Editoras atualizam dicionários visando aumento de demanda

A estratégia das editoras de adaptar aos poucos os livros didáticos à nova ortografia não se repetiu no caso dos dicionários. Grandes empresas correram e lançaram pelo menos nove títulos no mercado, apostando no aumento da procura.     A Abrelivros estima que a reforma ortográfica provocará um crescimento de vendas de, no mínimo, 300 mil exemplares em relação a 2008 – quando foram vendidos 1,2 milhão de dicionários no País.    A Objetiva gastou R$ 400 mil e cinco meses de trabalho para atualizar o Minidicionário Houaiss. A Editora Positivo lançou a 7ª edição do Mini Aurélio e dois novos produtos: o Aurélio Ilustrado e a Palavrinha Viva, ambos para crianças em fase de alfabetização.    A versão mais completa dos dicionários da Objetiva e da Positivo, o Aurelião e o Houaiss, ambos com quase 400 mil verbetes e locuções, está em fase de atualização. “É um trabalho muito cuidadoso“, diz o diretor da Positivo, Emerson Santos. “Não é somente corrigir as entradas. O dicionário tem textos para explicar o significado de outras palavras que também precisam ser corrigidos.“ O Aurélio deve estar até junho nas livrarias. A versão do dicionário para computador deve ser lançada simultaneamente.    Na

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Correndo atrás da reforma ortográfica

Artigo de primeira necessidade no mercado editorial após a reforma ortográfica, o novo Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) deve atrasar. Inicialmente previsto para fevereiro, o lançamento da obra, preparada pela Academia Brasileira de Letras (ABL) não sairá antes de 15 de março.     O Volp é referência para editoras por ter a grafia considerada formalmente correta de 450 mil palavras do idioma. Sem ele, por exemplo, editoras serão obrigadas a imprimir obras distribuídas em escolas públicas de todo o País pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) do Ministério da Educação ainda com dúvidas sobre como se escreve algumas palavras.    Preocupadas com os prazos, as editoras fizeram um acordo com o MEC. “Na dúvida estamos usando a grafia anterior. Esses livros serão distribuídos pelo PNLD em 2011. Ainda dentro, portanto, do prazo de vigência das duas ortografias (que vai até 2012)“, diz Otacílio Parlaretti, coordenador da equipe de produção da Companhia Editora Nacional e da Editora Ibep.    Pelas características dos programas do MEC, os primeiros livros com a nova ortografia vão chegar aos estudantes de escolas públicas só em 2010. Isso porque as obras são inscritas pelas editoras dois anos antes de sua distribuição na rede

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Mais livros em 2008

A Associação Nacional de Livrarias estima que, no ano passado, apesar da crise, a venda de livros no Brasil cresceu muito mais do que o PIB nacional. O crescimento, de acordo com o presidente da ANL, Vitor Tavares, beirou os 11%, ficando dentro da média projetada para o ano. Segundo ele, o bom desempenho ainda é reflexo da desoneração fiscal do livro ocorrida em 2004. O fim dos impostos, explica, fez com que o preço médio dos livros permanecesse, pelo quarto ano consecutivo, abaixo da inflação.

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Mais obras literárias registradas no Brasil

No momento em que o debate em torno da nova legislação sobre os direitos autorais pega fogo, o Escritório de Direitos Autorais, que funciona na Fundação Biblioteca Nacional, anuncia: os brasileiros andam escrevendo mais. Ou, pelo menos, estão registrando mais o que escrevem. Em 2008, foram registradas nada menos do que 29 mil obras literárias no Brasil – 3 mil a mais do que no ano anterior. A poesia, sozinha, representa mais de um terço da produção literária nacional (10.174 obras inéditas). Em seguida, aparece a música.    São Paulo e Rio de Janeiro são os estados que apresentam a maior produção. Somados, representam quase 60% do total.   

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Maior apreensão de livros do país

Três “sebos“ do Recife tornaram-se ontem palco da maior apreensão de livros do professor do país. Mais de cinco mil exemplares novos e usados foram levados por 12 policiais da Delegacia de Prevenção e Repressão à Pirataria. Os pontos de venda estavam localizados nas ruas da Roda e Marquês do Recife, além da Avenida Dantas Barreto, todas no Centro.     Quinze pessoas foram detidas para prestar esclarecimentos. O comércio de livros do professor é ilegal e fere os direitos das editoras e o processo de aprendizagem dos alunos, já que as obras são doadas aos educadores contendo as respostas das questões. Os responsáveis podem ser indiciados por violação do direito autoral (artigo 184 do 2º parágrafo do Código Penal). A pena varia de dois a quatro anos de reclusão.    “Estamos investigando se o responsável pelos desvios é, de fato, um professor, ou se há a participação de algum funcionário das editoras, que é a hipótese mais provável. Mas nenhuma linhade investigação será descartada“, afirmou o delegado de Repressão à Pirataria, Paulo Furtado. Entre os detidos de ontem não estão professores, apenas comerciantes. O inquérito ainda não tem prazo para ser concluído. Por enquanto, os livros estão empilhados no

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Editoras têm até março para inscrever obras no Programa Nacional do Livro Didático

Até o próximo dia 27 de março, editoras e detentores de direitos autorais podem pré-inscrever e cadastrar as obras e coleções didáticas destinadas aos alunos dos anos finais do ensino fundamental, a serem utilizadas a partir de 2011. Nesse ano, serão distribuídos aos estudantes do 6º ao 9º ano os livros didáticos das disciplinas de língua portuguesa, matemática, ciências, história, geografia e língua estrangeira moderna (inglês e espanhol), além do manual do professor.    Segundo a coordenadora-geral dos programas do livro do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Sonia Schwartz, as obras de língua estrangeira virão acompanhadas de CDs de áudio para “aprimorar a pronúncia dos alunos”. Cada estudante receberá um livro e um CD. O professor também receberá um manual e um CD.     Esta é a primeira vez que o FNDE entregará obras de idioma estrangeiro aos matriculados na rede pública de ensino fundamental. Outra novidade é que os estudantes poderão fazer anotações nesses livros porque eles serão consumíveis e não precisarão ser devolvidos no final do ano letivo, como os das demais disciplinas.     Para inscrição e cadastramento, os detentores de direitos autorais devem acessar a página eletrônica do FNDE, no link SIMAD-Sistema de

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Mochila cheia, bolsos vazios

A empresária Caroline Caldeira Sarno, 37 anos, já temia desembolsar muito dinheiro na volta às aulas de seus filhos, Natalia, 13 anos, e Raphael, 9. Em 2008, ela pesquisou quanto custaria o material escolar dos dois. Nas livrarias, gastaria cerca de R$ 2.500.    Comprando diretamente no Colégio Santa Maria, em São Paulo, onde eles estudam, R$ 1.900. Depois de conferir se o desconto continuava valendo a pena este ano, adquiriu os livros didáticos na escola por R$ 1.400. “Mas os preços ainda são muito altos, não é todo pai que tem condições de desembolsar R$ 1 mil ou R$ 2 mil de uma vez“, afirma Caroline. “Existe um cartel nos preços de livros nas livrarias, você não acha mais barato.“    Embora algumas lojas forneçam pequenos descontos, o valor dos livros didáticos é definido pelas editoras, e pode passar de R$ 100. Pesa no bolso da classe média, sobretudo de quem tem dois filhos ou três. Afinal, sem contabilizar o restante do material escolar, a conta em geral supera o valor da mensalidade escolar.     Mas o que justifica somas tão altas, em obras que, muitas vezes, são usadas apenas por um ano? “O investimento para criar uma

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Entidade comemora bicentenário de Louis Braille

As comemorações do bicentenário de Louis Braille não serão realizadas somente em âmbito internacional. O Brasil também está programando diversos eventos para celebrar o nascimento do criador do sistema de leitura para deficientes visuais.     A Fundação Dorina Nowill para Cegos, que trabalha para facilitar a inclusão social dessas pessoas, por meio de produtos e serviços especializados, criou a Comissão Brasileira para o Bicentenário de Louis Braille (CBBLB), presidida por Dorina de Gouvêa Nowill e responsável por parte da programação no País.     O grupo comemora o decreto municipal 49.756 de 15/07/2008, pelo qual a Biblioteca Braille do Centro Cultural São Paulo passou a se chamar Biblioteca Louis Braille. Está em tramitação na Câmara Municipal, a criação do Dia Municipal do Braille, a ser comemorado em 3 de setembro, data em que foi assinada a lei que instituiu a primeira classe braille no estado de São Paulo, em 1953.     Entre as ações, ainda destacam-se a emissão de um selo dos Correios comemorativo ao bicentenário para até 2012; a criação do Dia Nacional do Braille, a ser comemorado sempre em 8 de abril, data do nascimento de José Álvares de Azevedo, patrono da educação dos cegos no

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É fácil fazer obra Creative Commons

Registrar uma obra sob Creative Commons não significa tornar seu próprio material algo sem dono. Continuam existindo regras para a utilização.    Normalmente, um conteúdo sob Creative Commons pode ser baixado e distribuído livremente, desde que citada a fonte.    Alguns autores permitem que sua criação seja alterada ou adaptada, outros, não.    O escritor de um livro que o queira licenciar em Creative Commons, no Brasil, tem cinco opções de termos disponíveis, por exemplo.    De acordo com o site internacional da iniciativa, já foram completamente adaptadas licenças CC para atender à lei de 54 países, como EUA, China e Argentina.    Preencher os dados para a publicação de algo em CC é rápido. De forma básica, aqui no Brasil, basta responder a duas perguntas com respostas em alternativas.    Sem burocracia    Um dos objetivos por trás desse recurso é a desburocratização dos direitos autorais na internet.  No endereço (creativecommons.org/license/?lang=pt), o usuário encontra os passos para licenciar uma obra.    Depois de completar o cadastro, a pessoa recebe um código para mostrar uma etiqueta representando a licença escolhida por ele em um site. Quem clica nessa etiqueta tem acesso às condições detalhadas dos direitos daquele conteúdo.     

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