Videoconferências vão orientar escolha das obras para 2012

A Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação realizará videoconferências, na terça-feira, 17, e na quarta, 18, para apresentar a professores e técnicos das secretarias estaduais de educação os critérios didático-pedagógicos que nortearam o processo de avaliação das obras para o ensino médio inscritas no Plano Nacional do Livro Didático (PNLD) de 2012.   As conferências, que irão ao ar às 14h, orientarão os participantes na escolha dos livros didáticos para o triênio 2012-2015.   O período de indicação das obras para o ensino médio será aberto no dia 23 e se estenderá até 12 de junho, em todas as escolas públicas de ensino médio.   Pela primeira vez, o MEC oferece coleções que contemplam todos os componentes curriculares. No primeiro dia de videoconferências, serão apresentadas as coleções de matemática, biologia, química, física e língua estrangeira moderna (inglês e espanhol); no segundo, língua portuguesa, história, geografia, sociologia e filosofia.   O Guia do Livro Didático de 2012 contém o resumo das obras selecionadas pelo MEC. Com o guia, professores e diretores podem indicar os títulos mais adequados ao sistema pedagógico. As dúvidas serão tiradas nas videoconferências, acessíveis aos interessados também pelo sistema de webconferência.   Na seleção e

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Como rimar conhecimento & desenvolvimento?

Os avanços registrados nas últimas décadas no que tange à educação e aos programas sociais têm sido importantes para trazer uma nova perspectiva e um outro rumo para o Brasil, que vive um triste paradoxo.   É uma das economias que mais cresce globalmente e, ao mesmo tempo, uma nação cuja população não está preparada e capacitada para acompanhar essa evolução. A educação é o ponto-chave para essa mudança. Junto a ela, diversos projetos sociais são criados para dar condições dignas a milhões de famílias, que têm a contrapartida de manter as crianças estudando.   Uma das maiores ações do governo federal é o Bolsa Família, que já possui sete anos de existência, e vem registrando índices satisfatórios, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).   Alunos atendidos pelo programa frequentam mais a escola e registram progressão escolar, além da diminuição da pobreza e da desigualdade. Contudo, a discussão sobre programas sociais é muito mais ampla.Tanto que a Fundação Getulio Vargas (FGV) realizou, no dia 2 de maio, o seminário “A Agenda Social do Brasil – Avaliação e Perspectivas”.   Segundo os especialistas presentes ao debate, é preciso evitar que as pessoas se

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MEC deve ter secretaria para sistema nacional articulado antes de julho

O Ministério da Educação (MEC) deve colocar em funcionamento, até julho, a Secretaria de Articulação dos Sistemas de Ensino, que prevê implantar um sistema de colaboração entre municípios, estados e governo federal nas políticas de educação.   A aprovação da secretaria tramita no Congresso Nacional desde janeiro deste ano. A previsão foi dada pelo futuro secretário do órgão, Carlos Abicalil, durante um debate sobre o novo Plano Nacional de Educação (PNE) promovido pelo Movimento Todos pela Educação, nesta terça-feira (10/5), em São Paulo (SP).   “Acredito que bem antes de julho a secretaria já esteja funcionando”. Segundo Abicalil, que atualmente é secretário de Educação Especial do MEC, o órgão deve funcionar em três eixos principais: Plano Nacional de Educação e cooperação; valorização dos profissionais de educação; e relações com órgãos normativos nos sistemas de ensino.   “Queremos uma forma de colaboração concreta, para que medidas provisórias de repasse de recurso, por exemplo, não encontrem barreiras”, avaliou.   “Concretizar o Plano Nacional de Educação depende de um sistema nacional”.   A secretária de Educação de São Bernardo do Campo (SP), Cleuza Repulho, que também participou do evento, concordou. “Sem um regime de colaboração é inviável que 80% dos municípios consigam alcançar

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CNE quer 10% do PIB para educação

O presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Antonio Carlos Ronca, criticou nesta terça-feira o projeto de lei do governo que cria o Plano Nacional de Educação (PNE), com 20 metas para 2011 a 2020.   Ele disse que considera insuficiente o aumento do gasto público dos atuais 5% para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) na década para o setor, como prevê a proposta em análise na Câmara. As críticas foram feitas em evento promovido pelo movimento Todos Pela Educação.   Ronca defendeu que o país destine 10% do PIB à educação e destacou que é necessário estipular um cronograma. Caso contrário, ele teme que a elevação dos gastos com ensino só ocorra às vésperas de 2020.   Não está sinalizada no PNE a urgência da educação – disse o presidente do CNE. – Com certeza o Ministério da Fazenda tem arrepios ao ouvir isso da minha boca, mas a sociedade civil precisa pressionar para termos mais recursos para a área.   No mesmo evento, o secretário de Educação Especial do Ministério da Educação, Carlos Abicalil, disse, em defesa do PNE, que a meta de elevação para 7% do PIB foi fixada levando em conta a ampliação do investimento

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Crescimento econômico deve ser integrado a políticas educacionais

O sul-coreano Sung-Sang Yoo, diretor da ONG Educators Without Borders, veio ao Brasil pela primeira vez para participar, na semana passada, do Seminário Internacional Educação e Desenvolvimento – Integrando Políticas, promovido pela Unesco. Em 1958, Coreia do Sul e Gana tinham o mesmo Produto Interno Bruto (PIB) per capita. Nas décadas seguintes, surgiu uma diferença brutal, com a Coreia despontando. Até que ponto isso pode ser atribuído ao investimento em educação?   Esse resultado se deveu a um esforço do governo coreano em conciliar crescimento econômico e políticas educacionais. A Coreia do Sul tem a tradição de manter esse tema dentro de seus valores.   Depois da 2.ª Guerra Mundial, o governo começou a pensar nos alicerces da sociedade, com a educação no centro da construção da identidade nacional. Fica impossível pensar em crescimento econômico sustentável sem investimento em ensino.   De que forma a escola conseguiu servir de plataforma para a mobilidade social? Depois da 2.ª Guerra, a escola conseguiu ser um bom mediador para aqueles que pretendiam alcançar uma posição social mais elevada. Isso pode ser traduzido em uma palavra: meritocracia. Hoje, para os pais, a educação é uma preocupação constante na criação dos filhos, mas nem sempre

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15.018 escolas públicas passam a oferecer educação integral, por meio do programa Mais Educação

Este ano, 15.018 escolas públicas do país passam a oferecer educação integral, por meio do programa Mais Educação, do Ministério da Educação. Do total, 5.256 participam do programa pela primeira vez. Todas as novas escolas são de ensino fundamental.   Desde a criação do Mais Educação, o número de estudantes atendidos em tempo integral em escolas públicas é crescente. Passou de 386 mil, em 2008, para 2,2 milhões, em 2010; este ano, 3 milhões de alunos poderão estudar em escolas de educação integral. A estimativa de recursos aplicados é de R$ 574 milhões.   O principal objetivo do programa é oferecer mais espaços e oportunidades de aprendizado aos estudantes da educação básica.   As atividades fomentadas pelo Mais Educação foram organizadas em dez macrocampos: acompanhamento pedagógico; educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza, e educação econômica.   Funcionamento – Para participar, as escolas elaboram um plano de atendimento e recebem recursos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE-Escola) para desenvolver atividades com os estudantes. O dinheiro é depositado na conta da escola, em cota única, para aquisição de materiais,

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A Câmara analisa o Projeto de Lei, que torna obrigatório o ensino fundamental em tempo integral

O Projeto de Lei 413/11, do deputado Gastão Vieira (PMDB-MA), torna obrigatório o ensino fundamental regular em tempo integral, com jornada escolar de, pelo menos, sete horas diárias. Atualmente, a jornada escolar no ensino fundamental inclui pelo menos quatro horas de aula.   O projeto prevê diversas medidas para ampliar a qualidade da educação básica no País, como a implantação de programa de formação continuada para os profissionais do magistério e servidores técnico-administrativos. Esse programa de formação deverá ter dotação orçamentária específica.   Avaliação – Segundo o projeto, a cada avaliação nacional do ensino fundamental e médio, as médias de resultados deverão ser superiores às verificadas na avaliação anterior. Para isso, serão desenvolvidas ações específicas, como a alocação de recursos financeiros em volume compatível com os esforços a serem empreendidos em cada sistema e rede pública de ensino.   De acordo com a proposta, enquanto houver estudante com desempenho inferior ao mínimo aceitável, as unidades da Federação deverão desenvolver ações específicas, destinando verbas para a superação das causas que estejam determinando as insuficiências observadas em seus sistemas e redes públicas de ensino.   Repetência – O projeto também estabelece que, a cada dois anos, as taxas de repetência e de

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Para ministro da educação, trabalho em conjunto é fator para cumprimento de metas

No encontro que teve na ultima quinta-feira(5/5), com mais de 400 secretários municipais de educação, o ministro Fernando Haddad disse que 80% das escolas públicas estão cumprindo ou superando as metas do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb), definidas em 2007.   Os secretários participam, em Brasília, do 13º fórum da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Esse resultado, segundo Haddad, se deve a diversos fatores, entre os quais se destacam o regime de colaboração estabelecido entre o ministério e os sistemas de ensino, o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em 2007, a maior qualificação dos educadores e o aumento dos recursos do Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb) nos últimos quatro anos.   “Acabamos com o jogo de empurra-empurra, que consumia tempo e energia em busca de quem era responsável pelos maus resultados”, disse o ministro. “Hoje, esse jogo deu lugar a um trabalho cooperativo que busca e obtém bons resultados. Há muito que fazer, mas trabalhando em conjunto temos mais possibilidades de acertar”, observou.   De acordo com o ministro, dos 1,9 milhão de professores da educação básica em atividade,  380 mil estão matriculados em cursos superiores, conforme dados obtidos pelo cruzamento de

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