Em busca dos catálogos

Na semana passada, o mercado editorial carioca foi chacoalhado por duas notícias: primeiro foi a venda de 75% da editora Objetiva, uma das maiores do país, que publica o Dicionário Houaiss e o escritor Luis Fernando Verissimo, para o grupo espanhol Prisa-Santillana, presente em mais de 20 países e dona do jornal El Pais, entre outras publicações. A segunda foi a compra de metade da editora Nova Fronteira pela Ediouro, que no fim do ano passado já havia adquirido o catálogo e a marca da antiga editora Agir e que já tinha sob suas asas a Relume-Dumará. Os cadernos de economia fizeram a festa com os dois negócios milionários. Falaram dos R$ 20,4 milhões que envolveram o negócio da Objetiva e da formação de um pequeno conglomerado pela Ediouro.     Mas nas entrelinhas da história, que se soma a outros movimentos recentes do mercado, a grande questão é o que isso tudo tem a ver com livros. Negócios à parte, o fato é que nunca se publicou tanto livro novo no país. Entre as editoras do Rio, as médias são altas. Por mês, a Record, a maior lançadora, coloca 28 títulos novos na praça, sem contar suas editoras e

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Educação básica é tema central em conferência internacional

Apresentar o conjunto de propostas que estão sendo encaminhadas pelo Ministério da Educação no segmento da educação básica foi o ponto central da palestra que o secretário de Educação Básica do MEC, Francisco Chagas Fernandes, proferiu na conferência internacional Desconstrução das Reformas Educativas do Neoliberalismo – os desafios de uma formulação de propostas desafiadoras. A conferência terminou no dia 23 de junho, em Buenos Aires, Argentina.     Chagas enfatizou temas como a redefinição do financiamento com a proposta do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), a política de formação de professores que está sendo desenvolvida pelo MEC, tanto para a educação infantil quanto para os ensinos fundamental e médio, e a questão da inclusão educacional. “O MEC saiu de uma política de foco, de centrar em apenas um segmento, etapa ou modalidade, para trabalhar com um processo sistêmico, ou seja, tendo toda a educação como prioridade e como principal a qualidade”, afirmou.     Para Chagas, a importância da participação do MEC nesse evento é o destaque que o Brasil vem tendo nas relações internacionais, com o Mercosul, tanto em relação à economia quanto à educação. “Quando o ministro vai ao Congresso Nacional e afirma que

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Ano da Leitura terá cem mil ações no Brasil

Zerar o número de municípios sem bibliotecas até 2006, aumentar em 50% o índice nacional de leitura até 2007 e possibilitar o acesso a livros aos 32 milhões de estudantes e oito milhões de professores da escola pública são algumas das metas do governo federal dentro do calendário do Ano Ibero-americano da Leitura, o Vivaleitura 2005, realizado em 21 países da Europa e das Américas. Este ano, o Brasil deve somar cem mil ações de estímulo à leitura, realizadas pelos governos federal e estaduais, setor privado e ONGs. “O Brasil será o país com maior número de ações dentro do Ano Ibero-americano da Leitura“, diz Galeno Amorim, presidente do Comitê do Vivaleitura.    Os ministérios da Educação e da Cultura atuam no desenvolvimento de projetos de incentivo à leitura, que vão integrar o Plano Nacional do Livro, o Fome de Livro, que deve ser lançado em setembro. O plano é formado por ações de 14 ministérios, fundações e institutos federais. Programas como desoneração fiscal do livro, cuja lei está em vigor desde dezembro, distribuição de livros pelo MEC e implantação de bibliotecas públicas em diversas cidades completam o plano. Segundo Galeno, a desoneração fiscal vai representar este ano uma injeção

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FNDE vai enviar revistas para escolas públicas

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) finalizou a negociação dos quatro periódicos que serão enviados para as escolas públicas de ensino fundamental a partir do segundo semestre deste ano. Foram adquiridos 4,3 milhões de exemplares das revistas Nova Escola, Pátio Pedagógico, Pátio Infantil e Ciência Hoje das Crianças. O investimento na compra das revistas, num valor total de R$ 8.787.571,60, teve por intuito propiciar mais um meio de informação para os professores, funcionários e estudantes dessas escolas.     Os periódicos estão melhorando o trabalho dos professores e o aprendizado dos alunos. “As revistas adquiridas têm uma grande utilização nas escolas públicas do País e vêm sendo distribuídas pelo MEC há vários anos, funcionando como fontes adicionais de material de auxílio aos professores em suas aulas”, afirma o diretor de Ações Educacionais do FNDE, Daniel Balaban.     Todas as escolas públicas de ensino fundamental que possuem mais de 50 alunos matriculados serão beneficiadas com os periódicos. O conteúdo das publicações é voltado para os professores, que, por meio delas, podem melhorar o aprendizado dos estudantes e se informar como anda a educação pelo país. “O objetivo da distribuição dos periódicos é propiciar aos professores da rede pública

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Tarso diz que educação é o remédio contra a corrupção

“Se tivéssemos um sistema educacional republicano, democrático, abrangente e inclusivo, combinado com um crescimento econômico de 5%, não teríamos crise política. Estas questões seriam meramente de natureza policial”, disse o ministro da Educação, Tarso Genro, durante o lançamento da Frente Parlamentar em Defesa da Troca da Dívida por Investimentos em Educação, dia 22 de junho, na Câmara dos Deputados.    Tarso Genro salientou a importância do engajamento da Câmara Federal na proposta do governo de converter parte da dívida em educação. “É extremamente importante realizar esta frente aqui no parlamento, com a participação de deputados, respaldados por uma bancada significativa que tem condições de se ramificar por todos os partidos”, afirmou.    Segundo o coordenador da frente, que conta com 51 parlamentares, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), a idéia é criar um espaço de diálogo na sociedade brasileira para fortalecer a proposta do governo federal sobre a matéria. “O nosso objetivo é trabalhar para dar respaldo às iniciativas em educação do governo federal e ampliar o debate para todo o país.”    Hoje, a dívida líquida brasileira é de R$ 192,75 bilhões, sendo que 79% desse valor não pode ser convertido, por ser dívida mobiliária. O débito com o Clube de

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Boletim Fome de Livro

VIVALEITURA instala comitês estaduais    Além do Comitê Executivo nacional (veja nota abaixo), o VIVALEITURA conta com o apoio de diversos comitês executivos regionais instalados nos estados. Os primeiros a funcionar foram os comitês do Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Distrito Federal. Em São Paulo, o comitê estadual é representado pelo próprio Conselho Paulista de Leitura.     Diversos outros comitês foram formados em junho e o objetivo é ter pelo menos um em cada estado até fins de julho para garantir uma ação bastante abrangente em todas as regiões e estados brasileiros no Ano Ibero-Americano da Leitura. A partir desta edição, o boletim vai trazer semanalmente pelo menos uma nota sobre as ações e o funcionamento de comitê estadual.      Rio inaugura comitê do VIVALEITURA     O Comitê Rio do VIVALEITURA ganhou novo impulso após a reunião realizada na última segunda-feira (20/6) na Biblioteca Estadual do Estado do Rio de Janeiro (BPERJ). O encontro contou com as presenças da Subsecretária Estadual de Cultura, Vânia Bonelli, e de Lucia Jurema, do Comitê Executivo Nacional do Ano Ibero-americano da Leitura. Mais de 20 entidades participaram da reunião.     Após as apresentações, em

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Resolução define normas para educação de jovens e adultos

Já está disponível na página eletrônica do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) a Resolução n.º 25, de 16 de junho. Publicada no dia 17 de junho, no Diário Oficial da União, ela estabelece critérios e normas de transferência de recursos financeiros ao Programa de Apoio aos Sistemas de Ensino para Atendimento à Educação de Jovens e Adultos (Fazendo Escola).  A novidade é a decisão de garantir recursos do programa a todos os municípios que no Censo Escolar do ano passado registraram alunos matriculados na educação de jovens e adultos (EJA).  Com um orçamento de R$ 460 milhões em 2005, o programa promove a formação continuada de professores, adquire, imprime ou produz livros didáticos, remunera professores e compra gêneros para a alimentação de alunos do Fazendo Escola.  A EJA beneficia aproximadamente dois milhões de alunos de escolas públicas urbanas ou rurais das redes municipal, estadual e do Distrito Federal, de acordo com o Censo Escolar de 2004 do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC). Aí incluídos os remanescentes do programa Brasil Alfabetizado.  Parceria — O programa decorre de parceria entre a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), responsável pela coordenação; o FNDE, a quem cabe

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Ações para qualidade na educação aguardam votação no Congresso

No dia 14 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma série de ações do MEC para a qualidade na educação que tratam desde o financiamento do ensino básico (Fundeb) até a formação de professores. Agora, os textos de projeto de lei (PL), medida provisória (MP) e proposta de emenda constitucional (PEC) aguardam votação e aprovação no Congresso Nacional.    Os trâmites para que as ações sejam votadas são um pouco complexos. Oficialmente, a PEC do Fundeb ainda não deu entrada na Câmara dos Deputados, pois deve ser lida em Plenário. Logo após, a matéria passará pela Comissão de Constituição e Justiça e pela Comissão Especial, para então ser enviada aos plenários da Câmara e do Senado.     Do pacote de ações para qualidade na educação fazem parte o PL nº 5.452, que amplia o ensino fundamental de oito para nove anos, além do PL, ainda sem número, que autoriza a concessão de bolsas de estudo e de pesquisa a participantes de programas de Formação Inicial e Continuada de Professores para a educação básica.    Também tramita no Congresso a MP nº 251, que institui o Projeto Escola de Fábrica, o Programa de Educação Tutorial e

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Rodas de leitura e outras ações na escola. O Brasil quer mais leitores

O jardineiro da Escola da Vila, Antonio Carlos das Neves, retira livros infanto-juvenis da biblioteca. Difícil começar a se habituar à leitura com longos clássicos, explica a professora. O prazer de ler para ele surgiu durante rodas de leitura organizadas pela escola, na zona sul de São Paulo, que neste ano passaram a juntar funcionários e alunos. A escolha de 2005 como o Ano Ibero-Americano da Leitura por várias organizações internacionais tem movimentado colégios particulares, governo e terceiro setor. Um dos objetivos é mudar o baixo índice de 1,8 livro por habitante lido por ano no País. “A escola tem uma papel primordial no desenvolvimento da leitura. Depois da família, é ela que ajuda a formar novos leitores“, diz Galeno Amorim, presidente do conselho diretivo do Ano Ibero-Americano da Leitura no Brasil, que aqui foi batizado de Viva Leitura. Ele também é o responsável pelo Plano Nacional do Livro e Leitura, instituído neste ano, que apóia a produção de livros, a criação de bibliotecas públicas e promove ações para uma maior consciência sobre o valor da leitura. Uma delas será uma gincana entre escolas, organizada pela Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) no segundo semestre. Ganha a escola que

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