Cristovam diz que Ideb reprovou educação e propõe federalização do ensino fundamental

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirmou na quinta-feira, 8 de julho, que o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) – cuja nota ficou em 4,6 – é uma demonstração de que a educação brasileira está reprovada.   – Eu não vejo o presidente da República convocar ministros para saber por que ficamos em 85º [em ranking da Unesco] na educação, quando saiu esse resultado. Nós não fomos reprovados em futebol, apenas não ficamos entre os primeiros. Mas nós fomos reprovados na educação, e temos que ter uma proposta para sair disso. Eu gostaria de ver este Senado, nos próximos anos, debatendo como o Brasil poderá reverter esse quadro – conclamou.   O Ministério da Educação (MEC) divulgou na última quinta-feira (1º) o Ideb de 2009. São dados que medem o aprendizado e a taxa de aprovação de mais de 2,6 milhões de estudantes de todo o país no ensino fundamental e no ensino médio.   Como solução para o problema, o senador propõe que o Brasil adote a federalização do ensino fundamental e da carreira dos professores, porém com a descentralização da gestão e do projeto pedagógico.   – Nós só vamos conseguir ter uma educação de

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Analfabetismo funcional preocupa profissionais da educação

De acordo com o relatório Indicador de Alfabetismo Funcional 2009, os índices de analfabetismo vêm caindo ao longo dos anos no país, entre a população de 15 a 64 anos. Se no biênio 2001/2002 a população de analfabetos funcionais era de 39%, essa porcentagem caiu para 28% em 2009, enquanto o número de alfabetizados aumentou de 61% em 2001/2002 para 72% em 2009.   Aos 16 anos, Rafael de Oliveira é um adolescente tranquilo. Morador da Vila da Penha, joga futebol com os amigos, solta pipa e gosta de pagode e hip hop. A única parte da vida de Rafael que foge um pouco a essa tranquilidade é sua rotina escolar. Aluno da oitava série do ensino fundamental da rede municipal de ensino, o adolescente não sente muito orgulho ao exibir o boletim escolar para a mãe. Com notas abaixo da média, Rafael costuma sofrer com provas e trabalhos escolares, principalmente para interpretar textos e enunciados.   Rafael faz parte dos 24% da população brasileira entre 15 e 24 anos, que cursam entre a 5ª e a 8ª série e que são considerados alfabetizados rudimentares. Ou seja, possuem sérios problemas de leitura, escrita e resolução de problemas de matemática. Os

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Brasil tem índices favoráveis entre países mais populosos

Do grupo de nove países em desenvolvimento mais populosos do mundo (E-9), o Brasil alcançou o melhor índice de alfabetização de mulheres em relação ao de homens. Segundo dados de 2008 da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), o país alfabetizou 90,22% das pessoas do sexo feminino matriculadas em alguma instituição de ensino, desde a educação infantil até a faixa de adultos que não passaram pelo ensino regular. O total de homens nessa situação ficou em 89,9%. O total de brasileiros alfabetizados nesse período atingiu 90,04%. Em patamar próximo estão Indonésia, com 94,7% da população alfabetizada (96,36% dos homens e 93,61% das mulheres), China, com 93,23% (95,98% dos homens e 88,48% das mulheres), e México, com 91,6% (93,2% dos homens e 90,2% das mulheres). Os dados da Unesco foram apresentados no oitavo encontro do E-9, em Abuja, Nigéria, em junho. Segundo o diretor de políticas de jovens e adultos da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), Jorge Teles, representante do Ministério da Educação no evento, o encontro em Abuja avaliou o andamento do Pacto pela Aceleração da Alfabetização, firmado em 2000 pelos nove países — Bangladesh, Brasil, China, Egito, Índia, Indonésia, México, Nigéria e

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Ideb 2009: somente cinco municípios têm educação de país rico nos anos finais do fundamental

Somente 0,09% dos municípios (cinco entre 5.498) atingiram a nota 6, considerada meta, no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) nos anos finais do ensino fundamental em escolas públicas. É o que revela a análise dos dados por cidades divulgados pelo MEC (Ministério da Educação). Nos anos iniciais, a situação é um pouco melhor: 405 de 5.467 municípios avaliados – 7,4% do total – já chegaram à meta.   A nota 6 foi estabelecida como padrão pelo MEC de acordo com os índices obtidos pelos países da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Esse total precisa ser alcançado pelos anos iniciais em 2021 e, pelos anos finais, em 2024. No Ideb de 2009, divulgado neste ano, a nota do Brasil está em 4,6 no primeiro caso e em 4,0 no segundo.   São Paulo   As cidades maior pontuação no Ideb nos anos iniciais e finais do ensino fundamental em escolas públicas são paulistas.   Cajuru (a 311 km de São Paulo), com nota 8,6 (em uma escala que vai até 10), foi a primeira colocada entre todos as cidades do Brasil na categoria até a 4ª série do ensino fundamental. Já Jeriquara (a 438 km da capital

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Ideb aponta evolução na qualidade do ensino fundamental e médio do País

A análise do crescimento mostra que a melhora nas notas dos estudantes nas provas responde por 71,1% do acréscimo no índice. O percentual de 28,9% ocorreu em razão do crescimento das taxas de aprovação.   A qualidade da educação básica no Brasil evoluiu, de acordo com o resultado nacional referente a 2009 do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Os indicadores, divulgados na quinta-feira (1º), mostram que as metas foram superadas. Na primeira fase do ensino fundamental, o Ideb passou de 4,2 para 4,6, ultrapassando a meta prevista para 2009 e atingindo antecipadamente a de 2011. A análise do crescimento mostra que a melhora nas notas dos estudantes nas provas responde por 71,1% do acréscimo no índice. O percentual de 28,9% ocorreu em razão do crescimento das taxas de aprovação.   Nos anos finais do ensino fundamental, o Ideb evoluiu de 3,8 para 4 — superou a meta para 2009 e também ultrapassou a de 2011, de 3,9. O aumento nas notas que os estudantes obtiveram na Prova Brasil e no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) explica os 64% desse crescimento. Os outros 36% decorrem da melhora nas taxas de aprovação.   No caso do ensino

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Workshop: Produção de Livros Digitais em Formato Daisy

Cerca de cem associados da Abrelivros e Câmara Brasileira do Livro participaram na manhã do dia 29 junho do Workshop: Produção de Livros Digitais em Formato Daisy.    O evento teve por objetivo trazer esclarecimentos sobre os processos de produção de livros digitais em formato Daisy e contou com a participação de Pedro Milliet, coordenador do projeto de desenvolvimento das ferramentas Daisy e Ricardo L. Soares, gerente do Livro Digital, ambos da Fundação Dorina Nowill para Cegos, no auditório do Instituto Cervantes, em São Paulo/SP.   Veja no anexo os slides que foram utilizados pelos palestrantes durante o evento.   FDNC Daisy – Abrelivros

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Seminrio_IBD_-_Participantes

Seminário “Diversidade e educação: propostas do IBD”

Cerca de vinte profissionais das equipes editoriais das empresas associadas à Abrelivros participaram no dia 22 de junho de 2010 do seminário “Diversidade e educação: propostas do IBD”.   O objetivo do evento, promovido pelo Instituto Brasileiro da Diversidade na sede da Abrelivros, foi analisar e sugerir aprimoramentos à abordagem da diversidade nos livros didáticos.   O evento teve a participação de Sra. Flávia Cintra, do Prof. Dr. Helio Santos e da Profª Drª. Laura Calejon, dirigentes do Instituto Brasileiro da Diversidade – IBD, e de Celina Almeida, do Instituto Totum.     Veja nos anexos os slides que foram utilizados pelos palestrantes durante o evento.     Abertura – Flávia Cintra Palestra Ana Calejon PNLD 2010 Apresentação Totum    

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Último dia para adesão ao livro didático

Termina nesta quarta-feira (30) o prazo para que as secretarias estaduais e municipais de Educação e as escolas federais façam a adesão ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).   Quem não enviar o termo de adesão assinado ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) ficará sem os livros em 2011. Paralelamente, professores e diretores de escolas públicas estão escolhendo, desde de 21 de junho, os livros que querem adotar no ano que vem. Essa etapa se encerra em 4 de julho. A escolha envolve as disciplinas de português, matemática, história, geografia, ciências e língua estrangeira (inglês e espanhol), do 6º ao 9º ano do ensino fundamental.  

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Falta de referência

Conferência mostra que ainda é necessário investir em avaliações sobre o impacto das novas tecnologias na aprendizagem escolar.   De todos as temáticas relacionadas ao uso de tecnologia na educação, há uma que tem preocupado mais expressivamente os principais teóricos da área: a ausência de avaliações que indiquem os impactos das chamadas tecnologias da informação e comunicação (TICs) na sala de aula. A angústia não é só nacional. Os especialistas estrangeiros presentes na Conferência Internacional “O impacto das TICs na Educação”, realizada pela Unesco em Brasília, no mês de abril, compartilharam o esforço pela busca de metodologias capazes de responder à seguinte pergunta: afinal, a tecnologia pode ou não ter impacto positivo na aprendizagem do aluno?   As tentativas se espalham mundo afora. Um documento produzido em 2006 pela Comissão Europeia em TICs avalia que há três tipos de estudos sendo conduzidos naquele continente. O primeiro, dedicado à avaliação em termos de infraestrutura e acesso, concentra-se na disponibilidade de computadores, número de computadores por escolas e nível de conectividade, entre outros. O segundo, considerado um nível acima do anterior, busca identificar e medir o uso da tecnologia no ambiente escolar e também seu uso doméstico, ambos com fins educacionais. Por

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