Especialistas pedem mudanças na avaliação do ensino básico

O modelo de avaliação criado em 2007 pelo Ministério da Educação para medir o desempenho dos estudantes da educação básica foi criticado nesta quarta-feira durante audiência pública da comissão especial criada para analisar a proposta do governo que cria o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), com metas para o setor nos próximos dez anos.   A avaliação é feita por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar (obtidos no Censo Escolar) e médias de desempenho nas avaliações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que são o Saeb e a Prova Brasil. A melhoria dos resultados do Ideb é um dos objetivos do plano em discussão na Câmara.   Apesar de elogiar a avaliação, o pesquisador da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) José Francisco Soares disse que o indicador tem limitações. A principal delas, segundo ele, é o fato de que o índice não leva em consideração os alunos que deixaram de fazer o exame.   A exclusão de alguns alunos na avaliação, para Soares, gera distorções nos resultados apurados. “Há a possibilidade de que a escola aumente

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Livro polêmico fica, diz MEC

Após o repúdio inicial, porém, aparecem defensores da escolha.   Obra entregue em escolas permite erros de concordância e divide opiniões Ao apresentar e defender construções como “os livro” e “os peixe” em um livro didático como “variedades de fala popular”, o Ministério da Educação (MEC) causou polêmica entre educadores e especialistas.   Ontem (18), o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o MEC não recolherá o livro, distribuído a 484.195 alunos de 4.236 escolas. “Já foi esclarecido que as pessoas que acusaram esse livro não tinham lido. Uma pena que as pessoas se manifestaram sem ter lido”, afirmou. Considerando que a obra “Por uma Vida melhor”, da coleção “Viver, Aprender”, é destinada aos alunos do ensino de jovens e adultos (EJA), há quem defenda a abordagem para atrair e mexer com a autoestima desse nicho da sociedade.   Doutora em linguística, Ana Maria Zilles afirma que a polêmica é descabida. Em outra ponta, professores da gramática se ofendem em ver um objeto de estudo dos alunos com erros de concordância. É a opinião do doutor em letras Cláudio Moreno.   Em meio ao debate, se levantou o temor de que a escrita fosse adaptada à fala das ruas. Com

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Senado faz audiência pública sobre expansão do atendimento

A educação infantil, primeira etapa da educação básica, foi tema de audiência pública realizada nesta quarta-feira, 18, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal.   O objetivo foi discutir o processo de expansão do atendimento educacional para a faixa etária de zero a cinco anos, com base na legislação que favorece a universalização da educação infantil.   A aprovação da emenda 59 – que torna obrigatória a matrícula para crianças a partir dos quatro anos de idade, com prazo até 2016 para que os sistemas cumpram a lei – bem como o Plano Nacional de Educação (PNE) – que atualmente tramita na Câmara dos Deputados – nortearam a audiência, presidida pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MG).   A secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, anunciou na ocasião a criação de um grupo de trabalho que organizará levantamento de dados sobre a situação dos municípios, visando atingir a meta de universalização até 2016. O grupo é formado por representantes do MEC, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE).   Maria do Pilar defendeu ainda que a

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Livro para adultos não ensina erros

Uma frase retirada da obra Por uma vida melhor, cuja responsabilidade pedagógica é da Ação Educativa, vem gerando enorme repercussão na mídia. A obra é destinada à Educação de Jovens e Adultos, modalidade que, pela primeira vez neste ano, teve a oportunidade de receber livros do Programa Nacional do Livro Didático.   Por meio dele, o Ministério da Educação promove a avaliação de dezenas de obras apresentadas por editoras, submete-as à avaliação de especialistas e depois oferece as aprovadas para que secretarias de educação e professores façam suas escolhas.   O trecho que gerou tantas polêmicas faz parte do capítulo “Escrever é diferente de falar”. No tópico denominado “concordância entre palavras”, os autores discutem a existência de variedades do português falado que admitem que substantivo e adjetivo não sejam flexionados para concordar com um artigo no plural.   Na mesma página, os autores completam a explanação: “na norma culta, o verbo concorda, ao mesmo tempo, em número (singular – plural) e em pessoa (1ª –2ª – 3ª) com o ser envolvido na ação que ele indica”. Afirmam também: “a norma culta existe tanto na linguagem escrita como na oral, ou seja, quando escrevemos um bilhete a um amigo, podemos ser informais,

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Livro para adultos não ensina erros, afirma Ação Educativa sobre livro didático Por uma vida melhor

Uma frase retirada da obra Por uma vida melhor, vem causando polêmica ao apresentar expressões como “nós pega o peixe”, tiveram orientação pedagógica da organização Ação Educativa, que as distribui para secretarias de Educação de todas as regiões do país.   Como publicado em matéria do Correio, editora começou a distribuir os livros pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do Ministério da Educação (MEC), neste ano, quando o EJA foi incluído no programa. No entanto, segundo o MEC, obras que incluem discussões sobre as variantes da língua são distribuídas por meio de programas governamentais há 15 anos.   Diante da polêmica, a Ação Educativa se colocou à disposição com série de esclarecimentos sobre as publicações:   1. “Escrever é diferente de falar”. Como o próprio nome do capítulo indica, os autores se propõem, em um trecho específico do livro, a apresentar ao estudante da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) as diferenças entre a norma culta e as variantes que ele aprendeu até chegar à escola, ou seja, variantes populares do idioma.   2. Os autores não se furtam, com isso, a ensinar a norma culta. Pelo contrário, a linguagem formal é ensinada em todo o livro,

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Governo defende uso de Monteiro Lobato no ensino

Após polêmica envolvendo a distribuição do livro “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, por acusação de teor racista, o MEC irá enviar a professores de escolas públicas uma obra que defende o uso do autor no ensino de português.   A obra é da “Coleção Explorando o Ensino”, elaborada por pesquisadores ligados à Unifesp e que será distribuída no 2º semestre. Sem negar possíveis elementos de preconceito racial na obra de Lobato, o livro defende que ela seja analisada em conjunto com as condições históricas e o imaginário da época.   Em outubro, o CNE (Conselho Nacional de Educação) recomendou que o livro “Caçadas de Pedrinho” não fosse distribuído a escolas públicas ou passasse a incluir uma nota explicativa sobre “estereótipos raciais”. Para entrar em vigor, as medidas deveriam ser homologadas pelo ministro Fernando Haddad (Educação), que pediu que o colegiado revisse o parecer, o que ainda não ocorreu.  

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Videoconferências vão orientar escolha das obras para 2012

A Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação realizará videoconferências, na terça-feira, 17, e na quarta, 18, para apresentar a professores e técnicos das secretarias estaduais de educação os critérios didático-pedagógicos que nortearam o processo de avaliação das obras para o ensino médio inscritas no Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) de 2012.   As conferências, que irão ao ar às 14h, orientarão os participantes na escolha dos livros didáticos para o triênio 2012-2015.   O período de indicação das obras para o ensino médio será aberto no dia 23 e se estenderá até 12 de junho, em todas as escolas públicas de ensino médio.   Pela primeira vez, o MEC oferece coleções que contemplam todos os componentes curriculares. No primeiro dia de videoconferências, serão apresentadas as coleções de matemática, biologia, química, física e língua estrangeira moderna (inglês e espanhol); no segundo, língua portuguesa, história, geografia, sociologia e filosofia.   O Guia do Livro Didático de 2012 contém o resumo das obras selecionadas pelo MEC. Com o guia, professores e diretores podem indicar os títulos mais adequados ao sistema pedagógico. As dúvidas serão tiradas nas videoconferências, acessíveis aos interessados também pelo sistema de webconferência.   Na seleção e

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Como rimar conhecimento & desenvolvimento?

Os avanços registrados nas últimas décadas no que tange à educação e aos programas sociais têm sido importantes para trazer uma nova perspectiva e um outro rumo para o Brasil, que vive um triste paradoxo.   É uma das economias que mais cresce globalmente e, ao mesmo tempo, uma nação cuja população não está preparada e capacitada para acompanhar essa evolução. A educação é o ponto-chave para essa mudança. Junto a ela, diversos projetos sociais são criados para dar condições dignas a milhões de famílias, que têm a contrapartida de manter as crianças estudando.   Uma das maiores ações do governo federal é o Bolsa Família, que já possui sete anos de existência, e vem registrando índices satisfatórios, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).   Alunos atendidos pelo programa frequentam mais a escola e registram progressão escolar, além da diminuição da pobreza e da desigualdade. Contudo, a discussão sobre programas sociais é muito mais ampla.Tanto que a Fundação Getulio Vargas (FGV) realizou, no dia 2 de maio, o seminário “A Agenda Social do Brasil – Avaliação e Perspectivas”.   Segundo os especialistas presentes ao debate, é preciso evitar que as pessoas se

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MEC deve ter secretaria para sistema nacional articulado antes de julho

O Ministério da Educação (MEC) deve colocar em funcionamento, até julho, a Secretaria de Articulação dos Sistemas de Ensino, que prevê implantar um sistema de colaboração entre municípios, estados e governo federal nas políticas de educação.   A aprovação da secretaria tramita no Congresso Nacional desde janeiro deste ano. A previsão foi dada pelo futuro secretário do órgão, Carlos Abicalil, durante um debate sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE) promovido pelo Movimento Todos pela Educação, nesta terça-feira (10/5), em São Paulo (SP).   “Acredito que bem antes de julho a secretaria já esteja funcionando”. Segundo Abicalil, que atualmente é secretário de Educação Especial do MEC, o órgão deve funcionar em três eixos principais: Plano Nacional de Educação e cooperação; valorização dos profissionais de educação; e relações com órgãos normativos nos sistemas de ensino.   “Queremos uma forma de colaboração concreta, para que medidas provisórias de repasse de recurso, por exemplo, não encontrem barreiras”, avaliou.   “Concretizar o Plano Nacional de Educação depende de um sistema nacional”.   A secretária de Educação de São Bernardo do Campo (SP), Cleuza Repulho, que também participou do evento, concordou. “Sem um regime de colaboração é inviável que 80% dos municípios consigam alcançar

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