do mercado de livros, mas editoras resistem a contribuição    Contra crise, empresas do mercado editorial ganharam isenção em 2004 de PIS e Cofins; governo quer criar contribuição     No momento em que o número de livros vendidos ao consumidor chega ao auge nesta década, o setor editorial pressiona o governo para tentar reduzir o impacto da criação de um fundo setorial sobre o faturamento das empresas.  Estudo anual da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, da USP), divulgado ontem, aponta que o número de exemplares vendidos ao mercado chegou a 211,5 milhões em 2008, superando os 200,7 milhões de 2000. De lá para cá, as vendas ao consumidor registraram grande queda até 2003, seguida de recuperação (leia ao lado).  Esse foi só um dos resultados positivos da pesquisa, encomendada pelo Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e pela CBL (Câmara Brasileira do Livro). O estudo mostra que houve evolução positiva em todos os segmentos. Os números, porém, referem-se a 2008, quando ainda não se podia medir o impacto da crise global sobre o setor editorial.  E é com base nesse último argumento que o setor questiona a

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Pesquisa indica queda nos preços dos livros no Brasil

A Câmara Brasileira do Livro e o Sindicato Nacional dos Editores e Livreiros divulgam os resultados da pesquisa anual sobre Produção e Venda do Setor Editorial Brasileiro realizada pela FIPE, Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas da Universidade de São Paulo.    Os resultados da pesquisa deste ano apontam três grandes tendências:    1. A evolução positiva do setor editorial em todos os seus segmentos ao longo de 2008. Esta evolução acompanhou de perto a evolução da economia brasileira como um todo.    2. A evolução positiva se processou no contexto de um significativo aumento na concorrência entre as editoras. O aumento na concorrência é refletido nas principais variáveis apuradas.    3. Entre estas variáveis, a mais notável é o preço. A FIPE apurou “queda generalizada em termos reais (mas que se verifica também em termos nominais) dos preços médios praticados pelo setor editorial” num largo período, começando em 2004.    Postas estas três grandes tendências reveladas na pesquisa, cabe ressaltar alguns dados específicos, que expressam e definem estas tendências.    A) De 2007 para 2008 houve aumento substantivo, de 13,3%, no número de títulos publicados. Pela primeira vez, foi ultrapassada a marca de cinqüenta mil novos títulos lançados em um

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