Com obras na estante, nota aumenta em até 17%

O aluno brasileiro que tem até 10 livros em casa tem notas 15% menores em português e ciências do que aquele que tem entre 100 e 200 obras literárias. No caso de matemática, o impacto é de 17%.   O estudo do Todos Pela Educação mostra que a quantidade de livros em casa acompanha uma melhora no desempenho no Pisa. Educadores concordam.   “Um leitor crítico tem mais potencial na escola, especialmente nas disciplinas de ciências humanas. Um exemplo é o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): se não souber interpretar o texto, não adianta saber o conceito”, opina Luiz Chinan, presidente do Instituto Canal do Livro.   Para tornar as obras atraentes, as escolas investem em diversas iniciativas. No Colégio São Domingos, na zona oeste paulistana, por exemplo, os alunos fazem viagens à terra natal dos autores. Cordisburgo, no norte de Minas Gerais onde nasceu Guimarães Rosa, e o sul da Bahia, onde Jorge Amado ambientou suas histórias, são destinos certos.   “O livro tem de fazer sentido. Só assim o aluno se interessa de verdade”, afirma o diretor Silvio Barini Pinto.   Promover a interdisciplinaridade, relacionando literatura com geografia e história, e trabalhar parcerias com as famílias são

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Avaliação do professor: prova será realizada todos os anos e adesão será voluntária

O Ministério da Educação publica nesta quinta-feira (3/3), no Diário Oficial da União, portaria normativa que institui a prova nacional de concurso para o ingresso na carreira docente, que será realizada uma vez por ano, de forma descentralizada, em todas as unidades da Federação.    O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) será o responsável pela coordenação e aplicação da prova, prevista para começar a ser aplicada em 2012. A participação do professor é voluntária e o uso dos resultados para seleção de docentes pelas redes estaduais, municipais e do Distrito Federal será por adesão ao exame.   A realização da prova nacional tem uma série de objetivos, entre eles, subsidiar as redes públicas de educação na realização de concurso para admissão de docentes e conferir parâmetros de auto-avaliação aos participantes.   A regulamentação da prova nacional de avaliação de professores, segundo o ministro Fernando Haddad, resulta de um pacto celebrado por entidades ligadas à formação de docentes em conjunto com o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (Cnte) e o MEC.   A portaria também instituiu o comitê de governança,

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Abrelivros começa campanha de valorização do livro didático

A cada ano, sempre nesse período de volta às aulas, o material escolar se torna o vilão das finanças domésticas.   Para mostrar que não é bem assim e usando o mote “O livro didático nos prepara para explorar o mundo”, a Associação Brasileira dos Editores de Livros Escolares (Abrelivros) começa sua campanha de valorização do livro didático.   “Existe hoje uma desvalorização da educação, do livro e da cultura. O livro é um investimento para a vida toda”, comenta Beatriz Grellet, gerente executiva da Abrelivros. Para chamar a atenção para a importância que o livro tem na educação das crianças, a associação passa a veicular uma série de anúncios focando, a cada nova campanha, uma disciplina diferente.   A primeira delas é a Geografia. Anúncios, e-mail marketing e banners com a campanha começam a ser vistos por aí. Além disso, serão distribuídos marcadores de página sobre o tema nas livrarias.

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Plano Nacional de Educação pode ter comissão especial para acelerar tramitação

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara (CEC) tem como principal função em 2011 discutir e aprovar o novo Plano Nacional de Educação (PNE) – documento que estabelece 20 metas para serem cumpridas pelo país até 2020.   Mas o projeto, apresentado pelo Ministério da Educação (MEC), poderá ser apreciado por uma comissão especial. O pedido foi apresentado pela liderança do PSDB na Câmara e aguarda aprovação.   A criação de uma comissão especial aceleraria a tramitação do projeto já que a previsão inicial é que o PNE seja apreciado ainda pelas comissões de Finanças e Tributação e Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser enviado ao Senado. Caso a comissão especial seja criada, ela será a única instância de análise.   A deputada Fátima Bezerra (PT-RN), relatora do projeto e nova presidenta da Comissão de Educação e Cultura da Câmara, diz que não vê prejuízo na iniciativa da oposição. “Vamos analisá-la com todo carinho e atenção. Claro que a decisão de criá-la ou não não depende da CEC, mas da Mesa Diretora da Casa. Mas caso ela seja instalada, a preferência seria dada aos integrantes da CEC porque não podemos perder de vista que é a Comissão

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Racha agita área de direitos do Minc

Um racha atingiu a Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura em Brasília. A internet foi tomada com diversas manifestações de protesto pela exoneração do diretor da área, Marcos Alves de Souza.   O imbróglio deve se radicalizar: 16 pessoas ameaçam afastar-se daquele setor do ministério nos próximos dias, segundo informações obtidas pelo Estado.   O Ministério da Cultura ofereceu a Souza, especialista jurídico em direitos de autores e um dos principais consultores do novo anteprojeto da reforma da Lei de Direitos Autorais, a possibilidade de assumir outra função na Diretoria de Direitos Intelectuais, mas ele recusou.   Em seu lugar, foi nomeada a advogada carioca Marcia Regina Vicente Barbosa, de 56 anos, que integrou o Conselho Nacional de Direito Autoral (CNDA) entre 1982 a 1990. Advogada da União, Marcia foi integrante da Consultoria Jurídica do Ministério da Cultura, de 2006 a 2010, e integra a Consultoria Geral da União desde maio de 2010.   O setor de direitos intelectuais do ministério foi organizado durante a gestão de Gilberto Gil/Juca Ferreira – a área, desde a extinção do CNDA, no governo Collor, estava praticamente sendo tocada por uma só pessoa no governo federal, de forma precária. Alguns apontam que,

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Pesquisa aponta melhora na educação do Brasil

O Ipea divulgou na manhã da segunda-feira 28 de fevereiro, o Sistema de Indicadores de Percepção (SIPS) sobre Educação. O SIPS aponta que cerca de 49% dos entrevistados (2.770 pessoas) acreditam que a educação pública melhorou no Brasil, 27,2% acham que a educação continua igual, enquanto cerca de 24% consideram que a educação piorou. A percepção de que a educação pública no Brasil melhorou nos últimos anos é maior entre os homens e entre as pessoas mais jovens, assim como entre os cidadãos com menor escolaridade.   O indicador foi apresentado pelo coordenador de Educação do Ipea, Paulo Corbucci, e teve transmissão online pelo site do Instituto.   As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste foram as que mais apresentaram evolução na educação, segundo os entrevistados. A informação pode ser a evidência de que foram ampliados os investimentos em educação nessas regiões, já que é onde se encontram os piores indicadores educacionais do País.   O SIPS também questionou os entrevistados sobre a qualidade da merenda escolar. Os dados apontam uma grande diferença entre as regiões brasileiras. Na região Norte, por exemplo, cerca de 21,7% dos entrevistados consideraram a qualidade da merenda ruim. O índice é alto se comparado com o das

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Para Pisa, índice de avaliação e fundo são bons exemplos brasileiros

Ainda que longe dos países com as melhores notas, o Brasil pode servir de exemplo para os EUA, segundo o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). O sistema listou a divisão mais igualitária de recursos para Estados e municípios e a criação de índices de performance como boas práticas brasileiras.   A publicação “Bom desempenho e reformadores bem-sucedidos na educação: lições do Pisa para os Estados Unidos” (tradução livre) quer auxiliar esse país a cumprir sua nova agenda na educação e fala ainda de ações de Canadá, China, Finlândia e Alemanha, entre outros.   O relatório elogia o comprometimento com a área nos governos de Fernando Henrique Cardoso e de Lula e diz que os últimos ganhos do Brasil no Pisa “sugerem que o Brasil colocou em prática políticas federais baseadas numa visão coerente, que parece estar gerando aperfeiçoamentos consideráveis”.   Segundo a publicação,“o foco brasileiro na qualidade do professor, na responsabilização e no gerenciamento escolar está de acordo com as melhores práticas dos países com as melhores performances e pode ser um modelo para outros países que começam o caminho do aperfeiçoamento”.   Um exemplo de práticas acertadas, para o relatório, é a criação do Ideb (Índice de

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Brasil fica no 88º lugar em ranking de educação da Unesco

O Brasil manteve a mesma posição do ano passado e ficou no 88º lugar de 127 no ranking de educação feito pela Unesco, o braço da ONU para a cultura e educação. Com isso, o país fica entre os de nível “médio” de desenvolvimento na área, atrás de Argentina, Chile e até mesmo Equador e Bolívia.   A classificação foi feita a partir de um índice criado para medir o desempenho das nações em relação a metas de qualidade para 2015 estabelecidas na Conferência Mundial de Educação de Dacar, em 2000.   Entre os objetivos a serem atingidos estão ampliar a educação infantil, universalizar o ensino primário, combater as desigualdades de gênero na área e melhorar a qualidade.   O “Relatório de Monitoramento Global”, lançado nesta terça-feira em Nova York, mostra como cada país está se saindo em relação a esses objetivos. O programa de combate ao analfabetismo no Brasil é apontado como um exemplo, embora o país tenha cerca de 14 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever, e os dados mostram que o país é um dos que mais aumentou seus investimentos em educação.   Por outro lado, o documento mostra que o país ainda tem

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Brasil não se preparou para demanda no ensino médio, diz consultor do Unicef

O Brasil não se preparou para a demanda atual de estudantes no ensino médio, diz Mário Volpi, coordenador do programa “Cidadania dos adolescentes” do Unicef. “Nunca houve um investimento tão denso, profundo e sistemático no ensino médio como houve no fundamental; não só financeiro, mas no capital humano. Agora, o país precisará se preparar com os alunos dentro da sala de aula”, diz.   Segundo estudo do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) divulgado na sexta-feira (25), um em cada sete adolescentes brasileiros está fora da escola e, dentre os que estão na sala de aula, a distorção entre idade e série que deveriam cursar é alarmante: dentre os alunos de 14 a 17 anos, mais da metade está fora do nível secundário – etapa em que deveriam estar. Apesar de apontar iniciativas que deverão beneficiar essa etapa da educação, tais como a instituição da obrigatoriedade do ensino de 4 a 17 anos, a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acabou com a incidência da DRU (Desvinculação de Receitas da União) sobre a verba destinada à educação e a criação do piso nacional do professor, ele salienta que é preciso criar uma política educacional em que o

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