Polícia apreende livros de professor com respostas em sebos de SP
Numa operação surpresa, policiais civis revistaram ontem três sebos do centro de São Paulo e apreenderam perto de 200 livros didáticos que têm a comercialização proibida. As publicações são os livros do professor, amostras grátis dadas pelas editoras aos professores e às escolas. O objetivo é convencer os docentes a adotá-los no ano letivo seguinte. Esses livros trazem as respostas dos exercícios, dicas para as aulas e até sugestões de provas. As capas contêm o alerta de que a venda é proibida. Quem vende esses livros comete o crime de violação de direito autoral. A pena pode chegar a quatro anos de prisão. Não podem ser vendidos porque, sendo apenas amostras grátis, os autores não recebem pagamento de direito autoral. A Polícia Civil realizou a ação em razão de uma representação feita pela Abrelivros (associação das editoras). Janeiro foi o mês escolhido por ser a época em que os pais compram os livros escolares dos filhos. Com base nas publicações novas que deixam de ser compradas no Brasil, a Abrelivros calcula que a venda de livros do professor representa um prejuízo de ao menos R$ 20 milhões anuais para as editoras. Além disso,