FNLIJ e escritores contra o Conselho Nacional de Educação

Parecer do CNE contra livro de Lobato é alvo de crítica. E o livro Caçadas de Pedrinho está dando o que falar.   Depois de a Academia Brasileira de Letras se manifestar contra o parecer do Conselho Nacional de Educação (veja nota), que pedia que o livro de Monteiro Lobato não fosse mais adotado nas escolas por seu conteúdo supostamente racista, escritores como Ana Maria Machado, Lygia Bojunga, Pedro Bandeira, Ziraldo e outros mostraram-se contra a decisão, que ainda espera homologação do MEC (confira o texto). E neste fim de semana, a Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) divulgou carta enviada ao ministro da Educação Fernando Haddad solicitando que o órgão “defenda o valor da literatura como bem inestimável da cultura humana, não homologando o parecer do CNE”.

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Brasil perde R$ 56 bilhões com má gestão na educação

Burocracia, corrupção e escolhas políticas equivocadas são apontadas como fatores de ineficiência. Estudo da Fiesp mostra que Brasil investe mais que outros países da América Latina, mas tem resultado menos efetivo na aprendizagem, taxa de aprovação e desempenho; problema envolve corrupção, burocracia e políticas públicas inadequadas.   A má gestão do dinheiro público investido na educação faz com que o Brasil perca anualmente R$ 56 bilhões, segundo estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que será apresentado em um seminário hoje. Se o País investisse na área com a mesma eficiência de outros sete países da América Latina, a média de escolaridade nacional subiria 2,4 anos e o PIB per capita aumentaria 10,5% em dez anos.   Entre 1999 e 2008, o poder público do Brasil gastou US$ 978 anuais por estudante, resultando em uma média de 6,1 anos de estudo da população. Sete nações latino-americanas (Uruguai, Bolívia, El Salvador, Peru, Paraguai, Nicarágua e Equador ) gastaram em média 7,4% a mais que o País (US$ 1.050 por estudante), mas a escolaridade da população ficou 35,2% superior à brasileira.   A taxa média de analfabetismo nacional foi de 11,3%, e a desses países da América Latina, de

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ABL é contra tentativa de censurar livro de Monteiro Lobato

A Academia Brasileira de Letras (ABL) se posicionou, nesta quinta-feira (04/11), contrária à tentativa de censura ao livro “Caçadas de Pedrinho”, do escritor Monteiro Lobato, pedida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) por suposto conteúdo racista.     Segundo nota divulgada ontem, os acadêmicos apoiaram o ministro da Educação, Fernando Haddad, que rejeitou o vetodo CNE que havia determinado a proibição do livro em todo o País.   De acordo com os acadêmicos, que se reuniram em plenário ontem, “cabe aos professores orientar os alunos no desenvolvimento de uma leitura crítica. Um bom leitor sabe que tia Anastácia encarna a divindade criadora dentro do Sítio do Picapau Amarelo. Se há quem se refira a ela como ex-escrava e negra, é porque essa era a cor dela e essa era a realidade dos afro-descendentes no Brasil dessa época. Não é um insulto, é a triste constatação de uma vergonhosa realidade histórica”.   A ABL sugeriu ainda que em vez de proibir as crianças de saber disso, “seria muito melhor que os responsáveis pela educação estimulassem uma leitura crítica por parte dos alunos”.          OAB diz que MEC insulta cultura brasileira ao vetar livro de Monteiro Lobato Portal UOL Educação  

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Investimento em educação atinge meta de 5% do PIB e é o maior da história

O investimento público direto em educação, em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), chegou a 5% no Brasil – ou seja, alcançou a meta proposta para este ano. O valor representa 1% a mais do que foi investido até 2003 e é o maior já registrado na história do país. Os dados, referentes ao ano de 2009, são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).   “Agora, estamos ficando alinhados com o que ocorre nos países desenvolvidos”, disse  ministro da Educação, Fernando Haddad, nesta quarta-feira, 3. Ele se referia ao padrão de investimento dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE): em torno de 6% do PIB.   Haddad salientou que todo o incremento, em relação aos anos anteriores, se deu na educação básica. Este ano, o investimento nessa etapa chegou a 4,3% do PIB, enquanto na educação superior o percentual chegou a 0,7%.   O ministro também informou que a distância entre o investimento na educação básica e na educação superior, por aluno, diminuiu ainda mais. Em 2000, a diferença era de 11 vezes. Em 2009, caiu para 5,1 vezes.   Série histórica   O maior salto no investimento público em educação

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MEC pedirá reconsideração de parecer sobre livro de Monteiro Lobato

O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou nesta quarta-feira (3) que vai reencaminhar ao Conselho Nacional de Educação (CNE) um parecer que determinou que o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, não seja mais adotado nas escolas públicas.     Em decisão publicada na semana passada no Diário Oficial da União, do colegiado alega que a obra tem conteúdo racista. Para que um parecer do conselho tenha validade, ele precisa ser homologado pelo Ministério da Educação. Haddad disse que a pasta já recebeu diversas manifestações contrárias à recomendação do CNE e, por isso, pedirá ao colegiado que reconsidere a decisão. Segundo ele, esse é um procedimento normal, já que todo parecer fica disponível para consulta pública por um período de 30 dias antes da homologação.   “Recebi manifestação de educadores, acadêmicos, estudiosos recomendando que a linha que o ministério defende sempre [de não restringir ou censurar as obras] seja mantida nesse caso”, comentou. A obra é distribuída à rede pública por meio do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE).   Um dos trechos usados como justificativa para o veto à obra, é o seguinte: “Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão”.   O ministro

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Acaba polêmica para matrículas

Decisão do Conselho Nacional de Educação (CNE) encerra a polêmica sobre a idade para matrícula de crianças no ensino fundamental. Excepcionalmente em 2011, crianças de 5 anos poderão ser matriculadas no 1º ano do nível fundamental, desde que tenham frequentado dois anos da educação infantil.   Para os demais casos, a matrícula no ensino fundamental só será permitida para meninos e meninas com 6 anos completos até 31 de março. A partir de 2012, também vale a regra prevista anteriormente pelo CNE: só podem ser matriculados no fundamental alunos com 6 anos de idade até 31 de março. E, para a pré-escola, a idade é 4 anos completos até a mesma data.   A resolução do órgão, que já foi publicada no Diário Oficial da União (DOU), tem como objetivo evitar a repetência de crianças que chegaram ao   primeiro ano mais novas. Conforme o Estado de Minas denunciou em fevereiro deste ano, mudanças nos critérios de matrícula do ensino fundamental provocavam distorções e atrasos na vida escolar de milhares de crianças das redes pública e particular.   Em Minas, os transtornos eram ainda maiores que no restante do país, pois havia uma divergência de datas: enquanto o CNE determinava a

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Conselho quer vetar livro de Monteiro Lobato em escolas

Parecer sugere que obra não seja distribuída sob a alegação de que é racista. Racismo em “Caçadas de Pedrinho” estaria nas referências à Tia Nastácia e a animais como urubu e macaco.   Monteiro Lobato (1882-1948), um dos maiores autores de literatura infantil, está na mira do CNE (Conselho Nacional de Educação). Um parecer do colegiado publicado no “Diário Oficial da União” sugere que o livro “Caçadas de Pedrinho” não seja distribuído a escolas públicas, ou que isso seja feito com um alerta, sob a alegação de que é racista.   Para entrar em vigor, o parecer precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. O texto será analisado pelo ministro e pela Secretaria de Educação Básica. O livro já foi distribuído pelo próprio MEC a colégios de ensino fundamental pelo PNBE (Programa Nacional de Biblioteca na Escola).   Em nota técnica citada pelo CNE, a Secretaria de Alfabetização e Diversidade do MEC diz que a obra só deve ser usada “quando o professor tiver a compreensão dos  processos históricos que geram o racismo no Brasil”.   Publicado em 1933, “Caçadas de Pedrinho” relata uma aventura da turma do Sítio do Picapau Amarelo na procura de uma onça-pintada. Conforme

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Objetivo é unir ensino e diversão

Novas ferramentas integram pedagogia e tecnologia, mas seu uso ainda não é acessível a todos.O burburinho domina a sala de aula.   Em netbooks, alunos do primeiro ano do ensino fundamental comandam animais em uma floresta virtual e compartilham suas descobertas com colegas e com a professora. Ao final da brincadeira, narram em redações as peripécias de seus bichos preferidos. Os textos, depois reunidos em um livro, serão lançados na escola, com direito a noite de autógrafos. A atividade de redação em um colégio da capital paulista, descrita acima, ilustra como tecnologia e pedagogia podem ser integradas a fim de tornar o ensino mais efetivo e divertido.   Além de computador e internet, tecnologias mais recentes, como lousas digitais, estão mudando as feições da velha sala de aula, resquício da Revolução Industrial em um mundo pós- industrial. Algumas instituições chegam a investir 4% de seu orçamento em tecnologia, valor repassado para os pais na cobrança da mensalidade. DESAFIOS   Esses avanços impõem dois grandes desafios para a educação brasileira: a disseminação dessas tecnologias e a capacitação de professores para seu correto uso. O caminho é longo, e novidades como votadores, mesas digitais, realidade aumentada e aulas em 3D ainda estão

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Ministério Público fiscalizará aplicação de recursos do MEC

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) assinaram um termo de cooperação técnica visando a fiscalização da execução dos programas e projetos educacionais do Ministério da Educação, que são executados pela autarquia no Distrito Federal.   A partir de agora, o FNDE enviará ao MPDFT todas as denúncias, queixas e representações em que julgar necessária a atuação do Ministério Público, para investigar e fiscalizar a prestação de contas ou má gestão dos recursos públicos repassados a órgão ou entidade estadual, municipal ou não governamental.   Além disso, vai encaminhar informações sobre convênios, acordos, contratos e transferências de recursos para execução de projetos e programas educacionais.   Por seu lado, o Ministério Público vai apurar os fatos comunicados pelo FNDE, encaminhando à autarquia o resultado dessas investigações.   “O apoio do Ministério Público é imprescindível para que possamos zelar pela boa aplicação dos recursos públicos, principalmente na área da educação”, afirmou Daniel Balaban, presidente do FNDE, à procuradora-geral do MPDFT, dra. Eunice Pereira Amorim Carvalhido, após a assinatura do acordo.      

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