Polícia apreende livros de professor com respostas em sebos de SP

Numa operação surpresa, policiais civis revistaram ontem três sebos do centro de São Paulo e apreenderam perto de 200 livros didáticos que têm a comercialização proibida.    As publicações são os livros do professor, amostras grátis dadas pelas editoras aos professores e às escolas. O objetivo é convencer os docentes a adotá-los no ano letivo seguinte.    Esses livros trazem as respostas dos exercícios, dicas para as aulas e até sugestões de provas. As capas contêm o alerta de que a venda é proibida.    Quem vende esses livros comete o crime de violação de direito autoral. A pena pode chegar a quatro anos de prisão.    Não podem ser vendidos porque, sendo apenas amostras grátis, os autores não recebem pagamento de direito autoral.    A Polícia Civil realizou a ação em razão de uma representação feita pela Abrelivros (associação das editoras). Janeiro foi o mês escolhido por ser a época em que os pais compram os livros escolares dos filhos.    Com base nas publicações novas que deixam de ser compradas no Brasil, a Abrelivros calcula que a venda de livros do professor representa um prejuízo de ao menos R$ 20 milhões anuais para as editoras.    Além disso,

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Mais de 705 mil crianças brasileiras estão fora da série ideal na escola, diz MEC

Dados preliminares do MEC (Ministério da Educação) mostram que mais de 705 mil crianças estão matriculadas em séries incompatíveis com a idade. O levantamento foi feito em 1.114 municípios que pediram apoio tecnológico do MEC para corrigir o problema.     A secretaria ainda aguarda a resposta de 193 cidades integrantes da lista de 1.307 que pediram o auxílio em 2008. Elas registraram baixo Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) em 2007 e têm prioridade nos programas do ministério.    Segundo Cláudio André, coordenador-geral de Tecnologias da Educação da Secretaria de Educação Básica, alguns municípios informaram que 90% dos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental freqüentam série incompatível com a idade.    Para saber se as informações estão corretas, os números enviados pelos municípios serão comparados com os dados do Censo Escolar de 2008 e discutidos com as secretarias de educação. Os municípios podem não ter interpretado corretamente as informações contidas na ficha e registrado o número total de alunos da rede de ensino.    O objetivo do MEC é atender os 1.307 municípios e trabalhar pelo sucesso da correção de fluxo, resultado que pode aparecer na próxima Provinha Brasil e no Ideb a ser divulgado no começo

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Acordo também muda escrita em braile

Os brasileiros que não enxergam também têm suas dúvidas nos acentos que caíram e nos hífens que apareceram ou desapareceram na virada do ano, quando as regras impostas pelo Acordo Ortográfico entraram em vigor no país.    Tudo o que mudou no português escrito mudou da mesmíssima maneira no português convertido em braile, o sistema tátil usado por cegos do mundo inteiro para ler e escrever.    “Todos nós memorizamos as palavras na grafia antiga. Agora precisamos reconstruí-las na memória com a grafia nova. A diferença é que vocês fazem isso com os olhos e nós [cegos], com os dedos“, explica Maria da Glória Almeida, chefe-de-gabinete do Instituto Benjamin Constant, no Rio, dedicado às pessoas com deficiência visual.    O Acordo Ortográfico tem impacto no braile porque as palavras desse sistema também são escritas letra a letra. Uma letra tem até seis pontinhos em alto relevo. Cada uma se forma com um número e uma disposição própria de pontinhos.    Os acentos e o trema mudam esse arranjo. O dedo treinado de um cego sente a diferença entre “ü“ e“u“ e entre “a“ e “á“.    Se “microonda“ agora é “micro-onda“, a mesma palavra no braile deixa de ter nove

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Nº de matriculados no ensino médio estadual também caiu

O Censo Escolar revela ainda que caiu o total de matriculados nas escolas estaduais no ensino médio, que é de responsabilidade do Estado.    No ano passado, o número caiu para 17.315 alunos, apontam os dados. É a menor quantidade de estudantes nos últimos cinco anos em escolas do Estado. Em 2004, haviam 20.288 alunos de ensino médio na rede. Em 2005, eram 19.439.    Na rede municipal, que atende a uma parcela menor de alunos de ensino médio, as matrículas também caíram. Foram 335 alunos no ano passado, contra 763 em 2004 e, no ano seguinte, 625.    A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado da Educação afirmou que a diminuição nas matrículas de ensino médio tem ocorrido em todo o Estado. A redução de alunos, segundo a assessoria, acompanha a queda da população em idade escolar.    Em 2005, havia em Ribeirão 27.225 jovens de 15 a 17 anos, segundo a Fundação Seade. No ano passado, o número nessa faixa etária diminuiu para 26.113 jovens.    Ainda de acordo com a assessoria, a taxa de escolaridade em São Paulo é maior do que a de outros Estados. A taxa paulista alcança 68% dos adolescentes com idades entre

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Gráficas têm custo milionário para implantar nova ortografia

Onze dias após a mudança na forma de escrever a Língua Portuguesa, o mercado editorial está dividido, muitas empresas já aderiram à nova norma e outras têm como estratégia utilizar o período de três anos para adaptação. Daquelas que já iniciaram as mudanças estão as editoras de dicionários, segundo a International Paper (IP), as encomendas para esse tipo de publicação aumentaram. Segundo estimativa da Câmara Brasileira do Livro (CBL), a conta da adequação, considerando apenas a revisão de conteúdo e a rediagramação pode chegar a R$ 60 milhões. Um valor que corresponde a aproximadamente 4,29% do faturamento do setor que é de cerca de R$ 1,4 bi, verificado no ano passado.    Desse valor, cerca de 50% corresponde ao que o governo federal compra para o programa de distribuição do livro didático. Em 2008, o governo encomendou mais de 108 milhões de livros que custaram quase R$ 720 milhões, os números estão disponíveis no site da Fundação Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE), órgão do Ministério da Educação e Cultura (MEC). De acordo com a assessoria de imprensa do órgão, os livros desse lote ainda não precisam atender à norma porque seu prazo de validade, que é de três anos,

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Livros didáticos ignoram questão gay

Os livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação (MEC) às escolas públicas ignoram a homossexualidade. É o que evidencia pesquisa da ONG Anis em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), financiada pelo Programa Nacional DST/Aids do Ministério da Saúde e realizada nos últimos dois anos com 61 dos 98 livros didáticos de maior distribuição no ensino fundamental e médio. A pesquisa analisou também 24 dicionários distribuídos pelo MEC. Um deles usa as expressões “veado“ e “pederasta“ para definir o verbete gay.    Segundo a professora da UnB e coordenadora da pesquisa, Débora Diniz, o diagnóstico comprova a necessidade de uma política pública para a inserção do tema nos livros. “É preciso cuidar da diversidade educacional do País porque há muitas escolas onde o livro didático representa a centralidade do instrumento didático.“    A pesquisadora Tatiana Lionço, que participou do estudo, diz que apesar de o silêncio dos livros não poder ser caracterizado como homofobia, a ausência do tema reforça a orientação heterossexual como o único modelo na realidade apresentada aos alunos. “Não há um edital que oriente as editoras a falar sobre homossexualidade, o que contribui para o silêncio.“    Alexandre Santos, presidente da Associação da Parada de Orgulho

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Acordo altera só 0,5% das palavras no Brasil

O Acordo Ortográfico, que entrou em vigor no dia 1º, muda uma pequena parcela do vocabulário brasileiro -apenas 0,5%- e 1,5% a 2% das palavras do vocabulário lusitano, que é seguido por países africanos de língua portuguesa (Moçambique, Angola, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Guiné-Bissau), além de Timor Leste.     Por isso, especialistas acreditam que a adaptação dos brasileiros às novas regras não será tão complexa. “É tão pouca coisa [que muda para o brasileiro], que eu não acho que vá causar problemas“, afirma Carlos Alberto Faraco, doutor em linguística e professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná).     Apesar de já ter entrado em vigor, o texto do Acordo ainda deixa algumas dúvidas. Acadêmicos apontam como uma falha o governo federal ter iniciado o processo de implementação do Acordo antes de ter publicado o Volp (“Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa“), que registra a forma oficial de escrever as palavras. Ainda não foi definida a grafia correta de palavras como “coabitar“ -se continuará assim ou se será “co-habitar“.     De acordo com o Ministério da Educação, o Volp deve ser publicado entre o final de fevereiro e o início de março. Portanto, quem quer aprender

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A pressa é inimicíssima da perfeição

Acabo de ver e manusear a segunda edição do “Dicionário Escolar da Língua Portuguesa“, da Academia Brasileira de Letras (“Com a nova ortografia da língua portuguesa“). Agora vai!     Se você é um dos que compraram um exemplar da primeira edição, pode começar a pensar no que fará para se livrar dele. Com o devido respeito, o lugar dele é a reciclagem.     Então vale a pena dar a compra da primeira edição como um dos azares da vida e sair correndo para comprar já um exemplar da segunda edição, finalmente acertada, corrigida e, principalmente, fiel ao texto oficial do “Acordo“?     Vejamos. Como informei na coluna de 1º de janeiro, nas páginas introdutórias da primeira edição há a seguinte informação sobre o emprego do hífen com os prefixos “co-“, “pro-“, “pre-“ e “re-“: “Estes se aglutinam, em geral, com o segundo elemento, mesmo quando iniciado por o ou e“. Em seguida, vêm estes exemplos: “coautor“, “coedição“, “procônsul“, “preeleito“, “reeleição“, “coabitar“, “coerdeiro“. Quando se procuram esses vocábulos no próprio “Dicionário Escolar“, vê-se que…     Bem, vê-se que o “Dicionário“ não seguia integralmente o que preconizava em suas páginas introdutórias (“re-eleição“ e “co-herdeiro“ apareciam com hífen -e

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Pacote para nova ortografia

A Secretaria da Educação de São Paulo terá um pacote de medidas para implantar as alterações do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa em suas cerca de 5,5 mil escolas. O objetivo é que neste ano os 5 milhões de estudantes da rede estadual iniciem uma mudança gradual na aprendizagem, com seus professores capacitados.    Segundo a secretaria, no fim de 2008 foram capacitados cerca de 17 mil professores e professores coordenadores de oficinas pedagógicas, que têm atribuição de difundir conhecimento na rede. Esse processo terá continuidade por intermédio da Rede do Saber, sistema que permite comunicação pela internet entre as escolas e professores estaduais. Um roteiro com as mudanças será disponibilizado a todos os seus 250 mil professores, com download pela internet.    Materiais disponibilizados pela Secretaria da Educação – guias curriculares e cadernos do professor, por exemplo – terão versão com a nova ortografia. O material didático é distribuído pelo Ministério da Educação.    “É uma mudança grande para uma rede com 5 milhões de alunos, a maior do Brasil. O prazo indicado pelo Ministério da Educação é de três anos, mas decidimos iniciar as alterações. Desde 2008, o Estado de São Paulo vem agindo para que o processo

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