Países da América Latina podem trocar experiências em educação

Apesar das diferenças econômicas, culturais e sociais, os países da América Latina, enfrentam desafios parecidos quando o assunto é educação e podem aprender muito com as experiências das nações vizinhas. É o que defende o diretor do Centro de Estudos em Políticas Públicas (Cepp), Gustavo Iaies, que foi vice-ministro da Educação da Argentina.Na semana passada, a entidade promoveu, em parceria com o Ministério da Educação (MEC) do Brasil, um seminário em Foz do Iguaçu para discutir os principais desafios da região.   Em entrevista, Iaies defendeu que é preciso pensar em sistemas educativos que respondam às novas demandas da sociedade e que possam envolver todos os atores – professores, diretores, pais e alunos – na busca pelos resultados. “Nossos sistemas educativos eram para uma coisa e agora são para outra, tinham um modelo de família e agora têm outro, eram para uma sociedade com um tipo de conhecimento e agora é para uma sociedade inundada de conhecimento”.   Os países da América Latina vivem uma situação parecida na área da educação? Parece-me que quase todos os países estão terminando uma etapa de escolarização, de levar as crianças à escola. Agora o que precisamos é que elas aprendam mais e que as

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Servidores do Inep e do FNDE estão em greve; MEC diz que calendários estão mantidos

Os funcionários do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) e do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), ambos autarquias do MEC (Ministério da Educação), decidiram, na manhã de terça (4), manter a paralisação que começou no dia 26 de abril. Os órgãos ficam em Brasília.   De acordo com o ministério, todos os calendários estão mantidos. O FNDE é responsável por programas de merenda, transporte escolar e livros didáticos. Já o Inep tem como atribuições a elaboração de avaliações nacionais, como o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Juntas, as duas instituições possuem cerca de 875 funcionários concursados, de um total de 1.500.   Segundo Alessandro Borges, do comando de greve no Inep, a adesão ao movimento é de “quase 100%”. Na sede do FNDE, “está tudo parado”, nas palavras de um sindicalista. O movimento é ligado ao Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal, entidade filiada à CUT (Central Única dos Trabalhadores).   O Ministério do Planejamento, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que está em negociação e não comenta as reivindicações dos funcionários.   Óleo na entrada do FNDE   Na manhã de terça (4), as portas da sede do

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Especialistas discutem modelo de ensino médio para o Brasil

Que tipo de ensino médio o Brasil precisa? Para responder a essa pergunta, cerca de 130 especialistas em educação de vários países estiveram reunidos em Brasília, nesta segunda-feira, 3, no Seminário Internacional de Políticas sobre Melhores Práticas no Ensino Médio. O encontro vai até terça-feira, 4.    “É importante lembrar que estamos falando da juventude e sua complexidade, da diferença entre gerações, que causa, muitas vezes, confrontos e conflitos nas escolas”, disse a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, na abertura do encontro. Hoje, no Brasil, há 4,8 milhões de jovens entre 15 e 17 anos que cursam o ensino médio.   Pilar citou diversos avanços já alcançados em relação a essa etapa de ensino nos últimos anos, como a criação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e o fim da desvinculação de recursos da união (DRU) para a educação — devolve R$ 11 bilhões anuais ao orçamento do Ministério da Educação e permite a obrigatoriedade da matrícula dos quatro aos 17 anos. Além disso, a secretária lembrou da ampliação dos programas de transporte escolar, livro didático e biblioteca, estendidos ao ensino médio.

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Comissão proíbe propaganda de governo em material didático

A Comissão de Educação e Cultura aprovou, na quarta (28), proposta que proíbe a divulgação de ações governamentais em qualquer material escolar comprado com recursos públicos e distribuído aos alunos da rede pública de educação básica.O projeto também determina a publicação de mensagens educativas nas capas e contracapas dos materiais didáticos distribuídos pelo governo federal.   O texto aprovado é o substitutivo do deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES) ao Projeto de Lei 3546/08, do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).O texto inicial não previa a proibição de propaganda governamental no material escolar. Além disso, a primeira proposta determinava a veiculação de mensagens educativas em todos os cadernos escolares adquiridos pela rede pública de ensino.   Pelo novo texto, essas mensagens devem constar em qualquer material didático, como os livros escolares. Coimbra justificou a mudança pelo fato de que a União não dispõe de programa de fornecimento de cadernos escolares, ao contrário dos livros didáticos, distribuídos anualmente pelo Ministério da Educação.   Materiais didáticos distribuídos pela União O substitutivo também determina que a obrigação de veiculação de mensagens educativas se restringe aos produtos distribuídos pela União. Pela proposta inicial, essas comunicações deveriam estar em todos os materiais adquiridos pela rede pública de ensino.  

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Câmara rejeita projeto de custeio de livro didático pela União

A Comissão de Educação e Cultura rejeitou na quarta-feira (28) o Projeto de Lei 4606/09, do deputado Roberto Britto (PP-BA), que obrigava o governo federal a arcar com os custos dos livros didáticos destinados a alunos do ensino infantil, fundamental e médio da rede pública.    O projeto, que tramitava em caráter conclusivo Rito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: – se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação por outra); – se, depois de aprovado pelas comissões, houver recurso contra esse rito assinado por 51 deputados (10% do total). Nos dois casos, o projeto precisará ser votado pelo Plenário., será arquivado, a menos que haja recurso para análise pelo plenário.   O relator, deputado Joaquim Beltrão (PMDB-AL), explica em seu parecer que a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394/96) já reserva uma parcela da receita líquida resultante dos impostos em cada esfera para a aquisição de material didático-escolar.   Dessa forma, completa Beltrão, cabe aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios financiar os livros didáticos sem prejuízo da participação

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Ensino médio será debatido em seminário internacional

O exame dos vários modelos de organização do ensino médio em diversos países e sua articulação com a educação técnica e profissional, pontos fortes e desafios estarão em debate no Seminário Internacional de Políticas sobre Melhores Práticas no Ensino Médio.    O encontro, em 3 e 4 de maio, em Brasília, reunirá especialistas e gestores em educação de países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) — Brasil, Estados Unidos, Canadá Inglaterra, França, Escócia, Chile e Uruguai.   No primeiro dia do evento, promovido pelo Ministério da Educação e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o apoio da OCDE, será abordado o tema Tendências e Melhores Práticas Internacionais no Ensino Médio.   A pesquisa Melhores Práticas em Escolas de Ensino Médio no Brasil, que analisou 35 instituições de São Paulo, Paraná, Ceará e Acre, também será debatida durante o seminário. Realizado no ano passado, o estudo identificou os fatores responsáveis pelas atividades que as próprias equipes escolares associam ao bom desempenho dos alunos. Também foram analisados aspectos das principais políticas públicas para o ensino médio em cada um dos quatro estados. A pesquisa foi desenvolvida pela Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação, em parceria

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Brasil e Paraguai pretendem aproximar políticas públicas

O ministro da Educação, Fernando Haddad, e o ministro da Educação e Cultura do Paraguai, Luis Alberto, assinaram nesta sexta-feira, 30, em Foz do Iguaçu, Paraná, memorando de entendimento para aproximar políticas públicas dos dois países.    Segundo Haddad, é importante fortalecer a educação na fronteira, pois há brasileiros estudando no Paraguai e paraguaios no Brasil. “Precisamos que a integração se efetive com mais força na fronteira entre os dois países”, disse.   Para o ministro paraguaio, a região é propícia para o desenvolvimento educacional de ambas as nações. “Podemos aprender muito e para isso queremos trabalhar juntos neste polo de conhecimento, com intercâmbio de estudantes”, afirmou.   No seminário internacional Em Busca de uma Política de Comunicação para a Educação da América Latina, Haddad sugeriu que o debate sobre o que é a qualidade educacional seja ampliado nos meios de comunicação. Para ele, a discussão não pode ficar restrita a notas e metas. “Existe uma dimensão da educação que é a cultura, e é necessário que as crianças se apropriem desse universo para ter autonomia no seu desenvolvimento”, disse. Segundo o ministro, a inclusão de alunos deficientes nas escolas é fundamental para o enriquecimento cultural de todos os estudantes.

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Recursos não garantem bom ensino, aponta estudo

Ministério da Educação compara gasto dos Estados com cada aluno anualmente e os resultados do Ideb.Um levantamento realizado pelo Ministério da Educação demonstrou que recursos financeiros em caixa não garantem um ensino de qualidade às crianças e aos adolescentes do País.   Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, dinheiro explica apenas 50% dos resultados de desempenho de uma escola, cidade ou Estado.O restante depende de boa gestão, projetos pedagógicos consistentes e envolvimento.   O estudo elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) utilizou os últimos resultados consolidados e divulgados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para séries iniciais do ensino fundamental, de 2007, e o investimento feito por cada Estado (por aluno) naquele ano. A análise não se estendeu a municípios. O intuito era conferir a relação entre dinheiro e qualidade de ensino a partir de critérios estatísticos.   A comparação revela situações interessantes entre os Estados (veja gráfico). Há uma tendência de melhoria no desempenho a partir do aumento de investimentos. A relação, no entanto, não é tão direta. Pode-se perceber isso ao analisar o Distrito Federal, por exemplo, que é o Estado que mais gasta com educação – R$ 3,8

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Recursos não garantem bom ensino, aponta estudo

Ministério da Educação compara gasto dos Estados com cada aluno anualmente e os resultados do Ideb.Um levantamento realizado pelo Ministério da Educação demonstrou que recursos financeiros em caixa não garantem um ensino de qualidade às crianças e aos adolescentes do País.   Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, dinheiro explica apenas 50% dos resultados de desempenho de uma escola, cidade ou Estado.O restante depende de boa gestão, projetos pedagógicos consistentes e envolvimento.   O estudo elaborado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) utilizou os últimos resultados consolidados e divulgados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) para séries iniciais do ensino fundamental, de 2007, e o investimento feito por cada Estado (por aluno) naquele ano. A análise não se estendeu a municípios. O intuito era conferir a relação entre dinheiro e qualidade de ensino a partir de critérios estatísticos.   A comparação revela situações interessantes entre os Estados (veja gráfico). Há uma tendência de melhoria no desempenho a partir do aumento de investimentos. A relação, no entanto, não é tão direta. Pode-se perceber isso ao analisar o Distrito Federal, por exemplo, que é o Estado que mais gasta com educação – R$ 3,8

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