Lula e Palocci anunciam o fim da oneração fiscal dos livros no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, anunciaram nesta quarta-feira, em Brasília, a desoneração fiscal do livro no Brasil. Com a medida, anunciada em uma cerimônia no Palácio do Planalto, os livros de toda natureza deixam de pagar contribuições como PIS, Cofins e Pasep, o que foi considerado por editores, livreiros e escritores presentes como uma das notícias mais importantes para o mercado editorial brasileiro nos últimos anos. A decisão estende o benefício concedido recentemente aos livros técnicos e científicos para todo tipo de livro, o que deve criar condições para, a médio prazo, provocar uma redução no preço final ao consumidor em até 10%, segundo estimativa de especialistas.     Gil, Tarso e Sarney unidos pelo livro    Além de Lula e Palocci, um time de importantes membros do Governo Federal participou o prestigiou o evento, inédito na história do mercado editorial brasileiro. Compuseram a mesa dos trabalhos da cerimônia, transmitida ao vivo pela TV Nacional, da Radiobrás, os ministros Gilberto Gil, da Cultura, e Tarso Genro, da Educação, o presidente do Senado Federal, José Sarney (autor da proposta original da Lei do Livro, sancionada no ano passado pelo presidente Lula), e

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Todos em Brasília com Lula

Editores, livreiros, escritores e outros profissionais do livro devem lotar os vôos para Brasília no dia 10 de novembro. Explica-se: está agendada para este dia uma reunião na capital federal de representantes do mercado editorial com o ministro da Fazenda Antonio Palocci e seu colega da pasta de Cultura Gilberto Gil.     Na pauta do encontro, estão questões ligadas à regulamentação da Lei do Livro, à constituição da Câmara Setorial do Livro e da Leitura e ao estabelecimento de um fundo pró-livro e leitura. Um dos principais assuntos a ser discutido é justamente a desoneração da cadeia produtiva do livro da incidência de Confis e PIS-Pasep em troca de uma contribuição de 1% do faturamento de editoras e livrarias para este fundo. No dia 9 de novembro de 2004 foi anunciado que o próprio presidente Lula participaria da reunião, o que agitou ainda mais os bastidores editoriais tupiniquins.  

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Prêmio FNLIJ

A Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (Fnlij) está com inscrições abertas para o Prêmio Fnilij 2004. Para participar, basta a editora enviar até o dia 31 de dezembro cinco exemplares de cada título para a sede da entidade, no Rio de Janeiro. Só podem ser inscritos títulos de autores nacionais publicados em 1ª edição neste ano.     Mais informações pelo telefone 21-2262-9130, pelo e-mail cedop@alternex.com.br ou no site www.fnlij.org.br.

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Ministro indica fontes de financiamento da educação

O ministro Tarso Genro afirmou no dia 9 de novembro que está na Casa Civil uma proposta do MEC de revincular, já em 2005, 25% dos recursos da educação, que hoje são desvinculados da receita da União. Segundo ele, se a proposta for aprovada, a educação agregaria US$ 1 bilhão até 2007, quando termina o prazo de desvinculação dos recursos da educação. As declarações foram feitas na Quarta Reunião do Grupo de Alto Nível sobre Educação para Todos (EFA), que prossegue até 10 de novembro, no Hotel Nacional, em Brasília. O evento avalia compromissos de dezenas de países, como o avanço na qualidade da educação pública, alfabetização e formação de professores. Além de fortalecer parcerias e identificar novas prioridades na educação.    Outra nova fonte de recursos para a educação em países em desenvolvimento, por exemplo, é a negociação dos juros de serviço da dívida externa. No Brasil, recursos seriam utilizados para fortalecer o Fundo de Manutenção da Educação Básica (Fundeb), que substituirá o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef).    Na avaliação do ministro Tarso Genro, há no Brasil um déficit histórico na educação, que não se resolve só com um

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Fórum avalia Plano Nacional de Educação

O Conselho Nacional de Educação (CNE) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) realizam no dia 9 de novembro o 9º Encontro Nacional do Fórum Brasil de Educação. O evento tem o objetivo de avaliar o Plano Nacional de Educação, instituído pela Lei n.º 10.172, de 11 de janeiro de 2001. Entre os temas a serem discutidos estão a democratização da gestão do ensino público, a redução das desigualdades sociais e regionais, a melhoria da qualidade do ensino e a elevação dos níveis de escolarização, todos objetivos do Plano Nacional de Educação.    O evento ocorrerá às 14h30, na sede do CNE, em Brasília, e atende ao exposto na lei de criação do Plano Nacional de Educação, que prevê avaliações contínuas e periódicas e que a primeira avaliação seja feita quatro anos após sua homologação. A abertura do 9º Encontro Nacional do Fórum Brasil de Educação contará com as presenças do presidente do CNE, Roberto Cláudio Frota Bezerra; do presidente da Câmara de Educação Básica, Cesar Callegari; e do presidente da Câmara de Educação Superior, Edson de Oliveira Nunes.    Para participar da avaliação foram convidados o relator da Comissão de Acompanhamento

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História mal contada

Desde 2003, uma Lei Federal tornou obrigatório a inclusão da África no currículo escolar brasileiro. “Mas como ensinar o que não se conhece?”, questiona o pesquisador Anderson Ribeiro de Lima, da Universidade de Brasília, no artigo A História da África nos bancos escolares. Representações e imprecisões na literatura didática, recém-publicado na revista Estudos Afro-Asiáticos e disponível na biblioteca eletrônica SciELO (Bireme/FAPESP). Segundo o especialista em estudos africanos, mesmo nos materiais didáticos disponíveis fica claro um aspecto pouco positivo para o ensino da história do continente. Ao analisar as obras, o pesquisador de Brasília afirma que as muitas críticas e os poucos elogios não devem ser encarados como algo contra os autores. A intenção é registrar um alerta: “Devemos voltar os nossos olhos para a África”, afirma.     Ao analisar o que se atribuiu como gafe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando em visita ao continente africano em 2003 – Lula disse que não esperava encontrar na África uma cidade tão limpa como Windhoek, a capital da Namíbia, e que não parecia estar num país africano – Lima, antes de criticar o chefe da nação, prefere uma outra abordagem mais contextualizada, que, para ele, também está relacionada com

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Prefeitura de São Paulo lança rede para incentivar formação de leitores e democratizar acesso ao livro

A Prefeitura de São Paulo lança no dia 8 de novembro a Rede de Leitura d@ Cidade. O lançamento acontecerá na abertura do VII Encontro Estadual de Leitura – Proler, na Universidade Mackenzie. A iniciativa da Rede rompe com o histórico isolamento das bibliotecas e dá a elas um destino que nunca tiveram: o de formuladoras de políticas de leituras. “Com a Rede, a biblioteca deixa de ser apenas um balcão de empréstimo para se transformar num instrumento efetivo de formação de leitores“, resume Durvalina Soares Silva, diretora do Departamento de Bibliotecas da Secretaria Municipal da Cultura.    A Rede tem a parceria da Secretaria Municipal de Educação, através do programa Círculo de Leituras, e pretende se articular com instituições culturais e agentes privados do setor, como editores e livreiros. A idéia é promover uma relação horizontal entre todos os envolvidos no universo do livro, ampliando as possibilidades de inclusão dos mais diferentes segmentos da sociedade na cultura da leitura e da escrita.    Para a criação da rede, a Secretaria da Cultura conta com 90 bibliotecas municipais e outras 460 salas de leitura, num acervo aproximado de 10 milhões de títulos. E já vem desenvolvendo uma série de ações

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Câmara dos Deputados participará de encontro mundial sobre Educação

A Câmara dos Deputados vai participar da IV Reunião Mundial da Educação, promovida pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), que acontece em Brasília entre os dias 8 e 10 de novembro. A Câmara será representada pelo presidente da Comissão de Educação e Cultura, deputado Carlos Abicalil (PT-MT). O Encontro, que discutirá os avanços no compromisso internacional “Educação para Todos” (Education for All), vai reunir os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva; e do Congo, Arthur Zahidi N´Goma; do Diretor Geral da Unesco, Koichiro Matsuura, e de 26 ministros de educação de vários países que integram o Grupo de Alto Nível do “Educação para Todos“.     A abertura do evento está marcado para o dia 8, no Palácio do Itamaraty, às 19 horas. Antes, às 17 horas, será lançado o Relatório Mundial de Monitoramento do “Educação para Todos“ com informações de cerca de 160 países que assumiram o compromisso, no Fórum Mundial de Educação, realizado em Dacar, no Senegal, em 2000, de melhorar os índices de educação de suas populações até o ano de 2015. Esta é a primeira vez que o lançamento do relatório e a reunião acontecem no

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MEC é o maior comprador de livros do mundo

O Ministério da Educação compra, anualmente, 120 milhões de livros didáticos e 36 milhões de obras de literatura. Para a aquisição do acervo deste ano, o investimento foi de R$ 488 milhões. Os dados foram apresentados na 50ª Feira do Livro de Porto Alegre, que termina no dia 15 próximo. O MEC é, assim, o maior comprador de livros do mundo.    Indiretamente, 31 milhões de estudantes da primeira à oitava série da rede pública são beneficiados a cada ano. Só para a quarta e oitava séries e para a Educação de Jovens e Adultos (EJA) são distribuídos 114 títulos diferentes. Para a quarta série são oferecidos 20 milhões; para a oitava, 14 milhões; para as classes de EJA, 3,5 milhões. Diretamente, são beneficiados 3,5 milhões de estudantes da quarta série em 125 mil escolas públicas. Na oitava série, três milhões de alunos de 35 mil escolas recebem os livros. Na EJA, são 463 mil beneficiados em 11 mil escolas.    Além dos livros didáticos, o MEC distribuiu neste ano 144 títulos de obras literárias diferentes nas 20 mil maiores escolas do País de quinta à oitava série. O programa Biblioteca do Professor forneceu 1,5 milhão de obras a 725

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