Bibliotecários debateram seu papel social no seu dia

A Imprensa Oficial de São Paulo, o Instituto Pró-Livro e diversas entidades de bibliotecários comemoraram nesta quinta-feira (12/3) o Dia do Bibliotecário. Febab, Conselho Federal de Biblioteconomia, Conselho Regional de Biblioteconomia de SP, Sindicato dos Bibliotecários do Estado, a IFLA/LAC e a Associação dos Bibliotecários da cidade de São Paulo se uniram para uma celebração em conjunto.     Logo depois de um café da manhã oferecido pela IO, foi realizada a palestra O Papel Social do Bibliotecário, na qual apresentei alguns dados novos da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro (que deu origem ao livro homônimo, co-editado pelo IPL e pela Imprensa Oficial).    O estudo revelou, por exemplo, que três em cada quatro brasileiros não frequentam bibliotecas e que os leitores vão às bibliotecas basicamente durante a vida escolar. Seu uso diminui de 62% para menos de 20% na fase adulta.    Os bibliotecários têm um papel fundamental para fazer do Brasil um país de leitores.   

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Qual é o índice de livros da sua cidade?!

Na cidade de São Paulo, nada menos do que em nove subprefeituras o número de livros per capita nas bibliotecas infanto-juvenis é simplesmente zero. A melhor delas é a da região da Sé, no centro, onde este índice é de 13,3 livros/habitante. No final das contas, a média fica em torno de 1,1. Esses são alguns dos números que estão sendo divulgados pelo Movimento Nossa São Paulo, que constatou, estarrecido, que no caso do público adulto a situação é ainda pior: há apenas 0,55 livro para cada morador nos acervos públicos da metrópole. O índice recomendado pela Unesco é de pelo menos dois livros por cidadão.    Agora, o movimento constituído por um grande número de instituições paulistanas pressiona a prefeitura no sentido de mudar esse quadro. E aproveita que, por lei, o novo prefeito (reeleito) Gilberto Kassab deve apresentar, até o final de março, suas metas para os próximos anos para tentar que ele assuma um compromisso mais condizente com a importância da cidade que governa. 

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Parabéns aos bibliotecários

No dia 12 de março é hora de lembrar do profissional que orienta os caminhos de tantas pessoas no mundo da leitura. Nesta data se comemora o Dia do Bibliotecário, instituído em homenagem a Manuel Bastos Tigre, considerado o primeiro bibliotecário por concurso no Brasil. Aliás, no País, a data foi instituída pelo Decreto nº 84.631, de 12 de abril de 1980, e é comemorada em todo o território nacional. Tigre nasceu no dia 12 de março de 1882 e, ao terminar o curso de Engenharia resolveu fazer aperfeiçoamento em eletricidade, nos Estados Unidos, onde conheceu o bibliotecário Melvil Dewey, que instituiu o Sistema de Classificação Decimal. Este encontro foi decisivo na sua vida, porque, em 1915, aos 33 anos de idade, largou a engenharia para trabalhar com biblioteconomia. Naquele ano, ele realizou concurso para Bibliotecário do Museu Nacional. Mais tarde, transferiu-se para a Biblioteca Central da Universidade do Brasil, onde serviu por mais de 20 anos. Transferido, em 1945, para a Biblioteca Nacional, onde ficou até 1947, assumiu depois a direção da Biblioteca Central da Universidade do Brasil, na qual trabalhou, mesmo depois de aposentado, ao lado do Reitor da instituição, Professor Pedro Calmon de Sá. 

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Recursos do Fundeb devem ultrapassar R$ 81 bilhões

A estimativa de receita do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) para 2009 é de R$ 81,9 bilhões, 28% maior do que o total aplicado pelo Fundo em 2008, quando chegou a R$ 63,7 bilhões. Os parâmetros operacionais deste ano foram publicados hoje, 11, no Diário Oficial da União (DOU). Dos recursos previstos, R$ 76,8 bilhões vêm da contribuição de estados, Distrito Federal e municípios, e outros R$ 5 bilhões, da complementação da União, paga no âmbito de estados que não conseguem atingir com sua própria arrecadação o valor anual mínimo nacional por aluno, estabelecido em R$ 1.350,09 para 2009.     Formado por percentuais de uma série de impostos e transferências constitucionais, o Fundeb destina-se a financiar a educação básica pública. Pelo menos 60% dos recursos de cada ente federativo (estados, DF e municípios) devem ser utilizados para o pagamento de profissionais do magistério em efetivo exercício, como professores, diretores e orientadores educacionais. O restante serve para despesas de manutenção e desenvolvimento do ensino, que compreende o pagamento de outros profissionais ligados à educação, como auxiliares administrativos e secretários de escola; formação continuada de professores; aquisição de equipamentos; manutenção,

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‘Vocabulário Ortográfico’ será lançado no dia 19

A quinta edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp), já atualizado com as novas regras do acordo ortográfico, será lançada no próximo dia 19.    Evanildo Bechara, coordenador da Comissão de Lexicografia e Lexicologia da ABL e principal responsável pelo Volp, especifica os critérios adotados pela comissão: respeitar a letra do acordo, estabelecer uma linha de coerência quando surgiam princípios aparentemente contraditórios, acompanhar o espírito simplificador da reforma e, nos pontos não discutidos no texto, preservar a tradição ortográfica decorrente das reformas anteriores. Ele explica que foram adotadas 15 medidas para dirimir dúvidas ou ambiguidades no texto do acordo:    – Ditongos abertos “ei” e “oi” são acentuados quando ocorrem em palavras terminadas em -r. Exemplos: Méier, destróier, blêizer, gêiser    – Usa-se acento circunflexo nos paroxítonos com encontro “ôo“ em palavras terminadas em -n. Exemplo: herôon    – Paroxítonos terminados em -om também devem ser acentuados. Exemplos: iândom, rádom    – Usa-se acento no hiato “ui“, quando a vogal tônica é o “i“. Exemplo: arguí (1ª pessoa do singular do pretérito do indicativo)    – O acordo afirma que “emprega-se o hífen nas palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza

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PorSimples

Uma novidade e tanto: entrou em fase final um projeto que, pronto, promete sacudir o ambiente que trata das questões relativas à leitura no Brasil. Trata-se do PorSimples: simplificação textual do português para inclusão e acessibilidade digital, coordenado por Sandra Maria Aluisio, do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, unidade do campus de São Carlos da Universidade de São Paulo (USP).    O objetivo da pesquisa que vem sendo desenvolvida pelo ICMC é simplificar a linguagem de textos em português disponíveis na Internet, facilitando o entendimento deles por crianças e adultos em processo de alfabetização, pessoas com problemas de linguagem ou cognitivos, além dos chamados analfabetos funcionais. “Nossa proposta é trabalhar na criação de páginas com acessibilidade universal“, declarou ao Boletim FAPESP Sandra Maria Aluisio, integrante do Núcleo Interinstitucional de Lingüística Computacional e Intermídia da USP de São Carlos.    A equipe do PorSimples selecionou e construiu ferramentas que serão incorporadas às tecnologias propostas pelo projeto. Foi escolhido o analisador sintático que identificará estruturas sintáticas complexas, e adaptado um analisador de discurso para ele mostrar visualmente as relações entre as partes de um texto, ajudando, assim, na sua compreensão. Para tornar um texto mais curto, vários métodos de sumarização

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Abrelivros homenageia João Tissi na comemoração do Dia Nacional do Livro Didático

São Paulo, 6 de março de 2009 – O educador João Tissi foi homenageado pela Associação Brasileira dos Editores de Livros (Abrelivros) durante almoço comemorativo ao Dia Nacional do Livro Didático, celebrado no dia 27 de fevereiro. Um dos fundadores da entidade e profissional à frente da editora FTD por 40 anos, Tissi foi reconhecido pelo empenho ininterrupto à educação brasileira.    O almoço teve a presença de cerca de 90 editores e representantes de entidades nacionais ligadas ao mercado editorial. Na ocasião, estiveram reunidos alguns dos principais nomes do setor, como Sonia Machado Jardim, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL); José de Nicola, presidente da Abrale, Rafael Torino, Diretor de Ações Educacionais do FNDE, Maria do Pilar Lacerda, titular da Secretaria de Educação Básica do MEC, Rosely Boschini, presidente da CBL, Isis Valéria, diretora da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) e Vitor Tavares, presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL), entre outros.    Jorge Yunes, presidente da Abrelivros, destacou o trabalho mantido por Tissi durante sua gestão na entidade e na editora FTD. “O mercado está sentindo bastante a falta de homens como João Tissi, empenhados em construir educação e qualidade de vida”.

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Fiscalização vai garantir assuntos afro-brasileiros em currículo

O estudo da história e cultura afro-brasileira, bem como dos povos indígenas, deve ser incluído nos currículos escolares. Os municípios que não fizerem esta inclusão podem ser responsabilizados por descumprimento de lei federal. O alerta é da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Segundo o órgão, a cobrança e a fiscalizaçãoda aplicação desta obrigatoriedade está sendo feita pelo Ministério Público dos estados. Conforme a CNM, a não-implantação em algumas escolas fez com que municípios tivessem investigação oficial instaurada pelo MP. Promotores de Justiça estão requisitando informações sobre o currículo das escolas e sobre as providências adotadas para a implementação da lei. A inclusão destas disciplinas foi estabelecida pela Lei 10.639, de 2003, ampliada pela Lei 11.645, de 2008, que estabelece a obrigatoriedade da inclusão do estudo sobre a história e cultura afro-brasileira e dos povos indígenas.    

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Polícia apreende 400 livros do professor em sebos de Curitiba

Cinco sebos do Centro de Curitiba foram alvo de cumprimento de mandados de busca e apreensão que resultaram no recolhimento de 400 livros, na manhã desta quarta-feira (4). Todos os exemplares eram do ‘livro do professor’, cuja venda é proibida, de acordo com a lei. A operação foi desencadeada após denúncias da Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), entidade não-governamental que fiscaliza o comércio ilegal do material.    Cinco pessoas foram encaminhadas à Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor (Delcon) para prestar esclarecimentos e liberadas. O advogado da Abrelivros, Dazílio Barros, explica que o comércio de livros do professor e ilegal porque fere os direitos das editoras. “Esse tipo de material é doado para os docentes e, por isso, não tem direitos autorais recolhidos para os autores”, explica. “Quando um livro desses é vendido, o negociante é enquadrado no segundo parágrafo do artigo 184 do Código Penal, sobre direito autoral, que prevê pena de dois a quatro anos de reclusão”, afirma.    Nos depoimentos, segundo a Delcon, os proprietários dos sebos disseram que receberam os livros de diversas maneiras, como doações de professores, feiras de reciclagem e escolas que descartaram os exemplares. “Muitas vezes, por

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