Em busca dos catálogos
Na semana passada, o mercado editorial carioca foi chacoalhado por duas notícias: primeiro foi a venda de 75% da editora Objetiva, uma das maiores do país, que publica o Dicionário Houaiss e o escritor Luis Fernando Verissimo, para o grupo espanhol Prisa-Santillana, presente em mais de 20 países e dona do jornal El Pais, entre outras publicações. A segunda foi a compra de metade da editora Nova Fronteira pela Ediouro, que no fim do ano passado já havia adquirido o catálogo e a marca da antiga editora Agir e que já tinha sob suas asas a Relume-Dumará. Os cadernos de economia fizeram a festa com os dois negócios milionários. Falaram dos R$ 20,4 milhões que envolveram o negócio da Objetiva e da formação de um pequeno conglomerado pela Ediouro. Mas nas entrelinhas da história, que se soma a outros movimentos recentes do mercado, a grande questão é o que isso tudo tem a ver com livros. Negócios à parte, o fato é que nunca se publicou tanto livro novo no país. Entre as editoras do Rio, as médias são altas. Por mês, a Record, a maior lançadora, coloca 28 títulos novos na praça, sem contar suas editoras e