
“A tecnologia deve incrementar o livro”
Na palestra que abriu a programação da Abrelivros na Bienal do Livro, ministro Fernando Haddad anunciou perspectivas do Governo para a Educação. Após acompanhar a presidente Dilma Rousseff na cerimônia de abertura da XV Bienal do Livro do Rio de Janeiro, o ministro da Educação Fernando Haddad proferiu a palestra “Educação no Brasil: conquistas e desafios”, evento promovido pela Abrelivros em parceria com o Sindicato Nacional dos Editores de Livros – SNEL. Num auditório lotado de profissionais da área do livro e da leitura, o ministro foi recepcionado por Jorge Yunes, diretor-presidente da Abrelivros, e Emerson Walter Santos, diretor da entidade. No início de sua fala, Haddad afirmou que as políticas públicas não favoreceram a educação no Brasil ao longo do século XX, de modo que a valorização da educação e da leitura são medidas recentes. “Não temos tradição nessa matéria”, explicou, dando o exemplo do que aconteceu no pós-Guerra, quando o país, diferente de outras nações, não investiu maciçamente na formação do cidadão. Ao deixar de lado a educação como uma prioridade, o Brasil impediu que se forjasse uma unidade nacional tendo a formação e a cultura como valores. No entanto, o ministro ressaltou que a partir