Muito mais que livros

Quanto vale uma biblioteca formada ao longo de décadas por um intelectual, professor ou escritor? Que histórias e influências esses acervos de vidas inteiras têm a nos contar sobre seus criadores e a época em que viveram? O poeta e diretor executivo da Casa das Rosas, Frederico Barbosa, que cuida da biblioteca do poeta concretista Haroldo de Campos, lembra do descritivo da biblioteca de um cônego na cidade de Ouro Preto, interior de Minas Gerais, no século XIX. “Nele havia uma relação de livros importantes para a época, livros que tinham acabado de sair na Europa. O descritivo ajudou a revelar um pouco mais da sociedade mineira na época da Inconfidência”, lembra.    Para a professora aposentada Heloísa Cerri Ramos, “a preservação do acervo de um escritor é a preservação da memória e da cultura do país. Porém, o brasileiro parece não possuir essa memória”, lamenta. Um exemplo de abandono, até pouco tempo atrás, era a Fundação Casa Museu Jorge Amado, localizada no bairro do Pelourinho, Salvador, na Bahia.    ACERVO JORGE AMADO  Com a diminuição do repasse estadual no orçamento de 2007, principal fonte de renda do museu, a direção precisou demitir 13 dos 25 funcionários, fechar o Café-Teatro

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Só Sudeste cumpre 8 anos de ensino

O Sudeste é a primeira região do País onde a população alcançou a média de oito anos de estudo, o mínimo obrigatório desde a aprovação da Constituição, há 20 anos. Os microdados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007, analisados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), mostram que a escolaridade no País cresceu em todas as regiões entre 2006 e 2007, atingindo uma média de 7,3 anos de estudo. No entanto, o Nordeste ainda fica bem atrás das demais, com uma média de apenas seis anos.  Ironicamente, o Sudeste chega aos oito anos de estudo no mesmo ano em que foi aprovado o aumento da escolaridade obrigatória para nove anos. Assim, mesmo alcançando o que ditava a Constituição de 1988, a região ainda está defasada.  A análise dos dados da Pnad mostra, ainda, que, apesar dos investimentos feitos para tentar reduzir as desigualdades regionais, as regiões que deveriam crescer mais rápido mantêm a mesma aceleração do Sudeste. De 1992 a 2007, a população do Nordeste passou a ter mais 2,2 anos de estudo, saindo de 3,8 para 6 anos. No Sudeste, que já em 1992 era a região com maior escolaridade, o aumento foi de 2,1 anos.

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Como a digitalização irá moldar o futuro das editoras?

Os organizadores da Feira do Livro de Frankfurt realizaram uma grande pesquisa para descobrir como a digitalização vai influenciar o futuro da indústria editorial. Mais de 1000 profissionais da indústria de mais de 30 países responderam ao questionário, emitido através da Feira do Livro de Frankfurt Newsletter. A pesquisa revela o comércio de livraria on line como o mais importante desenvolvimento do setor nos últimos 60 anos.     Os resultados mais interessantes ainda indicam que a influência digital chinesa na edição internacional prevê triplicar nos próximos cinco anos; os consumidores, a Amazon e o Google são creditados como pivô do processo de digitalização; e que o conteúdo eletrônico irá ultrapassar livros tradicionais em vendas em 2018. A pesquisa apontou que a digitalização continua a revolucionar todos os aspectos do comércio livreiro.     Este ano, mais de 70% dos questionários revelaram que o segmento se sente pronto para o desafio digital. A sondagem indicou ainda que a atual opinião está dividida sobre o futuro dos e-books e conteúdo digital versus a palavra impressa.        Livro eletrônico é o centro das atenções em Frankfurt Deutsche Welle (Alemanha) – Alexandre Schossler     As oportunidades e os perigos da

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Cartilha Pontos de Leitura

O Ministério da Cultura (MinC), por meio da Coordenação-Geral de Livro e Leitura (CGLL), destinará recursos no valor total de R$ 12 milhões para a compra e distribuição de kits que incluem acervo bibliográfico, computador e mobiliário para até 600 iniciativas selecionadas no Concurso Pontos de Leitura 2008 – Edição Machado de Assis. A Portaria que instituiu o concurso foi assinada no dia 25 de setembro pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira. As inscrições poderão ser feitas até o dia 10 de novembro.    Cada um dos kits da premiação será composto por, no mínimo, 500 livros, sendo 50% de obras de ficção; 25% de não-ficção e 25% de referência; um computador, com uma unidade de CPU, um monitor, um teclado, um mouse, uma impressora e um no break APC/BE 600; e, também, mobiliário básico formado por duas estantes, uma mesa, três pufes, duas almofadas, um tapete emborrachado e uma cadeira giratória para computador. O conjunto a ser entregue aos vencedores do concurso se destina à renovação de acervos bibliográficos e de equipamentos que promovam o uso cultural de computadores e Internet.      Manual de Instruções    Para melhor instruir a todos que vão participar do concurso, a CGLL/MinC

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Comissão aprova decisão que cria Fundo Educacional do Mercosul

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou, na última terça-feira (7), o Projeto de Decreto Legislativo 497/08, que referenda decisão do Conselho do Mercado Comum que cria o Fundo Educacional do Mercosul (FEM). O fundo vai financiar projetos e programas para fortalecimento da integração dos sistemas educacionais dos países integrantes do bloco. O relator, deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ), recomendou a aprovação da proposta.    O FEM, criado em 2004, já foi referendado pela antiga Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul (atual Representação Brasileira do Parlamento do Mercosul). A decisão previa aportes anuais de recursos por parte dos países integrantes do Mercosul por um período de quatro anos, a partir de 2004, calculados de duas formas: um valor mínimo (30 mil dólares) para todos os países e outro proporcional ao número de matrículas escolares.    Como a transferência de recursos ainda depende do referendo do Congresso à decisão, o Brasil ainda não fez o aporte de recursos previsto no documento. O total de recursos que o governo brasileiro terá que destinar ao fundo é de 162 mil dólares.     O FEM será administrado por um organismo especializado, indicado pelo colegiado dos ministros de Educação dos países integrantes do

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Oswaldo Siciliano assume a presidência do GIE

O fundador da rede de livrarias Siciliano e ex-presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Oswaldo Siciliano, assumiu a presidência do Grupo Ibero-americano de Editores (GIE) na quarta-feira, 8 de outubro, em Barcelona. À frente do GIE, Siciliano pretende focar sua atuação no combate à pirataria e na proteção dos direitos do autor, hoje os maiores problemas do mercado editorial no mundo, não apenas nos países ibero-americanos.     Entre outras funções, o GIE tem a missão de promover o intercâmbio entre editoras da América Latina, Caribe, Portugal e Espanha, incentivando a adoção de políticas para difusão do livro e promoção da leitura, além de fortalecer as relações comerciais entre os países ibero-americanos.   

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Feira é a maior do mercado editorial

A Feira do Livro de Frankfurt chega à sua 60ª edição na condição de maior e mais importante ponto de encontro do mercado editorial mundial. Mais de 7 mil editoras de 101 países estarão representadas nos pavilhões da cidade alemã de 15 a 19 de outubro deste ano. Elas levarão a Frankfurt em torno de 400 mil títulos, entre publicações em papel e eletrônicas.     Na primeira edição da feira, em 1949, eram pouco mais de 200 expositores, todos eles da Alemanha. Em exposição estavam cerca de 10 mil livros e a feira, organizada na Igreja Paulskirche, atraiu 14 mil visitantes. Este ano, os organizadores esperam no mínimo repetir os 283 mil visitantes da edição de 2007. A presença de escritores renomados é outro ponto forte do evento.     Para representar a Turquia estará em Frankfurt o Prêmio Nobel de Literatura Orhan Pamuk. Outro Nobel que circulará pelo evento é o escritor alemão Günter Grass. Entre os homenageados deste ano está o autor brasileiro de best-sellers Paulo Coelho. Ao todo, mais de mil autores participarão da feira – 250 só da Turquia.     Um dos destaques da feira deste ano é a digitalização do mercado editorial. A

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Professor do ensino básico terá bolsa em faculdade

O Ministério da Educação irá destinar no ano que vem R$ 1 bilhão para financiar a graduação e especialização de professores da educação básica em universidades públicas.    Parte do dinheiro será destinada a instituições superiores federais, estaduais e municipais para custear a abertura de novas vagas; outra será utilizada no pagamento de bolsas para os professores universitários que assumirem mais turmas de licenciatura; e outra parte para bolsas para os docentes do ensino básico.    Duas mil bolsas -no valor de R$ 1.200- já foram oferecidas neste ano. A meta do governo é que o número chegue a cerca de 10 mil bolsas em 2012.    O ministro Fernando Haddad disse esperar atingir 300 mil professores sem graduação e 300 mil sem formação na área específica em que lecionam -ele citou o exemplo de 20 mil professores de matemática formados em pedagogia. As principais deficiências estão em química e biologia.    Além de aumentar a escala da formação, outro objetivo da criação do sistema, segundo Haddad, é ampliar o número de professores da rede pública formados no ensino superior público -hoje, estima-se que essa seja a origem de apenas 15% dos docentes.    “Sabemos que há boas instituições particulares,

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Fundo Pró-Leitura retoma escalada

O Ministério da Cultura fez chegar às entidades do livro a minuta para criação do Fundo Pró-Leitura. A idéia é que a gestão dos recursos – que pode começar com R$ 30 milhões e chegar rapidamente a R$ 78 milhões, segundo projeções da Universidade Federal do Rio de Janeiro (RJ) – fique mesmo com o Comitê Executivo do Plano Nacional do Livro e Leitura, vinculado aos ministérios da Cultura e da Educação. A decisão sobre o uso dos recursos caberia ao Conselho Diretivo do PNLL, integrado por representantes do governo, editores, escritores e agentes de leitura.        Deve crescer apoio entre editores  por Galeno Amorim    Começa a ganhar corpo no Sindicato Nacional dos Editores de Livro um movimento para que a entidade passe a apoiar com maior vigor a iniciativa do governo de criar o Fundo Pró-Leitura, com contribuições compulsórias de 1% sobre a receita de editores, distribuidores e livreiros. Embora tenha assinado documento de apoio à criação do Fundo, o Snel ainda era um pouco reticente quanto ao seu formato estatal. As demais entidades, com a Câmara Brasileira do Livro à frente, apóiam a iniciativa.    De qualquer forma, as entidades do livro ainda gostariam de

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