Os motivos da falta de livros escolares

O motivo central do problema é que as livrarias não querem correr o risco de ficar com encalhe de livros didáticos, que custam em média R$ 100, e podem não ser reaproveitados no ano seguinte, caso haja uma nova versão da obra ou as escolas não adotem o título.   Todo o início de ano a história se repete: faltam livros escolares nas livrarias. São raros os casos em que os clientes conseguem comprar todos os livros didáticos da lista de material escolar dos filhos em uma única livraria. Com isso, a maioria das pessoas cumpre uma via sacra visitando várias lojas.   Essa falta de livros não é consequência do aumento na demanda de alunos de colégios particulares. Isso porque há cerca de 20 anos o percentual da população brasileira que estuda em escolas privadas mantém-se na casa dos 10%.   Ao contrário dos livros de literatura, as obras escolares não são consignadas e apenas cerca de 10% do encalhe pode ser devolvido ou trocado. “Não dá para ter todo o acervo em estoque por causa dos prejuízos de encalhe. Uma livraria bem administrada fica com uma sobra de 7% a 8%. Mas o encalhe pode ficar entre 10%

Ler mais

Uso de tecnologia em escolas depende menos de plataforma e mais de conteúdo disponível

Depois de prefeituras e governos estaduais receberem ou adquirirem cerca de 574 mil laptops por meio do Programa UCA (Um Computador por Aluno), o MEC (Ministério da Educação) acena com a possibilidade de inserir os tablets nas salas de aulas das escolas públicas brasileiras.   Especialistas concordam que o sucesso do uso das tecnologias em educação não depende apenas da plataforma utilizada, mas sim da forma como a escola irá inserir essas ferramentas no aprendizado e também dos conteúdos digitais disponíveis.   A diretora da Fundação Pensamento Digital, Marta Voeclker, aponta que a escola pode “mudar de paradigma” a partir da tecnologia. Ela ressalta que o uso das máquinas – seja um computador, laptop ou tablet – pode transformar a lógica do aprendizado. Alunos deixam de ser meros “recebedores” de conteúdo e podem evoluir para autores.   “A tecnologia nos ajuda a sair de uma educação por instrução e memorização para uma educação de construção e colaboração. Uma tecnologia que a criança use a imagem, escreva e formalize ali seu entendimento. Se tenta mudar a escola há 100 anos e a tecnologia vem ajudar nisso”, explica.   Sob esse ponto de vista, Marta defende que o “hardware” não importa tanto.

Ler mais

MEC quer tablets nas escolas, mas programa anterior que entregou laptops chegou a menos de 2%

Para isso, o MEC (Ministério da Educação) vai lançar este ano um edital para que as redes de ensino possam adquirir o equipamento a custo mais baixo, como fez com os laptops do programa UCA (Um Computador por Aluno).   Quando o computador começou a chegar nas escolas, no final da década de 1980, ficava restrito às atividades administrativas. O equipamento começou a ser inserido no cotidiano dos alunos por meio dos antigos laboratórios de informática, ainda sem acesso à internet. Hoje, em plena era digital, a promessa é que, em pouco tempo, os tablets estejam nas mãos dos alunos disputando espaço com o quadro negro, livros e cadernos.   “Estamos definindo as características do aparelho, vai depender muito inclusive do custo. Não soltamos ainda o edital porque precisa ter uma definição clara dos pré-requisitos do equipamento. Tem que ter acessibilidade, ser resistente e rodar qualquer conteúdo”, explica Sérgio Gotti, diretor de Formulação de Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC.   Atualmente, cerca de 500 escolas do país contam com os laptops educacionais do UCA. O MEC calcula que 574 mil equipamentos foram adquiridos por meio do pregão do UCA, seja pelo próprio governo federal ou por

Ler mais

MEC prepara projeto para reestruturar educação no campo

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, deverá apresentar nas próximas semanas seu primeiro programa.   O Pronacampo, preparado ainda durante a gestão de Fernando Haddad, pretende combater um dos gargalos da educação: dar mais atenção à educação rural, uma modalidade de ensino que abriga quase 6,5 milhões de estudantes, mas tem as piores escolas, professores e indicadores. Pelo menos mil municípios, com índices de pobreza aguda, receberão um grupo de ações para reverter o abandono.   O projeto, que foi apresentado à presidente Dilma Rousseff durante as reuniões ministeriais da semana passada, inclui desde a construção de novas escolas até a formação dos professores. A lista dos municípios que serão beneficiados ainda não está fechada, mas se concentrará nas regiões Norte e Nordeste.  O Pronacampo começa pela construção ou reforma das escolas. Os recursos já estariam garantidos no orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e seriam repassados às prefeituras da mesma forma que hoje chega o dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento: em uma conta separada da prefeitura que só pode ser movimentada para pagamentos daquela obra específica. A licitação para a contratação das empresas que farão as escolas deverá ser centralizada.   O próprio

Ler mais

MEC veta aulas a distância no ensino médio

O Ministério da Educação (MEC) vetou trecho de uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que recomendava a oferta de ensino a distância em até 20% da carga horária do ensino médio regular noturno. A decisão foi um dos últimos atos do então ministro Fernando Haddad, que deixou o cargo.   A possibilidade de incluir atividades não presenciais no currículo de ensino médio noturno constava na versão original das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, aprovada em maio pelo conselho. Mas, sob pressão de sindicatos de professores, Haddad pediu ao CNE que o texto fosse alterado, com a retirada do trecho relativo ao ensino a distância.   O conselho acatou a solicitação e suprimiu as frases em que recomendava a oferta de atividades não presenciais, tanto num parecer quanto na resolução aprovados em maio. Só então Haddad homologou o texto. Ele fez isso na última sexta feira,20, quatro dias antes de sair do MEC para disputar a prefeitura de São Paulo.   O despacho foi publicado na edição de antoentem, 25, do Diário Oficial. Relator das diretrizes na Câmara de Educação Básica do CNE, o conselheiro José Fernandes de Lima diz que a oferta de ensino a distância poderia

Ler mais

César Callegari será o novo secretário de Educação Básica do MEC

A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, informou na ultima quinta-feira, 26, por meio do seu perfil no Twitter que está deixando a pasta. Em seu lugar, segundo ela, assume César Callegari, atual membro do Conselho Nacional de Educação (CNE). Em sua mensagem, Pilar deseja “sorte, energia e bom humor” ao novo secretário.   Sociólogo, César Callegari foi secretário municipal de educação de Taboão da Serra (SP) e duas vezes presidente da Câmara de Educação Básica do CNE.   Atualmente, ele é diretor de operações do Serviço Social da Indústria (Sesi) em São Paulo e membro do conselho de governança do Movimento Todos pela Educação.    A secretaria que ele irá assumir no MEC cuida dos programas ligados à educação básica – da creche até o ensino médio. Pilar exerceu a função de secretária de educação básica desde 2007 e participou dos principais projetos da gestão do ex-ministro Fernando Haddad. Foi presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretária municipal de Belo Horizonte (MG).   A troca de Pilar por Callegari é a primeira a ocorrer após o ministro Aloizio Mercadante tomar posse, em substituição a Fernando Haddad, que vai

Ler mais

Mercadante demite presidente do Inep

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, demitiu na ultima quinta-feira, 26, a presidente do Inep, Malvina Tuttman. A pedagoga é a terceira presidente a deixar o instituto responsável pelo Enem desde 2009, quando o exame foi transformado em vestibular – e também acumulou problemas.   Já esperada, a demissão de Malvina veio no primeiro dia útil de Mercadante à frente do MEC – e foi anunciada mesmo sem que haja um nome certo para substitui-la. A decisão foi tomada após reunião entre o ministro e a agora ex-presidente do Inep. Foi classificada pela assessoria de imprensa da pasta como “mudança própria de uma nova gestão”.   Em nota publicada no site do órgão, Malvina diz que viveu intensamente o Inep. “Nele aprendi com os meus colegas o valor de ser ‘inepiana’”, declarou. “Saio fisicamente desse importante instituto, mas me sentirei sempre presente em cada sonho realizado e em cada ação desenvolvida pelos servidores”.   Com as mudanças no Enem, o Inep ganhou importância e responsabilidades. Antes voltado exclusivamente para pesquisas educacionais, o órgão passou a ser responsável pela elaboração e gestão do exame que se tornou o  maior vestibular do País. Ex-reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Ler mais

O novo iBooks e as estratégias da Apple e da Amazon para manter leitores e autores só para elas

A Apple nos acostumou a esperar pelo inesperado. O lançamento do iPad foi comparado a nada menos que Moisés recebendo as Tábuas da lei, e ficou clichê dizer que a companhia “reinventou a indústria musical com o iTunes” ou “mudou tudo o que sabíamos sobre os celulares com o iPhone”.   Foi portanto em meio às brumas do hype que a empresa de Cupertino deu à luz, no dia 19, seu revigorado iBooks e seu “software de publicação”, o Author.   Estaria a Apple “reinventando os livros” ou mesmo “mudando tudo o que sabíamos sobre edição e publicação”?. Ela não chega a afirmar isso, mas não faltaram arautos de mais uma revolução. Uma reflexão menos empolgada pode levar a conclusões menos solares.   A Apple escolheu uma causa nobre para justificar seu lançamento, a educação, e com isso evitou o enfrentamento com a indústria editorial estabelecida, a parte mais afetada da história.   Na keynote, não faltaram valorosos professores lamentando a falta de motivação dos alunos e o baixo nível educacional, atribuindo-os ao fato de que “desde a Idade Média professores contam com as mesmas velhas ferramentas”. Por “velhas ferramentas” entendam-se o quadro negro, o giz e…o livro de papel.

Ler mais

Mercadante assume o MEC e sugere residência para professores

O novo ministro da Educação, Aluizio Mercadante, quer criar uma residência para estudantes de licenciatura – a exemplo do que ocorre com médicos. Em sua posse, na noite da ultima terça-feira, 24, Mercadante já começou a vender os programas em que deve investir na sua gestão.   A “residência” dos professores deve ser sua peça central. “Só se forma o professor botando a mão na massa, na sala de aula”, afirmou. A intenção do novo ministro é que o estudante de licenciatura, antes de ser aprovado para dar aulas em qualquer lugar, passe um período dentro das escolas públicas, como professor-assistente ou mesmo para dar apoio aos alunos. Apesar de ainda incipiente, a ideia ncantou secretários estaduais e municipais de educação.   O novo ministro também quer ver os melhores professores das redes públicas dando aulas nas regiões e escolas com os piores índices de qualidade. A troca, afirmou, ajudaria a romper um ciclo vicioso em que os melhores professores recebem sempre as melhores escolas e os melhores alunos.   Essa mudança, no entanto, já não é tão simples. Até hoje nenhum Estado ou município e nem mesmo o governo federal encontrou uma fórmula para avaliar os professores e descobrir quais deles são

Ler mais
Menu de acessibilidade