Softs se adaptam ao acordo ortográfico

Um dos impactos do Acordo Ortográfico, assinado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, se dará sobre a informática, a começar pelos verificadores ortográficos dos editores de texto.    Segundo a Microsoft, a atualização do corretor do pacote Office será gratuita para todos os usuários.    O Acordo Ortográfico mudará a grafia de aproximadamente 0,5% das palavras no Brasil.     Mudanças como o fim do trema, do acento agudo em ditongos abertos (“idéia“ será “ideia“) e do acento circunflexo com duplos “e“ e “o“ (“vôo“ será “voo“) ocorrerão gradativamente de 1º de janeiro do próximo ano até 2012.    Segundo Eduardo Campos, gerente-geral da divisão de produtividade e colaboração da Microsoft, ainda não foi definida a data em que a atualização do Office estará disponível, “mas há um comprometimento da Microsoft em colocar isso à disposição dentro do prazo estabelecido pelo governo“.    “Essa atualização poderá vir dentro de um service pack [pacote de atualizações], que acontece de tempos em tempos nos produtos, ou, eventualmente, pode até haver uma atualização específica para o Office do Brasil“, afirmou Campos.    Assim como é possível manter em uma mesma instalação do Office corretores ortográficos de idiomas diferentes, você

Ler mais

Mais de 23 milhões de alunos receberão obras selecionadas

Cerca de 23,6 milhões de estudantes das séries finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) e do ensino médio poderão ler, consultar e pesquisar, nas bibliotecas das suas escolas, 300 novas obras literárias. Os acervos do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) que chegarão às escolas das redes públicas, estaduais e municipais, no primeiro semestre de 2009, compreendem 12 gêneros literários.    Das 2.088 obras avaliadas nesta etapa do PNBE, foram selecionadas 600, sendo 300 para o ensino fundamental (séries finais) e 300 para o ensino médio. A relação dos 600 títulos foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 7, seção 1, páginas 6 a 9.    Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) indicam que os acervos vão atender 49.327 escolas que oferecem as séries finais do ensino fundamental, onde estudam 16,4 milhões de alunos, e 17.471 escolas de ensino médio, com 7,2 milhões de alunos.     Os títulos serão distribuídos às bibliotecas escolares segundo o número de matrículas registrado no Censo Escolar. Escolas com até 250 alunos receberão 100 títulos; de 251 a 500 alunos, 200 obras; acima de 501 estudantes, 300 títulos. Os acervos serão compostos por poema, conto, crônica, teatro,

Ler mais

Dia Estadual da Leitura

No estado de São Paulo é lei: 12 de outubro é o Dia da Leitura. E a Secretaria Estadual da Cultura, através da Organização Social (OS) Poeisis, juntamente com o Instituto Ecofuturo, realizará um projeto em todo o estado. A ação tem o apoio da Suzano, Fundação Vitor Civita, Grupo Gerdau, FNLIJ, Livraria Martins Fontes e PublishNews, e consiste na ampliação de oportunidades para que o tema do dia seja atendido: “Leia um livro com seu filho”.   A Secretaria organizou oficinas para preparar bibliotecários, crecheiros, funcionários públicos, professores, agentes de saúde e outros trabalhadores e voluntários que se disponham a trabalhar para que mais e mais crianças tomem gosto pela leitura. As oficinas “Brincar de ler” estão preparando pessoas que se comprometeram a realizar leituras, no dia 12, em instituição ou ambiente de trabalho, a partir das propostas apresentadas.     No site www.diadaleitura.org.br também será disponibilizado um ambiente especial para os participantes da oficina. O Dia da Leitura é uma realidade em São Paulo e há uma lei em tramitação em âmbito nacional, de autoria do Senador Cristóvão Buarque, que propõe a transformação desta numa data nacional. Nesta quarta-feira você poderá conferir no PublishNews a programação especial da

Ler mais

Escola se prepara para novas regras

Assinado na semana passada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o acordo ortográfico da língua portuguesa, que entrará em vigor no dia 1º de janeiro de 2009, é trabalhado de maneira diversa por colégios de São Paulo. Alguns anteciparam as novidades e deram início a oficinas e debates com os alunos. Outros optaram por iniciar as conversas apenas no ano que vem, introduzindo aos poucos as mudanças, até porque haverá um período de transição de quatro anos. Até dezembro de 2012, as duas ortografias, a atual e a nova, serão aceitas.     “É um momento de transição, mas devemos ter noção de que o impacto será maior para a nossa geração do que para a dos estudantes atuais, porque eles têm uma capacidade maior de entender que o conhecimento está em constante transformação”, analisa Débora Vaz, diretora pedagógica da Escola Castanheiras.     De acordo com Elenice Lobo, diretora pedagógica do Colégio Santo Américo, a transição será feita adotando a nova ortografia como padrão, sem punir o uso da ortografia antiga em um primeiro momento. “Em se tratando de avaliações, a orientação será indicar sempre a nova forma, sem descontar pontos dos alunos”, diz. No Santa Maria, os

Ler mais

Juca Ferreira diz que biblioteca não pode ser um depósito de livros

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, disse ser favorável à recriação de um órgão dentro da pasta para gerir as políticas públicas do livro e leitura do governo federal e defendeu que as bibliotecas públicas devem assumir um novo papel na sociedade. “Precisamos mudar a idéia que o brasileiro tem de biblioteca: é preciso tirar do brasileiro uma idéia de biblioteca como depósito de livros”, afirmou, em entrevista exclusiva à agência Brasil Que Lê, que será publicada pela revista Panorama, a principal publicação sobre o mundo do livro no Brasil, que circula esta semana. Sobre a recriação da Secretaria Nacional do Livro do Livro e da Leitura, fechada pelo próprio MinC em 2003 e que vem sendo reivindicada pelas lideranças da área, Juca se diz simpático à idéia: “Certamente ajudará a enfrentar os muitos desafios colocados para nós que queremos fazer do Brasil um País de leitores”, disse, argumentando, no entanto, que é necessário definir melhor qual deve ser o formato. Eis as respostas do ministro, formuladas por personalidades da área do livro e da leitura, em sua primeira entrevista sobre o tema. Luís Torelli, presidente da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL): Quais são suas prioridades e investimentos

Ler mais

MinC anuncia 600 bibliotecas comunitárias

O Ministério da Cultura abriu edital para apoiar a instalação de 600 bibliotecas comunitárias no País. O governo dará preferência a instituições ou pessoas físicas que já realizam projetos de leitura há pelo menos um ano e para os 410 municípios considerados prioritários pelos programas Território da Cidadania, do Ministério da Justiça, e Mais Cultura, do próprio MinC.    Os escolhidos receberão um kit com 500 livros, um computador e mobiliário básico, composto por mesa, cadeira, estantes e almofadas. A Fundação Biblioteca Nacional fará a compra e a distribuição dos acervos. O projeto, chamado de Pontos de Leitura, segue na linha do programa Cultura Viva, que instituiu os chamados Pontos de Cultura na gestão do ex-ministro Gilberto Gil.    O anúncio do edital põe fim a uma espera de um ano desde que o Ministério da Cultura anunciou, numa grande festa em Brasília, o programa Mais Cultura. Na ocasião, foi anunciada, entre outras metas para a área, a criação de 20 mil pontos de cultura, 4 mil dos quais como pontos de leitura.    A portaria assinada pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, instituiu o Pontos de Leitura como concurso e aproveitou para fazer uma homenagem nesta edição ao centenário

Ler mais

Ensino brasileiro está entre os piores, diz Bird

Estudo divulgado ontem pelo Bird (Banco Mundial) aponta que, no Brasil, a oferta de serviços básicos para crianças é somente pouco superior à média da América Latina. Especificamente em educação, o país fica nas últimas colocações. Para fazer a análise, a entidade criou um indicador chamado Índice de Oportunidades Humanas, que analisa fatores de ensino e de moradia (acesso a água, energia e saneamento). Se considerados apenas os indicadores educacionais, o Brasil ficou em 15º lugar entre 19 países, atrás de Bolívia, Peru e República Dominicana. Os mais bem posicionados foram Chile, Jamaica e Argentina. Foram analisados o número de alunos que terminam a sexta série (antigo ginásio) na idade correta e a quantidade de crianças entre 10 e 14 anos na escola. Na escala de 0 a 100, o Brasil tirou 67 no indicador de educação. A média da região foi 76. Já na nota que condensa tanto fatores educacionais quanto de moradia, o país subiu para décimo, com nota 72. A média da região ficou em 70. De acordo com o estudo, “o Brasil está perto do acesso universal à eletricidade, a meio caminho no saneamento e tem muito o que fazer na educação“.     Repetência –

Ler mais

Editoras começam a se adaptar à reforma ortográfica

As editoras já começam a se adaptar às novas regras de ortografia que começam a valer a partir de 1º de janeiro de 2009. O Ministério da Educação (MEC) deu prazo de até 2010 para que os livros didáticos estejam adaptados às novas normas da língua portuguesa.    Entre as novidades, estão a supressão do trema, a queda de acentos diferenciais e as alterações na regra do hífen. Entenda as mudanças aqui.    A editora do dicionário Aurélio já lançou edições revisadas do dicionário e, para modificar todo o catálogo de livros, contratou um time de 20 revisores que também está em fase de adaptação. “Algumas das novas regras são muito diferentes, então demora um pouco para a gente se adaptar e fazer as alterações”, explica a revisora Valérica Zelik.     Em outra editora, a preocupação é com os professores que vão receber os novos livros. Há 300 títulos em produção e todos, já revisados, estarão em breve nas escolas. Por isso, funcionários estão sendo treinados pra dar cursos a 4 mil educadores de todo o país.     Problemas na adaptação    Para a Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), um dos problemas a serem enfrentados pelas

Ler mais

Brasil produziu 351 milhões de livros em 2007

O mercado editorial brasileiro cresceu 6,4% em 2007 e seu faturamento anual foi de R$ 2,28 bilhões, ante R$ 2,14 bilhões no ano anterior. As editoras venderam no período um total de 200.257.845 exemplares, 8,2% a mais que em 2006, quando foram comercializados 185.061.646 exemplares. O número de livros produzidos no País, um dos oito maiores produtores de livros no mundo, cresceu ainda mais: 9,5% (351.396.288 exemplares, ante os 320.636.824 de um ano antes). Os dados foram anunciados hoje (1/10), em São Paulo, pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel) e fazem parte da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro 2007, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).    Já a quantidade de novos títulos editados no País caiu: foram lançados 18.356 obras, enquanto que no ano anterior esse número chegou a 20.177. A quantidade de livros impressos em 1ª edição supera, no entanto, em 37,9% a de 2006: foram produzidos 112.248.282, ante 81.374.917. O total de títulos editados no ano, o que inclui as reedições, também foi menor. De acordo com o levantamento, 45.092 títulos foram editados em 2007 (26.736 eram reedições), contra 46.025 (25.848 reeditados) de 2006.   

Ler mais
Menu de acessibilidade