Aumenta a competição no mercado editorial

A compra de 75% da Editora Objetiva pelo grupo espanhol Prisa-Santillana deve provocar mudanças no mercado editorial brasileiro. A exemplo do que já acontece com outras editoras espanholas no Brasil, a nova Objetiva deve usar o cacife financeiro de sua acionista majoritária para atrair grandes autores contratados de outras editoras. Também deve reforçar drasticamente seu catálogo de obras internacionais, tanto de cunho comercial como de alto nível literário. “O mercado brasileiro vai se transformar em briga de cachorro grande“, diz César Gonzalez de Kehrig, diretor da Editora Planeta do Brasil, braço do Grupo Planeta, o grande concorrente da Prisa-Santillana na Espanha e na América Latina. Desde que chegou ao País, em 2003, a atuação da Planeta tem sido marcada pela contratação de grandes nomes de outras editoras, como Fernando Morais, Zuenir Ventura e Paulo Lins. A editora planeja em três anos estar entre as maiores do País. A Prisa-Santillana optou pela compra de uma editora já conceituada principalmente para ganhar tempo. O grupo vê no País um enorme potencial. “O baixo índice de leitura em comparação com outros países é também um indicador do enorme espaço para crescer no médio e longo prazo“, diz Andrés Cardós, diretor geral da Santillana

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Undime considera Fundeb um avanço

No primeiro encontro da nova diretoria da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), no dia 13 de junho, com o ministro da Educação, Tarso Genro, a presidente eleita, Maria do Pilar Lacerda Almeida e Silva, reforçou o apoio da entidade ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). “Não há dúvida a respeito do avanço que o Fundeb representa para o desenvolvimento da educação no Brasil”, afirmou Maria do Pilar. O ministro, por sua vez, disse que o momento é estratégico para que a educação seja o centro do debate no país.    A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que cria o Fundeb será enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional no dia 14 de junho. A previsão é de que, nos próximos 14 anos, a União realize investimentos no fortalecimento do ensino básico de mais de R$ 50 bilhões. Nos primeiros quatro anos, os investimentos serão gradativos até atingir R$ 4,3 bilhões. O novo fundo inclui, na distribuição dos recursos, os alunos dos ensinos infantil, fundamental, médio e educação de jovens e adultos.     Para Maria do Pilar, o Fundeb terá papel decisivo no sentido de que as escolas públicas

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MEC vai anunciar pacote de bondades

Em meio a uma crise política que se arrasta há quase um mês, o governo federal prepara para o dia 14 de junho a divulgação de uma série de novas medidas na área educacional. Um dos destaques desse “pacote de bondades“ é a obrigação de as escolas técnicas federais oferecerem, a partir de 2006, vagas no ensino médio integradas a cursos profissionalizantes.     Também consta no pacote a criação de uma bolsa de um salário mínimo mensal para alunos do Programa Universidade para Todos (Prouni) matriculados em cursos integrais, como medicina. Devem ser beneficiados cerca de 4.000 estudantes que já obtiveram bolsas integrais no programa. Alguns itens, contudo, não são novidade. Um deles é o envio ao Congresso da já anunciada proposta de emenda constitucional do Fundeb – o novo fundo para financiar a educação básica.     A criação do Fundeb consta da agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva desde a campanha eleitoral, como um dos compromissos do então candidato para melhorar a educação. Desde então, passou por diversas modificações e já foi motivo de atrito entre os ministérios da Educação e da Fazenda por causa da definição dos valores que serão destinados ao fundo.  

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Plano de combate à pirataria avança

Alguns dos 99 pontos do Plano Nacional de Combate à Pirataria – lançado em março pelo governo federal com o propósito de criar práticas de combate ao contrabando, descaminho e falsificação – começam a ganhar corpo. O plano, fruto de debates entre governo, empresariado e estudiosos do tema, é dividido em três grandes ações: repressiva, educativa e econômica.    No aspecto repressivo, a criação de uma divisão especial de combate ao contrabando, descaminho e pirataria nas polícias federal e polícias rodoviária federal está entre as prioridades. Segundo o secretário executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos Contra a Propriedade Intelectual, Márcio da Costa de Menezes e Gonçalves, a instalação das divisões só depende agora da autorização do Ministério do Planejamento. A parte “teórica“ da estrutura necessária e de como funcionarão as divisões já está finalizada.    No que se refere às discussões diplomáticas, Gonçalves afirma que no dia 24 de maio representantes do Itamaraty e do Ministério das Relações Exteriores se reuniram com o governo paraguaio para tratar de um termo de cooperação no que se refere à pirataria e ao contrabando. Segundo ele, a idéia é que exista uma cooperação entre as autoridades. Os policias de

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Livro sob encomenda vira arma contra fraude

É um livro diferente. O conteúdo? Escolhido a dedo, apenas o que interessa. É assim que uma instituição educacional e algumas editoras brasileiras começam a driblar a fraude que erodiu o mercado de livros técnico-científicos, um problema que cortou 10 mil empregos e R$ 400 milhões em receita, valor igual ao mercado formal, diz a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR).    A Anhanguera Educacional, mantenedora de dez faculdades no interior de São Paulo, com 80 cursos, transformou o problema em um novo mercado para as editoras. Criou neste ano o Programa Livro-Texto. Em vez de obrigar os alunos a tirar cópias de livros, criou uma parceria com quatro editoras que fazem tiragens “personalizadas“ para as disciplinas da instituição. Novas editoras devem ser convidadas a participar da iniciativa, considerada uma saída para o combate ao problema.    O acordo já viabilizou a tiragem de 32 mil exemplares. Quatro livros foram publicados conforme a demanda da Anhanguera Educacional, dois deles uma espécie de livro-frankenstein, montados com textos de diferentes publicações. Outros quatro foram encomendados para o segundo semestre. “Há uma disciplina comum em vários cursos que trata do desenvolvimento profissional dos alunos. Não existe no mercado um só livro que reúna

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Boletim Fome de Livro

Livro e leitura têm mais espaço na imprensa    O volume de reportagens, entrevistas e artigos publicados em 2005, quando se comemora o Ano Ibero-americano da Leitura, na imprensa brasileira já é mais do que cinco vezes maior do que foi veiculado no mesmo período no ano anterior. A estimativa foi feita com base em uma análise do clipping de imprensa do Ministério da Cultura, que faz um apanhado diário sobre o que se publica sobre as diversas áreas da cultura nos principais jornais e revistas do País. Mais de 99% das citações são abordagens extremamente positivas e que revelam que o tema entrou definitivamente na agenda nacional e, em particular, na pauta da imprensa brasileira.     Ao lado do tratamento de ação estratégica que vem sendo dispensado à questão da leitura pelo governo federal e da ampla mobilização nacional para comemorar o Ano da Leitura, um dos principais responsáveis pelo resultado, segundo avaliação do presidente do Conselho Diretivo do VIVALEITURA 2005, Galeno Amorim, foi a ação da Assessoria de Imprensa, custeada pela contribuição espontânea de editores e livreiros.     A pequena porém ágil estrutura de comunicação do VIVALEITURA vem distribuindo, três a quatro vezes por semana, informativos

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Presidente e ministro da Educação lançam o Fundeb no próximo dia 14 de junho

No próximo dia 14 de junho, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Educação, Tarso Genro, lançarão oficialmente a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Fundo de Educação Básica (Fundeb), para ser remetida ao Congresso Nacional. A Proposta define a dotação orçamentária de R$ 4,3 bilhões de dinheiro novo da União para investimentos na educação básica, nos próximos quatro anos. O Fundeb financiará toda a educação básica (ensinos infantil, fundamental, médio e educação de jovens e adultos).     O Fundeb substituirá o atual Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef), que, segundo dados de 2004, atendia 30,7 milhões de alunos. Com a implementação do Fundeb, 47,2 milhões de estudantes serão beneficiados. Segundo o ministro Tarso Genro, os recursos repassados ao Fundeb representam uma revolução: “Se compararmos um período de 10 anos do Fundef com o Fundeb passamos de R$ 4 bilhões para R$ 43 bilhões de recursos do Ministério da Educação para a educação básica, o que mostra a revolução educacional que o Fundeb representa”, argumenta o ministro.     Segundo Tarso Genro, todos os estados da Federação sairão ganhando com o Fundo da Educação Básica,

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Livro: Bem mais que o Sudeste

As maiores editoras do país (até segunda ordem, Record, Objetiva, Companhia das Letras, Melhoramentos, Moderna e mais duas ou três) continuam no eixo Rio-São Paulo. Mas existe um mercado editorial, e cada vez mais atuante, se espalhando por outros estados da Federação, em alguns casos com ótimos esquemas de distribuição e divulgação de seus lançamentos. Basta citar Rio Grande do Sul e Paraná, onde a L&PM (RS) e a Travessa dos Editores (PR) têm jogado excelentes títulos nas prateleiras das livrarias do Brasil inteiro.     Experiências semelhantes são vistas em outros estados, em alguns por meio da atuação das fundações culturais – como é o caso da Bahia e de Pernambuco. Em Minas Gerais, além das editoras de expressão sediadas na capital – como a Lê, Dimensão e Formato Editorial -, trabalho de peso vem sendo feito em Juiz de Fora, por intermédio das Edições Funalfa (Fundação Alfredo Ferreira Lage).     Além de bancar um importante prêmio literário anual, a Funalfa tem se aventurado com equilíbrio e sucesso na edição de obras de autores consagrados (em alguns casos, fazendo co-edições com editoras representativas em termos nacionais). Neste caminho, dois livros importantes chegam ao mercado, com distribuição nacional. São

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São Paulo, enfim, comemora: todos seus municípios têm bibiliotecas

Foi alcançado, em maio, o principal objetivo do programa São Paulo: Um Estado de Leitores, da Secretaria da Cultura do Estado. Nesse mês, foi inaugurada a biblioteca pública do último município paulista que ainda não contava com um estabelecimento do tipo. A comemoração coincidiu com a troca do titular da pasta da secretaria: Cláudia Costin saiu, e João Batista de Andrade assumiu.    Apesar da mudança, estão programadas novas inaugurações de salas de leitura. Entre os dias 3 e 29 de junho, serão abertas mais seis, nas quadras e barracões de escolas de samba da capital paulista. Serão contempladas a Escola de Samba Leandro de Itaquera; a Prova de Fogo, na Vila Jaguará; a Vai Vai, na Bela Vista; a Torcida Jovem do Santos, no Jd. Aricanduva; o bloco Caprichosos do Piqueri e a escola Dom Bosco, da Cohab Itaquera. A solicitação das salas de leitura partiu das próprias escolas de samba e foi aceita pela Secretaria da Cultura, por estar de acordo com o projeto São Paulo: Um Estado de Leitores. A idéia é ampliar o acesso aos livros para os sambistas e também para os moradores dos bairros onde as escolas de samba estão instaladas.    O programa

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