Municípios dizem que novo fundo do MEC trará prejuízos

Projetado pelo Ministério da Educação (MEC) para tornar o Ensino Médio gratuito acessível a 100% dos adolescentes de 14 a 17 anos, o Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) pode ter um efeito colateral: a transferência de recursos dos municípios para o Estado. O argumento é da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), cujos estudos indicam que 373 municípios gaúchos perderiam verba com o Fundeb enquanto o Estado reduziria seu déficit na Educação em R$ 74,8 milhões anuais.     A transferência de recursos, conforme a CNM, é efeito da substituição do Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef) – criado em 1996 para financiar o Ensino Fundamental – pelo Fundeb. Pelo novo projeto do MEC, o número de impostos municipais e estaduais envolvidos na alimentação do fundo cresceria de cinco para 10. Enquanto no Fundef (o vigente), os municípios financiavam e gerenciavam os recursos do Ensino Fundamental, com o novo fundo, as prefeituras ajudarão a financiar o Ensino Médio, mas não terão a gerência desses recursos. A missão será do Estado, que receberá mais dinheiro.     – O projeto estabelece um conflito federativo. É uma reforma tributária que

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Boletim Fome de Livro

Primeira videoconferência regional para a CSLL será no NE    Está marcada para o próximo dia 5/7, das 10 às 12h30, a primeira da série de cinco videoconferências para debater e concluir o processo de composição da Câmara Setorial do Livro e Leitura (CSLL), que está sendo criada pelo Ministério da Cultura. A primeira delas será na Região Nordeste e acontecerá simultaneamente no Ceará, Pernambuco, Bahia, Piauí, Maranhão, Alagoas, Paraíba, Sergipe, Rio Grande do Norte e também em Minas Gerais, com geração e transmissão do Banco do Nordeste. A mediação será feita, a partir de Fortaleza, pelo coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Galeno Amorim.    As datas das próximas videoconferências – nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte – serão divulgadas nos próximos dias. Além de conhecer e debater a proposta construída com a participação de todas as áreas envolvidas, a região deverá escolher o seu representante na CSLL.       Como participar da videoconferência do Nordeste    Os dirigentes de entidades da cadeia do livro – autores, fabricantes de papel, gráficas, editoras, distribuidoras, livrarias, trabalhadores do setor, bibliotecários, especialistas em leitura – e representantes de organizações não-governamentais ou de entidades ligadas aos governos federal,

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FNDE transfere recursos do Fundef

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE/MEC) depositou no dia 28 de junho, R$ 23.250.885,00 para os estados de Alagoas, Maranhão, Pará e Piauí e seus municípios, referentes à complementação da União ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (Fundef). Os recursos estarão disponíveis nas contas dos beneficiários no próximo dia 30 de junho.     A parcela complementar da União é destinada aos estados cujas arrecadações não foram suficientes para atingir o valor mínimo por aluno/ano fixado por decreto do presidente da República. Os valores mínimos fixados para este ano ficaram em R$ 632,97 para alunos de 1ª a 4ª série e R$ R$ 664,00 para os de 5ª a 8ª série das escolas rurais. Nas escolas urbanas, o valor per capita é de R$ 620,56 para estudantes de 1ª a 4ª série e de R$ 651,59 para 5ª a 8ª série. O valor per capita da educação especial é de R$ 664,00. A distinção entre os valores pagos a escolas urbanas e os destinados às escolas rurais passou a vigorar a partir de 2005.  

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Educação gera crescimento para a sociedade

O primeiro painel do seminário Educação e Investimento: Conversão da Dívida para o Desenvolvimento, apresentado no dia 28 de junho, na Bovespa, em São Paulo, discutiu a viabilidade para a troca de dívida por investimento em educação. O debate, que durou duas horas, estimulou a convicção de que investimento em educação eleva os níveis globais de eficiência econômica.    Os participantes compartilharam a idéia de que educação gera crescimento e renda, o que reduz a pobreza e a exclusão social. Fizeram parte da mesa, Daniel Filmus, ministro da Educação, Ciência e Tecnologia da Argentina; Thomas Terstegen, vice-cônsul da Alemanha em São Paulo e representante do Governo da Alemanha; Francisco Piñon, secretário-geral da Organização dos Estados Ibero-Americanos; Luiz Marinho, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT); e José Márcio Camargo, professor do Departamento de Economia da PUC (RJ).    Para Daniel Filmus, a América Latina, por ser a mais endividada, é a região que mais sofre com a dívida externa. Segundo ele, os países que estão juntos nessa iniciativa não querem um simples perdão da dívida, mas que os recursos do pagamento dela sejam revertidos em investimento na educação. “O maior investimento para o crescimento de um país é o investimento

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Brasileiro gasta 18,4 h com TV e 5,2 h com livro

Os brasileiros gastam com televisão mais do que o triplo de tempo que passam lendo. Em uma semana, são 18,4 horas em frente à TV e 5,2 diante dos livros. Rádio e internet também estão na frente da leitura: 17,2 e 10,5 horas, respectivamente. Os dados foram divulgados pelo instituto de pesquisa NOP World. O levantamento avalia o consumo cultural em 30 países e aponta uma tendência de despender menos tempo para a leitura do que para televisão, rádio e internet. O Brasil aparece em oitavo lugar no ranking de consumo de televisão. As 18,4 horas semanais estão acima da média mundial, de 16,6. É também o caso do rádio. Em segundo lugar nessa lista, os brasileiros passam 17,2 horas com o “avô“ das mídias, mais do que as oitos horas da média dos países. O Brasil é um dos campeões em uso de internet, ocupando o nono lugar do ranking. São 10,5 horas por semana, enquanto o consumo global é de 8,9 horas e o dos norte-americanos, 8,8 horas. Já no caso da leitura, o país está perto do lanterninha. Com suas 5,2 horas, ficou em 27º, abaixo da média mundial, de 6,5 h, e próximo do último colocado,

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Doações de livros

A Representação Regional do Ministério da Cultura, em São Paulo, recebeu cerca de 1.200.000 livros infanto-juvenis, nos meses de maio e junho. Esses exemplares foram doados por autores, editoras e livrarias que não conseguiram vender seus estoques.    A direção da Representação do MinC resolveu doar estes livros para ONGs, escolas, associações, creches e diversas entidades sociais de São Paulo.     Fizeram um levantamento sobre o trabalho de cada uma e a quantidade de crianças atendidas. Foram enviados cinco títulos para serem entregues a cada criança, para ela levar para casa. Assim, ela será a “dona“ dos seus primeiros livros e, dessa forma, aprender a cuidar deles e a gostar de leitura.     Algumas instituições informaram que as crianças chegam a dormir com os livros e fazem com que seus familiares leiam para elas. Dessa forma incentivam toda a família ao hábito da leitura.    A intenção da Representação de São Paulo é de que outras pessoas (editoras, autores e livrarias) doem os livros que estão em depósitos ou sem possibilidade de venda.    Para mais informações sobre este assunto ligar para: (11) 5539-6304. 

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MEC apresenta na Bovespa proposta de troca da dívida por educação

O ministro da Educação, Tarso Genro, apresenta no dia 28 de junho, às 9 horas, à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), as propostas de conversão da dívida externa em investimentos na educação. Segundo o ministro, há diferentes maneiras de converter a dívida. “Serão apresentadas formas para que os investidores da Bolsa de Valores possam participar da troca da dívida por educação”, adiantou. O secretário executivo adjunto do MEC, Jairo Jorge, disse que o Seminário Educação e Investimentos será um espaço para o amplo debate envolvendo economistas, empresários, sociedade civil e investidores sobre mecanismos inovadores para o financiamento da educação. “É uma proposta que envolve os países credores na perspectiva de um desenvolvimento sustentável das nações pobres ou em desenvolvimento”, afirmou. Serão apresentados estudos técnicos do professor de economia Rogério Sobreira, da Fundação Getúlio Vargas. Segundo Sobreira, os mecanismos da conversão da dívida externa estão focados num trabalho junto ao Clube de Paris – grupo de países credores –, com o qual o Brasil tem uma dívida de R$ 8,81 bilhões. Espanha – Na próxima semana, o ministro Tarso Genro viaja à Espanha para apresentar projetos de conversão da dívida de US$ 25 milhões. Em troca da dívida o

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Aluno estadual tem leitura regular

O maior contingente dos alunos das escolas estaduais de São Paulo tem nível regular de leitura. Isso quer dizer que muitos deles, dependendo da série, não são capazes de interpretar um texto se os conteúdos não forem explícitos, identificar a seqüência dos fatos em uma reportagem ou perceber a ironia na literatura. Esse é o resultado do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), realizado por 4 milhões de estudantes no fim de 2004. O Estado teve acesso aos dados com exclusividade.    O nível regular, no entanto, no qual estão mais de 35% dos alunos em quase todas as séries, significa que eles acertaram mais de 50% das questões da prova. “Não é ótimo, mas é um bom resultado pelo tamanho da rede“, diz o secretário da Educação, Gabriel Chalita. O governo, segundo ele, precisa se preocupar com os cerca de 30% que estão nos níveis insuficiente e abaixo de insuficiente. Em todas as séries, outros 25% tiveram resultado considerado bom; de 5% a 6%, muito bom, e menos de 1%, ótimo.    Em 2004, pela segunda vez o exame foi realizado com todos os alunos da rede e não por amostragem. Os resultados

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Lula fala em educação como solução para o Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a reunião com diretores da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, no Palácio do Planalto, para defender maiores investimentos na educação, por muito mais anos, como solução para os problemas do País. E para elogiar a atuação do ministro Tarso Genro. “Certamente, Tarso, um mandato de quatro anos, ou como você está na administração do ministério há três anos, ou, quem sabe, mais anos, ainda seja pouco para a gente poder recuperar o tempo perdido“, afirmou o presidente, ao comentar que acaba de voltar da Coréia do Sul.     Lula lembrou que viu como aquele país, que há poucos anos era muito inferior ao Brasil do ponto de vista da indústria e do conhecimento tecnológico e educacional, sofreu uma grande transformação porque “acreditou na educação como instrumento para chegar onde chegou“. Em seguida, o presidente voltou a atacar as políticas adotadas pelos governos anteriores, ao salientar que o que viu na Coréia o levou a pensar que há 20 ou 30 anos o Brasil poderia ter pensado em investir na educação, já que todos os governantes tinham, no mínimo, diploma universitário. “Por isso mesmo tinham mais obrigação de compreender a

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