Cerca de 97 mil se inscreveram para concorrer a vagas em cursos de formação de professores

Um total de 97.560 professores se inscreveram para concorrer a uma das 57 mil vagas oferecidas pelo Ministério da Educação (MEC) para qualificar docentes de escolas públicas em exercício que não têm curso superior ou atuam em área diferente da qual se formaram. No total, foram solicitadas 170 mil vagas. O percentual de inscritos por vaga chegou a 168%. O prazo foi encerrado na última segunda-feira. Na segunda fase do processo, as secretarias estaduais e municipais de Educação deverão validar as inscrições. De acordo com o ministro Fernando Haddad, ainda não há a certeza de que todos que se inscreveram sejam profissionais da rede pública. “As secretarias precisam validar essas inscrições, mas a nossa perspectiva é a de que pelo menos 77 mil desse total sejam professores”, afirmou. No Rio Grande do Norte, em Rondônia e Santa Catarina o número de inscritos foi menor do que a oferta de vagas. Nos outros estados que aderiram ao Plano Nacional de Formação, a demanda chegou a ser cinco vezes maior do que as vagas. O Pará foi o estado com maior participação: 5.171 mil professores se inscreveram para 925 vagas. “Se o professor não conseguir a vaga para o segundo semestre de

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Ministro da Educação diz ser contra a redução de dias letivos

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou ontem ser contra a redução no número de dias letivos por causa da epidemia de gripe suína.     No último sábado, o Conselho Estadual de Educação de São Paulo publicou no “Diário Oficial“ o comunicado que libera as escolas de cumprirem os 200 dias letivos estabelecidos pela legislação federal por causa da “situação emergencial“.     O presidente do Conselho Estadual de Educação, Arhtur Fonseca Filho, diz que cabe ao sistema local definir o calendário. Ele cita a Lei de Diretrizes e Bases, que afirma que o “calendário deverá adequar-se às peculiaridades locais (…), a critério do respectivo sistema“.     “Não estamos dizendo para não cumprir os 200 dias. Estamos dizendo que há uma flexibilização para aqueles que não conseguirem chegar aos 200 dias“, afirmou Fonseca.     Segundo Haddad, a recomendação é que o calendário seja ampliado, “se necessário, para que os alunos tenham os 200 dias letivos assegurados.“     A reposição das aulas em razão da gripe será discutida no mês que vem pelo Conselho Nacional de Educação.     O conselho estadual afirma que o calendário de muitas instituições ficou bagunçado devido ao aumento do número de

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Orçamento da educação será maior em 2010

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse ontem que o orçamento da pasta para 2010 será em torno de R$ 53 bilhões. Esse total superaria em quase 30% os recursos do ministério neste ano, que foram de R$ 40,5 bilhões. “É uma estimativa ainda, mas com o salário-educação, nosso orçamento com quase toda certeza deve superar R$ 50 bilhões“, afirmou durante inauguração do novo prédio do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Brasília (UnB). O salário-educação é uma contribuição social destinada ao financiamento de ações e programas voltados para a educação básica pública. São contribuintes do salário-educação as empresas em geral e as entidades públicas e privadas vinculadas ao Regime Geral da Previdência Social. Ela é calculada com base na alíquota de 2,5% sobre o valor total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados. Durante a cerimônia, Haddad disse que os R$ 2,5 bilhões previstos para os quatro anos de implementação do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) já foram investidos nos dois primeiros anos do projeto. “Isso significa que o meu sucessor terá que buscar mais alguns bilhões para atender os reitores das universidades federais“, disse.    

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Até 2015, teremos professores com formação adequada na sala de aula, diz secretário do MEC

Até 2015, o déficit de professores com formação atuando nas salas de aula deve estar zerado. É a estimativa de Carlos Eduardo Bielschowsky, secretário de Educação a Distância do MEC (Ministério da Educação). O MEC abriu mais de 57 mil vagas de licenciatura no segundo semestre para docentes que estão atuando na sala de aula sem a formação exigida pela LDB (Lei de Diretrizes e Bases). As pré-inscrições devem ser feitas na Plataforma Freire até a meia-noite deste domingo (9). Clique aqui para acessá-la. Mas, para ele, o Brasil não precisará esperar até essa data para sentir os resultados. “O efeito é imediato na sala de aula“, diz referindo-se aos docentes que serão convidados pelo MEC a fazer graduações e cursos de formação pedagógica em universidades públicas. Em sua opinião, a realidade na escola começa a mudar assim que esses profissionais iniciam seus cursos. A ação faz parte do Sistema Nacional Público de Formação de Profissionais do Magistério, anunciado em outubro de 2008 pelo ministério. Ele pondera ainda que “isso [oferecer formação aos professores] não resolve o problema da educação“. “Ela é apenas uma das ações; ainda temos a UAB [Universidade Aberta do Brasil, que oferece cursos a distância], o

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Obrigatório em 2010, espanhol é ensinado hoje a só 15% dos alunos

Obrigatório por lei a partir do ano que vem, o ensino de espanhol ainda engatinha nas escolas brasileiras. Apenas 15% dos alunos do ensino médio estudam em estabelecimentos que oferecem aulas do idioma. Com 11%, a média é pior na rede pública, mas a situação da particular está longe da ideal, com 51%. Os dados, que não levam em conta centros de idiomas, são do censo da educação básica de 2008 do Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação. O ensino de espanhol se tornou obrigatório com uma lei de 2005, que estabeleceu prazo de transição de cinco anos. A escola tem que oferecer o idioma. Para o aluno, o curso é optativo, desde que haja outra língua obrigatória. O ensino pode ocorrer em centros de idioma. Em São Paulo, a situação é pior do que a nacional. Só 0,2% dos alunos da rede estadual estudam em escolas onde há espanhol. A Secretaria Estadual de Educação afirma que a língua é ensinada em 84 centros de idioma para 42 mil estudantes. Mas, mesmo se todos eles forem do ensino médio, representariam só 3% do alunado. Embora a lei seja de 2005, o governo paulista nunca realizou um concurso para contratar

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Editores brasileiros contra o Google

Os administradores americanos da ação coletiva que está sendo movida contra o Google por conta da digitalização de um grande número de livros existentes nas bibliotecas universitárias dos EUA estão atrás de editoras brasileiras. Conforme Galeno Amorim, querem apurar quem estaria interessado em participar da ação. O argumento é que não se trata apenas de títulos publicados naquele país, mas também de obras estrangeiras adquiridas em países como o Brasil – e, igualmente, sem autorização dos editores. O julgamento deve se dar nos próximos meses (mais informações no site ou pelo telefone 0800-891-7626). O prazo segue até 4/9.       

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Crise pune mais a baixa renda e menor escolaridade

Os trabalhadores com pouca escolaridade e menor renda foram os mais afetados pela crise econômica mundial, perdendo espaço no mercado de trabalho formal no ano passado. Os dados estão na radiografia do emprego formal divulgada anualmente pelo Ministério do Trabalho –a Rais (Relação Anual de Informações Sociais)–, que registrou a criação de 1,834 milhão de vagas com carteira assinada em 2008. Os números refletem o efeito devastador da crise nos último bimestre do ano, quando as demissões bateram um patamar histórico. Apesar disso, o total de trabalhadores formais cresceu 4,88%. Chegou a 39,442 milhões de pessoas em 2008. A redução do emprego para os trabalhadores menos qualificados e com menores salários foi acompanhada de um aumento na oferta de vagas para pessoas com maior escolaridade e nível de renda. A Rais mostra que houve elevação do emprego para todas as faixas com escolaridade a partir de ensino médio incompleto. Abaixo dessa linha, no entanto, todos os níveis de escolaridade apresentaram queda no nível de emprego. “Na crise, perdeu quem ganhava menos e tinha menos escolaridade. Isso é um alerta sobre a importância da qualificação“, disse o ministro Carlos Lupi (Trabalho). Em março, a Folha havia antecipado com base em dados

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Mercado mira agora sistemas de ensino

Após dois anos de intensas aquisições envolvendo as faculdades, as atenções dos investidores agora estão voltadas para as escolas que possuem sistemas de ensino, ou seja, aquelas que vendem apostilas e metodologias de educação para outras escolas. O mercado de sistemas de ensino movimenta cerca de R$ 600 milhões por ano, segundo levantamento do sistema Uno. Na área privada, a taxa de crescimento varia de 10% a 35%, dependendo da instituição. Além disso, tem um grande potencial de crescimento na rede pública. Diante desse cenário, o assédio em torno de grupos com sistemas de ensino só deve aumentar. “Temos recebido propostas dos concorrentes, até porque somos uma empresa sem dívidas. Mas, no momento, não temos interesse em nos unir a outro grupo“, disse Guilherme Fainguenboim, diretor do Anglo, que é um dos mais antigos nesse segmento e atende 300 mil alunos. “Após as operações da SEB e Kroton, o mercado está olhando atentamente o segmento. Hoje, a rentabilidade dos sistemas de ensino já é superior à das faculdades“, diz Ryon Braga, sócio da Hoper, consultoria especializada na área de educação, referindo-se à compra do Pueri Domus pela SEB e à aquisição de 50% da Kroton pelo Advent no mês passado.

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Prêmio São Paulo de Literatura tem ganhadores

Galileia, de Ronaldo Correia de Brito, é o ganhador do Prêmio São Paulo de Literatura 2009, na categoria Melhor Livro do Ano de 2008. O anúncio foi feito pelo governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria de Cultura, na segunda-feira (3/8), no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo. Na categoria Melhor Livro do Ano – Autor Estreante, o escolhido foi Altair Martins, por A Parede no Escuro. Os ganhadores das duas categorias receberam, cada um, R$ 200 mil. O concurso teve 217 romances de 75 editoras e 13 autores independentes inscritos nesta edição. A primeira edição do Prêmio São Paulo de Literatura foi realizada no ano passado, com as escolhas de Cristovão Tezza, por O Filho Eterno, como Melhor Livro do Ano, e de Tatiana Salem Levy, com A Chave de Casa, como Melhor Livro de Autor Estreante. O governador de São Paulo, José Serra, participou da premiação e antecipou o anúncio da realização da 3ª edição do evento. “Este é um prêmio que veio para ficar. Três anos [em 2010] será tempo suficiente para fixá-lo como um marco. Em 2008, tivemos 146 romances registrados. Este ano, 217. É um aumento significativo”, disse. Ao comentar que

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