SNBP lança Cadastro Nacional de Bibliotecas do Brasil

O Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), vinculado à Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC), lançou na ultima sexta-feira, 30/9, o edital convocando as bibliotecas a se cadastrarem no novo Cadastro Nacional de Bibliotecas do Brasil, projeto conjunto com o Sistema Nacional de Informação e Indicadores Culturais (SNIIC) e a Fundação Biblioteca Nacional (FBN).   O objetivo do cadastro é mapear de maneira abrangente todas as bibliotecas existentes no país, sejam elas públicas, comunitárias, escolares, universitárias, ou especializadas, levantando dados sobre a relação institucional, público, acervo, serviços, infraestrutura e gestão.   Para inserir seus dados as bibliotecas públicas, escolares, universitárias e especializadas devem ser cadastradas pelos órgãos públicos, ou privados aos quais estão vinculadas, a partir do CNPJ da instituição. Já as bibliotecas comunitárias e os pontos de leitura poderão ser cadastrados a partir do CNPJ da instituição mantenedora, ou pelo CPF do responsável pela biblioteca/ponto de leitura.   Em caso de dúvida, mande sua pergunta para cadastrosnbp@bn.br . A equipe da Coordenadoria Geral do SNBP também atenderá as bibliotecas pelo telefone 21-2220-4690

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Unesco: faltam 6 milhões de professores para universalizar ensino básico

Segundo dados da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), faltam 6,1 milhões de professores em todo o mundo para a universalização do ensino básico.   Dois milhões de professores precisam ser formados e contratados. Outros 4,1 milhões de docentes são necessários para substituir profissionais aposentados, doentes ou que mudarão de carreira. De acordo com os dados, mais da metade desses postos estão na África Subsaariana. Já os Estados Árabes necessitam de 243 mil, sul e oeste da Ásia, 292 mil, Europa Ocidental e América do Norte, 155 mil. Europa Central e Oriental, Asia Central e Ocidental, América Latina e Caribe, juntas, contabilizam 11% da escassez global de professores.   O acesso universal ao ensino básico é um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio um acordo internacional que prevê alcançar essa meta até 2015. A divulgação feita pela Unesco coincide com o Dia Mundial do Professor, cujo tema deste ano é “Professores para a Igualdade entre Gêneros”.  

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Haddad discute sair já de ministério para disputar prévia no PT

O ministro Fernando Haddad (Educação) discute com aliados antecipar a saída do governo para se dedicar à disputa interna que definirá o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo em 2012. Ele tem debatido a ideia de pedir uma licença temporária do cargo até meados de dezembro. Alguns petistas o pressionam para sair já, mas Haddad quer empurrar a decisão para o fim do mês. O plano original era disputar a indicação petista ainda como ministro e deixar a Esplanada no início de 2012, já confirmado como candidato. Mas a tese de pedir uma licença agora ganhou força diante dos sinais de que a estratégia traçada pelo ex-presidente Lula para ungir o afilhado sem prévias no partido não deve funcionar. Haddad contava com a desistência da senadora Marta Suplicy, mas ela tem repetido que não sairá do páreo. O ministro já tem maioria na cúpula do partido, mas teme ser surpreendido em eleição direta contra Marta, que é mais popular entre os militantes “de base” do PT. No grupo de Haddad, o diagnóstico é de que ele precisa se tornar mais conhecido e se aproximar de líderes comunitários que têm peso na escolha do partido. Para isso, tem sido

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Ministro da Educação defende carga menor de conteúdo no ensino médio

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu na ultima terça-feira (4), em audiência na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, em Brasília, uma redução da carga de conteúdos do ensino médio. “Temos de caminhar na direção de um currículo mais sensato e menos sobrecarregado”, afirmou.   O ministro destacou que enquanto o ensino fundamental respondeu aos estímulos governamentais, mas o ensino médio os avanços têm sido mais tímidos do ponto de vista da qualidade.   O ministro disse também que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) não serve para avaliar a qualidade das escolas. Segundo ele, a matriz do Enem é mais leve do que um vestibular tradicional, mas ainda é mais pesada do que deveria ser o currículo do ensino médio. Haddad defendeu um aumento do índice mínimo de participação para a nota ser considerada. Atualmente, a participação mínima de 2% dos estudantes permite à escola ter sua nota do Enem computada.   Para Haddad, a comparação feita com base nos dados do Enem é “injusta”, uma vez que há variáveis que não são consideradas nas notas divulgadas. Ele disse, por exemplo, que as escolas particulares investem de três a dez vezes mais por aluno do que

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Haddad afirma que exame não é adequado para comparar as escolas

A qualidade do ensino das escolas públicas e privadas não deve ser comparada a partir dos dados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), afirmou na ultima terça-feira, 4, o ministro da Educação, Fernando Haddad. Ele debateu o tema em audiência pública realizada na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal. Para o ministro, a utilização dos resultados do Enem deve ser feita com cautela, diante do caráter voluntário do exame. Ele lembrou que, em algumas escolas, o número de estudantes que participam do exame é demasiadamente pequeno, o que torna a nota média pouco representativa do conjunto de estudantes da escola. Hoje, a taxa de participação mínima para que os dados da escola sejam divulgados é dois por cento, considerada baixa pelo ministro.   Na audiência, Haddad destacou os avanços do Brasil em avaliações nacionais e internacionais, que apontam para a melhoria da qualidade do ensino no país. O ensino médio, entretanto, apresenta evolução mais tímida que o ensino fundamental. Entre 2002 e 2010, o número de jovens de 19 anos que concluiu o ensino médio passou de 33% para 50%, uma significativa melhoria no fluxo, porém não foi constatado o mesmo impacto na qualidade do ensino.

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Redes enfrentam desafio de abrir vagas a 680 mil crianças de 7 a 14 anos

Trazer para a escola 680 mil crianças na idade de sete a 14 anos, que representam 2,4% dos estudantes dessa faixa etária, é um de uma série de desafios que têm as redes municipais de educação pública.   Foi isso que disse a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, aos secretários que participam da 12ª Reunião do Grupo de Trabalho das Capitais e Grandes Cidades, que começou na ultima segunda-feira, 3, e prossegue até a próxima sexta, 7, em Brasília.   De acordo com Maria do Pilar, o país precisa assumir o compromisso de garantir a essas crianças e adolescentes o direito de aprender, o que já é feito pela Constituição Federal. Outro desafio é assegurar, até 2016, a matrícula, nas redes públicas, de crianças dos quatros anos de idade aos jovens de 17 anos.   “Em educação, urgência não pode ser sinônimo de pressa, mas não dá para perder nenhum dia”, explicou Pilar, referindo-se à responsabilidade de cada gestor nessa tarefa.   Entre as conquistas obtidas no campo da infraestrutura física que vão permitir o acesso, a aprendizagem, a permanência de crianças na educação infantil, a secretária enumerou a construção e aparelhamento de creches

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Aumento de dias letivos é questionado

Aumentar os dias letivos como estratégia para melhorar o aprendizado dos alunos é um equívoco. A opinião é de especialistas da educação que respondem à proposta do governo federal, divulgada recentemente, de elevar de 200 para 220 os dias de trabalho escolar.   “Nessa medida, mais uma vez se repete o erro central da educação brasileira. Sempre se opta por fazer mais, e não melhor. É daí que criam mais séries, mais tempo, mais curso”, diz João Batista Araujo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto.   A ideia de aumentar o ano letivo surgiu a partir de um estudo do secretário de ações estratégicas da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros. Depois de analisar pesquisas nacionais e internacionais, o trabalho de Paes apontou que o aumento de dez dias no ano letivo poderia elevar o aprendizado do aluno em até 44% no período de apenas um ano.   O secretário citou exemplos de países como Japão, Coreia do Sul e Israel, que têm anos letivos de 243 dias, 220 dias e 216 dias, respectivamente.   Comparação. Acreditar que a realidade de outros países se repetirá aqui não é o correto, diz o economista e especialista em educação

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Dirigentes municipais debaterão plano para os próximos 10 anos

O Ministério da Educação promoverá, de terça-feira, 4, até sexta, 7 de outubro, em Brasília, a 12ª Reunião do Grupo de Trabalho das Capitais e Grandes Cidades. Entre os temas em debate estarão o novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o período 2011-2020, a Prova Brasil e o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb).   O encontro, que será realizado em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), reunirá os secretários de educação das capitais das 27 unidades de Federação e dos 114 municípios do país com mais de 150 mil habitantes.   Entre os temas, destaca-se o PNE, com o planejamento da educação nacional para os próximos dez anos. O projeto de lei foi enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional em dezembro de 2010. No Legislativo, o texto recebeu aproximadamente três mil emendas, que passam por análise dos parlamentares.   Os secretários também vão discutir a Prova Brasil, que será aplicada em novembro nas escolas da educação básica. Esse exame é um dos principais itens que compõem o Ideb. Também estarão na pauta a educação inclusiva, o programa Saúde na Escola, a

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Para ministro, só agora o Brasil se mobiliza para a agenda da educação

“O Brasil acordou muito tarde para a educação”, disse o ministro Fernando Haddad, sexta-feira, 30, na abertura do debate A Educação e a Competitividade, promovido pela revista Exame, em São Paulo.      “Há dez anos, talvez não houvesse uma mobilização social para aumentar o orçamento da educação”, disse. “Hoje, as classes empresarial e política acordaram para uma agenda que estava adormecida.”   Haddad lembrou que o país paga o preço por não ter feito nada pela educação pública, principalmente no pós-guerra. “Só agora atingimos a marca de 5,3% do PIB”, lembrou. “Nos últimos cinco anos, acrescentamos 1%.”   Nos últimos 20 anos, o Brasil construiu o mais robusto sistema de avaliação do mundo, de acordo com o ministro. “Chegamos ao luxo de ter 60 mil escolas urbanas e rurais avaliadas a cada dois anos e de divulgar esses dados, inclusive com microdados”, salientou. Ele reiterou que o Brasil, além disso, fixou metas de qualidade em cada escola. “Não é simples fazer isso em um país federativo como o Brasil”, afirmou. “Nos Estados Unidos, tentaram, mas não conseguiram, em razão da pressão federativa.”   O ministro disse ainda que as metas de qualidade estabelecidas começaram a ser cumpridas. “Em duas

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