Educação é chave para crescimento sustentável regional

Melhorar a qualidade da educação é um passo fundamental para garantir um crescimento sustentável da América Latina nos próximos anos. Essa opinião foi reiterada por grande parte dos participantes dos primeiros debates da edição regional do Fórum Econômico Mundial, ontem no Rio.   “O maior problema da América Latina é a falta de qualidade da educação, principalmente a superior. Se nós não pudermos aliar mais educação a maiores investimentos em ciência e tecnologia e inovação, não iremos ter êxito”, afirmou a costa-riquenha Rebbecca Grynspan, administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.   Roberto Teixeira da Costa, do Conselho de Empresários da América Latina, afirmou que “o Ministério da Educação deveria ser mais importante do que o Ministério da Fazenda nos nossos países”.   A perspectiva de ter que esperar uma geração para colher os efeitos positivos de melhoras na educação angustia o venezuelano Ricardo Hausmann, diretor do Centro para Desenvolvimento Internacional da Harvard Kennedy School. “Nós não podemos esperar até que o sistema educacional seja reformado. Há muitos latino-americanos na casa dos 30 anos que precisam ser incentivados a ser empreendedores”, afirmou. 

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Ministro confirma que há atraso no serviço de internet banda larga em escolas públicas

Apesar de a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda não ter apresentado o relatório final sobre a instalação de banda larga nas escolas públicas, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, adiantou haver indícios de que a empresa Oi não esteja entregando o serviço na velocidade acordada, que é 2 megabits.   “De fato pedimos à Anatel que fizesse uma investigação. Não há ainda relatório definitivo, mas tudo indica que há atraso em algumas regiões, no que se refere à velocidade”, disse o ministro, após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, referindo-se à empresa Oi.   No entanto, Paulo Bernardo disse considerar justificável o fato de a meta de conectar todas as escolas não ter sido cumprida. “Tínhamos de fechar o ano passado com todas as escolas conectadas, com velocidade de 2 megabits. Isso não foi feito. Em parte, se justifica porque tivemos um aumento do número de escolas.  Eram 55 mil e, agora, estamos com 64 mil”, justificou o ministro. Segundo ele, o censo apresentado durante a negociação com as empresas estava defasado.   “Quando fizemos a negociação, havia uma defasagem de pelo menos 9 mil escolas que foram [posteriormente] acrescentadas. Portanto, achamos razoável o atraso, pelo menos

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Livro didático ganha coluna no PublishNews

A editora Gabriela Dias estreou na ultima segunda (25), uma coluna mensal no PublishNews em que vai tratar do mercado de livro didático e, sobretudo, do impacto da tecnologia nos livros escolares e na sala de aula.   Ela é formada em Editoração pela ECA-USP e desde 1996 atua na fronteira entre o impresso e o digital. Já fez multimídia, livro e site em empresas e épocas variadas, mas hoje trabalha com tudo isso (e mais um pouco) na Moderna.   Sua coluna “Cartas do Front” é um relato de quem observa o mercado educacional no Brasil e no mundo, por dentro e por fora. Ela vai trazer novidades e indagações sobre o setor editorial didático e sobre o impacto da tecnologia nos livros escolares e na sala de aula. Para ler a coluna de estreia, clique aqui.  

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Comissão que analisa o Plano Nacional de Educação define cronograma

A comissão especial destinada a analisar o projeto de lei do Executivo que cria o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), com metas do setor para os próximos dez anos, definiu hoje um cronograma de trabalho com audiências públicas e seminários na Câmara, além de reuniões nos estados.   Já na próxima semana, o ministro da Educação, Fernando Haddad, vai se reunir com o colegiado. A data ainda não está acertada, mas, segundo o presidente da comissão, Gastão Vieira (PMDB-MA), o encontro ocorrerá na terça (3) ou quarta-feira (4). Já o prazo para emendas parlamentares ao projeto do Executivo será aberto no próximo dia 20 de maio.   O relator da proposta, Angelo Vanhoni (PT-PR), explicou que a comissão especial promoverá pelo menos quatro audiências públicas em maio e junho sobre os temas qualidade da educação, financiamento do setor, universalização e expansão do ensino e gestão da educação.   Outras audiências ainda podem ser acertadas caso algum dos 25 integrantes do colegiado requeira. Estão previstos também dois seminários sobre as metas do PNE. O primeiro será realizado no dia 2 de junho, e o segundo ainda não tem data marcada.   Até o final de junho, a comissão

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Mais de 700 mil estudantes de públicas têm menos de quatro horas de aula por dia

Mais de 700 mil estudantes da rede pública ainda têm menos de quatro horas de aula por dia no país, sem nenhuma atividade complementar posterior. O dado está no Censo Escolar 2010, que também mostra que cerca da metade deles têm aula após as 17h –ou seja, no período noturno.   A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) diz que o aluno brasileiro deve ter, pelo menos, 800 horas de aula distribuídas por 200 dias letivos, o que dá uma média de 4 horas/dia. Há mais um grupo de 19 mil alunos, além dos 700 mil, que tem menos de quatro horas e faz algum tipo de atividade complementar, como reforço ou esportes.   A grande maioria dos estudantes do país (25,9 milhões) passa entre quatro e sete horas na escola. O total de alunos com menos de quatro horas diárias de aula com ou sem  complementação posterior é de 724.701. Desses, 323 mil estudam a partir ou após as 17h e 37 mil começam em um horário intermediário, entre 10h e 13h.   Segundo a secretária de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Maria do Pilar Lacerda, o total de estudantes que passam menos de quatro

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FBN propõe a criação do Circuito Nacional de Feiras e Eventos do Livro

Em reunião convocada pela CBL, o novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, trouxe informações sobre a alteração da súmula do CNIC, que vai permitir o enquadramento no artigo 18 da Lei Rouanet os eventos destinados a livros.   Na prática, esta mudança permitirá que os patrocinadores venham beneficiar-se da dedução de 100% das verbas aplicadas nos projetos, demanda antiga da Câmara Brasileira do Livro, ainda na gestão da ex-presidente Rosely Boschini.   Como conseqüência direta, o mercado tende a abrir-se para uma maior participação de recursos captados com apoio da Lei Rouanet.   Galeno Amorim também apresentou a proposta de criação de um circuito nacional de feiras e bienais de livros, como um elemento que possibilitará organizar as ações dentro de um calendário homologado pelo setor, com evidentes benefícios aos seus realizadores, organizadores, expositores, mídia e públicos de interesse.   As entidades presentes deverão se organizar, a fim de criar um calendário no qual estejam incluídos os eventos do Livro em todo o país.

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Para combater a pirataria, editoras investem em livros personalizados

Se ler é o melhor remédio, a “leitura fatiada” é o melhor antídoto contra a pirataria da indústria de xerox.   Com essa filosofia, editoras investem cada vez mais no mercado de livros customizados, que reúnem conteúdos selecionados de acordo com a demanda de cada instituição de ensino.   Funciona assim: em vez de comprar um exemplar que não será lido nunca do início ao fim, o estudante adquire apenas os capítulos que realmente lhe interessam, a um preço mais em conta e dentro da legalidade.   O grupo universitário Estácio, que já entrega gratuitamente o material didático aos seus alunos, levou a ideia a um patamar adiante: vai oferecer os textos em tablets, também de graça.   “Para coibir a pirataria, você precisa oferecer alternativas viáveis e mais eficazes”, diz Roger Trimer, diretor-editorial e de conteúdo da Pearson Brasil, empresa do gigante que reúne marcas como Longman, Prentice Hall e a editora Penguin.   “O livro customizado surge como uma forma de otimizar o conteúdo. Em vez de um calhamaço de folhas reproduzidas de maneira ilegal, o estudante paga um preço mais justo e acessível por um livro fracionado, que vai acompanhá-lo pelo resto da vida.”   Entre os

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Música é um de sete novos conteúdos obrigatórios nas escolas

Nos últimos quatro anos foram acrescentados ao currículo da educação básica mais sete conteúdos obrigatórios. Em 2007, uma lei introduziu direitos das crianças e dos adolescentes. Em seguida, em 2008, entrou história e cultura afro-brasileira e indígena. Logo depois, vieram filosofia e sociologia – estas como disciplinas para o ensino médio e, ainda naquele ano, música.   Em 2010, uma emenda somou artes regionais e um decreto estabeleceu educação financeira. Para cada novo componente foi dado um prazo de adaptação válido para escolas públicas e privadas.   A obrigatoriedade do ensino de música começa no próximo mês de agosto, mas o Ministério da Educação (MEC) criou apenas este mês um Grupo de Trabalho para estabelecer a metodologia de implantação do conteúdo. Enquanto isso, algumas redes contrataram profissionais, outras investiram em projetos fora do horário de aula e a maioria ainda não se adaptou. Pela lei, não é necessária uma disciplina para música, mas apenas a introdução de conteúdos.   Dessa forma, diferentes professores poderiam introduzi-la dentro ou fora do horário de aula. Liane Hentschke, professora de educação musical da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – instituição que é referência na área no País – defende que o mínimo seja

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Aprovado fundo para incentivar a leitura

A notícia vem da Agência Senado: Projeto que cria o Fundo Nacional Pró-Leitura (FNPL), de autoria do senador José Sarney (PMDB-AP), foi aprovado na terça-feira, dia 19, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em decisão terminativa. Para entrar em vigor, a proposta precisa ainda ser aprovada pela Câmara.   O fundo visa captar recursos para fomentar a produção, distribuição e comercialização de livros, incluindo a exportação, como prevê a Política Nacional do Livro.   Terá recursos do Tesouro Nacional, de doações, legados, subvenções e auxílios, entre outras fontes, e não terá prazo determinado de duração. Entre os objetivos, está a atualização do acervo de bibliotecas públicas e a inclusão de livros em sistema Braille, além da capacitação de pessoas que trabalham nos setores gráfico, editorial e livreiro.   Para ler a matéria escrita por Iara Guimarães Altafin, clique aqui. E para conferir a íntegra do que foi discutido na comissão, aqui.  

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