Atraso, queixas e erros no gabarito

MEC promete divulgar nova lista de respostas certas às 10h de segunda-feira.Abalado após o vazamento da prova que seria aplicada em outubro, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) realizado no fim de semana registrou uma abstenção recorde.     Dos 4,1 milhões de candidatos que se inscreveram, pelo menos 39,5% faltaram. O índice foi o maior de todas as edições do exame, aplicado desde 1998. Mas o grande problema não foi a abstenção, mas a divulgação de um gabarito com pelo menos seis respostas erradas.   O Ministério da Educação anulou o primeiro gabarito e promete divulgar outro hoje, até as 10h. Além deste erro, uma das 45 questões de linguagem foi anulada. A prova que seria realizada em 3 e 4 de outubro foi adiada após a descoberta de vazamento. Com isso, diversas universidades desistiram de considerar a nota nos seus vestibulares. Em Florianópolis, estudantes ficaram revoltados por não conseguir chegar a tempo. Por causa das obras na SC-401, no Norte da Ilha, mais de 100 alunos e perderam o horário. Até fiscais da prova não teriam conseguido chegar a tempo no Complexo de  Ensino Superior de SC (Cesusc), em Santo Antônio de Lisboa.   A prova de sábado

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Cerca de 37% dos municípios de São Paulo não têm currículo escolar

Levantamento feito no Estado de São Paulo aponta que 37% das redes municipais de ensino não possuem currículo para suas escolas. As prefeituras são responsáveis por alunos da educação fundamental.   A adoção de um padrão de aprendizagem nos colégios está prevista na Lei de Diretrizes e Bases de 1996. Não há, porém, punição prevista para quem descumpra a determinação.   A pesquisa sobre a existência de currículos, feita a pedido da Fundação Lemann, entrevistou 323 dos 645 secretários municipais de Educação no Estado (todos foram procurados, mas parte não respondeu). O trabalho traçou um perfil dos gestores e suas práticas.   Sem um programa unificado, cada escola define o que será ensinado aos alunos –as diretrizes nacionais são genéricas. Há a possibilidade de professores da mesma série, do mesmo colégio, ensinarem conteúdos diferentes –o que prejudica a sequência de aprendizagem.   “O aluno que se transferia de escola, às vezes, precisava refazer o ano, de tão diferentes que eram os programas na rede”, diz a secretária de Educação de Diadema (ABC paulista), Lucia Couto, que implementou o programa unificado em 2007.   Educadores apontam duas razões principais para que os municípios não tenham adotado um currículo. A primeira é

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MEC reconhece projetos inovadores no ensino público

 Ações pedagógicas criativas e de promoção do ensino público foram reconhecidas nesta quinta-feira, pelo Ministério da Educação, durante a entrega do 4º Prêmio Professores do Brasil.     Trinta e cinco educadores, de um total de 1.027 inscritos, receberam das mãos do ministro Fernando Haddad o troféu que representa “a confiança na vocação para professor”, como definiu o ministro. O Prêmio Professores do Brasil é promovido pelo Ministério da Educação e instituições parceiras. São selecionadas experiências realizadas ou em andamento que contribuam para a educação.   Nesta edição, além de R$ 5 mil, os professores premiados receberam equipamentos audiovisuais para serem usados nas aulas. Haddad destacou o esforço dos professores premiados para vencer desafios “que todos sabemos que existem, mas só quem está em sala de aula sabe superá-los”. “A escola pública brasileira, com o orçamento que tem, fazer o que faz não é pouca coisa. É vocação, mesmo”, acrescentou.   A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, lembrou que a dedicação dos professores é fundamental para as políticas públicas implementadas pelo governo. A secretária defendeu ainda que “a mudança necessária na educação brasileira não será feita sem a ajuda dos professores”. O secretário geral

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Haddad fala sobre políticas de educação em programa no rádio

O orçamento do Ministério da Educação mais do que dobrou desde 2005. Isso permitiu a criação de políticas públicas em todas as etapas da educação, da creche à pós-graduação. Este foi um dos assuntos tratados no programa radiofônico Bom dia, ministro desta quinta-feira, 3, em que o ministro da Educação, Fernando Haddad, foi entrevistado.   O Bom dia, ministro é produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e é retransmitido por emissoras de rádio de todo o país.    Haddad também falou sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que será aplicado a 4,2 milhões de estudantes neste sábado e domingo, dias 5 e 6, e desejou boa prova a todos. “Que tenham bons resultados e consigam sua tão sonhada vaga numa universidade”, disse.   O ministro citou ainda a expansão da educação profissional, que passará de 140 para 354 escolas em 2010. “O compromisso dos institutos federais (de educação, ciência e tecnologia) é com o desenvolvimento sócio econômico local e regional. Cada unidade tem o compromisso de estudar o potencial e a vocação da região para estabelecer junto aos arranjos produtivos locais uma matriz curricular aderente ao potencial da região.”    

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Experiências de estímulo à leitura são debatidas em Belém

Reunidos na oficina Cultura da Leitura e Ambiente de Leitura para Jovens e Adultos, mediada pela princesa Laurentien, da Holanda, expositores e participantes dos cinco continentes expuseram problemas e experiências bem-sucedidas em seus países.   Despertar o hábito de ler em pessoas que só conheceram as primeiras palavras escritas na juventude ou na vida adulta foi assunto de debate na quarta-feira, 2, na 6ª Conferência Internacional de Educação de Jovens e Adultos (Confintea), em Belém.   Da organização indiana Planet Read, cujo lema é Leitura para um Bilhão, Brij Khothari relatou que muitos indianos estão reforçando as habilidades de leitura por meio da televisão. “Constatamos que 700 milhões de pessoas tinham acesso à tevê e assistiam às produções nacionais de cinema”, afirmou. Muito populares no país, os filmes indianos frequentemente trazem música e dança em dialetos locais — são 22 no país. Para atrelar a leitura a um hábito de vida de muitos indianos, a organização resolveu colocar legendas nos filmes. “Assim, a pessoa pode fazer o que gosta e, ao mesmo tempo, ler o que o ator está falando ou cantando.” A maioria dos participantes concordou que o hábito de leitura precisa estar ligado a áreas de interesse do

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Analfabetismo funcional atinge 28% da população brasileira, aponta indicador

Cerca de 28% da população ainda pode ser classificada como analfabeta funcional, enquanto somente 25% dominam plenamente o uso da língua. Essas são algumas informações apontadas pelo Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional) 2009, divulgado na quarta-feira (2).   O índice é apurado desde 2001 pela ONG (Organização não governamental) Ação Educativa e pelo IPM (Instituto Paulo Montenegro).   O Inaf mede os níveis de analfabetismo funcional na população brasileira entre 15 e 64 anos, dividindo em quatro níveis: analfabetismo, alfabetismo rudimentar, alfabetismo básico e alfabetismo pleno. São considerados analfabetos funcionais aqueles que se encaixam nas duas primeiras categorias.   Os dados apontam que houve uma melhora no índice de analfabetismo funcional. O Brasil tinha, em 2007, 34% de pessoas nessa condição, sendo que 9% eram considerados analfabetos e 25% tinham habilidades rudimentares de leitura e escrita. Em 2009, o percentual de analfabetos funcionais caiu para 28% – 21% possuem nível de alfabetização rudimentar e 7% são analfabetos.   Há diversos conceitos para classificar o analfabeto funcional. Para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), é o indivíduo com menos de quatro anos de estudo completos.   O estudo do IPM mostra ainda que ir

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Analfabetismo funcional atinge 28% da população brasileira, aponta indicador

Cerca de 28% da população ainda pode ser classificada como analfabeta funcional, enquanto somente 25% dominam plenamente o uso da língua. Essas são algumas informações apontadas pelo Inaf (Indicador de Alfabetismo Funcional) 2009, divulgado na quarta-feira (2).O índice é apurado desde 2001 pela ONG (Organização não governamental) Ação Educativa e pelo IPM (Instituto Paulo Montenegro).O Inaf mede os níveis de analfabetismo funcional na população brasileira entre 15 e 64 anos, dividindo em quatro níveis: analfabetismo, alfabetismo rudimentar, alfabetismo básico e alfabetismo pleno. São considerados analfabetos funcionais aqueles que se encaixam nas duas primeiras categorias.     Os dados apontam que houve uma melhora no índice de analfabetismo funcional. O Brasil tinha, em 2007, 34% de pessoas nessa condição, sendo que 9% eram considerados analfabetos e 25% tinham habilidades rudimentares de leitura e escrita. Em 2009, o percentual de analfabetos funcionais caiu para 28% – 21% possuem nível de alfabetização rudimentar e 7% são analfabetos.   Há diversos conceitos para classificar o analfabeto funcional. Para a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), é o indivíduo com menos de quatro anos de estudo completos.   O estudo do IPM mostra ainda que ir à escola não

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MEC decide limitar idade para alunos entrarem no 1º ano

O Ministério da Educação decidiu enviar ao Congresso projeto que determina que só poderão entrar no ensino fundamental público e particular crianças que completem seis anos até o início do ano letivo.   De acordo com o texto, a decisão aconteceu devido a adoção de diferentes “cortes” para definir qual criança pode entrar no antigo primário pelos diferentes Estados. A confusão ocorreu devido à implementação da ampliação do fundamental de oito para nove anos, mudança que entra em vigor em 2010.   Alguns Estados, como Pernambuco e Rio Grande do Sul, seguiram a deliberação do Conselho Nacional da Educação, defendida pelo MEC, de só aceitar alunos que completam seis anos até o início do ano letivo (geralmente em fevereiro). Já o Conselho Estadual de Educação de SP escolheu fim de junho como “corte”. Outros estipularam abril ou dezembro.   A legislação é dúbia sobre o papel do conselho nacional no caso. Ao mesmo tempo que ela dá ao órgão poder para normatizar os procedimentos no país, dá liberdade aos Estados. “Ao alterarmos a Lei de Diretrizes e Bases, todos terão de seguir a mesma lógica”, afirmou ontem à Folha a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do Pilar.

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BN forma comissão para seleção de livros

A Biblioteca Nacional informa às editoras que foi formada uma Comissão de Especialistas para a seleção de livros que poderão ser adquiridos pelo Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, dentro das ações do Programas Livro Aberto, da competência da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), com recursos provindos do Programa Mais Cultura, ambos os Programas do Ministério da Cultura.   Editoras, Distribuidoras, e Livrarias que estiverem interessadas em fornecer catálogos e/ou mesmo publicações para análise, podem entrar em contato diretamente com o SNBP (snbp@bn.br) e/ou com os especialistas, escolhidos por edital de credenciamento, que estarão responsáveis pela seleção do acervo, cuja listagem subsidiará a licitação para aquisições em 2010. Serão escolhidos por meio de pareceres 2.000 títulos em diferentes categorias.  

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